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Exclusivo! Diretor da Emirates fala sobre ampliação de voos e destinos e garante: “viajar agora é seguro”

Leonardo Cassol
29/09/2020 às 15:45

Exclusivo! Diretor da Emirates fala sobre ampliação de voos e destinos e garante: “viajar agora é seguro”

A Emirates viveu um desafio sem precedentes durante a pandemia de Covid-19, quando o governo dos Emirados Árabes Unidos decidiu fechar o espaço aéreo do país, obrigando centenas de aviões a ficarem em solo por quase três meses. Em junho, a companhia foi autorizada a retomar as operações. Em agosto, voltou a voar para o Brasil. E neste mês atingiu a marca de 92 destinos ativos, do total de 150 que mantinha antes da crise provocada pelo coronavírus.

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Entrevistamos o Diretor Geral da Emirates no Brasil, Stephane Perard, que deu detalhes sobre o que mudou nos voos da empresa para tornar as viagens mais seguras, o perfil atual dos passageiros na rota São PauloDubai e os planos da para o futuro. Stephane também fez um convite aos brasileiros para visitarem os Emirados Árabes, destacando que o país conseguiu evitar a disseminação da Covid-19 com as medidas prevenção e a exigência de testes de todos os viajantes, oferecendo hoje uma experiência agradável, segura e com bom custo-benefício para os turistas. Confira a entrevista completa!

Melhores Destinos – Como estão as operações da Emirates hoje no Brasil e no mundo? O quão próximo dos níveis pré-pandemia a empresa está?

Stephane Perard (Emirates) – No dia 25 de março de 2020, numa decisão sem precedentes, o governo dos Emirados Árabes Unidos fechou o espaço aéreo do país. O voo que veio de São Paulo foi o último a pousar em Dubai. Foram quase três meses até que a Emirates pudesse voltar a operar, em junho, com poucos destinos. Logo depois, voltamos a voar para o Brasil e hoje chegamos a 92 destinos, dos 150 que tínhamos antes da pandemia. Já passamos daquela fase do cliente achar que não pode viajar e vemos nossa curva de reservas crescer a cada dia. Claro que ainda estamos longe de antes da pandemia, mas atingimos um bom nível de maturidade da malha aérea e estamos prontos para retomar mais rotas, conforme a demanda e as condições dos países forem melhorando. Hoje temos um perfil predominante de reservas com uma antecedência muito curta, ou seja, pessoas comprando para voar nos próximos dias ou semanas. Mas já observamos um aumento da procura para o fim do ano, férias de janeiro e para o Carnaval.

MD – Qual a previsão de retorno dos voos da Emirates entre Dubai e Rio de Janeiro, além das rotas para a Argentina e o Chile?

Perard – A Emirates está pronta para retornar para a Argentina e para o Chile. Mas antes de qualquer previsão, os países precisam reabrir para o turismo. Precisamos de uma posição clara de quem poderá ou não viajar para lá e quando. E que isso não existe ainda. Queremos evitar os clientes remarcando viagens com planos frustrados por fechamento de fronteiras. Queremos oferecer a maior segurança possível para os nossos viajantes de que eles vão conseguir voar. Não falta avião! Estamos prontos para voltar, mas com segurança. Quanto ao Rio de Janeiro, acompanharemos a evolução da demanda no Brasil. Os clientes do Rio podem conectar com os voos da Emirates que saem de São Paulo para Dubai através de nossa parceira Gol. Mas pretendemos retomar os voos diretos quando isso for viável.

MD – É seguro voar hoje?

Perard – É muito seguro! Somos uma das empresas mais cuidadosas do mundo em relação a Covid-19. Os Emirados Árabes adotou como principal estratégia de prevenção ao coronavírus a exigência de um teste (PCR) para todos os viajantes que vão visitar o país, ou apenas usar Dubai para conexão. Ou seja, em qualquer voo da Emirates no mundo inteiro, além de máscaras, dos potentes filtros de ar das aeronaves (filtros HEPA) e de todas os procedimentos de segurança que foram adotados, você vai viajar ao lado de pessoas sem sintomas e que foram efetivamente testadas e negativadas para Covid-19. É uma precaução adicional de segurança que você vai encontrar em poucas partes do mundo, e que certamente reduz significativamente o risco. Notamos que isso deixa os nossos clientes mais confortáveis em viajar conosco.

Para facilitar a vida dos nossos clientes, fizemos uma parceria com a rede de laboratórios A+ no Brasil e com a rede Albert Einstein em São Paulo para oferecer gratuitamente testes para Covid-19. A medida vale para passagens compradas até 7 de outubro, para voar até 10 de dezembro. É muito fácil agendar o exame. Você compra a passagem, liga pra gente, e liberamos um voucher eletrônico que permite você agendar seu exame.

Mas não para por aí… A Emirates também está oferecendo um seguro global que cobre eventuais despesas médicas e operacionais para clientes que testarem positivo para a Covid-19. O seguro já está incluído no bilhete. Caso o teste dê positivo, o cliente terá despesas médicas de até 150 mil Euros e cobertura para eventuais despesas adicionais com ampliação de estadia (até 100 euros por dia por 14 dias). Esse produto é válido para viagens até 31 de outubro, por 31 dias, a partir do momento em que o cliente pegar o primeiro voo da sua viagem (mais informações sobre o seguro aqui). O produto não requer cadastro.

MD – O que mudou na jornada dos passageiros da Emirates no aeroporto, embarque e desembarque? O serviço de bordo também sofreu mudanças?

Perard – Nosso cuidado vai muito além da higienização do avião. Todos os nossos funcionários foram treinados e estão utilizando diversos equipamentos de proteção individual. Luvas, máscara, proteção de rosto (face shield), álcool gel. No check-in há barreiras físicas de proteção. No embarque agora chamamos os passageiros por filas, para evitar aglomerações. Nos voos temos um funcionário adicional, que não é comissário de bordo, com a única função fazer a limpeza dos espaços comuns do avião a cada 30-45 minutos, além de monitorar o restante da equipe quanto aos procedimentos de higienização. Os clientes também ganham um kit com máscara, lenços antibacterianos e álcool gel.

No serviço de bordo revisamos procedimentos, mudamos as embalagens e reduzimos a manipulação de pratos e bebidas. Também diminuímos a interação dos passageiros com os comissários. Reforçamos toda a higienização, que já era muito rigorosa. Mas isso não prejudicou a qualidade do que era oferecido. Continuamos com o nosso padrão de excelência no serviço e no atendimento. O cliente decola, recebe o café da manhã. Depois tem um lanche, e o jantar antes do pouso, como antigamente, com a mesma qualidade e quantidade.

A sala VIP em Dubai já voltou a funcionar com novos protocolos de segurança. E, com a menor presença de passageiros, oferecendo uma experiência mais agradável do que nunca.

MD –  É possível traçar o perfil do público que têm viajado em meio à pandemia?  

Perard – Atualmente são turistas. Mas o setor de negócios está começando a voltar, lentamente. Mesmo que existam mais reuniões virtuais, trabalho remoto e outras formas encontradas pelo mundo corporativo para seguir a vida, ainda existem situações onde a presença física é necessária. Ou seja, os hábitos podem mudar, mas a necessidade de viajar vai permanecer, de turistas ou de viajantes de negócio.

MD – Os brasileiros são bem-vindos em Dubai hoje? Quais são as condições para o ingresso de turistas e qual a situação da cidade em relação ao funcionamento de hotéis, comércio e atrações turísticas?

Perard – Os brasileiros são muito bem-vindos e serão bem recebidos em Dubai. Aliás, é um ótimo momento para visitar os Emirados Árabes Unidos. Os hotéis estão com tarifas muito atrativas. A cidade está mais calma e vazia. E a maioria das atrações já reabriu. Mas bem menos movimentadas do que de costume, já que o fluxo de turistas diminuiu muito. E, por conta das medidas de precaução adotadas pelo país e pela testagem em massa dos visitantes, há uma incidência muito pequena de Covid-19 nos Emirados Árabes. O que parecia uma barreira para o turismo se tornou um grande ativo. Com tudo isso, a experiência dos visitantes tem sido muito agradável. Se não fosse pelo uso obrigatório de máscaras e pelas medidas de distanciamento social, eu diria que a experiência em Dubai é a mesma de antes da pandemia.

Como o Brasil ainda faz parte dos grupos de países com alta incidência de Covid-19, além do teste PCR obrigatório pelo menos 96h antes do embarque, é exigido um novo teste na chegada em Dubai, bancado pelo governo. Mas é um processo muito rápido e organizado. Você chega 22h35 em Dubai. Desembarca, faz o teste e a imigração. Pega as malas e, por volta de meia noite, já está no seu hotel. O resultado costuma sair bem rápido, antes do café da manhã do dia seguinte, por um aplicativo que o cliente tem que instalar no celular. Com o resultado negativo, você vai curtir a cidade. Caso dê positivo, você se compromete a ficar em quarentena no hotel. Mas desde que voltamos a voar para o Brasil não tivemos nenhum caso de passageiro testado negativo no Brasil que deu positivo ao pousar nos Emirados Árabes (confira aqui os requisitos de entrada para visitantes internacionais em Dubai).

MD – Como executivo da aviação, o que deve mudar na indústria após a pandemia?

Perard – A tecnologia e a segurança sanitária são os ativos que a aviação vai herdar da pandemia. Uma experiência sem toques no check-in e no embarque, o uso de câmeras térmicas nos aeroportos, novas tecnologias de desinfeção de aviões. Tudo isso evoluiu muito e rápido. E vai continuar!

Outra mudança que eu acredito é uma flexibilidade maior para o passageiro que precisar mudar de planos de viagem. A Emirates adotou uma das políticas mais flexíveis do mundo. Até o fim de novembro (para passagens compradas até 31 de agosto) os clientes poderão pedir reembolso, ou voucher e crédito para utilizar em até dois anos. A situação nos países pode mudar, por isso a flexibilidade é importante. Também manteremos tarifas promocionais em US$ 999 e estamos parcelando as passagens em até 9 vezes sem juros.

MD – Você acredita que a vacina para Covid-19 será o divisor de águas para a retomada da aviação?

Perard – A vacina vai ajudar muito, sem dúvida. Porque vai aumentar a confiança das pessoas e reduzir o número de casos pelo mundo. Mas, mesmo antes dela chegar, conseguimos oferecer uma experiência muito segura para os nossos clientes. E as pessoas voltarão a viajar, tenho convicção disso. Já notamos uma crescente busca por viagens internacionais.

O que a indústria de aviação como um todo e os países não conseguiram foi uma padronização de regras. Em muitos países a mobilidade ainda permanece restrita, ou existem regras específicas, que deixam os turistas inseguros. E isso acontece mesmo havendo casos de sucesso com a utilização de testagem em massa de viajantes, adotados por outras nações (como os Emirados Árabes).

MD – Como será a Emirates no pós-pandemia? Frota, rotas, mercados? A empresa pretende incorporar aeronaves menores à frota atual? E investir em outras companhias aéreas?

Perard – Nós esperamos retomar todos os destinos que tínhamos antes da pandemia até junho ou julho de 2021. Neste período teremos um cenário mais claro da demanda e das condições do transporte aéreo e do turismo no mundo. Então, devemos esperar esse panorama para tomar decisões sobre frota, mercados, rotas e outras questões importantes. Mas seguimos confiantes na recuperação do turismo e da aviação. É uma questão de tempo.

MD – Onde estão os aviões da Emirates que pararam de voar por conta da pandemia? Alguma aeronave foi aposentada definitivamente? 

Perard – Nossos aviões foram todos estocados nos dois aeroportos de Dubai, no principal (DXB) e no Aeroporto Internacional Al Maktoum (DWC). São aeroportos muito grandes e comportaram toda a frota da empresa. Como eu disse, não tomaremos nenhuma decisão sobre frota antes de ter maior clareza sobre as mudanças permanentes na demanda eventualmente causadas pela pandemia. Temos estudos (para incorporar aviões de apenas um corredor – médio porte -, já que a Emirates é uma das poucas companhias aéreas do mundo a ter exclusivamente aeronaves de 2 corredores – grande porte -, dedicadas a voos internacionais), mas nenhuma decisão foi tomada ainda.


Agradecemos ao Stephane Perard pela entrevista! É bom saber que a Emirates, uma das maiores companhias aéreas do mundo, segue confiante na recuperação do turismo e apostando no mercado brasileiro.

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