Leitor relata como é voar na KLM

Leonardo Marques 10 · maio · 2010

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Dando continuidade aos nosso relatos de vôos, hoje estamos publicando o relato enviado pelo leitor Glauco Adams em seu vôo na KLM do Brasil para o Egito.

Vamos ao relato….

A companhia aérea KLM ainda gera incertezas entre turistas brasileiros (na Europa ela é muito conhecida). É comum ver pessoas interessadas em pesquisá-la, conhecê-la melhor, depois que um agente de viagens oferece voos por ela. Que companhia é essa, afinal? É boa ou ruim em quais aspectos?

Confesso que também tive essas dúvidas há quase dois anos, quando viajei por ela pela primeira vez. Minha agente de turismo, ao fechar meu pacote para Egito—Grécia, ofereceu voos pela KLM. Minha primeira reação foi um não. Ela insistiu e eu só aceitei porque temos uma longa relação, todos os meus pacotes por ela deram muito certo — valia um voto de confiança. Então, voltei para casa e fiz o óbvio: pesquisei a companhia na internet. É o que muitas pessoas fazem, e, assim, boa parte delas chega a este Melhores Destinos (um blog campeão para pesquisas de passagens aéreas e destinos) e ao meu blog Viagem & História.

A KLM é holandesa. Suas cores típicas são azul e branco. Curiosamente, duas cores associadas a paz e tranquilidade — duas sensações que até hoje associo à companhia. (OK, já ficou claro que tenho uma boa análise sobre ela.)

O voo inicial foi São Paulo—Amsterdã. Em São Paulo, eu já estava tranquilo. Não tenho medo de voar — pelo contrário, eu gosto muito. Mas a situação muda quando se trata de um voo que vai atravessar o planeta com destino final a um lugar exótico como o Norte da África — o Egito. Seriam dois voos para chegar lá: o de São Paulo e depois um com rota Amsterdã—Cairo. Haja horas de viagem!…

Aeronave da KLM à espera no aeroporto de São Paulo.

Ao desembarcar no Cairo, depois de toda essa “jornada”, eu entendi, enfim, por que minha agente de turismo havia insistido na KLM. É preciso mesmo um bom cuidado ao escolher companhia aérea para uma viagem dessas.

Do início ao fim de cada voo, fiquei satisfeito em todos os sentidos — algo raríssimo em termos de companhias aéreas. Ao todo, foram quatro voos pela KLM em apenas uma viagem de turismo: do Cairo a Atenas eu viajei pela companhia grega Aegean (sobre a qual escreverei também); depois, de volta à KLM, fiz Atenas-Amsterdã e desta para São Paulo de novo.

Início do voo São Paulo-Amsterdã.

Neste artigo, eu ia comentar em itens a KLM e atribuir notas de zero a dez a cada um, no estilo já usado pelo Melhores Destinos ao falar de algumas companhias. Desnecessário: atribuo dez a tudo. Evidentemente, condições mudam o tempo todo, há variações, por isso não posso garantir qualidade. Uma empresa pode decair ou melhorar de um mês para outro. Aqui eu me limito às minhas experiências.

Fazer check-in em São Paulo foi rápido e com um atendimento cordial. (Em Amsterdã, testei check-in pelo terminal de autoatendimento. Foi rápido, intuitivo.) Já comecei a gostar do respeito…

A aeronave era recente e estava em ótimas condições. (Aeronave gigantesca, a maior de todas as minhas viagens. Sinto muito, não me lembro do modelo exato, provavelmente era um 777) Logo na entrada percebia-se a extrema cordialidade da tripulação. Cordialidade incomparável, constante em todos os voos. O tempo todo os comissários de bordo tinham um sorriso para nós. Um deles era até brincalhão, contribuindo para um clima bem mais ameno durante a longa viagem. Passageiro com dúvida ou precisando de algo? Bastava chamar e um comissário vinha com todo o prazer. (Depois, passeando em Amsterdã, descobri que isso é bem típico dos holandeses. São muito sorridentes, simpáticos.)

A comida — acredite se quiser — era boa. Muitos extras foram servidos antes e depois, com qualidade e fartura. De madrugada, até sorvete eles serviram — e de primeira qualidade.

O entretenimento também agradava. As telas tinham boa qualidade e o conteúdo era variado, com inúmeros e modernos filmes e séries de TV.

Os bancos eram confortáveis, mesmo na classe turística — ou para o padrão de uma classe turística.

Não sei se foi pura sorte ou se foi resultado da “fórmula” avião de qualidade + pilotos muito bem treinados, mas todos os voos (os quatro!) foram extremamente, cem por cento tranquilos, zero de turbulência, o tempo todo como se eu estivesse na sala de minha casa. Em cada pouso, foi impressionante como uma aeronave daquele tamanho, lotada (!), atingiu com certa suavidade o chão.

Parte das informações de voo durante Amsterdã-Cairo.

Em sinal de respeito aos clientes, a KLM mostrou informações também em árabe. (Vale lembrar: o destino era Egito, e havia muitos egípcios no voo.)

No Aeroporto Schiphol, em Amsterdã, eu caminhava até o setor de retirada de bagagem quando de repente cruzei com a tripulação do meu voo. Eu disse, em inglês: “Gostaria de falar com o comandante”. Eles se assustaram. Alguma reclamação? Mas em seguida o comandante juntou-se a eles. E eu: “Nunca tinha visto avião tão bom, tripulação tão cordial, serviço de bordo tão atencioso, voo tão tranquilo. Foi minha primeira vez pela KLM. A partir de hoje, em todos os voos internacionais, verei antes opção por essa companhia”. Eles abriram um sorriso deste tamanho, parece que orgulhosos como se a KLM fosse cria deles.

Com base em minhas experiências, sem dúvida nenhuma eu recomendo a companhia, mesmo para os mais longos e exóticos destinos.

Site da KLM: www.klm.nl

Duas dicas:

[ 1 ] É evidente que, com toda essa qualidade, as tarifas da KLM, no geral, não são as mais “populares”. Mas fique de olho: muitas vezes a companhia faz promoções que igualam os preços aos das outras. Por exemplo, já vi preços, para a Europa, iguais aos da espanhola Iberia — e certamente eu escolheria a holandesa! Outras vezes, a diferença é pequena, então considere gastar um pouco mais para ter — ao menos em teoria — mais qualidade e tranquilidade. Desnecessário dizer o óbvio, mas vale lembrar: o melhor para isso é este Melhores Destinos.

[ 2 ] Independentemente do seu destino, é bem provável que seu voo passe antes em Amsterdã para uma conexão, pois a sede da KLM fica na Holanda. Já que você está no país, por que não aproveitar ao menos um pouquinho? Nem que seja só um dia! Converse com o seu agente de turismo. Ele pode programar a sua conexão para outro dia. Eu fiz isso. A Holanda estava nas minhas prioridades para visitar, mas eu ia em outra oportunidade. Por que marcar, no futuro, outra viagem para lá, gastar, enfrentar de novo aquelas horas de voo? Fiquei no país durante dez dias — e, minha nossa, como vale a pena!

Glauco Adams é autor do Viagem & História, um blog que fala sobre pontos turísticos de vários países, com dicas, opiniões e muitas fotos. Aborda também dois assuntos relacionados ao turismo: História e tecnologia móvel.

Autor

Leonardo Marques - Diretor do Melhores Destinos