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O que é Jet Lag? As dicas de 7 editores do Melhores Destinos para evitar o problema em viagens longas!

Redação
Redação
22/04/2020 às 9:14

O que é Jet Lag? As dicas de 7 editores do Melhores Destinos para evitar o problema em viagens longas!

O que é Jet Lag? Quais os sintomas e como reduzir o desconforto? Confira as dicas de 7 de nossos editores para evitar o problema em voos longos!

Para nós do Melhores Destinos, viajar de avião é a segunda melhor sensação do mundo. A primeira ainda é comprar e postar passagens aéreas baratas! As promoções para Ásia e Oceania, do outro lado do planeta, são corriqueiras e os brasileiros estão se adaptando cada vez mais e criando “coragem” de cruzar metade do globo em longos voos.  Mas com isso surgem os desconfortos típicos de viagens com grande mudança de fuso horário, como: sonolência ou insônia, dor de cabeça, irritabilidade, mal-estar… Se você já sentiu isso após uma longa viagem é sinal de que viajou com o pior companheiro de todos os tempos, o Jet Lag!

O que é o Jet Lag?

Jet Lag – ou o termo médico “Dissincronose” – pode ser definido como uma fadiga de viagem. O que é bem curioso, afinal, como alguém pode ficar cansado enquanto se está sentado, comendo e assistindo filme? O fato é que enquanto estamos confortavelmente acomodados em nossos assentos, do outro lado da janela os fuso-horários estão sendo atravessados. Podemos voltar ou adiantar o horário, e até regressar a data. O dia passa mais rápido, o ciclo natural de luz/escuridão é rompido, e o pior: ninguém avisa ao nosso relógio biológico sobre isso.

 

Sintomas do Jet Lag

E, de repente, logo após chegar ao seu destino, você percebe que o seu corpo não está exatamente de acordo com o horário local. Sonolência de dia e insônia durante a noite são os sintomas mais comuns. Também podem ocorrer problemas digestivos, variações no humor, falhas momentâneas de memória, irritação na pele, entre outros problemas temporários. Alguns estudos apontam que a ocorrência é maior entre os jovens: cerca de 40% de homens e mulheres com até 40 anos afirmam já ter sofrido os efeitos do Jet Lag após viagens de longa duração.

Isso acontece porque nosso corpo já está adaptado ao ambiente do dia-a-dia para garantir nosso bem-estar. Quando as coisas mudam de repente, como em uma viagem internacional, sofremos os efeitos do Jet Lag.

Como amenizar os efeitos do Jet Lag?

Uma boa noite de sono antes do voo é fundamental. Se possível, alguns dias antes da viagem tente ir para cama uma ou duas horas mais cedo (ou mais tarde, dependendo do fuso horário do seu destino), para já ir acostumando o organismo.

Beber bastante água também é um conselho valioso – antes e durante o voo. Evitar refeições exageradas, bem como o consumo de álcool e cafeína também são atitudes recomendáveis, até mesmo para voos mais curtos.

E para ajudar a evitar (ou pelo menos amenizar!) esses sintomas, convocamos nossos super editores para compartilhar suas experiências reais em voos de longa duração e dar algumas dicas de como encarar o temido Jet Lag. Confira!

1. Se adaptar ao novo fuso durante a viagem

Monique RenneSão Paulo > Auckland (Nova Zelândia) 
Duração da viagem: 19h35m
Diferença do Fuso Horário: + 
15 horas

Embarcar para um destino com grande diferença de fuso é certeza de sofrer com alguns sintomas de Jet Lag Já estive em lugares como Laos, Tailândia, Dubai, Indonésia e Nova Zelândia. Todos com diferenças de fuso consideráveis e posso garantir que o meu corpo reagiu de maneira diferente a cada um deles. Para amenizar os efeitos (já previsíveis), procuro me adaptar ao novo fuso durante o voo. Confesso que nunca penso nisso nos dias anteriores à viagem.

Provavelmente um grande erro. Porém, durante o voo, procuro comer e dormir de acordo com o horário do novo destino. Não tenho muita dificuldade para dormir, então sono quase nunca é um problema. No máximo sinto que acordo um pouco mais cedo (mas cheia de energia) ou bate o sono antes da hora (nada que uma noite mais longa dormindo não resolva). Entretanto, me afeta muito a questão do apetite. Passo alguns dias sentindo fome fora de hora e muitas vezes nem fome sinto. Acabo perdendo alguns gramas até me adaptar.

jet lag

O fuso mais estranho que já peguei foi na Nova Zelândia, onde a diferença era de 15h para o Brasil. Enquanto os brasileiros acordavam eu estava dormindo. Demorei quase uma semana pra começar a acordar no horário certo. Apesar de conseguir dormir bem, eu acordava muito mais cedo que o habitual. Às 5h da manhã eu já estava cheia de energia, o que era até bom para aproveitar o dia. O voo da Air New Zealand até Auckland ajudou bastante na adaptação, já que aconteceu quase todo à noite.

O problema foi chegar na Nova Zelândia às 3h45 da manhã. Até pegar as bagagens, sair do aeroporto e chegar ao hotel já eram quase 6h da manhã. Ou seja, dormir seria um grande erro. Tomei um banho e parti pra rua. Segurei o sono até o anoitecer e consegui já no primeiro dia me adaptar ao horário de dormir, mas acordar demorou um pouco mais. Na volta foi mais difícil lidar com o Jet Lag. Já cansada de trinta dias de viagem eu apagava descontroladamente no sofá no meio da tarde. Foram cinco dias até entrar no fuso do Brasil. 

O destino onde tive mais problemas com jet lag foi Dubai. Ao chegar à cidade me sentia como se estivesse dopada. Foi a primeira e única vez que tomei melatonina para dormir e credito a isso a minha leseira constante, especialmente durante o período da manhã. Nunca mais tomei porque para mim foi devastador. O efeito era mais visível ao meio dia, quando em Dubai eu deveria estar no auge da energia, mas no Brasil eu deveria estar acordando. Ou seja, a diferença de fuso fazia o meu corpo acreditar que eu tinha passado a madrugada acordada. Horrível! Era um efeito tão evidente que eu chegava a pedir desculpas às pessoas com quem conversava porque eu não conseguia entender o que diziam, de tão devagar que o meu raciocínio estava.

Para quem vai enfrentar uma viagem com grande fuso eu recomendo tentar entrar no novo horário já no avião, mesmo que seja sacrificante. No primeiro dia da viagem segure o sono, coma na hora local e não pense no fuso do Brasil. Caso vá viajar de carro no novo destino, evite começar a viagem já no primeiro dia, para não correr o risco de dormir ao volante. Use um ou dois dias para adaptação ao fuso ou pegue leve na estrada para não cometer nenhum deslize ao dirigir. Ah! Não abro mão de um cafezinho para acordar. Sempre ajuda!

2. Cuidado com bebidas alcoólicas no voo

Wendell Oliveira – São Paulo > Hong Kong
Duração da viagem: 27h35m
Diferença do Fuso Horário: + 
11 horas

Minha primeira viagem internacional foi logo para Hong Kong, no outro lado do mundo. Dormi mal nos dias anteriores por conta da ansiedade. E como tenho dificuldades para dormir a bordo, isso me impediu de descansar durante o voo. Para “piorar”, a companhia área oferecia vinhos e até amarula durante a viagem, de graça — uma oferta irresistível até mesmo para mim, que não bebo!

Fiz tudo errado. Não dormi, exagerei no álcool, bebi pouca água. Ao chegar no destino, eu não era capaz de entender nada do que as placas diziam. Talvez porque elas estivessem em chinês 🙂 Mas era pior que isso: eu mal conseguia abrir os olhos de tanto cansaço. Uma leve tontura acompanhava os meus passos e logo em seguida sofri com uma dor de cabeça bem chata.

Apesar do sono, resisti firme a tentação de dormir durante o dia e deitei somente à noite, como é recomendado. Curiosamente acordei bem cedo. Foram longos três dias até meu organismo vencer o Jet Lag e conseguir se adaptar à nova rotina.

Durante esse período me hidratei bastante, tentava não fazer atividades muito extenuantes e respeitava os horários das refeições e de sono. Evitei tomar qualquer tipo de remédio e desde então me reeduquei a dormir no avião – e cortar bebidas alcóolicas do cardápio. Jet Lag pesado, nunca mais!

3. Peça indicação de remédios contra o Jet Lag ao seu médico

Camille Panzera
Duração da viagem
Diferença de fuso horário: + 14

Por algumas vezes já tive a oportunidade de viajar para o outro lado do mundo: Japão, Hong Kong, Austrália, Tailândia, Indonésia… e acho que essa é a faixa de fusos mais extremas com relação ao nosso horário e portanto um pouco mais difíceis para se adaptar. O que aprendi com essas viagens e voos tão longos é que em cada uma delas meu corpo reage de uma forma, mas mesmo assim é possível minimizar os efeitos do jet lag.

Antes de viajar, analiso o horário que vou chegar ao destino para saber o que fazer ao longo do voo. Se vou chegar em um horário próximo ao horário local de dormir, procuro assistir vários filmes e dormir pouco ao longo da viagem para chegar bem cansada e no meu destino final, enfim, dormir. Ou se chegarei de manhã no horário local, procuro dormir pouco durante os voos, fazer passeios e me cansar durante o dia, para conseguir dormir apenas durante à noite do horário local.

No novo fuso horário, acordar muito cedo ou acordar durante à noite é natural; o que recomendo fortemente que você não faça ao acordar no meio da noite é pegar o celular ao invés de tentar dormir outra vez! Ficar no celular durante a madrugada é um grande erro – o telefone tira nosso sono e dificulta a voltar a dormir.

Não bebo café para não atrapalhar meu sono e, se sinto que terei dificuldades para dormir, recorro à melatonina, que é um hormônio natural que induz ao sono. Nas primeiras noites no novo horário durmo mais cedo também, mas se houver uma necessidade de me adaptar mais rápido ou se eu estiver com muita dificuldade para dormir de forma que atrapalhe o aproveitamento do meu dia, tomo dramin e assim durmo melhor ambos foram indicados por médicos e se quiser consumi-los é que o recomendo também!

 

4. Entenda como o seu corpo reage ao Jet Lag

Leonardo Cassol – São Paulo > Singapura
Duração da viagem: 36 horas
Diferença do Fuso Horário: + 
11 horas

Depois de algumas viagens para a Ásia e para a Austrália, pude aprender como o meu corpo reagia ao fuso e testar, dentre as recomendações gerais, aquelas que tinham maior efeito positivo. E foi um ótimo aprendizado.

A primeira dica é não ficar obcecado pelo relógio durante a viagem e no período de adaptação ao novo fuso. Será um desperdício de energia e uma fonte de ansiedade, além de atrapalhar na hora de dormir, ou fazer você acordar mais cedo do que deveria. Tente relaxar e descansar!

Eu procuro embarcar bem cansado para dormir o que puder durante o voo, sem me preocupar com o tempo. Como tenho facilidade de dormir no avião, isso ajuda a desregular bem meu relógio biológico antes de chegar ao destino, tornando a adaptação mais rápida. Para vocês terem uma ideia, num voo de 16 horas eu já consegui dormir 12 horas, em dois turnos. Aproveito também para comer tudo o que servirem no avião, não me importando com a hora. Isso também contribui para readaptar o organismo.

Caso dormir facilmente no avião não seja o seu caso, a dica é não ficar sofrendo de ansiedade! Faça algo que te mantenha entretido. Leve filmes e séries no tablet, celular ou notebook, jogos, livros, música, escrever… o que te fizer relaxar e ajudar a passar o tempo. Aproveite o sistema de entretenimento da aeronave para conhecer algo novo, ver um filme que não conseguiu assistir no cinema, um show etc.

Outra recomendação é escolher um voo com uma parada longa em alguma cidade, antes de chegar ao destino. Geralmente voos para cidades com diferenças significativas de fuso em relação ao Brasil têm conexões, o que pode ajudar na adaptação. Por exemplo, nessa viagem para Singapura, eu fiquei 9 horas numa conexão em Roma. Aproveitei a parada para fazer um passeio rápido pela cidade, o que me manteve ativo e acordado tempo suficiente para me ajudar a dormir bastante durante o voo seguinte. Nesse caso, a diferença de fuso que seria de 11 horas (entre Brasília e Singapura) reduziu para 6 horas (entre Roma e Singapura)!

Ao chegar ao destino, mesmo com todos os cuidados, é possível que você acorde durante a madrugada ligadão ou ligadona, super disposto(a)! O que aprendi nesses casos é que não adianta ficar deitado tentando dormir. Arrume alguma coisa para ocupar a mente. Se estiver acompanhado e não quiser acordar todo mundo, desça para o lobby do hotel e procure relaxar. Isso vai ajudar a diminuir o estresse e a ansiedade, que nos deixam ainda mais cansados. Se o sono não vier, comece o dia com as atividades planejadas e esteja preparado para sentir um “sono mortal” súbito no fim da tarde! Resista o que puder, sem se colocar em risco (nada de dirigir com sono, é muito perigoso!). Tente aguentar até o horário normal de ir para a cama. O máximo que puder. No dia seguinte, coloque o despertador para o horário de acordar. Se despertar antes, continue fazendo isso. A grande maioria das pessoas já fica bem adaptado a partir do terceiro dia.

Planeje os primeiros dias de viagem de forma a favorecer a sua adaptação ao novo fuso horário! Comece leve! Programar um dia livre e outro com poucos compromissos é fundamental para compensar o cansaço natural da viagem e o estresse causado ao seu organismo pela mudança do fuso.

Quer saber como foram os voos dessa viagem, veja a avaliação de voo da Alitalia e da Korean Air.

5. Tire uma soneca durante o dia

João Goldmeier – São Paulo > Dubai 
Duração da viagem: 14h30
Diferença do Fuso Horário: + 7 horas

Como minha viagem para Dubai seria curta (apenas três noites) eu estava preocupado que o Jet Lag atrapalhasse a programação. Li alguns artigos a respeito e aprendi que durante o voo o melhor a fazer é ir se adaptando ao horário de destino, tanto para dormir, como para comer.

No meu voo a primeira refeição servida foi o café da manhã. Pode parecer estranho às duas da manhã, mas em Dubai já eram nove horas! O complicado foi me manter acordado durante todo o voo o que, confesso, não consegui fazer.

O horário de chegada, perto das 23h, também era um aliado. Era chegar e ir dormir. Na teoria uma maravilha, na prática eu dormi apenas quatro horas. Com pouco sono foi inevitável ficar cansado durante o dia. Aí outra dica: se for preciso, tire uma soneca durante o dia, de no máximo meia hora. Dito e feito. Após dormir eu me recuperei totalmente da viagem e parecia novo!

Ah, esse foi o voo inaugural do A380 da Emirates, se quiser saber como foi clica aqui.

6. Procure descansar

Rafael CastilhoSão Paulo > Nanjing (China) 
Duração da viagem: 30h
Diferença do Fuso Horário: + 
11 horas

Em 2008, parti para a minha primeira longa viagem ao outro lado do planeta. Eu e minha esposa fomos para a China participar da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, em Nanjing. A ida para a China já demora por natureza, ainda mais que não temos voos diretos. Mas a nossa foi um grande desafio: primeira conexão em Nova York após 9 horas de voo saindo de GRU; depois partimos num longo voo de 14 horas até Beijing e logo em seguida mais uma conexão até Nanjing.

Para tentar minimizar os efeitos do Jet Lag e principalmente da longa jornada, descansamos bem nos dias que antecederam a viagem. No voo até Nova York tentamos dormir, pois era de madrugada.

Na conexão nos Estados Unidos, pela manhã, caminhamos bastante no aeroporto para esticar as pernas. Na hora do almoço, viagem iniciada para o outro lado do mundo à bordo do Boeing 777 da United. Para nossa sorte o voo estava vazio e pegamos 3 poltronas cada um, lá no fundo da aeronave. A companhia aérea auxilia os passageiros se acostumarem ao novo horário. São servidas 3 refeições: almoço; lanche e café da manhã. Este lanche é servido na metade do voo substituindo o tradicional “jantar”. O pouso em PEK ocorre por volta das 14h horário local, mas um dia a mais. De lá ainda pegamos outro voo até Nanjing.

Apesar da longa jornada, conseguimos descansar bastante. Esta é a minha principal dica, tente descansar e ao chegar no destino se acostume com o horário. Se chegar cedo não durma e tente somente ir para cama no horário da noite, como se estivesse em casa. Na primeira noite é comum acordar de madrugada, mas tente continuar na cama e procure o sono. O melhor sempre a fazer é lutar contra o cansaço e se acostumar ao novo fuso.

Uma coisa que percebi indo algumas vezes para Ásia é que com o fuso de 12 horas a fome bate perto do mesmo horário, só que ao invés do almoço é hora da janta. Com isto nunca tive muitos problemas em me adaptar, mas isto vai de cada corpo.

 

7. Siga as dicas de quem já entrentou o Jet Lag

Sandro Kurovski – São Paulo > Dubai
Duração da viagem: 14h30
Diferença do Fuso Horário: + 7 horas

Confesso que nunca me preocupei muito com Jet Lag e achava frescura. Minhas primeiras viagens internacionais foram para a Europa e América do Norte, com pouca diferença no fuso, então dormir um pouco durante o voo sempre foi suficiente para adaptação. Mas o sinal de alerta acendeu quando Dubai entrou no meu itinerário, ainda mais depois de ouvir os relatos dos colegas Monique e João Goldmeier (que você já leu aqui em cima).

Minha estratégia foi permanecer o máximo de tempo acordado durante o voo. Dormi apenas 3 horas e nas outras 11 procurei me manter ativo. Vi filmes, li, trabalhei e andei pelo avião. Ao chegar ao hotel, às 23h de Dubai, já estava pronto para cair na cama, embora no Brasil ainda fossem 16h. Funcionou bem, no dia seguinte acordei no horário, disposto e completamente adaptado. As dicas dos colegas mais experientes realmente foram úteis!

E você? Já teve problemas com jet lag após um voo longo? Como fez para se adaptar ao novo fuso? Dê as suas dicas e participe!