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Airbnb: 10 dicas essenciais para economizar e não ter dor de cabeça

Redação
Redação
26/08/2020 às 16:22

Airbnb: 10 dicas essenciais para economizar e não ter dor de cabeça

O Airbnb é uma plataforma digital lançada em 2008, que permite que qualquer pessoa disponibilize ou alugue acomodações ao redor do mundo. Seu grande diferencial é oferecer alternativas às hospedagens tradicionais, incluindo casas e apartamentos em bairros residenciais. Dependendo da cidade, do tempo de locação e da opção escolhida, pode sair bem mais em conta que um hotel. O Airbnb oferece ainda experiências diferenciadas, como estadias em castelos, barcos, trailers, chalés de montanha, celeiros e até casa na árvore, além de edições especiais, como o quarto Star Wars e a Vila do Chaves.

Por envolver anfitriões (que disponibilizam as acomodações) e inquilinos, saindo da relação padrão hotel x hóspede que estamos acostumados, o Airbnb tem regras específicas que visam garantir a segurança de todas as partes, minimizando eventuais problemas e frustrações dos usuários. A plataforma conta, por exemplo, como um sistema de avaliação próprio e um sistema de atendimento ao consumidor. E um anfitrião pode, por exemplo, rejeitar o seu pedido sua hospedagem, sem dar maiores explicações.

Mas o Airbnb é uma boa opção para todos os perfis de hóspedes? É seguro utilizar a plataforma? Vale a pena ficar numa acomodação não tradicional? Quais os riscos e benefícios de utilizar o Airbnb? Neste post você vai saber mais sobre essa plataforma que ganha mais espaço a cada dia, com 10 dicas para essenciais para economizar e não ter dor de cabeça.

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Airbnb: 10 dicas essenciais para economizar e não cair em ciladas

Nosso leitor Alan Rodrigo de Almeida, usuário assíduo e expert em Airbnb, nos ajuda com 10 dicas bem legais para aproveitar melhor o que a plataforma oferece e também para não cair em ciladas. Confira:

1. Os comentários são uma mina de ouro

No geral, os anúncios descrevem bem as hospedagens, as condições e as regras gerais do imóvel que você está interessado. A grande maioria dos é ricamente ilustrada com fotos, muitas vezes produzidas por profissionais (mimo oferecido pelo próprio Airbnb aos proprietários). Mas há algo que não podemos esquecer: esses anúncios são escritos por pessoas que estão interessadas em ter você como hóspede. Nesse sentido, “detalhes” importantes podem não receber o merecido destaque.

Por exemplo, eu posso citar que muitos prédios em Paris não possuem elevador e muitos apartamentos para locação no site ficam no 5º ou 6º andar (as vezes até mais alto). Subir escadas estreitas com malas pesadas pode ser uma péssima ideia. No meu caso, eu até fui informado, apenas não dei muita importância e acabei sofrendo as consequências (e ouvindo muita reclamação da família).

Ninguém melhor que os próprios hóspedes para revelar a verdade sobre os anúncios. Muitas vezes são detalhes positivos que nem o anfitrião não deu muita importância. Em outros casos, os hóspedes reclamam de coisas com expectativas irreais ou por não entenderem bem o “espírito da coisa”. O fato é que ler os comentários é parte essencial do trabalho de escolher um bom local.

Minha dica é procurar hospedagens com pelo menos 5 avaliações. Menos que isso pode não ser relevante. Considere os aspectos que são mais importantes para você. Em caso de reiteradas avaliações negativas, caia fora. Um dificultador é que dependendo do país os comentários estarão em outra língua, mas nada que o Google Tradutor não resolva…

2. Os Anfitriões fazem toda a diferença

Um dos maiores diferenciais do Airbnb é a oportunidade de fazer contato com um habitante local no seu destino. Já aconteceu comigo de ter passado uma semana inteira em uma cidade e no último dia eu me dar conta que eu não tinha conhecido ninguém pelo nome. Ok, talvez eu seja um pouco mais antissocial que a média, mas ter alguém aguardando sua chegada e que possa falar um pouco sobre a cidade pode ser um diferencial e tanto.

Eu já fui recebido no aeroporto e gentilmente conduzido até o apartamento pelo próprio anfitrião. Também já peguei a chave em um cofre com cadeado de senha, sem ninguém olhar na minha cara. Mas, na grande maioria dos casos, fui recebido pelos proprietários ou alguém indicado por eles no próprio imóvel.

O aplicativo do Airbnb para celulares possui uma excelente ferramenta de comunicação. Inclusive é super recomendado que toda troca de mensagens fique registrada lá, no caso dede algum eventual problema precisar ser mediado pelo site. Procure adicionar seu anfitrião no WhatsApp ou outro aplicativo de mensagem antes de sua viagem, pois facilitará muito o contato. E leve sempre o endereço do seu anfitrião impresso em um papel, assim como seus contatos.

3. O preço final vai refletir a localização e o nível de sofisticação da hospedagem

As opções de hospedagem no Airbnb passam por dormitórios coletivos de baixíssimo custo, até imensos palácios do século XVI, que provavelmente consumiriam anos de trabalho de um pobre assalariado como eu para pagar uma mísera diária. Lógico que a vocação do site é para hospedagem estilo Bed and Breakfast, mas isso não é tudo. Existem basicamente 3 tipos de habitações: (a) quartos compartilhados; (b) quartos inteiros e (c) casa/apartamento inteiro.

Meu espírito aventureiro e minha condição social (casado) nunca me permitiu experimentar quartos compartilhados, que é a opção mais barata. Já recorri à quartos inteiros em algumas ocasiões. Mas meu foco principal sempre foi casa ou apartamento inteiros, que para meu azar é a mais cara. Mesmo com todas as implicações de não haver uma recepção para resolver seus problemas, alugar um espaço inteiro é a garantia de privacidade, conforto e certamente a opção que mais se aproxima de uma hospedagem tradicional.

Por outro lado, a localização é até mais importante que o tipo de habitação, e definir o bairro onde ficar pode ser uma decisão complexa e certamente crítica para sua viagem. Lembre-se de sempre avaliar as opções de transportes das redondezas. Outros elementos trazem conforto extra e praticidade, como por exemplo: hidromassagem, edifícios modernos, vaga de garagem, piscina, mobiliário sofisticado, recepção 24 horas, entre muitos outros serviços adicionais que podem ser úteis para uns e dispensáveis para outros. Mas tudo terá reflexo no preço final. Coloque suas prioridades na balança e faça sua escolha.

4. O preço final é o que importa

Não se impressione com o valor que aparece no mapa ou na tela de pesquisa. Este preço é apenas uma referência de comparação e pode variar radicalmente de acordo com o número de pessoas na sua reserva e as datas da sua viagem. Por isso, é muito importante que na sua busca informe as datas de entrada e saída e quantas pessoas estarão contigo durante a estadia. Ao fazer isso o site automaticamente omite as habitações que não possuem disponibilidade para o período desejado. Caso tenha flexibilidade não informe as datas e utilize o calendário de cada anúncio para visualizar a disponibilidade da hospedagem e veja se são adequadas.

Além das diárias alguns proprietários estabelecem uma taxa de limpeza e sempre é adicionada a comissão do Airbnb ao final da compra. Então, o que importa é o valor que aparece dentro do anúncio, depois de informada suas datas. Deixar de contabilizar algum hóspede é considerado grave pelas regras de uso do portal.

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5. Use e abuse dos filtros

Os filtros ficam sempre visíveis. Como você não tem como escolher entre 500 anúncios, reduza a visualização do mapa a uma região menor da cidade, restrinja o preço máximo e mínimo e o tipo de acomodação (casa inteira, quarto inteiro ou quarto compartilhado). Conforme você ajusta seus critérios, a relação de anúncios vai sendo atualizada para refletir suas preferências.

Quando estiver sendo exibido algo em torno de 20 ou 30 anúncios, comece a explorá-los. Se restarem poucos anúncios ou estes não lhe agradem, volte aos filtros e altere alguma coisa. Lembre-se que só são mostrados os anúncios referentes à região do mapa que estiver sendo exibida naquele momento. E por que isso tudo? Caso você deixe os filtros em aberto, será o Airbnb que escolherá quais anúncios você vai ver, e certamente, não serão os mais adequados ou econômicos para você.

6. Use o Google Mapas

A ferramenta de mapas do Airbnb é ótima, mas é no Google Maps que a sua viagem começa. Após escolher um candidato, utilize a função Street View para vasculhar a vizinhança. Já mudei de ideia várias vezes após um rápido passeio virtual pelas redondezas. Tente se imaginar naquela localidade à noite com pouco movimento na rua. Você se sentiria seguro?

Procure também atrações próximas, simule seus trajetos nas localidades, se você vai utilizar carro, familiarize-se com as estradas próximas. Se o preço das hospedagens na região que você escolheu está aquém de suas possibilidades, é possível fazer o contrário. Identifique uma hospedagem mais acessível e identifique sua localização aproximada no próprio anúncio. A partir desta localização faça um rápido tour virtual pelas redondezas. Tudo isso te dará confiança e segurança, além de ser uma excelente maneira de começar a curtir sua viagem, antes mesmo de arrumar as malas.

7. Faça uma lista do quê você precisa e tire todas as suas dúvidas

Caso pretenda cozinhar, certifique-se que irá encontrar todos os utensílios necessários. Caso seja muito friorento(a) verifique se existe aquecimento central. Caso tenha problemas de locomoção, pergunte se o local é acessível. Leia o anúncio atentamente, verifique tudo que estará disponível e caso sinta falta de algo pergunte. Não presuma nada.

Eu sempre pergunto se serão fornecidos lençóis e toalhas limpos. Pode parecer uma pergunta boba, mas já me responderam que não. Já presumi que haveriam travesseiros e me dei mal. Por mais óbvio que possa parecer sua pergunta, não guarde ela para você. Se tiver alguma dúvida sobre qualquer coisa, pergunte ao anfitrião, mesmo que não seja algo relacionado ao local. O papel do anfitrião é fazer com que se sinta seguro e tenha uma boa experiência e normalmente eles irão lhe dar toda a atenção. Só não espere um guia de turismo ou uma babá para seus filhos, pois isso não faz parte do pacote.

Eu recomendo que sempre se entre em contato com o anfitrião, antes de fechar a estadia, pois também é uma forma de se avaliar a sua disponibilidade/presteza. A demora para responder as mensagens já é por si só um mal sinal. Se não for algo isolado eu prefiro procurar outro local. A grande maioria responde muito rápido.

8. Antecipe-se

Existem algumas cidades extremamente disputadas, onde conseguir uma reserva de última hora é praticamente impossível. O preço não varia de acordo com a antecedência da sua compra, mas dependendo do destino, as opções mais em conta podem se esgotar com bastante antecedência. Portanto tenha cuidado com as políticas de cancelamento, mas não deixe para última hora, pois pode ser tarde demais.

Além disso, não conte com confirmações rápidas da reserva. O sistema do Airbnb costuma ser mais demorado do que reservar um hotel, já que em muitos casos o anfitrião tem que aprovar a estadia. Evite fazer reservas de última hora.

9. Não pule de galho em galho

O processo de check in com o Airbnb é, em geral, mais complexo que em um hotel ou hostel. Na verdade esta é uma das maiores desvantagens de hospedagens desse tipo. Na maioria dos casos é necessário marcar um horário, já que não há uma pessoa à disposição no local o tempo todo. Para evitar que tenha que esperar pelo anfitrião, costumo informar que vou chegar uma hora antes da minha estimativa real. Afinal, se alguém tem que esperar, que seja a pessoa que receberá ($$$) por isso. Em alguns casos não vai ter jeito e você terá que esperar mesmo.

É por isso que eu não recomendo estadias curtinhas. Todo este processo fatalmente consumirá tempo da sua viagem. Considero que três noites é o mínimo para fazer sentido um Airbnb. Claro que pode haver exceções, mas para aquelas 24 horas que você vai ficar em Paris antes do seu próximo voo, ou para uma passadinha rápida em Lisboa, o mais recomendado é um hotel próximo ao aeroporto ou estação de trem ou, ainda, um hostel bacana.

É possível fazer viagens sequenciadas, com várias paradas intermediárias, utilizando-se fartamente do Airbnb, mas tenha cuidando para que estas chegadas e partidas não transformassem sua viagem em uma grande corrida com obstáculos.

10. O Airbnb nem sempre é a melhor melhor opção

Existem cidades com milhares de anúncios. Outras, com poucas opções, já que o funcionamento do Airbnb foi limitado pelas autoridades em algumas localidades. Por isso, nunca deixe de consultar outras opções como o Booking ou o Hoteis.com. É provável que em cada viagem você chegue a conclusão que um modelo funciona melhor que o outro.

Além disso, ao contrário de sites como o Hoteis.com, o Airbnb não faz parcelamento em várias vezes sem juros, o que atrapalha bastante quando se está com o orçamento apertado.

É super importante consultar com atenção as condições de cancelamento da estadia escolhida, para não perder dinheiro. Em alguns casos, você mesmo pode escolher entre uma tarifa reembolsável ou não, pagando mais ou menos pela reserva. A regra é definida pelos anunciantes. Existem opções mais flexíveis, que permitem o cancelamento sem multa até um dia antes do check in. A mais rigorosa prevê cancelamentos sem a devolução do valor pago. Em todos os casos a taxa de limpeza será devolvida. Já a taxa do Airbnb não é reembolsável. Por isso, só feche a compra após a emissão de suas passagens e dê preferência às reservas flexíveis.

Por fim, o anfitrião pode cancelar a reserva mesmo depois de você ter confirmado e pago a estadia. Claro, nesse caso o dinheiro será devolvido, mas você terá que procurar outra opção de última hora. Isso certamente não acontece na maioria dos casos, mas não é tão incomum nos períodos e lugares de altíssima demanda, como feriados e festividades. O anfitrião pode mudar de ideia, ou ver uma oportunidade de ganhar mais dinheiro. E as regras do Airbnb protegem o anfitrião.

Lembrando que para utilizar a plataforma basta acessar o site e pesquisar a cidade desejada. Em seguida, filtrar os resultados conforme suas preferências. Caso decida alugar é preciso se cadastrar e criar seu perfil de hóspede.


E você, já teve alguma experiência positiva ou negativa com o Airbnb? Tem receio de utilizar esse tipo de serviço? Tem alguma outra dica ou recomendação para a utilização da ferramenta? Comente e participe!

Este post foi originalmente publicado em 2015 e totalmente atualizado em agosto de 2020, sendo revisado periodicamente a partir desta data.