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Museu do Amanhã no Rio do janeiro: como visitar, ingressos e preços

Mari Kateivas
24/08/2022 às 5:00

Museu do Amanhã no Rio do janeiro: como visitar, ingressos e preços

Um atrativo para pensar sobre nossas origens, nosso presente e, principalmente, no nosso futuro. O Museu do Amanhã fica no Rio de Janeiro e é um espaço totalmente diferente para tratar de ciências. A proposta do lugar instiga questionamentos sobre as mudanças vividas pela humanidade e as que ainda podem acontecer.

Separamos nesse post informações que você precisa saber antes de visitar o Museu do Amanhã, como preços dos ingressos, dia com entrada gratuita, como chegar ao lugar e o que achamos do passeio na região portuária da cidade.

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Foto: Bernard Lessa

O que tem no Museu do Amanhã?

Perto da entrada do prédio, no térreo, o museu recebe uma exposição temporária aproximadamente a cada seis meses. Já no segundo andar, você vai encontrar a Exposição Principal do Museu do Amanhã – que leva cerca de uma hora para ser vista por completo. No local, o público experimenta uma narrativa com base em cinco áreas: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós (com mais de 40 atividades interativas em português, espanhol e inglês).

Então se você curte ciência e tecnologia, tá disposto a se abrir para refletir um pouco sobre o universo e quer ter uma experiência diferentona na Cidade Maravilhosa… o passeio pelo Museu do Amanhã pode ser interessante para você (afinal, nem só de praia vive o turista no Rio de Janeiro, não é mesmo?).

No museu você vai poder visitar a exposição principal que conta com uma narrativa sobre como cada um de nós pode viver e moldar os próximos 50 anos (mais abaixo, te conto detalhes). Pode até não parecer muito atrativo para alguns quando se lê desse jeito, mas com o uso da tecnologia e perguntas direcionadas, a exposição consegue mexer com os sentidos e imaginação dos visitantes.

Atualmente, o museu está com a exposição temporária do famoso fotógrafo Sebastião Salgado. Reconhecido internacionalmente, ele documenta diferentes temáticas com fotografias em preto e branco. Com curadoria e cenografia da esposa Lélia Wanick Salgado, as imagens e textos expostos até janeiro revelam as singularidades da nossa Amazônia.

Exposição Amazônia ocorre no térreo do Museu do Amanhã

Museu do Amanhã: quanto custa o ingresso?

A assessoria do Museu do Amanhã informou que a compra de ingresso ocorre pela internet (é necessário fazer um cadastro antes de comprar) e na bilheteria do local.

Entretanto, visitei o local em dois dias diferentes e, nas duas ocasiões, os funcionários informaram que a venda é feita apenas pelo site. Eles me direcionaram para um QR code que fica na entrada do museu, para eu acessar o site e comprar os ingressos. Inclusive, meu sinal estava ruim e tive dificuldade para comprar pelo smartphone, por isso, perguntei duas vezes na primeira visita se havia a possibilidade de compra do ingresso no local, mas me disseram que não era possível.

A entrada pode ser usada no período de uma hora, ou seja, você pode escolher o ingresso com horário das 14h às 15h.

Preços dos ingressos:

  • Entrada inteira: R$ 30
  • Meia entrada: R$ 15

Vale ficar atento porque o Museu do Amanhã está sujeito à lotação e os ingressos por hora são limitados.

Quando a meia-entrada pode ser aplicada?

  • Pessoas de 6 a 21 anos
  • Estudantes de escolas particulares e universitários
  • Professores da rede privada de ensino
  • Pessoas com deficiência
  • Servidores públicos do município do Rio de Janeiro
  • Moradores ou naturais da cidade do Rio de Janeiro
  • Portadores da carteira de Identidade Jovem
  • Clientes Santander (pagamento com o cartão Santander, válido somente para o titular do cartão)

Quem não paga para entrar?

  • Estudantes da rede pública de ensino fundamental e médio
  • Professores da rede pública de ensino
  • Idosos a partir de 60 anos
  • Crianças com idade até 5 anos
  • Acompanhante de pessoas com deficiência
  • Funcionários de museus ou associados do ICOM com selo da anuidade;
  • Guias de turismo
  • Funcionários Santander, Shell e Engie
  • Grupos em vulnerabilidade social (entrar em contato pelo e-mail visitas@museudoamanha.org.br)

As gratuidades também podem ser retiradas online. Em todos os casos, é necessário apresentar documento de comprovação.

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Qual dia a entrada é gratuita para todo mundo?

Toda terça-feira a entrada é gratuita no Museu do Amanhã. Mas atenção: Devido à gratuidade, os ingressos acabam rápido, então se antecipe ao adquirir pela internet o ingresso de terça.

Onde fica o Museu do Amanhã?

Foto: Albert Andrade

O Museu do Amanhã fica localizado na Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro. A exuberante estrutura do prédio compõe a região do Boulevard Olímpico e pode ser identificada de longe na região portuária da cidade, às margens da Baía de Guanabara. Inclusive, quem chega de avião ao Aeroporto Santos Dumont consegue ver do alto o moderno prédio.

Com funcionamento de terça-feira a domingo, o atendimento ocorre das 10h às 18h (com a última entrada às 17h).

O arquiteto espanhol responsável pelo projeto do museu, Santiago Calatrava, disse que a ideia é que o edifício fosse construído como se flutuasse sobre o mar, como um barco, um pássaro ou uma planta.

O formato do museu é inspirado nas bromélias do Jardim Botânico e ocupa 15 mil metros quadrados, cercado por espelhos d’água. A imponente construção fica ainda mais bela com a vista para a baía e a ponte Ponte Rio–Niterói.

Como chegar ao Museu do Amanhã?

Carro: O lugar não conta com estacionamento próprio. Portanto, se estiver de carro, precisa deixar o veículo em um dos estacionamentos particulares da região. O mais próximo e recomendado pelo museu fica a cerca de 100 metros, no edifício RB1, na Avenida Rio Branco, 1.

Ônibus: Se for de ônibus, nossa recomendação é acessar o site Vá de Ônibus para saber qual a melhor opção de linha para visitar o museu a partir do seu local de origem.

Trem: Caso vá de trem, a equipe do museu orienta que o visitante desça na estação da Central do Brasil. De lá, pegue o ônibus da linha 225 ou ande aproximadamente 20 minutos até o local. Outras opções de ônibus são sugeridas também pelo Google Maps.

Metrô: A partir da Estação Uruguaiana, há duas opções de caminho a pé:

  • Atravesse a Avenida Presidente Vargas, siga pela Rua Acre até chegar à Praça Mauá / Museu do Amanhã;
  • Ou siga pela Avenida Presidente Vargas no sentido Igreja da Candelária, dobre à esquerda na Av. Rio Branco e siga em frente até chegar à Praça Mauá / Museu do Amanhã.

VLT: Para chegar de VLT, pegue uma composição da linha 1 (azul) – sentido aeroporto Santos Dumont ou sentido rodoviária / Praia Formosa – e desça na “Parada dos Museus”. A estação fica aproximadamente 200 metros de distância do Museu do Amanhã. Você também pode ver o mapa das paradas no site do serviço.

Transporte por aplicativo: Você pode usar os aplicativos mais comuns, como Uber e 99, e o app Taxi Rio, que oferece descontos nos táxis da cidade. Nesse caso, é só incluir no destino o Museu do Amanhã, que fica Praça Mauá, 1, no Centro.

Mais informações sobre o lugar podem ser acessadas no site do Museu do Amanhã.

Sobre o museu

A equipe do museu nos contou que muito turista acha que o Museu do Amanhã é um aquário e, por isso, acaba não visitando o lugar. Então para deixar claro, não há nada específico sobre a vida marinha dentro do prédio, ok? Perto do Museu do Amanhã fica localizado o AquaRio – esse, sim, é o Aquário Marinho do Rio de Janeiro.

Para quem quiser ou precisar se alimentar por lá, ele conta com um restaurante com culinária Amazônica e uma cafeteria. Viajantes também podem entrar no museu com malas de mão ou deixar, gratuitamente, as malas maiores no guarda-volumes do edifício.

Como o Museu do Amanhã fica a cerca de 4 quilômetros do Aeroporto Santos Dumont e da Rodoviária Novo Rio, o passeio pode ser incluído no roteiro logo após a chegada na cidade ou antes de deixar a cidade.

Dependendo da situação, o passeio pode ser interessante se você chegar mais cedo e não puder fazer o check-in do hotel antes. Aí é só deixar a sua mala no guarda-volumes, curtir a visita e, depois, ir para o hotel.

Se a opção for contrária, é preciso se programar em relação ao tempo da visita e deslocamento para não perder seu voo ou ônibus.

O espaço foi criado e é gerido em parceria com iniciativas públicas e privadas. Com um acervo interativo e uso de elementos audiovisuais, o museu tem a participação de profissionais de diferentes áreas.

A grande obra arquitetônica, inaugurada em 2015, faz parte do projeto Porto Maravilha, que realizou a revitalização urbana da região portuária do Rio de Janeiro.

Exposição principal

A exposição principal do lugar é permanente, mas passa por atualizações com o passar do tempo. Ela aborda temas atuais, com resgates do passado e sobre o que pode acontecer nas próximas décadas no mundo, no que diz respeito às mudanças climáticas, crescimento populacional, avanço da tecnologia e uso de recursos naturais.

Ao longo da narrativa, os visitantes vão passar pelas seguintes áreas:

  • Cosmos: Como chegamos até aqui?
  • Terra: Quem somos? Somos matéria, vida e pensamento
  • Antropoceno: Estamos na Época dos Humanos
  • Amanhãs: Seremos mais, vivendo mais. Mas como?
  • Nós: Um convite à convivência

Cosmos (Foto: Byron Prujansky)

A exposição principal começa com uma experiência imersiva. Sem poder tirar fotos ou fazer vídeos, o visitante se desconecta das telas para mergulhar na “conexão com o universo”. Deitados no chão ou sentados, os turistas assistem uma projeção em audiovisual em 360 graus sobre o Cosmos.

Após a exibição, o visitante é convidado a se cadastrar na plataforma do museu e começar a usar as ilhas digitais interativas, com informações complementares sobre o assunto.

Terra (Foto: Byron Prujansky)

O segundo momento da exposição trata da Terra. Com quase 200 fotografias, em três cubos de sete metros de altura, a iniciativa nos leva a pensar que somos matéria, vida e pensamento.

O momento central da experiência é o Antropoceno, em que discute a nossa condição enquanto humanos e a condição do planeta. Nesse momento o visitante é convidado a assistir um vídeo sobre como nossas ações já impactaram o mundo. Cenas catastróficas sobre mudanças climáticas extremas e dados sobre o assunto nos fazem pensar em quais condições viverão as próximas gerações.

Na penúltima etapa, o questionamento sugerido é sobre “para onde vamos”. Com um jogo nas ilhas interativas, o visitante faz escolhas que podem salvar a população ou deixar que o mundo entre em colapso. Nesta parte da experiência, chamada de Amanhãs, a ideia é destacar as grandes tendências globais, quando haverá mais gente no mundo e vivendo por mais tempo.

A última fase é bem sugestiva. Em um ambiente bem iluminado, a estrutura que a gente entra representa uma oca indígena, onde se reúnem integrantes dos povos originários para passar conhecimentos de geração em geração. Esse quinto espaço é chamado de Nós e propõe ao visitante de que o Amanhã começa agora, a partir de cada escolha que fazemos. A proposta busca fazer refletir sobre como queremos viver com o mundo – pela sustentabilidade – e com os outros – pela convivência.

É nesse último espaço ainda que a gente encontra o único objeto físico do acervo do museu, chamado de churinga. O artefato dos aborígines australianos é uma ferramenta, de uso simbólico. Para vários povos, o objeto serve para associar o passado ao futuro, por isso, a ferramenta também se tornou símbolo da missão do Museu do Amanhã: “despertar para a sustentabilidade da vida e a convivência pacífica entre todos os seres humanos.”

Visitar o Museu do Amanhã vale a pena?

Essa é uma pergunta muito particular, pois a escolha em dedicar tempo do seu roteiro em um atrativo depende do tipo de viajante. De todo modo, acredito que vale a pena, sim.

Eu não sou do tipo praieira, amo museus e adoro bater perna nas cidades que visito. Considerei o passeio por curiosidade e também porque havia possibilidade de chuva no dia da visita, como o lugar é coberto, foi uma boa opção para o tempo nublado. Pela proposta diferente, topei conferir a atração e fui surpreendida, pois saí impactada com a exposição principal.

Sei bem que nem todo mundo gosta de ir em museu, ainda mais com tanta coisa para fazer no Rio de Janeiro. Mas o Museu do Amanhã tem tudo para oferecer uma experiência, no mínimo, curiosa, pois não tem nada a ver com a maioria dos museus.

Veja também: Dez erros comuns numa viagem para o Rio de Janeiro e dicas para evitá-los!

O meu colega e editor do Melhores Destinos Daniel Gadelha também gostou bastante e recomenda a experiência do passeio que fez em 2021. Ele disse que a experiência foi um choque de realidade e, por isso, saiu triste de lá, diferentemente do que já vivenciou em outros museus, com exposições de belas obras.

Particularmente, a exposição temporária de Sebastião Salgado também foi encantadora. A sensibilidade e registros do fotógrafo homenagearam as belezas naturais da maior floresta tropical do planeta. A mostra, que está disponível, também foi exposta em Paris, Roma e Londres.

As fotografias destacam as ameaças que as comunidades indígenas e o bioma estão enfrentando, como consequências do garimpo ilegal, desmatamento e das emergências climáticas. Uma exposição que complementa as reflexões sobre o que deixaremos para o nosso futuro – nem tão distante.

Dicas de viajante

A região portuária do Boulevard Olímpico é bem tranquila. Me senti segura andando por lá e tirando fotos, por exemplo, do Museu do Amanhã. A região central é bem movimentada durante a semana e com policiamento.

Mas se for visitar o Museu do Amanhã no fim de semana, recomendo que não ande muito a pé nas redondezas do Centro. Como o comércio fica fechado, a região fica vazia e, por isso, menos segura para passeios.

Aproveitando a localização e se estiver com tempo, visite outras atrações turísticas que ficam perto do Museu do Amanhã. Confira a seguir a distância entre cada uma e o museu.

Outras informações sobre o Rio de Janeiro você confere com detalhes no nosso Guia de Destinos.

E aí, já conheceu o Museu do Amanhã? O que achou? Pensa em visitar? Conte pra gente nos comentários!

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