Como aumentar o limite do seu cartão de crédito

Leonardo Cassol 11 · fevereiro · 2015

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Esse post apresenta 10 dicas com recomendações práticas que vão ajudar você a turbinar o seu limite do cartão de crédito. É possível ter um limite de crédito bem maior que sua renda mensal comprovada, desde que você atenda aos requisitos mínimos de concessão de crédito praticados pelos bancos de varejo que atuam no Brasil. Confira!

Os cartões de crédito, se bem usados, são poderosas e eficientes ferramentas de compra, que agregam benefícios associados, como o acúmulo de milhas ou pontos, prêmios, descontos em eventos culturais, seguros gratuitos, acesso a salas VIP, concierge e inúmeros outros serviços associados. Ao mesmo tempo, se utilizados sem planejamento, são perigosos instrumentos de endividamento, com taxas de juros extremamente elevadas e alto risco do efeito “bola de neve”, que pode transformar as suas despesas numa dívida crescente e praticamente impagável. Portanto, antes de seguir essas dicas, é recomendável refletir se você precisa e se está preparado para ter mais crédito à sua disposição.

Por que ter um bom limite no cartão de crédito?

Comprar a tão sonhada passagem para toda a família na promoção do Melhores Destinos, sem comprometer todo o seu limite; fazer compras parceladas e aliviar o fluxo de caixa; contingências; utilizar o pague contas; centralizar os gastos diários, acumular milhas… são incontáveis motivos que justificam a necessidade de um bom limite de crédito. Além disso, com renda e limite mais altos, é possível migrar para melhores cartões (platinum, infinite e black), cujos benefícios quase sempre são superiores aos dos demais cartões.

Como funciona a definição e aprovação do crédito pelos bancos?

Já se foi o tempo em que comprar um presentinho para o gerente do banco era um fato relevante para conseguir crédito. A concessão de crédito hoje passa por normas rígidas, que vão desde de a decisão de um comitê de crédito, até a análise de um software especializado que considera diversos aspectos do consumidor, utilizando indicadores para calcular o risco e atribuir um score (uma espécie de nota para o cliente), bem como customizar os limites de crédito. Em todos os casos, a renda mensal comprovada, o histórico de relacionamento com o banco e/ou com a administradora do cartão de crédito e o seu nível de endividamento de curto prazo (utilização de cheque especial e cartão de crédito, principalmente) serão sempre os requisitos mais importantes para essa decisão.

Qual o limite máximo que se pode obter no cartão de crédito?

A resposta padrão dos bancos é que o limite total de crédito não deve ultrapassar uma fração (geralmente 70%) da sua renda bruta. É o mais comum, mas está bem longe de ser o limite. Caso o seu limite de crédito seja inferior a 100% de sua renda mensal bruta, essa é uma boa referência de que ele pode aumentar.

De qualquer maneira, mantendo um bom relacionamento com o banco e sendo cliente de mais de uma instituição financeira (cartões de crédito com diferentes bancos), é possível ter na soma dos limites dos cartões de crédito mais de 10 vezes o valor de sua renda mensal bruta. Isso mesmo! Ressalto que não se trata de nenhuma prática milagrosa, ilegal ou enganosa. É possível ampliar seu limite seguindo as regras de crédito dos bancos e administradoras de cartão que atuam no Brasil. Falo por experiência própria e também por uma pesquisa em profundidade que realizei para escrever esse post. Apenas o cartão de uma instituição financeira pode oferecer mais de 6 vezes o valor de sua renda mensal. Claro que isso não ocorre de imediato e nem por obra do acaso. Mas é algo ao seu alcance e que você confere a seguir, em detalhes, como funciona!

Passo a passo: 10 dicas com recomendações para aumentar o seu limite no cartão de crédito

Primeira fase: construindo as bases para aumentar seu limite
Atualize e comprove sua renda anualmente: você sabe qual a sua renda mensal comprovada registrada pelo banco ou pela administradora do seu cartão? A sua instituição financeira pode estar com uma informação antiga, com uma renda muito inferior à sua renda atual. Portanto, comece verificando essa informação e atualizando sua renda, enviando um dos comprovantes de renda aceitos pelo seu banco. Faça isso anualmente, ou pelos menos em todos os anos em que sua renda aumentar ou lhe for solicitado;

Utilize o comprovante de renda que mais te favorecer: ou seja, que demonstre o maior valor possível para a sua renda (escolha um entre a última declaração de imposto de renda com o respectivo recibo; contracheque; fatura de outro cartão de crédito; ou decore – declaração de rendimentos para pessoa jurídica;
Informe sempre todos novos bens e rendas complementares: bens como imóveis, carro, moto, ações etc. ou rendas complementares comprovadas ou não comprovadas (renda com aluguéis, pensões, bônus, PLR ou ajuda de custo) trazem mais segurança às instituições financeiras e devem ser informadas;

Solicite a transferência de todos os seus limites para o cartão de crédito: parte dos grandes bancos nacionais (Banco do Brasil, Itaú entre outros) permite a transferência de limites entre diferentes cartões de crédito, ou ainda do cheque especial, CDC (crédito direto ao consumidor) ou linhas de crédito de curto prazo para o cartão de crédito. O Banco do Brasil permite, inclusive, alocar o limite do empréstimo CDC para compras parceladas do cartão de crédito, evitando assim que elas prendam o seu limite.

Ao fim da primeira fase você terá estabelecido as bases para seu crédito aumentar no curto, médio e longo prazos. Você pode iniciar a fase 2 em paralelo à fase 1, desde que a sua renda esteja atualizada junto ao seu banco ou à sua administradora de cartão.

Segunda fase: ampliando o seu de limite de crédito
Use seu cartão ou seus cartões de crédito para todas as suas despesas cotidianas, pagando sempre o valor integral da fatura em dia: usar praticamente todo o limite do cartão (pagando em dia, claro!) leva a administradora a perceber que seu limite não está adequado ao seu perfil, além de vê-lo como um cliente preferencial. Isso não é um indicador obrigatório, mas é importante ter um bom padrão de consumo. Portanto, esqueça o cartão de débito! (a não ser que você tenha um bom desconto para pagar à vista). Se puder, coloque ainda a sua fatura no débito automático para evitar atrasos;

Solicite aumento do seu limite de crédito a cada 6 meses. É possível solicitar pela central de atendimento do cartão ou pelo site, na maioria dos casos. Se seu cartão for de movimentação múltipla com a conta corrente, você terá que pedir na agência ou por telefone ao seu gerente. Geralmente os atendentes ou o sistema (no caso da solicitação pelo internet banking) conseguem aprovar um aumento de 15% a 25% do limite sem necessitar do envio de comprovante de renda. Por isso, a dica é repetir essa ação a cada 6 meses, seguindo conjuntamente as demais recomendações;

Peça um novo cartão numa diferente instituição financeira da qual você ainda não seja cliente: faça isso após ampliar a renda no cartão ou nos cartões de crédito que possuir, para que você possa utilizar a fatura desse cartão (que a essa altura, provavelmente, já será maior que a sua renda mensal bruta) como comprovante de renda. A vantagem de ter um cartão de nova instituição financeira é que você terá uma nova e independente linha de crédito disponível, sendo que você já começa nela com uma renda alta. Não se acanhe com uma nova anuidade. Você poderá negociá-la com um desconto integral ou parcial. Veja como neste post.

Caso você já tenha cartões com outra instituição, siga os procedimentos dos itens anteriores e peça o aumento do limite. Instituições financeiras como Itaú, Santander, HSBC, Credicard, Bradesco (cartão Smiles ou American Express), Banco do Brasil (cartão Smiles) entre outras oferecem bons cartões de crédito para quem não é correntista. A proposta pode ser preenchida pela internet e o comprovante enviado por fax ou e-mail;

Continue utilizando seus cartões de crédito e solicitando semestralmente o aumento de limite: pode ser que, em algumas vezes, o pedido seja negado ou que a instituição exija comprovante de renda. Nesse caso, envie o novo comprovante apenas se ele for maior que o seu limite atual ou a sua renda esteja desatualizada. Caso um dos cartões aumente o seu limite num valor maior que o outro, espere a fatura que comprova o novo limite maior chegar para utilizá-la como comprovante de renda junto à administradora do outro cartão. Do contrário, aceite a negativa e peça novamente o aumento 6 meses depois. Anote na sua agenda a data para não esquecer. Repita esse processo, seguindo conjuntamente as outras dicas e recomendações. No caso de novos cartões, geralmente é necessário aguardar pelo menos 6 meses até a primeira solicitação de aumento de limite. Cabe a você decidir a hora de parar, quando o limite atender às suas necessidades.

Terceira fase: consolidando seu limite de crédito

Monitore as variáveis que compõem o score que estejam dentro do seu controle: sua renda, escolaridade, nível de endividamento de curto prazo (ex: cheque especial e cartão); médio prazo (ex: financiamento de veículo) e de longo prazo (ex: financiamento de imóvel), adimplência e cumprimento de prazos em operações de crédito realizadas, qualidade do relacionamento com o banco (ver item 10), participação societária em empresas são indicadores que definem seu perfil financeiro e o seu score e, consequentemente, o valor do seu crédito. Portanto, saiba que isso terá grande peso nas decisões de sua instituição financeira. Outros fatores que compõem o score não são passíveis de ação por parte do cliente, tais como gênero, idade, estado civil, número de filhos etc. Alguns indicadores, como o CEP, parecem estranhos, mas o banco pode segurar a concessão de crédito se perceber, por exemplo, um grande aumento de inadimplência numa cidade ou em um bairro específico. Isso ocorre também com o seguro do carro, por exemplo. Fatores macroeconômicos fora de nosso controle, como crescimento econômico do Brasil, taxa referencial de juros, nível de emprego e de renda também influenciam as decisões dos bancos de maneira geral.

Concentre seus investimentos e produtos na instituição que melhor lhe reconhecer como cliente: receber o salário pelo banco, manter um bom volume de investimentos, ações, fundos de previdência, seguros, débitos automáticos e outros produtos bancários ajudam a melhorar o seu score e o seu relacionamento com o banco, contribuindo para a ampliação do seu limite de crédito. Em alguns casos, o aumento de limite virá mesmo sem você pedir. Se não estiver interessado, você pode pedir a redução do seu limite para o valor original.

Não consigo aumentar meu limite de jeito nenhum. O que pode estar interferindo nesse caso?

Inicialmente, pergunte objetivamente à sua instituição financeira o motivo da negativa. Em determinadas ocasiões eles não informam. Nesse caso, verifique por conta própria se existe alguma pendência financeira em seu nome, seja por pagamentos atrasados, cheques sem fundos, protestos em cartório, ações judiciais das quais você seja réu, participações em falências, inscrições no histórico do SERASA , SPC ou Equifax.

Dívidas atrasadas passadas, ainda que quitadas, geralmente estão diretamente associadas a limitação de crédito, especialmente se elas tiverem sido quitadas com desconto. Nesse caso, a saída é buscar outra instituição financeira e começar um novo relacionamento do zero. Esquecer de pagar a fatura no vencimento, ainda que se pague o valor integral depois, também afeta a decisão de conceder aumento de limite. Igualmente ocorre com quem é sócio de uma empresa com problemas financeiros.

Além disso, bancos públicos e determinadas administradoras de cartão de crédito são conhecidos por terem critérios mais rígidos para a concessão de crédito. Se for o seu caso, considere uma administradora com outro perfil na hora de contratar o cartão de outra instituição financeira. Se for correntista, tenha certeza de que sua conta corrente não está cadastrada como conta universitária ou alguma outra conta não tradicional, pois isso pode interferir na definição do crédito disponível.

Importante: a Lei não obriga as instituições financeiras a conceder crédito para nenhum cliente e nem determina o volume de crédito que deve ser concedido. Caso não se sinta reconhecido por sua instituição financeira, considere trocá-la por uma concorrente. Converse com amigos, colegas de trabalho e pessoas próximas e avalie a instituição que melhor pode atendê-lo.

Importante: Use o crédito com sabedoria e tenha o controle de suas finanças

Seu crédito deve ser usado de maneira consciente e inteligente, sob pena de se tornar um grave problema na sua vida. É fundamental manter o controle de suas contas e não confundir limite de crédito com renda. Ter um limite maior que sua renda aumenta muito o risco de perder o controle, portanto, pense bem antes de consumir e tenha uma contingência para imprevistos. Se sentir que está perdendo o controle de suas finanças, procure ajuda e aja rapidamente. É possível negociar o parcelamento da fatura com juros mais palatáveis, mas é importante que isso seja feito antes da dívida se avolumar, e também que isso seja feito em paralelo a medidas de contenção de gastos, para evitar o acúmulo de novas dívidas. Por fim, é altamente desaconselhável utilizar crédito para ajudar familiares, parentes ou amigos. Se não tiver opção, considere que você tenha condições de pagar a dívida no caso da pessoa não honrar o compromisso firmado. Muitas pessoas possuem passam por dificuldades por causa de situações cotidianas, como as citadas nesse parágrafo. Tenha cuidado! E aproveite as melhores promoções!

Tem mais alguma diga não listada no post? Teve alguma experiência interessante relacionada ao limite de cartão de crédito? Compartilhe abaixo nos comentários!

Leonardo Cassol é economista e colaborador do Melhores Destinos.

OBS.: Escrevi esse artigo com base em minha própria, complementando com informações de terceiros fruto de minha pesquisa. Em algum momento eu me vi obrigado a aumentar meu limite de crédito após constatar que o mesmo estava totalmente comprometido com o parcelamento de passagens compradas em promoções, e também para aproveitar benefícios como o acúmulo de milhas através do pague contas do cartão. Comecei a adotar a estratégia apresentada nesse post em 2010, conseguindo em 2012 um volume de crédito 15,7 vezes maior que a minha renda. Em 2014, no entanto, com uma nova conjuntura econômica, avaliei que estava muito alavancado e que era necessário reduzir minha alavancagem, o que me levou a cancelar cartões e reduzir meu limite de crédito para patamares mais próximos aos da minha renda.

Autor

Leonardo Cassol - Editor Economista, apaixonado por viagens, aviação e milhas! Especialista em programas de fidelidade do Melhores Destinos