Como é voar com a Aerogal e o melhor aeroporto da América Latina

Denis Carvalho 31 · janeiro · 2013

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A AeroGal é mais uma das companhias aéreas que formam o grupo AviancaTaca e uma das principais empresas aéreas do Equador. Com bases em Quito e Guayaquil, ela voa para nove destinos, incluindo os dois aeroportos das Ilhas Galápagos, de onde vem o seu nome.  O jornalista Rafael Carvalho, um dos autores do ótimo blog Esse Mundo é Nosso, testou os serviços da companhia e fez mais uma  avaliação para o Melhores Destinos. De quebra, ele traz algumas pinceladas de uma conexão em Bogotá e do moderno aeroporto de Guayaquil, que compete com Lima pelo título de melhor da América Latina. Acompanhe: 

Fundada em 1986, a Aerogal é uma das principais companhias aéreas do Equador, ao lado da LAN Ecuador e da TAME (que já ganhou relato aqui no Melhores Destinos). Surgiu com o transporte de cargas e de passageiros entre o continente e as Ilhas Galápagos. Tem como base principal a capital Quito e voa para Guayaquil, Cuenca, Manta, Baltra, San Cristóbal, Portoviejo, Lago Agrio, Coca e Nova York, além de ter voos operados em aliança com a Avianca para Bogotá e junto da Taca para Lima y Medellín. Comprei minhas passagens pela Decolar, mas a reserva pelo site da empresa parece bem tranquila. São aceitos cartões de créditos internacionais.

Check-in

Nosso voo até Guayaquil tinha uma conexão em Bogotá e primeiro trecho foi operado pela Avianca, que é do mesmo grupo da Aerogal e da TACA. A boa notícia aqui em São Paulo foi saber que nossas bagagens iriam direto para o Equador, mesmo voando em companhias diferentes, e que já nos dariam o ticket do segundo voo. Isso foi uma tranquilidade, pois queríamos aproveitar as poucas horas na Colômbia.

Conexão em Bogotá

Nossa chegada a Bogotá pela Avianca foi pontual, pouco depois do meio-dia, e ficamos tranquilos ao saber que não precisaríamos retirar nossas bagagens. Queríamos aproveitar as pouco mais de 10 horas na Colômbia para dar uma volta. Saímos e em menos de 30 minutos já estávamos em La Candelária, centro histórico de Bogotá.

Pegar um táxi no aeroporto é bem simples, já que existe um guichê onde você diz seu destino, recebe um ticket e paga exatamente aquele valor pré-calculado ao motorista. Dessa forma ele não vai querer dar voltar e te fazer de bobo. O Transmilenio, sistemas de transporte de ônibus similar ao de Curitiba, ainda não chegou ao aeroporto El Dorado, mas as obras já estão bem próximas do terminal.

Passamos boa parte do dia no centro e na Zona Rosa, área nobre da cidade, onde ficam os principais shoppings, bares e restaurantes. O mais interessante é que, como eu já conhecia a cidade, deu para aproveitar muito e meu amigo, novato por ali, conheceu muita coisa.

Voltamos ao aeroporto de Bogotá apenas às 20h30, sossegados por já estarmos com as passagens do voo operado pela Aerogal em mãos. O embarque foi muito tranquilo, mesmo com a revista um pouco mais rígida – isso é normal na Colômbia, inclusive em cidades menores como Cartagena. Do nada, o guarda pode pedir para você tirar tudo que está na sua bagagem de mão e revistar item por item.

O aeroporto El Dorado, em Bogotá, lembra o de Cumbica, já com marcas do tempo. Mas recentemente um novo e gigante terminal foi construído e já está em funcionamento para muitos voos internacionais da Avianca. Quando estivemos lá, faltavam poucos ajustes e, pelo que vimos, é bem moderno e bonito.

 

O voo atrasou muito para partir do aeroporto de Bogotá. A decolagem estava prevista para as 21h45, mas só saímos por volta de 23h30. O embarque foi feito praticamente na hora certa, mas tivemos de aguardar dentro da aeronave durante todo esse período, apenas com os avisos de que nosso voo não havia sido autorizado. E assim ficamos mais de uma hora em solo, impacientes e apenas com água sendo servida pelos comissários.

Avião

A frota da Aerogal conta com Airbus A319, Airbus A320 e Boeing 767. Voamos em um A319, bem parecido com os operados pela TAM no Brasil e com as mesmas configurações de três assentos de cada lado do corredor. O avião tinha alguns sinais de uso, mas nada fora do comum. Para quem está acostumado a voar no Brasil, não percebemos grandes diferenças.

A maioria dos passageiros parecia ser de colombianos e equatorianos viajando entre os dois países. Pelo menos à primeira vista, não pareceu haver muitos turistas além de nós. Chamou atenção a presença de alguns haitianos que nem falavam espanhol. Maia para frente descobriríamos o que eles queriam no Equador.

Serviço

Os comissários eram simpáticos, mesmo com a impaciência dos passageiros com o longo atraso e o fato de termos ficados “presos” dentro da aeronave. Os atendentes falavam apenas espanhol e os avisos eram dados também em inglês.

As refeições foram um dos pontos mais positivos de voar Aerogal. Embora o voo entre Bogotá e Guayaquil durasse apenas 1h45, o serviço de bordo nos agradou muito. Logo após a decolagem, nos foi servido gratuitamente arroz temperado, carne cozida, legumes, pão, rocambole de doce de leite, refrigerantes, água, café e vinho.

Como o avião era mais antigo, não havia praticamente nenhum entretenimento a bordo, exceto a revista da própria companhia. Nada de TV ou serviço de áudio, mas o que não prejudicou em um voo tão curto para padrões internacionais.

Chegada

Devido ao atraso na Colômbia, chegamos a Guayaquil já na madrugada, mas foi fácil a retirada da bagagens e tomar um táxi até o centro da cidade. A passagem pela imigração foi um pouco tumultuada. Quando disse que era minha segunda vez no Equador (eu havia ido para Quito no ano anterior), o policial ficou implicado pelo fato de eu ter renovado o passaporte e não ter o carimbo da última passagem por lá.

Para piorar, os pobres haitianos, visivelmente tratados com preconceito, foram sendo barrados e o atendente do meu posto na imigração parecia estar a fim de barrar a entrada deles no país. Várias vezes, antes de carimbar meu passaporte, ele levantou para tentar entender qual era a dos haitianos. Isso atrasou em muito, até que ele, percebendo que tinha outro problema maior para resolver, ignorou o fato da renovação do meu passaporte. Pelo pouco que vimos, parecia mesmo que nossos colegas de voo estavam fugindo da pobreza no Haiti. Não soubemos como terminou essa história.

Aeroporto de Guayaquil

O moderno aeroporto de Guayaquil, de fazer qualquer brasileiro morrer de inveja, é o principal do Equador, já que a cidade, embora não seja capital, é a maior e mais importante do país, com mais de 3 milhões de habitantes. Além de receber a maioria dos voos internacionais, se você pretende ir a Galápagos um dia, com certeza passará por ali, já que é a porta de saída para a ilha do Pacífico.

A estrutura do aeroporto é tão boa – com wifi gratuito, lojas, restaurantes e um grande duty free -, que ele foi eleito em 2011 o melhor da América Latina e Caribe pela Airports Council International, além de conquistar a melhor posição na categoria de aeroportos entre 2 e 5 milhões de passageiros.

A distância do aeroporto até o centro de Guayaquil é muito pequena, cerca de 5 km, e a corrida de táxi não sai por mais de US$ 3, mesmo de madrugada, já que os preços são fixados por tabelas nas saídas do saguão. Vale lembrar que a moeda no Equador é o dólar americano mesmo.

Dicas

Como a Aerogal não voa para o Brasil, vale deixar a dica de que, se o primeiro trecho de sua viagem for operado por uma companhia parceira, como Avianca ou TACA, você já despachará a bagagem para o destino final. Isso foi muito bom, pois tivemos a oportunidade de passear por Bogotá sem nos preocuparmos com nossas bagagens e não tivemos de fazer um novo check-in.

Agradecemos ao Rafael por mais esta excelente avaliação, que certamente ajudará muitos leitores em suas viagens pelo Equador. E você? Já voou pela AeroGal? Deixe suas impressões nos comentários!  Se você fez ou vai fazer uma viagem com alguma empresa aérea que ainda não foi avaliada aqui no Melhores Destinos ficaremos felizes em publicar sua avaliação: entre em contato pelo e-mail dicas@melhoresdestinos.com.br Você pode conferir todas as avaliações publicadas pelo MD neste post.

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe