Como é voar na S7 Airlines

Leonardo Marques 24 · fevereiro · 2011

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Davi e Bárbara, um casal de leitores do Melhores Destinos, viajaram da Espanha para a Rússia na semana passada pela companhia aérea S7 e nos mandaram uma avaliação. O texto e as fotos abaixo são de autoria dos dois.

Viemos a conhecer a S7 devido à promoção publicada aqui no Melhores Destinos. Com ela, viajamos de Madri (Barajas) à Moscou (Domodedovo) nos dias 12 e 20 de fevereiro. A S7 é uma empresa russa que está em franca expansão, fazendo, atualmente, parte da aliança Oneworld. Domodedovo é sua base de operações, de onde ela voa para destinos da própria Rússia, da Europa e Ásia, bem como para a América Latina; nesse último caso, em codesharing, ou seja, em convênio com outras empresas aéreas (inclusive, viagens à América Latina era a temática da revista de bordo).

Check-in

Na viagem de ida, o check-in da S7 foi feito pela Ibéria, num balcão que eles possuem dentro da área internacional do Aeroporto de Barajas. Foi bem rápido e eficiente (o que não é muito comum na Ibéria). Já na viagem de volta, fomos atendidos pelo pessoal de terra da própria S7. O serviço foi bem eficiente, mas nada cordial, perguntávamos algo e a atendente ficava muda (ela compreendia, pois falava inglês). Entretanto, acho que em 5 minutos estava concluído. Somente não foi possível a acomodação em assento de emergência (tenho mais de dois metros de altura), pois eles cobram pelo serviço a quantia de 1.000 rublos, o que consiste, aproximadamente, em R$ 55,00. No meu caso, penso que pagar por este serviço é um desrespeito. Peguei um assento “normal” mesmo. Dentro do avião, quando acabou o embarque, pulei para um assento de saída de emergência. Ninguém reclamou.

Russo ou Inglês?

Dentro dos aviões da S7, os comissários e pilotos falam em Russo e Inglês. Honestamente, não sei se pode ser chamado Inglês o que eles falam, de tão enrolado que soa (mas fique feliz, em toda a Rússia é o mais próximo que você vai chegar do inglês). Ainda assim, quem domina o idioma dos Bretões pode obter as respostas necessárias. Isso não chega a ser um problema pois, no final das contas, você embarca no avião e ele acaba te deixando no destino prometido. O que acontece no meio disso só influi no conforto. Mesmo assim, é bom estar ciente que o bom e velho português, ou mesmo o espanhol, ou outra língua além das citadas, não serão de qualquer utilidade.

Espaço do avião

A S7 possui uma frota de aviões relativamente nova. Na ida, voamos com um Airbus A319 e na volta com um A320, ambos na configuração 3-3, semelhante aos vôos da TAM aqui no Brasil. Acreditamos que os assentos também tem o mesmo espaço dos aviões da TAM. Nada de especial, mas também sem causar grandes desconfortos. Existe uma pequena classe executiva, em todos os vôos, nos oito primeiros assentos das aeronaves.

Entretenimento

Aqui está o calcanhar de aquiles desta companhia. Entrando no avião você se depara com a revista S7. Apesar da boa apresentação, os textos da revista estão quase todos em russo e poucas reportagens e informações têm tradução para o inglês. Termina-se de ler o conteúdo e olhar as figuras e hieróglifos russos em menos de 10 minutos. O problema maior é que a revista é o único entretenimento à bordo. Nada de filmes, música, etc. Foram 5 horas de vôo de um completo marasmo. Se você vai voar de S7, é melhor se armar com Ipod, notebook, revistas ou coisas do gênero, pois eles não vão te fornecer nada dessa ordem. Até passam oferecendo jornais, mas todos em russo.

Serviço de bordo

Os comissários de bordo da S7 são gentis (no jeito russo de ser). Não espere grandes sorrisos ou cordialidades. Todavia, são eficientes, resolvem seus problemas e respondem suas indagações, desde que seu inglês seja bom. Além disso, nossos dois vôos foram muito tranqüilos, sem qualquer turbulência, apesar de pegarmos algumas chuvas. Parece que os pilotos russos entendem das coisas. A refeição servida no vôo é simples, mas acaba satisfazendo. Na ida nos foi servido um prato quente (carne de panela com vegetais), mas na volta foi só um sanduíche frio mesmo. O diferente é que as bebidas são servidas antes da comida. Se você não guardar um pouco, não terá bebida durante ou depois da refeição. Além disso, são restritas, só sucos e água.

Pontualidade

Os vôos foram relativamente pontuais, sendo que os atrasos na saída foram compensados em vôo. O pessoal de terra é eficiente, coordenando para que o embarque seja feito da forma mais tranqüila possível. Aqui vai uma alerta para todos aqueles que viajam para a Rússia pela S7, especialmente nos próximos dias: a empresa, pelo menos nos vôos que nós pegamos, não dispõe de “pontes” de embarque e desembarque no aeroporto de Domodedovo, sendo que a entrada e saída do avião são feitas em terra e os passageiros são levados de ônibus para dentro do aeroporto ou avião. Se alguém vai para Moscou nos próximos dias, deve levar para dentro do avião uma boa parte de roupas para o frio, senão o desembarque vai parecer um exílio na Sibéria (a média na semana que fomos era de – 15C).

Curiosidades

As cores dos aviões da S7 é um verde abacate terrível. É impossível não notar a aeronave chegando.
O aeroporto de Domodedovo teve, recentemente, um sério problema com atentado terrorista. Por este motivo, a segurança anda muito rígida. Sendo assim, deve-se chegar ao aeroporto com algumas horas de antecedência, pois todas as pessoas têm que passar por detectores de metais na entrada do aeroporto, o que gera uma fila enorme (pra falar a verdade, não é uma fila, mas sim, um aglomerado de pessoas lutando para entrar na área interna). Depois ainda é preciso passar pela revista para entrar na área de embarque, sendo obrigatório retirar os sapatos.
A companhia teve alguns problemas de desorganização recentemente, quando da realização da promoção em parceria com a Ibéria, divulgada aqui no Melhores Destinos. Algumas pessoas compraram as passagens e depois tiveram seus bilhetes cancelados. Deve ter deixado muita gente frustrada. Todavia, quem conseguiu ter o bilhete confirmado pode ficar mais calmo, pois nós tivemos uma viagem muito tranqüila.
Uma dica: no site da companhia há uma opção de compra de passagem de trem do aeroporto para o centro de Moscou, por um valor que gira em torno de 600 rublos por pessoa. É um preço muito caro. Na saída do aeroporto existe um serviço de ônibus e vans que faz o mesmo trajeto por 120 rublos, deixando as pessoas ao lado de uma estação de trem e que te leva para qualquer lugar. Só um detalhe: não pense que conseguirá falar e esclarecer dúvidas com os motoristas, eles não falam inglês. Mas sabe que isso até que é bom; você vai se adaptando ao resto da viagem, pois quase ninguém, ou ninguém, fala inglês em Moscou.

O Melhores Destinos agradece ao Davi e à Bárbara pela disposição em fazer essa excelente avaliação da S7. Aproveitamos para convidar você a deixar suas impressões sobre a S7 nos comentários abaixo. Caso você vá viajar para o exterior e queira fazer a avaliação de alguma companhia aérea, entre em contato com o Melhores Destinos, sua avaliação será muito bem vinda.

Autor

Leonardo Marques - Diretor do Melhores Destinos