Vale dos Vinhedos: dicas para sua viagem à região vinícola da Serra Gaúcha

Bruna Scirea 7 · junho · 2018

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Para boa parte dos brasileiros, a primeira imagem que vem à cabeça quando se fala em Serra Gaúcha é a do Lago Negro ou das construções em estilo enxaimel, característica da colonização germânica de Gramado e Canela. Mas existe um outro lado, que não fica para trás quando o assunto é charme, boa gastronomia e atividades turísticas: é o Vale dos Vinhedos, região próxima a Bento Gonçalves, famosa por suas vinícolas, casas de massa e outros (saborosos) legados deixados pelos imigrantes italianos.

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Neste post, você encontra todas as informações necessárias para programar a sua viagem rumo aos vinhedos e fartas comilanças: como chegar, o que fazer, dicas de vinícolas a serem visitadas, onde comer e mais. Confira também o nosso post completo sobre o Caminhos de Pedra e o trem Maria Fumaça, dois dos mais famosos passeios que podem ser feitos a partir de Bento Gonçalves!

O que é o Vale dos Vinhedos

O Vale dos Vinhedos é uma região do Rio Grande do Sul famosa pela produção de vinhos e espumantes. Ela compreende uma rota rural que abrange três municípios gaúchos: Monte Belo do Sul, Garibaldi e Bento Gonçalves, que é o maior deles e também em cujo território se encontra a maior parte do roteiro turístico.

Um passeio pelo Vale dos Vinhedos inclui paisagens altamente fotografáveis e uma imersão à cultura dos imigrantes italianos, representada pela hospitalidade nos serviços oferecidos, pela gastronomia farta e, claro, pelas dezenas de vinícolas de todos os portes – desde cantinas a grandes empresas de conhecidas internacionalmente.

O Vale dos Vinhedos foi a primeira região produtora a receber a “Denominação de Origem” para vinhos no Brasil. Isso dá um valor ainda mais especial: certifica que as condições geográficas do Vale dos Vinhedos garantem aos vinhos qualidades únicas, específicas da região. Uma taça cheia para os amantes dos vinhos, não?

Neste mapa reunimos as vinícolas, restaurantes, lojas e hotéis que se localizam na região. É para você ter uma ideia do que lhe aguarda:

Como chegar ao Vale dos Vinhedos

A distância de Porto Alegre até Bento Gonçalves (onde há maior oferta de hospedagem) é de 122 km – cerca de duas horas de carro. Desde Gramado, a distância até Bento Gonçalves é de aproximadamente 120 km, que podem ser percorridos em duas horas de carro.

Uma vez em Bento Gonçalves, são alguns os caminhos possíveis para o Vale dos Vinhedos. Um dos mais recomendados é pela ERS-444, também chamada de Estrada da Vindima. Mas não se preocupe com isso: placas e informações turísticas não faltam neste canto do Rio Grande do Sul.


A – Porto Alegre; B – Bento Gonçalves; C- Gramado

O que fazer no Vale dos Vinhedos

Um dia ideal na região começa com um café da manhã bem reforçado – porque em breve, para os que gostam, será hora de provar alguns bons goles de vinho. Portanto, nada de estômago vazio – o risco de “queimar a largada” é grande.

Se a ideia for passear sem compromisso, pegue a estrada em direção ao Vale dos Vinhedos (se você já não estiver hospedado por lá) e vá parando nas vinícolas, restaurantes e lojas de produtos locais que mais lhe agradarem. Agora, se a ideia for conhecer a produção vinícola da região mais a fundo – e sem desperdício de tempo – é bom que faça um planejamento. São muitas as vinícolas e os tipos de visitação que podem ser feitos nelas.

Ao montar o seu roteiro, é bom que saiba: há vinícolas de grande produção e de nome conhecido entre os brasileiros (como a Miolo e Casa Valduga, embora esta tenha reduzido significativamente sua produção, optando por focar em vinhos mais elaborados); existem as pequenas cantinas familiares (Angheben, Marco Luigi, Dom Laurindo) e vinícolas com perfil mais “boutique” (como a Lídio Carraro, Almaúnica, Barcarola). Confira aqui todas as vinícolas que fazem parte da Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos.

Embora não estejam no Vale dos Vinhedos, que é apenas uma das tantas rotas turísticas de Bento Gonçalves, vale ainda destacar outras duas grandes vinícolas: a Aurora e a Salton, ficam no centro da cidade e no Vale do Rio das Antes, respectivamente.

Em todas elas é possível fazer degustação e em algumas os visitantes podem optar por passeios guiados pelas cavas de vinhos, conhecendo todo o processo desde a produção da uva ao engarrafamento e maturação dos vinhos e espumantes. E uma dica bem legal: vinícolas como a Casa Valduga, Miolo e Salton também oferecem curso de degustação de aproximadamente duas horas – em que você passeia pelas cavas, degusta e ainda aprende sobre a coloração, aromas e como identificar os diferentes tipos de uva. Geralmente estes cursos são ministrados por enólogos e valem muito a pena!

Estivemos no Vale dos Vinhedos em fevereiro, na época da colheita da uva, e visitamos algumas vinícolas da região. Confira um pequeno resumo de cada uma:

CASA VALDUGA

A Casa Valduga é uma das vinícolas mais conhecidas do Vale dos Vinhedos. Hoje com produção de 85 mil litros/ano, bem menos do que no passado, a empresa familiar se considera uma vinícola de médio porte. Além dos rótulos variados, que se encaixam no bolso de públicos bem diferentes, a vinícola também oferece passeios gratuitos pelas cavas (de cerca de 15 minutos), a visitação tradicional (de cerca de 1h15min) por R$ 40 por pessoa e o curso de degustação (duração de 4 horas) por R$ 100.

O curso de degustação é uma boa pedida para quem deseja se aprofundar no mundo dos vinhos. Na nossa passagem pelo Vale dos Vinhedos incluímos o curso no nosso roteiro e podemos confirmar: vale bastante a pena! Além de você conhecer todo o processo de produção, visitar as cavas, poder conversar com os irmãos Valduga (se tiver sorte de encontrá-los nos corredores da vinícola), vem ainda o melhor: compreender as diferenças na coloração, aromas, corpo e outras característica dos vinhos.

A Casa Valduga ainda conta com uma pousada e um restaurante. Veja mais informações no site da Valduga.

MIOLO

A Miolo é a maior exportadora de vinhos do Brasil, com produções no Rio Grande do Sul e em outros estados brasileiros. São 950 hectares de vinhedos próprios, de onde sai a matéria-prima para a elaboração de cerca de 10 milhões de litros de vinho por ano, vendidos para mais de 32 países. Então, se a ideia é conhecer  o processo de produção de vinho em larga escala, este é o lugar ideal!

No Vale dos Vinhedos, fica a matriz da empresa: uma vasta área verde, com varejo, parreiras a poucos metros de alcance e um espaço ao ar livre para piquenique, o Miolo Garden, que conta com um pequeno bar, onde podem ser compradas comidas e bebidas produzidas ali mesmo. Para quem pretende fazer um carregamento de vinhos para a casa, mais uma boa notícia: a Miolo tem um público bastante diverso, com opções de sucos, espumantes e vinhos para os mais variados gostos e bolsos.

A vinícola oferece passeios às cavas, curso de degustação e inclusive curso de produção de vinho (que inclui várias etapas ao longo do ano). O passeio turístico tem duração de uma hora, inclui degustação e custa R$ 30. Já o mini curso de degustação acontece diariamente às 15h (mediante reserva), tem duração de 2 horas e custa R$ 90, dos quais R$ 10 são revertidos em bônus na compra de produtos. Para mais informações, acesse o site da Miolo.

ALMAÚNICA

Com uma sede bastante moderna, a Almaúnica é uma das vinícolas mais renomadas do Vale dos Vinhedos. Para chegar ao local, o visitante passa por um caminho em meio aos vinhedos, que por si só já vale a pena. A Almaúnica oferece visitas guiadas sem custo e degustações que vão de R$ 50 a R$ 90 por pessoa, dependendo dos rótulos escolhidos. Para mais informações, acesse o site da Almaúnica.

ANGHEBEN

Comandada por pai e filhos enólogos, a Angheben é uma das menores vinícolas do Vale dos Vinhedos – são apenas 20 mil garrafas por ano. Toda a produção é realizada em um galpão que pouco lembra aquelas imagens clássicas das cavas, onde garrafas e pipas de madeira são empilhadas em corredores escuros. A ida ao local, no entanto, reserva ao visitante o contato direto com os produtores, como o carismático Idalêncio Angheben, que nasceu em meio aos vinhedos, é professor no curso de Enologia no Instituto Federal do Rio Grande do Sul e não mede esforços (nem tempo) para tirar todas as dúvidas dos admiradores de vinhos enquanto os produtos da casa são provados.

Esta é uma das vinícolas ideais, portanto, para se aprofundar não apenas nos conhecimentos sobre a produção de vinho, mas também sobre a história da região, contada por um de seus moradores.

LÍDIO CARRARO

A Lídio Carraro começou a comercializar seus produtos em 2014, sendo considerada uma das vinícolas mais novas do Vale dos Vinhedos. Desde o início da empresa a família por trás do negócio, a Carraro, dedicou-se à produção de “vinhos puros”, como chamam. Um dos rótulos da marca foi o vinho oficial da Copa do Mundo em 2014.

A ideia é elaborar vinhos que sejam a expressão máxima de cada terroir (condições de solo e temperatura de cada cepa de uva). Isso significa que os vinhos não passam por barricas (que mudariam os aromas naturais da cepa), não há correção do álcool e nem filtração ao longo do processo de produção.

A vinícola não oferece passeios às cavas dos vinhos, mas é possível fazer degustação na loja (que fica junto à casa da família), com explicações sobre a história da empresa e de cada produto. A Lídio Carraro funciona diariamente das 9h às 17h30 e as degustações são feitas conforme a chegada dos visitantes. Para mais informações, acesse o site da Lídio Carraro.

O Vale dos Vinhedos além das vinícolas

A essa altura já deve ter ficado bem claro que os vinhos e espumantes são o grande destaque do Vale dos Vinhedos. Mas não os únicos. Ao passear por este caminho rural, o visitante é convidado a subir e descer do carro inúmeras vezes, porque há atrações a todo momento. São pequenas igrejas históricas, pontos de onde a vista para as parreiras pede uma foto, além de cafés, restaurantes e casas de queijos, biscoitos e outras iguarias típicas da região.

Planeje uma pausa para o almoço – e que seja longa, de cerca de duas horas, assim você poderá aproveitar os rodízios e a fartura de comida oferecidas em cada um deles. Entre os restaurantes mais famosos do Vale dos Vinhedos, estão a Casa Giordani (sequência de massas e grelhados), o Mamma Gema Trattoria (massas, risotos e carnes), Maria Valduga (massas artesanais e galeto ao primo canto e ambiente aconchegante junto à Vinícola Valduga), S’bornea (galeto e massas) e a Osteria del Valle (sequência de pratos com produtos característicos da região, mas com certo toque de culinária internacional). À noite, uma boa opção é a Pizza Entre Vinhos, que serve deliciosos sabores de pizza e possui vasta seleção de vinhos produzidos no Vale dos Vinhedos (e também fora dele).

Nos intervalos entre uma vinícola e outras, reponha as energias conhecendo a produção de queijos e outros produtos artesanais da Queijaria Valbrenta, as roupas e acessórios em couros da Couros Valleh e provando as delícias da Casa Madeira e da Itallini Biscotteria. Pausa para um café: aproveite o clima aconchegante do Leopoldina Jardim e do Vallontano Risoteria e Café. E quem quiser substituir o vinho pela cerveja, a opção é a Valle Bier.

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São tantas as opções que apenas um dia pode ser pouco para realmente conhecer o Vale dos Vinhedos. Mas é possível! Com um roteiro previamente pensado, é possível passar boas horas na região, aproveitando o que ela oferece de melhor: vinhos, gastronomia farta e paisagens inesquecíveis!

Esperamos ter contribuído com nossas dicas. Se você já esteve no Vale dos Vinhedos e tiver outras sugestões, compartilhe com a gente nos comentários!

Autor

Bruna Scirea - Editora