Conheça o novo Symphony of the Seas, o maior navio de cruzeiro do mundo

Bruna Scirea 23 · julho · 2018

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Ao longo de dois dias estivemos a bordo do Symphony of the Seas, o maior navio de cruzeiros do mundo – que por algumas toneladas desbancou o Harmony of the Seas, também da Royal Caribbean, até então considerado o gigante dos mares. Veja como foi a nossa experiência!

É difícil falar do Symphony of the Seas sem encher a boca de superlativos. E não é só porque ele é o maior navio de cruzeiro do mundo, com capacidade para levar quase 7 mil hóspedes e mais de 2 mil tripulantes. Nem pelo fato de ter a altura de um prédio de 24 andares e a distância da popa à proa de 362 metros, mais do que o comprimento de três campos de futebol somados. Que ele é enorme ninguém duvida. O que o torna ainda mais gigante, no entanto, é a infinidade de atrações que ele oferece aos seus visitantes.

Não precisei nem de duas horas a bordo para me sentir como uma barata tonta – o que, nesse caso, não é problema algum. Tenho certeza que acontecerá o mesmo com você. Vai ter passado pela terceira vez no mesmo lugar, mas provavelmente terá chegado até ali a partir de um caminho diferente – que você já nem sabe dizer ao certo qual foi. E mesmo nesta terceira vez (ou quarta, quinta, quantas forem), sempre haverá algum detalhe novo, uma nova banda tocando, alguma atração diferente acontecendo…

Por essas e outras é que a melhor definição para o Symphony of the Seas é: uma cidade em movimento. Com bairros, ruas com lojas, restaurantes variados, pista de corrida, quadras esportivas, parques para crianças, bares, casas noturnas, teatros e acomodações para diferentes gostos – e bolsos. Não fosse a ampla vista para o oceano desde as varandas dos quartos ou da área das piscinas, no último andar do navio, seria até possível se imaginar em terra firme. Tem até um Starbucks para se esquecer de que se está, na verdade, em alto mar.

Estivemos a bordo do mais novo, o 25º navio da Royal Caribbean, no início de março deste ano, logo após o gigante ter sido inaugurado. Embarcamos no porto de Barcelona, na Espanha, e navegamos pelas redondezas nos dois dias seguintes. Não foi uma viagem normal – não desembarcamos em nenhum outro local, por exemplo -, mas uma amostra de tudo o que os turistas que navegarem no Symphony of the Seas terão à disposição.

O processo de embarque é o mesmo de todo o cruzeiro: você passa pela fila do check-in, depois sobe algumas escadas, de repente vai passar por alguma passarela e, quando se der conta, estará dentro do navio. No caso do Symphony of the Seas, a entrada é pela Royal Promenade (fotos acima). A ideia é de se estar em uma rua bem movimentada, com restaurantes, lojas de joias, cafeteria e até mesmo um bar automatizado, o Bionic Bar, em que os drinks são pedidos por meio de um tablet e feitos por robôs. Vale muito a pena perder uns minutos ali, vendo aqueles braços mecânicos trabalharem. É cada coisa que inventam…

Após dois drinks e um passeio com olhar curioso por toda a área, reconhecendo os caminhos e todas as possibilidades de almoços, jantares, lanches… lembrei de que a Promenade é apenas uma parte de um dos andares do navio. Tinha ainda um mundaréu de atrações para serem desbravadas. Aproveitei esse momento de lucidez (porque é fácil se deslumbrar e ir só seguindo o fluxo…) e fui para a cabine para deixar a mala e, por que não, curtir um pouquinho da vista para o mar. Lá no 11º andar do navio estava esse adorável quarto, que por dois dias tive o prazer de chamar de meu:

Sobre a penteadeira, havia um jornal diário do navio, com as atrações por hora, além da previsão do tempo e horários do nascer e pôr do sol – momentos que merecem ser vivenciados pelo menos uma vez durante a sua estadia em alto mar. Sentei na cama pra ver qualé que era a do colchão e óóóun…  fui abraçada pelo aconchego da roupa de cama bem fofinha. Forte, resisti bravamente e segui minha peregrinação.

Voltei para a Royal Promenade (é bom começar a desbravar tendo alguns pontos de referência) e, de lá, fui para o tal Boardwalk. Tcharan! Quando as portas de vidro se abriram, o que apareceu à frente foi uma vasta área descoberta com um imponente carrossel. Ao lado, está a Sugar Beach Candy & Ice Cream, loja de sorvetes e doces que, só pela decoração, já deixa o povo com água na boca. É provavelmente o mais doce lugar que há em alto mar!

E se engana quem pensa que a Boardwalk é um espaço infantil. Mais à frente, está um dos bares mais legais de toda a embarcação: o Playmakers Sports Bar & Arcade, onde é possível assistir a jogos e também se divertir com eles (são várias as opções disponíveis em máquinas e também em versões em madeira, sobre as mesas). Para acompanhar, nada mal pedir umas canecas de cerveja e delícias como asinhas de frango apimentadas e mini-hambúrguer. Desse jeito, fica divertido até mesmo perder desastrosamente nas partidas de Jenga, aquele jogo de tirar pecinhas de madeira de uma torre sem que toda a estrutura despenque. Experiência própria.

Ainda na Boardwalk, se você olhar para cima, lá no céu, provavelmente verá alguém atravessando o vão em uma tirolesa, que faz um percurso de 25 metros. E se seguir mais adiante, lá na ponta está um trio que relembra, mais uma vez, o gigantismo do Symphony of the Seas: uma parede de escalada de 4 metros; o Ultimate Abyss, o maior tobogã dos oceanos, com uma queda de 30 metros, percorrida em 13 segundos; e o Aqua Theatre, um teatro a céu aberto em que atletas olímpicos fazem diversas acrobacias aquáticas e aéreas.

Aliás, não falta qualidade na programação artística do navio. No Royal Theatre pude assistir Hairspray – versão do musical da Broadway vencedor de vários prêmios nos Estados Unidos. O figurino era impecável e a atuação dos atores também! Eu, que não sou lá tanto de musical, curti demais. Desde maio, os passageiros podem assistir a outro musical, o Flight, produção original da Royal Caribbean que fala da história da aviação.

E ainda tem uma apresentação de patinação em gelo, acompanhada por um balé sincronizado de 40 drones sobre o palco. E este é um arrependimento: perdi esse show que dizem ter sido incrível. Mas era taaaanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que me perdi. Então faça um favor: se você embarcar no Symphony of the Seas, assista ao 1977 Ice Show por mim! Só não faça como eu. Pare o que estiver fazendo e vá ver! Aí depois, com calma, aproveite a balada silenciosa (todo mundo de fone de ouvido), a boate bem barulhenta (hê), o bar de bolero, os arranjos de jazz e, se for do seu gosto, o cassino – um dos mais movimentados pontos do navio quando a noite cai.

E, bem, é preciso falar sobre comida – pra mim, uma atração de peso onde quer que eu vá.. não seria diferente dentro do navio. Saí percorrendo todos os lugares onde eu poderia comer ao longo destes dois dias de viagem e digamos que eu aproveitei praticamente todos – nem que fosse só uma provinha. Além dos restaurantes da Promenade, há outros tantos num espaço aberto super bonito, não à toa chamado de Central Park: são mais de 12 mil plantas que tornam a área verde e bastante agradável. Por ali, chama atenção o Jamie’s Italian, do famoso chefe inglês Jamie Oliver (de US$ 25 a US$ 35 por pessoa).

Ainda tem o restaurante mexicano El Loco Fresh; o japonês Izumi Hibachi & Sushi; o Solarium, de comidinhas mais leves; locais que servem pizza praticamente o dia todo e enormes buffets de saladas, queijos, comidas indianas, preparos com camarões e… milhares de coisas. Impossível ficar num prato só.

São 20 restaurantes a bordo. Onze deles servem especialidades e são pagos separadamente, com valores a partir de US$ 19. Uma das novidades é o Hooked Seafood que, como diz o nome, serve frutos do mar. Para quem quiser uma experiência diferente, o Wonderland é inspirado em Alice no País das Maravilhas e remonta pratos com os conceitos da cozinha molecular. Não bastasse o fato de você achar que vai abocanhar uma sobremesa e ela ser salgada, de os alimentos virarem espumas e todas as brincadeiras da cozinha imaginativa, a decoração do local é um show a parte!

Eu tive o prazer de conhecer o restaurante Coastal Kitchen, onde a cozinha mediterrânea é influenciada por produtos agrícolas característicos na Califórnia. Como se pode ver nas fotos abaixo, comi muito bem, obrigada.

Aí, se sobrar um tempinho (não foi o meu caso), antes mesmo de voltar à terra firme, você pode tentar perder um pouquinho de todas as maravilhosas calorias ingeridas. Opções a bordo não faltam: tem pista de corrida, quadra de basquete, minigolfe (!!!), um simulador de ondas para surfar e até patins para se aventurar na pista de gelo. Dá pra se cansar! O que… bem, não será problema, uma vez que também não faltam espaços para relaxar.

Além do spa, são inúmeras as piscinas e jacuzzis, entre as quais, destaco as que estão localizadas numa agradabilíssima área chamada Solarium, que tem seu próprio bar e um clima bem menos muvucado do que as demais, principalmente aquelas próximas aos escorregadores. A água é bem quentinha e a vista… prefiro resumir com algumas fotos:

Local mais tranquilo do que este (ao menos estava ao longo dos dois dias em que estive a bordo) talvez você só encontre nas suítes, cabines diferenciadas que podem abrigar famílias inteiras. São apartamentos com vários quartos, jacuzzi, sacadas amplas, salas com mesa de sinuca, piano e até mesmo escorregador que leva de um andar ao outro. Claro que o valor pago é bem mais alto – e, como esses espaços são exclusivos, conseguir um deles exige planejamento. Em outras palavras: a reserva deve ser feita com muita antecedência.

Bem… como você deve imaginar, ao fim de dois dias no cruzeiro, a sensação é de que seria necessário mais de uma semana para poder aproveitar tudo o que o navio oferece. Ainda mais se colocar em conta os lugares por onde o Symphony passa, onde os cruzeiristas podem desembarcar e conhecer também as atrações em terra.

A certeza é de que não há como se entediar dentro maior navio do mundo. Faça chuva ou faça sol, sempre haverá um lugar para se refrescar ou, ao contrário, relaxar nas águas aquecidas, se assim o dia exigir. A bordo do Symphony of the Seas, os dias começam com café da manhã farto e piscinas cheias e se despedem com uma sequência bem variada: espetáculo do pôr do sol, comilança, bares e apresentações artísticas. Uma programação de férias para ninguém botar defeito.

Roteiros do Symphony of the Seas

EUROPA

O Symphony of the Seas fica na Europa até novembro de 2018. A ocupação já é alta e, por isso, os preços são mais salgados. Os roteiros são os seguintes (todos de 7 dias):

ROTA 1: Roma (Civitavecchia) > Capri > Barcelona > Palma de Mallorca > Marseille > La Spezia > Roma (Civitavecchia)

ROTA 2: Barcelona > Palma de Mallorca > Marseille > La Spezia > Roma (Civitavecchia) > Capri > Barcelona

Simulação de valores: Saída em 09/09/2018 – Barcelona > Palma De Mallorca > Marseille > La Spezia > Roma (Civitavecchia) > Capri > Barcelona (7 noites): R$ 5.711 (cabine interna) e R$ 6.110 (varanda). *Os valores são por pessoa. A somar taxas de qualquer natureza que deverão ser pagas a parte por todos os hóspedes.

CARIBE

A partir de novembro de 2018, o Symphony of the Seas parte para o Caribe – até o momento, sem previsão para retornar à Europa. A maior parte dos roteiros serão de 7 noites, mas tem algumas rotas de 3 a 4 noites:

ROTA 1: Miami > Roatan, Bay Islands > Porto Costa Maya > Cozumel > Nassau > Miami (7 noites)

ROTA 2: Miami > Basseterre > Charlotte Amalie > Nassau > Miami (7 noites)

ROTA 4: Miami > Nassau > Miami (3 noites)

A partir de Maio de 2019, o cruzeiro também passará por CocoCay, a ilha particular da Royak Caribbean:

ROTA 5: Miami > Nassau > CocoCay > Miami (4 noites)

ROTA 6: Miami > Roatan, Bay Islands > Porto Costa Maya > Cozumel > CocoCay > Miami (7 noites)

Simulação de valores:

19/01/2019 – Miami > Basseterre > Charlotte Amalie > Nassau > Miami (7 noites): R$ 3.317,00 (cabine interna 6V) – R$ 3.310,00 (varanda 6N)

28/05/2019 – Miami > Nassau > CocoCay > Miami (4 noites): R$ 2.305,00 (cabine interna 6V) – R$ 2.444,00 (varanda 6N). *Os valores são por pessoa. A somar taxas de qualquer natureza que deverão ser pagas a parte por todos os hóspedes.

As bebidas são pagas separadamente, conforme os pacotes abaixo:

INTERNET A BORDO: os pacotes de internet custam a partir de $ 15,99 por dispositivo.

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A editora viajou a convite da Royal Caribbean e da R11 Travel em um viagem destinada a jornalistas e agentes de viagem. O roteiro foi de apenas dois dias e não seguiu o trajeto dos cruzeiros regulares de sete dias. 

E ai, o que achou do Symphony of the Seas? Deixe sua opinião nos comentários e participe!

Autor

Bruna Scirea - Editora