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Piscinas naturais do Nordeste: cinco dicas para aproveitar o passeio ao máximo (e sem decepção)

Bruna Scirea
Bruna Scirea
08/08/2019 às 7:44

Piscinas naturais do Nordeste: cinco dicas para aproveitar o passeio ao máximo (e sem decepção)

Quanto mais alta a expectativa, maior também pode ser a decepção. Esse começo de texto completamente desmotivacional não é pra te fazer refletir sobre a vida, relacionamentos, nem nada. O assunto aqui é bem prático: piscinas naturais. E tenho certeza que a essa altura sua mente já está cheia de imagens de águas cristalinas a la Caribe, com peixinhos coloridos para lá e para cá e você ali, nesse paraíso, curtindo as férias. A expectativa é alta, né? Mas a lua pode não ser a certa, o horário do dia talvez seja o pior possível e você pode se esquecer dos apetrechos necessários para curtir o mergulho. Aí, meu amigo, em vez de mar, o que vem é um balde de água fria.

Para evitar que você perca a viagem, separamos cinco dicas de como garantir um passeio às piscinas naturais sem erros! Leia atentamente o nosso passo a passo para um mergulho perfeito e também confira alguns passeios que já fizemos, como nas piscinas naturais de Porto de Galinhas, Maragogi, Morro de São Paulo, Península de Maraú e os Parrachos de Maracajaú.

Leia também: Conheça as melhores praias do Brasil

1. Para saber antes da viagem: qual é a lua?

As piscinas naturais são águas cristalinas represadas por recifes durante a maré baixa. Isso significa que a formação destes aquários está intimamente relacionada à fase da lua. Nas luas cheia e nova o movimento das marés é mais radical, fazendo com as piscinas fiquem mais rasas e cristalinas. Então aqui está a primeira dica: antes de marcar uma viagem para um destes paraísos aquáticos, verifique se as datas coincidem com os períodos de lua cheia ou nova! Isso é muito importante porque, durante a lua crescente ou minguante, o movimento da maré é tão discreto que pode ser que nem ocorra a formação das piscinas naturais.

Praia de Taipu de Fora, na Península do Maraú

O incrível registro acima foi feito pela nossa editora de Destinos Monique Renne durante viagem para Taipu de Fora. Veja todas as dicas que ela juntou no nosso guia da Península de Maraú e também leia mais sobre o passeio nas piscinas naturais de Taipu de Fora.

 

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2. Fique de olho na tábua de marés

Após chegar ao destino, programe o passeio até as piscinas naturais de acordo com a tábua das marés. As piscinas se formam quando a maré está baixa – e importante: a maré não baixa sempre no mesmo horário. Todos dias ela atrasa cerca de meia hora, 45 minutos. Então é mais do que necessário que você consulte no dia anterior ao passeio qual será o horário da maré mais baixa e planeje o passeio com base nisso. A tábua das marés pode ser consultada online em diversos sites, como o Climatempo. Para um mergulho ideal, prefira um dia e horário em que a maré esteja entre 0,1m e 0,3m.

Assista ao nosso vídeo completinho com as dicas de como aproveitar ao máximo um mergulho nas piscinas naturais do Nordeste:

3. A matemática para definir o horário do passeio

É bem óbvio, mas vale a pena lembrar: não adianta chegar nas piscinas naturais bem na hora da maré mais baixa. Isso porque ao atingir o pico mínimo a maré imediatamente volta a subir, enchendo as piscinas naturais e tornando a água mais mexida. O ideal é você programar um passeio para chegar ao ponto do mergulho uma hora e meia antes da maré mínima, assim você garante aqueles instantes mágicos enquanto a piscina está esvaziando, quando a água fica mais límpida. Claro que você poderá permanecer mergulhando após a maré atingir seu pico mínimo, mas certamente as condições já não serão as mesmas.

Se possível, prefira dias em que a maré mais baixa coincida com o horário de sol a pino (ou pelo menos num dos momentos em que o sol esteja bem alto, como entre o fim da manhã e o início da tarde). Assim as chances de uma piscina bem iluminada são maiores. Ah, e na hora de planejar o horário do passeio, não se esqueça de contabilizar o tempo de deslocamento de barco até as piscinas, caso elas fiquem em alto-mar.

Essas belezuras acima também foram clicadas pela Monique Renne durante a viagem que deu origem a um belo post cheio de dicas de passeios em Caraíva, no sul da Bahia. São vários os cantos com piscina naturais nesta região, com destaque para as praias dos Amores e do Espelho. Já deu pra ver que a Bahia é cheia de praias com piscinas naturais, né? Leia nosso post com 10 praias da Bahia que você precisa conhecer e se inspire para fazer um roteiro por lá.

4. Atenção à previsão do tempo

Estava tudo programado para fazer o passeio nas piscinas naturais, mas o dia amanheceu meio cinza, há previsão de chuva ou o sol não deu as caras… Se estiver com folga no cronograma e for ficar no destino por mais tempo, considere adiar o passeio para um dia bem ensolarado, que é quando as piscinas naturais vão estar exatamente daquela maneira que você viu nas fotos. Em dias nublados, a iluminação fica comprometida e a visibilidade debaixo d’água também. Em dias de chuva, então, nem se fala: o mar fica mais remexido e a piscina nem de longe será aquele aquário que você imaginou.

Veja nosso vídeo com cinco dicas das melhores piscinas naturais do Nordeste:

 

No vídeo acima destacamos que Porto de Galinhas é um dos mais famosos destinos brasileiros quando o assunto é piscinas naturais. Para saber mais, confira o super post que a editora de Destinos Camille Panzera preparou sobre os passeios em Porto de Galinhas e região.

5. Como se preparar para o mergulho?

Para garantir bons momentos admirando a vida debaixo d’água, confirme se o passeio que você vai fazer oferece snorkel – ou garanta um para levar para as piscinas. Se você nunca mergulhou ou flutuou com snorkel antes, treine um pouquinho, de preferência nos dias anteriores. Assim você não perde tempo tentando se adaptar à máscara enquanto estiver nas piscinas. Para as boas fotos, considere adquirir uma máquina para fotografar debaixo da água (há modelos descartáveis e acessíveis) ou então proteja o seu celular com capas específicas para mergulho.

Essas são as nossas duas principais dicas do que levar em um passeio para as piscinas naturais. Vale lembrar que nada além das boas recordações devem voltar com você para a terra firme. Não toque nos corais, muito menos tente quebrá-los para trazer um pedaço como recordação. Você poderá se machucar e estará fazendo um grande dano à natureza. Seja consciente!

Depois das dicas você certamente está bem preparado para planejar uma super viagem para as piscinas naturais! Então fica aqui mais um dia de destino: na Ilha de Boipeba, no sul da Bahia, também são vários os cantinhos com esses aquários cristalinos. Saiba mais desta incrível região no relato da Monique Renne que, pra variar, fez fotos lindíssimas e trouxe várias dicas para conhecer Moreré, a Ponta dos Castelhanos e outras praias desta parte da Bahia!

E aí, curtiram as dicas? Se tiverem outras sugestões, deixem nos comentários! Agora fica aqui uma perguntinha final: qual é a piscina natural dos seus sonhos?