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Quando será possível viajar novamente para os Estados Unidos sem restrições?

Leonardo Cassol
Leonardo Cassol
07/01/2021 às 5:00

Quando será possível viajar novamente para os Estados Unidos sem restrições?

Todos os dias recebemos mensagens perguntando qual é a previsão de retomada de viagens para os Estados Unidos, sem as restrições impostas pelo governo norte-americano. Na prática, a ordem executiva que proíbe a entrada de passageiros provenientes do Brasil inviabilizou o turismo nos destinos mais procurados pelos brasileiros. Apesar de não existir qualquer data ou informação oficial, a eleição do presidente Joe Biden que tomará posse no dia 20 de janeiro de 2021 nos dá uma ideia mais clara de quando isso pode ocorrer.

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Quais as restrições atuais para a entrada de brasileiros nos Estados Unidos?

Em função da pandemia de coronavírus e do grande número de casos de Covid-19 por aqui, o governo norte-americano proibiu a entrada de passageiros com origem no Brasil, ou que tenham estado no País nos últimos 14 dias antes da admissão nos Estados Unidos. A exceção é apenas para cidadãos dos Estados Unidos, residentes permanentes, cônjuges, filhos e irmãos de americanos e de residentes permanentes (no site do Departamento de Estado tem o detalhamento dessa medida, em inglês).

Na prática, para um viajante do Brasil conseguir entrar hoje nos Estados Unidos, ele teria que passar pelo menos 14 dias em um país que não tenha restrições vigentes, como o México, cuja limitação permanece apenas nas fronteiras terrestres. Ainda assim, nada garante que entre a compra da passagem e a viagem alguma nova regra seja imposta pelo governo norte-americano, aumentando assim o risco e o custo de qualquer viagem. Nem mesmo conexões nos Estados Unidos para quem tem como destino final outro país são permitidas.

É importante destacar que o Brasil não foi o único país afetado por políticas imigratórias restritivas dos Estados Unidos. A China e os países da União Europeia, por exemplo, continuam com limitações para viagens de turismo e de negócios para o país.

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Qual a previsão dos Estados Unidos voltarem a permitir passageiros do Brasil?

As restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos não têm data para expirar e não há qualquer previsão oficial para o fim das medidas implementadas. Porém, investigando um pouco mais a fundo, é possível ter uma ideia de quando a situação pode mudar…

Considerando o posicionamento de Joe Biden durante a campanha presidencial,  uma flexibilização das restrições deve ocorrer somente quando a situação da pandemia melhorar nos Estados Unidos, após o avanço da campanha de vacinação, que segue acelerada. O cenário mais provável é que em algum momento o governo volte a liberar a entrada de visitantes dos países mais afetados pela pandemia mediante a comprovação da imunidade e/ou com a testagem prévia ou na chegada ao país, utilizando de uma nova geração de testes rápidos mais eficientes e baratos. Mas isso vai depender de como a situação vai evoluir, o que deve levar alguns meses. 

Eu evitaria qualquer viagem no primeiro semestre de 2021, já que o risco das restrições permanecerem vigentes nesse período é muito elevado.

Restrições permanecem, mesmo para países que controlaram a pandemia

É bom lembrar que essas decisões de abertura ou fechamento de fronteiras não são somente técnicas, mas também políticas. Isso acaba influenciando muito o posicionamento do governo. Por exemplo, a China deixou de ser uma fonte relevante de casos há muitos meses, mas as restrições para a entrada de viajantes provenientes de lá ainda não foram retiradas. O mesmo aconteceu com a maioria dos países da União Europeia antes da segunda onda de contágio no final de 2020. Ou seja, se o governo não aliviou a barra de nações desenvolvidas que conseguiram controlar a pandemia, dificilmente vai fazer algo por países que sequer atingiram um baixo número de casos. É politicamente inviável, já que a opinião pública norte-americana cobra mais medidas concretas para a contenção da pandemia no país.

Devo remarcar minha viagem para os Estados Unidos?

Para quem já tem passagem comprada para o primeiro semestre de 2021, vale a pena aguardar o desdobramento dos cenários (a esperança é a última que morre e eu adoraria ser surpreendido com um desbloqueio antes do esperado!), mas já prevendo o cancelamento ou adiamento da viagem. O ideal é esperar a companhia aérea cancelar o voo ou atualizar a política de remarcação sem custo para o período da sua viagem. Assim você terá mais opções para remarcar ou gerar o crédito sem precisar gastar mais dinheiro.

Quem tem planos de viajar, mas ainda não comprou a passagem, o ideal é aguardar novas atualizações do governo dos Estados Unidos. Se for reservar, fazer para a data mais a frente possível (de preferência para o segundo semestre de 2021), sempre consultando a política de flexibilidade oferecida pela companhia aérea, no caso de no futuro você precisar remarcar a viagem. A maioria das empresas segue oferecendo remarcação de voos sem multa, pagando somente uma eventual diferença de tarifa.

É importante destacar que o Governo Federal prorrogou até 31 de outubro as regras especiais para o cancelamento de passagens aéreas nacionais e internacionais. Nesse período, as empresas continuarão tendo 12 meses para devolver valores gastos em viagens, podendo aplicar multas nesses casos. Em contrapartida, os clientes poderão ficar isentos das penalidades caso aceitem o crédito para uma utilização futura, dentro de um prazo de 18 meses após a solicitação. Se tiver dúvidas confira o nosso post “Passagens aéreas na pandemia: guia para remarcar ou cancelar gratuitamente sua viagem“, com dicas para não ficar no prejuízo.

Naturalmente, vamos acompanhar atentamente essa questão, trazendo informações atualizadas sobre as políticas para turistas brasileiros de cada país.


E você, tem planos de viajar em 2021 para os Estados Unidos? Teve alguma viagem afetada pela pandemia? Comente e participe!

Nota: esse post foi originalmente escrito em agosto de 2020 e atualizado em janeiro de 2021. Nossa previsão original continua a mesma, mas atualizamos o contexto após o resultado das eleições nos Estados Unidos, a aprovação das vacinas e o início da campanha de imunização por lá.

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