O que fazer em Bruxelas – 20 dicas para uma viagem inesquecível à capital da Bélgica

Gisela Cabral 13 · novembro · 2018

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Bruxelas é a mais nova integrante do nosso Guia de Destinos. Uma cidade turística bastante popular na Europa e não apenas por sua posição estratégica, que faz dela um excelente hub no continente. Mas também por ser uma cidade que exala história e se reinventa a cada ano: pontos turísticos incríveis, excelentes restaurantes, bares repletos das melhores cervejas, lojas de chocolates, waffles e muito mais.

O que fazer na capital da Bélgica e da Europa — sede do Parlamento Europeu e também da Otan — não vai faltar. Para ajudá-lo na missão de montar um bom roteiro, listamos neste post as atrações que não podem ficar de fora, a começar pela famosa e supermovimentada Grand Place, em francês, ou Grote Markt, como é chamada em flamengo. Considerada uma das mais bonitas da Europa, a praça tem uma arquitetura de tirar o fôlego, além de reunir uma porção de museus interessantes.

O que fazer em Bruxelas Bélgica
Edifício da Grand Place em Bruxelas

A principal dica, portanto, é calçar um par de sapatos confortáveis para enfrentar algumas ruas de paralelepípedo, ter um bom mapa em mãos e se jogar sem medo nessa capital supercosmopolita e tão cheia de possibilidades. Lembrando que no nosso Guia de Bruxelas você ainda encontra informações essenciais para o planejamento de toda a viagem: Quando ir, Como chegar, Onde ficar, Restaurantes, Museus, Compras, sem esquecer de Bruges, o destino de contos de fadas que fica a cerca de uma hora, de trem, de Bruxelas.

O que fazer em Bruxelas

1 – Grand Place

Ponto turístico mais famoso da capital belga, a praça Grand Place é patrimônio da Unesco e começou a ser erguida no século XV, porém a arquitetura é do século XVII, cheia de elementos grandiosos e detalhes que são uma prova viva do nível social e cultural do período.

Nesse endereço extremamente central estão alguns museus importantes da cidade, a exemplo do Museu da Cidade de Bruxelas, que fica dentro da Maison du Roi (A Casa do Rei). O belíssimo prédio neogótico abriga um grande acervo artístico composto por pinturas e esculturas como o Manneken-Pis original — o famoso homenzinho fazendo xixi.

Como muitos já sabem, a Bélgica é um país que tem tradição na produção de cervejas e os apaixonados pela bebida vão gostar de saber que na praça há um museu totalmente dedicado ao tema. Além de ficar por dentro de toda a história da bebida que se tornou um dos símbolos do país, o visitante tem a oportunidade de conhecer o café do museu, que abre todos os dias.

Confira o nosso tour de carro pelas cervejarias trapistas belgas e holandesas;

2 – Manneken-pis

De tão pequena, a famosa estátua/fonte do homenzinho fazendo xixi acaba causando uma certa decepção entre aqueles que a veem pela primeira vez. “Mas é só isso?”, questiona a grande maioria. Situada a poucos metros da Grand Place, a área está sempre repleta de turistas.

Várias lendas justificam a existência da estátua criada pelo escultor Hieronimus Duquesnoy, no século XVII. Lembrando que o ingresso para o museu da Cidade de Bruxelas também dá direito à entrada no museu “guarda-roupas” do Manneken-pis, composto por, pelo menos, 900 peças. Os looks são usados somente em dias festivos; quando estivemos por lá, por exemplo, a estátua estava “como veio ao mundo”.

Dica do MD: na região, há várias lojinhas que vendem o delicioso waffel belga, a partir de €2. Não deixe de experimentá-lo!

Manneken-pis Bruxelas
Garotinho mijão de Bruxelas. Atração superestimada?

3 – Delirium Café

Se há um lugar em Bruxelas onde é possível degustar várias das melhores cervejas do país, este, sem dúvida alguma, é o Delirium. O menu tem pelo menos 200 páginas, tantos rótulos locais e internacionais renderam ao estabelecimento o reconhecimento do Guiness Book. Na dúvida sobre o que beber? Peça ajuda aos atendentes da casa, que entendem tudo de cerveja. Ah, do lado de fora do Delirium, encontra-se a estátua da “irmã” do Manneken-pis.

Fachada do Café Delirium, cujo cardápio foi parar no Guiness Book

4 – Mont des Arts

Do alto do Mont des Arts, tem-se uma das mais belas e conhecidas vistas de Bruxelas. Além de ser um ponto turístico que enche os olhos do visitante e sempre rende belas fotos — especialmente durante o pôr do sol —, o Mont abriga alguns museus interessantes da capital.

5 – Museus imperdíveis de Bruxelas

Os museus de Bruxelas podem não ser tão aclamados mundo afora quanto o Louvre, de Paris, ou o British Museum, de Londres, mas não perdem em qualidade e surpreendem pela quantidade: são mais de 100 espalhados por todo o destino. 

Ao visitar o Mont des Arts, “mergulhe fundo” no universo surrealista do Musée Magritte, um museu que reúne a maior coleção do mundo de trabalhos do artista belga, grande referência no estilo. Lembrando que o local faz parte do complexo de Museus Reais de Belas Artes da Bélgica, que reúne pelo menos 20 mil trabalhos de artistas diversos, entre eles Auguste Rodin, Paul Gauguin e Pieter Bruegel.

Outro museu da área que vale a visita é o de Instrumentos Musicais (MIM), onde estão expostos cerca de sete mil instrumentos. Além da incrível e muito bem conservada coleção, o nosso destaque vai para o próprio edifício do MIM: uma antiga loja de departamentos, em estilo art-nouveau. No último andar, inclusive, há um café/restaurante com terraço e uma bela vista de Bruxelas, perfeito para uns drinques ao longo do dia. A entrada no café é gratuita.

A vista do Mont des Arts é uma das mais famosas de Bruxelas

6 – Sablon

O Sablon é daquelas áreas supercharmosas que logo despertam a vontade de explorar. Considerada a meca dos antiquários, a Place du Grand Sablon está cercada de belas construções, incluindo, ao centro, a fonte de Minerva, de 1751. A cerca de 200 metros dali, encontra-se a Place du Petit Sablon, um pequeno jardim com fonte, criado pelo arquiteto Henri Beyaert. 

Do jardim, inclusive, avista-se a Notre Dame du Sablon, uma igreja que chama a atenção pela imponência e riqueza de detalhes do chamado estilo gótico tardio. A construção é do século XV, embora registros deem conta de uma capela fundada no mesmo local em 1304, comissionada pelos arqueiros da cidade.

Dica: Para degustar excelentes cervejas e petiscos deliciosos, visite o Café Leffe, na Place du Grand Sablon;

7 – Place de St. Catherine

A pouco mais de um quilômetro do Sablon, está a praça que abriga uma igreja dedicada a Santa Catarina. Registros dão conta de que a primeira capela do local foi erguida em 1200, porém a estrutura que se vê por lá, hoje em dia, é datada de 1854, em estilo romanesco, gótico e renascentista.

Rodeada de restaurantes especializados em peixes e mariscos – como o De Noordzee – é difícil imaginar que vários barcos de pesca navegaram um dia pela área que foi, por séculos, um importante mercado de peixes. 

A igreja de Notre Dame vista da Praça du Petit Sablon

8 – Parc du Cinquatenaire

Construído em 1880 em razão do 50º aniversário da independência da Bélgica, o Parc du Cinquantenaire tem uma área verde incrível, com jardins, fontes e construções imponentes, como o belo Arco do Triunfo. Um lugar perfeito para boas caminhadas, um delicioso piquenique e visitas a museus como o Musée Royal de l’Armée et d’Histoire Militaire (museu da História Militar) e do Autoworld, um pavilhão com pelo menos 250 automóveis expostos, altamente indicado para os apaixonados por carros.

9 – Atomium

O Atomium é uma estrutura composta por nove esferas gigantes, de aço inoxidável, que formam um enorme e exuberante cristal de ferro. Construído em 1958 para a primeira feira mundial pós-guerra, o monumento de 102 metros — inicialmente temporário — é hoje uma das atrações mais famosas de Bruxelas.

Depois de admirar a escultura por fora, não deixe de visitá-la por dentro. Do térreo, depois de passar por um detector de metais, o visitante vai de elevador até o sétimo andar, de onde tem uma bela visão panorâmica da cidade. No mesmo andar, há um restaurante com preços nada amigáveis, para comer algo mais barato, dirija-se ao café que fica no térreo. A entrada no Atomium custa €15 (adultos) e pode ser adquirida no momento da visita ou com antecedência aqui.

Atomium de Bruxelas
Esferas do Atomium de Bruxelas

10 – Mini Europe

Vai visitar o Atomium na companhia de crianças? Então, considere incluir atrações próximas no roteiro como o Planetário e também o Mini Europe, um parque onde estão expostas miniaturas de monumentos europeus famosos, a exemplo do Big Ben, da Torre Eiffel, entre outros. Lembrando que no site do Atomium é possível adquirir o ingresso combinado para todas as atrações.

11 – Elevador Marollen-Poelaert

O elevador panorâmico conduz o visitante do bairro Marolles, na parte de baixo, até a Praça Poelaert, onde há um terraço que oferece belas vistas da capital belga. Em dias claros, é possível visualizar pontos turísticos importantes, entre eles o Atomium de Bruxelas.

A dica de ouro, no entanto, é apreciar essa vista durante o pôr do sol. Muita gente, inclusive, acaba levando uma garrafa de vinho e snacks para o local, a fim de acompanhar o espetáculo natural na companhia de amigos. Ah, a subida/descida no elevador é gratuita.

Pôr do sol da Praça Poelaert
Pôr do sol da Praça Poelaert

12 – Parc de Bruxelles

Devido à proximidade com o Palácio Real – que só abre para visitação pública durante as férias de verão do monarca – o Parc de Bruxelles acabava sendo muito utilizado pela realeza para a caça durante a Idade Média. Atualmente, o local é um das áreas de lazer mais importantes da cidade, com belos gramados verdes, árvores, esculturas e fontes. Ah, no verão, a agenda de eventos do parque costuma ser bem cheia!

13 – Brussels card

Disponível nas versões 24, 48 e 72 horas, o cartão dá descontos e acesso a 40 museus da cidade, lembrando que a versão Brussels Card + transporte público ainda dá direito ao uso ilimitado de ônibus, bondinho elétrico e metrô. No entanto, é preciso avaliar se você vai, realmente, visitar todas aquelas atrações durante aquele determinado espaço de tempo para que ele valha a pena.

Segundo o site visit Brussels, onde é possível comprar o seu Brussels card online, com o cartão 24 horas, é possível economizar €11, enquanto os cartões 48 e 72 horas geram uma economia de €32,50 e €49, respectivamente. Confira aqui os comparativos feitos pelo site.

Cerveja do Café Delirium de Bruxelas
Cerveja do Café Delirium de Bruxelas

14 – Compras em Bruxelas

A área do Sablon é conhecida por reunir uma grande quantidade de antiquários e lojas de chocolate, a exemplo da marca Pierre Marcolini, uma das melhores da Bélgica. Já no bairro Marolles você vai encontrar um movimentado mercado das pulgas funcionando diariamente das 6h às 14h (aos fins de semana vai até às 15h). A feira onde a pechincha impera fica na Place du Jeu de Balle/Vossenplein.

Marcas internacionais bastante conhecidas como Zara, Bershka e o café Le Pain Quotidien estão instaladas na ampla e charmosa Avenue Louise, a chamada Champs Elysées de Bruxelas. Duas outras ruas da cidade onde encontram-se lojas de marcas como as já citadas acima, além de H&M, Primark, Mango e Esprit, são a Rue Neuve (coladinho está o shopping mall City2) e a Chaussée d’Ixelles.

batata frita no cone Bruxelas
A batata frita no cone é uma iguaria vendida em quase toda esquina de Bruxelas

Aqueles que buscam algo bem mais refinado — e caro — não podem deixar de colocar o distrito de Dansaert no roteiro. Além disso, as Galeries Royales Saint-HubertGalerie de la Reinela Galerie du Roi la Galerie des Princes estão repletas de lojas incríveis, várias delas de chocolates como Neuhaus e Godiva, sem contar com a arquitetura de tirar o fôlego. 

Lembrando que as galerias ficam a poucos passos da Grand Place, ponto turístico mais famoso de Bruxelas e que também está cercado de lojas, várias delas de souvenir. Dica importante para os que estiverem com a grana curta: economize alguns bons euros comprando chocolates e cervejas em uma loja Carrefour Express. Existem várias espalhadas pela cidade!

15 – Quando ir a Bruxelas

verão — de junho a agosto — é uma das épocas em que Bruxelas mais recebe visitantes. A predominância é de dias ensolarados e calor, eventos a céu aberto e muita gente nas ruas, museus e praças. A dica é que você evite essa temporada caso não goste de multidões ou pretenda economizar, já que os preços de hospedagem costumam aumentar. 

primavera — de março a maio — proporciona ao turista uma das melhores estadias do ano: clima ameno, menos gente nas ruas, filas nas atrações e preços de hospedagem mais em conta. Na verdade, quanto mais no início da primavera, melhor, apesar de ainda haver a possibilidade de o clima estar frio. Antes de fechar a mala, consulte sempre a temperatura da cidade no momento.

Gosta de um friozinho? Considere visitar o destino no outono e no inverno.

Arte nas ruas de Bruxelas
Arte nas ruas de Bruxelas

16 – Como se locomover

Embora seja a capital e maior cidade da Bélgica, Bruxelas é uma cidade onde é perfeitamente possível fazer turismo a péO visitante que necessitar de transporte público, no entanto, terá um excelente sistema à disposição, composto por linhas de Metrôbondinhos elétricos e ônibus (veja os preços aqui).

Boa parte do transporte local é organizado pela STIB (Société des Transports Intercommunaux Bruxellois). No geral, o horário de funcionamento é das 6h à meia-noite; para facilitar a vida dos que precisam planejar alguma viagem dentro da capital belga, a STIB lançou um app, disponível para iOS e Android. É só fazer o download gratuito! 

17 – Onde ficar em Bruxelas

Excelentes opções de hospedagem são aquelas a uma distância de, no máximo, um quilômetro da Grand Place, a área mais central de Bruxelas, o que significa poder fazer quase tudo a pé. Outras regiões interessantes para hospedagem também são:

Les Marolles – não é uma das mais populares entre os turistas, mas oferece uma experiência mais real de Bruxelas. O bairro é um verdadeiro mix de culturas, um lugar que reúne belgas franceses, flamengos e imigrantes das mais diversas partes da Europa e do mundo.

Metrô de Bruxelas
Símbolo do Metrô de Bruxelas

Sablon ruas de paralelepípedo, arquitetura antiga, praças como a bela Petit Sablon, antiquários, cafés, restaurantes e lojas de chocolate, como Pierre Marcolini. Sim, o Sablon exala charme e uma atmosfera incrível. Prepare-se, no entanto, para pagar a mais por isso, já que a região não costuma ser das mais baratas.

Avenida Louise – região mais moderna e repleta de lojas, várias delas de marcas internacionais luxuosas, além de restaurantes refinados e edifícios em estilo Art Nouveau. Aqueles que estiverem interessados em compras vão adorar hospedar-se por lá. A ampla avenida fica a pouco mais de dois quilômetros da Grand Place.

Saint-Gilles – Multicultural, assim o bairro Saint-Gilles tem sido definido nos últimos tempos. Uma excelente opção de hospedagem para os que curtem uma agenda cultural movimentada, já que a área — não muito popular entre turistas — é conhecida por sediar festivais e eventos diversos.

Confira as principais opções de hotéis em Bruxelas

18 – É seguro visitar Bruxelas?

No geral, Bruxelas é considerada uma cidade segura para o turismo, inclusive para mulheres que viajam sozinhas. Contudo, lá o visitante corre o risco de ter a carteira ou a bolsa furtadas, além de outros objetos de valor, caso facilite a vida do ladrão.

A principal dica é não deixar os pertences “dando sopa”, pois os chamados batedores de carteira desenvolvem técnicas de roubo impressionantes. Outra recomendação é evitar caminhar pela região da Grand Place e da Red Light de Bruxelas muito tarde da noite, além de não dar muita conversa para estranhos, já que golpes também não são incomuns na capital belga.

Waffle com calda de chocolate de Bruxelas
Waffle com calda de chocolate de Bruxelas

19 – Chocolates e waffle

Os aficionados por chocolate podem preparar o coração, pois em Bruxelas há lojas por todas as partes. E nem é preciso sair da área central para encontrá-las. Na Grand Place, por exemplo, está a Godiva e a poucos passos de lá, na Galerie de la Reine, encontra-se uma Pierre Marcolini. Outra loja que vale a pena demais visitar em Bruxelas é a Leonidas, cujas trufas de chocolate são uma verdadeira tentação.

E o que dizer dos waffles, que são vendidos por toda a capital belga? Somente que você precisa experimentá-los, seja nas lojinhas de rua — próximo à estátua do garotinho fazendo xixi há várias — ou em algum café da cidade. O gaufre de bruxelles, servido com uma camada de açúcar por cima, é um dos tipos mais consumidos, enquanto o gaufre liegeoise tem pedacinhos de açúcar na massa. O waffle custa a partir de €2 nas lojinhas de rua, e €8 em cafés como a Maison Dandoy que, além do waffle, também serve tortas e biscoitos como o tradicional speculoos.

20 – Tours em Bruxelas

Aqueles que desejam conhecer um pouco da história de Bruxelas sem ter trabalho algum podem optar por um tour guiado. Guias da Sandeman’s New Europe saem a todo momento da Grand Place em um passeio rápido e mais superficial pelos principais pontos. Os passeios geralmente acontecem em inglês e espanhol e são gratuitos (os guias trabalham com sistema de gorjetas).

Mas se você não fala inglês, espanhol ou simplesmente prefere um tour mais aprofundado, e em português, pode entrar em contato com a jornalista brasileira Viviane Vaz, da Id Internacional. Ah, a agência de turismo belga também promove tours nos arredores da capital, em cidades como Ghent e Bruges. É só mandar um e-mail para contact@id-international.eu.

E, você, leitor do MD, já esteve em Bruxelas? Deixe a sua dica nos comentários!

Autor

Gisela Cabral - Editora de destinos - Europa Jornalista brasileira vivendo uma grande aventura na terra dos queijos, moinhos e tamancos!