Como é voar com a Alitalia dentro da Europa

Marcel Bruzadin 4 · março · 2016

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Hoje o Melhores Destinos traz uma avaliação de voo inédita, enviada pelo leitor Frank Silva. Trata-se de um review completo de voo com a companhia aérea italiana Alitalia, entre a cidade de Roma e Moscou na Rússia.

A Alitalia é a principal companhia aérea da Itália e possui uma frota total de 120 aeronaves, operando em 81 destinos pelo mundo. É membro da aliança Skyteam e tem, entre seus investidores, a Etihad Airways. 

Confira a avaliação de voo completa com fotos e todos os detalhes. Lembre-se, caso também tenha voado com a Alitalia na Europa, deixe suas opiniões nos comentários ao final do post, elas serão importantes para complementar o post.

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Boa leitura!

Introdução e Compra

Realizei um mochilão pelo Leste Europeu de 30 dias com início em novembro de 2015. Cheguei ao Velho Continente por Roma, devido a uma promoção publicada aqui no Melhores Destinos. A viagem pra valer começaria na Rússia, mas como eu chegaria por Roma e precisava esperar um amigo chegar do Brasil dois dias depois, decidi esperá-lo em Roma e depois partirmos pra Moscou.

Meu voo foi o AZ 596, de Roma para Moscou, realizado dia 22/11/2015, com saída prevista da capital italiana às 21h35 e chegada prevista à capital russa às 03h20 no aeroporto Sheremetievo (SVO). Vale ressaltar que o fuso horário de Moscou é de duas horas a mais com relação ao de Roma.

Comprei a passagem com milhas do Smiles por apenas 12.500 pontos mais as taxas de embarque de R$ 171,56. Como todos sabem, o processo de compra pelo site do Smiles é muito simples. Não tive problema algum e valeu bastante a pena.

Check-in e Embarque

Cheguei ao aeroporto de Roma com mais de duas horas de antecedência do horário de partida do voo. Saí às pressas do hostel e mal consegui organizar a mochila, então a ideia era fazer isso no próprio aeroporto antes de despachá-la.

A Alitalia é a principal companhia aérea da Itália, logo o aeroporto de Roma é praticamente dela. Perdi as contas de quantos guichês para check-in eu vi lá (havia pelo menos uns 100). São tantos que você precisa verificar nos painéis quais guichês atendem o seu voo. Logo, é bom ficar atento nisso.

Após ver no painel qual guichê eu deveria ir, tentei primeiramente fazer o check-in e imprimir a passagem nos totens, mas não deu certo: minha passagem não era encontrada de jeito nenhum (provavelmente porque emiti com milhas).

A fila nos guichês para o voo estavam bem cheias e aí lembrei do meu cartão Freccia Alata Club, que me dá status Elite Plus no SkyTeam (graças a um alerta do Melhores Destinos sobre a ação de status match que a Alitalia promoveu para os clientes de programas de fidelidade de companhias aéreas brasileiras). Então, fui em direção ao guichê especial em que não havia ninguém sendo atendido. Excelente!

Fiz o check-in normalmente. Na hora de entregar o cartão de embarque, entretanto, o atendente informou que eu iria ficar em “stand-by” porque o voo estava lotado e, a priori, não havia vaga para mim. Ele disse para eu voltar lá no balcão às 20h10 e verificar se eu embarcaria ou não. Caso eu não embarcasse, iria num outro voo da própria Alitalia no outro dia; seria acomodado em um hotel; teria transporte de táxi para ir para o hotel e para voltar para o aeroporto; e receberia € 250 euros em dinheiro.

Não achei má ideia, mas se eu embarcasse no voo seguinte iria perder um dia inteiro em Moscou, de apenas quatro que planejei para estar lá. Esse voo seguinte só sairia às 10h30 e chegaria a Moscou por volta das 16h, ou seja, devido ao período do ano, já estaria noite.

Antes de voltar ao balcão, vi que a Aeroflot (empresa russa parceira da Alitalia e também membro do SkyTeam) teria um voo naquela mesma noite. Então, voltei lá já com essa informação na ponta da língua porque, caso eu não embarcasse, pediria para ser alocado nesse voo. Mas não foi preciso: eu embarcaria normalmente no voo da Alitalia.

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Como disse, o aeroporto de Roma é enorme e isso me impossibilitou de usar a sala VIP da Alitalia porque logo o embarque se iniciaria e eu mal teria tempo de chegar até o portão. Ao chegar lá, vi que não havia o mínimo de organização em filas diferenciadas. Logicamente que embarcaram prioridades e clientes fidelidade primeiro, mas como não embarquei nesse momento, perdi a oportunidade e tive que ir pra fila geral porque não havia uma área livre para esses clientes, que, no Brasil, podem embarcar a qualquer momento e não somente quando são chamados.

O embarque só iniciou às 21h10. Como o voo partiria às 21h35, haveria atraso.

Avião

A aeronave era um A321 da Airbus. O avião não era novo, mas estava bem conservado e limpo. Havia duas configurações na aeronave para a classe econômica, sendo uma delas com mais espaço entre as poltronas, mas era tudo configurado em três de cada lado, totalizando seis poltronas por fileira. Havia uma cortina dividindo as duas áreas.

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Os assentos eram de couro sintético na cor cinza. Embora confortáveis, achei o espaço apertado (meço 1,80m), mas nada que se comparasse ao aperto da TAM, pois minha perna não encostou no assento da frente.

Serviço

Todos os passageiros foram recebidos na porta por uma comissária sorridente e que dava as boas-vindas a bordo. Por sinal, todos os comissários eram simpáticos na medida necessária (ou seja, operação padrão). Entretanto, havia um deles com o semblante bastante fechado (nem a operação padrão ele fez).

Os avisos da cabine de comando eram dados em italiano e inglês. Os comissários também falavam as mesmas línguas. Quando entrei na aeronave, já havia em cada assento um travesseiro e uma manta. Não havia fones de ouvido.

Alguns minutos, após a decolagem, as luzes da cabine foram acendidas e permaneceram assim até ser servida a refeição, sem nenhum motivo aparente. Achei um desconforto desnecessário aos passageiros.

Refeições

Cerca de uma hora após a decolagem, foi servida a refeição, que na verdade era um lanche reforçado. Foi entregue aos passageiros uma bandeja com um pão com um recheio amarelo que não consegui identificar (não tinha gosto, mas acho que era ovo), um pacote de bolacha tipo cream cracker, manteiga, um muffin e um pote com frutas sortidas cortadas em cubos. Havia também uma xícara, açúcar, leite em pó, talheres de plásticos e guardanapos de papel.

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Depois que entregaram o kit a todos, logo em seguida passaram perguntando o que queríamos para beber. Não reparei muito nas opções, mas vi que havia vinho tinto e Coca-Cola normal ou Zero.

Meia hora depois, passaram perguntando se queríamos café ou chá.

Bem, com relação à minha impressão, eu sou um ferrenho crítico dessa ideia de que companhia aérea tem que oferecer comida em voos. Na minha opinião, o negócio dela é me levar em segurança e pontualidade do ponto A ao ponto B. Assim, sempre vou achar positivo e válido o oferecimento de lanches gratuitos, mesmo quando sejam simples.

Entretenimento de bordo

Não havia entretenimento a bordo. O passatempo oferecido era a revista da companhia (escrita em italiano e inglês) e um catálogo de compras. Portanto, levem seus equipamentos eletrônicos, livros, revistas, etc., caso queiram se distrair, até porque o voo é de quase quatro horas.

Entretenimento sempre é algo que eu preso bastante porque eu não consigo dormir em voos, pois tenho um certo medo de voar. Mas, justamente pra não depender da existência de entretenimento de bordo, eu sempre levo comigo o celular, obviamente, e um leitor de livros digitais.

Chegada

Como falei no início, cheguei a Moscou pelo aeroporto Sheremetyevo (SVO) com atraso porque saímos de Roma uma hora mais tarde do que o previsto por dois motivos: o atraso no embarque e o não embarque de um passageiro, o que ocasionou a procura e retirada da sua mala do avião.

A retirada da bagagem foi realizada após a imigração e, por conta disso, não tenho como avaliar a celeridade da empresa na disponibilização das malas porque, quando passei pela imigração (o que demandou tempo), elas já estavam disponíveis na esteira. Não tive incidente algum com a mochila.

Conclusão

Bem, na minha opinião, vale a pena voar pela Alitalia tanto pelo serviço no geral oferecido pela companhia quanto pela parceria que ela possui com a GOL e com outras aéreas pelo mundo.
O ponto forte dela é justamente essas parcerias e os diversos destinos dentro e fora da Europa, sem conexão, diretamente de Roma.

A partir do valor que paguei pela passagem (apenas 12.500 milhas), acredito que o serviço foi bem adequado e certamente voltaria a voar pela Alitalia.

Autor

Marcel Bruzadin - Marcel