Avaliação da Qatar Airways

Redação 9 · agosto · 2017
Econômica
GRU - DOH
QR 774
Boeing 777-300ER
Fevereiro/2017

Embarque

Previsto: 03:58h
Efetivo: 03:58h

Partida

Previsto: 04:38h
Efetivo: 04:38h

Chegada

Previsto: 22:25h
Efetivo: 22:25h

Eleita a melhor companhia aérea do mundo em 2017, a Qatar Airways possui uma frota de quase 200 aeronaves, voando para mais de 150 destinos ao redor do mundo. Conhecida por proporcionar experiências diferenciadas aos seus passageiros, a companhia faz parte da aliança global OneWorld desde 2013 e recentemente sofreu algumas alterações em suas rotas devido à crise diplomática no Qatar, sem afetar consideravelmente a qualidade de seus serviços.

Nosso leitor Victor Millarch aproveitou o primeiro trecho de sua viagem de volta ao mundo para voar pela Qatar. Confira a avaliação que ele fez para o Melhores Destinos:

No início do ano, realizei uma viagem de volta ao mundo, passando por cinco continentes durante quinze dias e tive a oportunidade de experimentar um pouco da cultura de cada um desses lugares.

>> Leia mais sobre como planejar uma viagem de volta ao mundo!

Além disso, também tive o prazer de voar com renomadas companhias aéreas, as quais sempre tive grande admiração. Nesta avaliação, irei contar um pouco da minha experiência com a Qatar Airways nos trechos de São Paulo para Doha e de Doha para a Cidade do Cabo, na África do Sul.

A compra das passagens foi emitida com pontos Multiplus através do call center, pois essa rota raramente está disponível no site da empresa. Simples e rápido!

Check-in

7,0

Ao chegar no aeroporto de Guarulhos, tive que aguardar um longo tempo até que o check-in fosse aberto para despachar as malas. O voo proveniente de Doha segue até Buenos Aires e só retorna a São Paulo as 03:00 da manhã. Sendo assim, o check-in foi liberado a partir da 00:30 pela tripulação que iria assumir o nosso voo até o Qatar.

O problema do voo sair tão tarde de São Paulo, tirando o cansaço de ter que esperar tanto tempo, é que muitas lojas e restaurantes do aeroporto já estão fechadas nesse horário. Sendo assim, utilizei o meu cartão do Priority Pass e aguardei no lounge da Star Alliance, o qual considero um dos melhores do país.

O embarque começou precisamente as 03:58 da manhã. A tripulação estava visivelmente impaciente e o procedimento estava bem tumultuado, principalmente no momento de verificar os passaportes. Como eu tenho status Emerald na OneWorld, fui um dos primeiros a embarcar na aeronave.

Cabine

10

O voo foi operado por um Boeing 777-300ER, o qual é um dos meus favoritos. Embora a aeronave fosse nova, a falta do Wi-Fi nesse avião fez uma grande diferença, tendo em vista a duração do voo. Acredito que nesse ponto, a Qatar fica atrás de suas principais concorrentes, como a Emirates e a Etihad, pois apenas algumas aeronaves mais novas de sua frota estão equipadas com essa tecnologia.

A cabine é nova, com poltronas confortáveis e um espaço para as pernas razoável, mas claro, em um voo de quase treze horas, é necessário sair do assento algumas vezes para evitar o inchaço das pernas.

Entretenimento

9,0

O entretenimento de bordo é extremamente completo, com muitas opções de filmes, música e jogos. Senti falta de algumas opções de filmes legendados, mas ainda assim o sistema é bem fácil de manusear e possui boas alternativas para os passageiros.

Achei interessante que durante o airshow, a tela individual está sempre mostrando em uma bússola o sentido para onde Meca está e na sequência aparece um aviso para evitar orações no corredor da aeronave. Certamente algo bem diferente do que estamos acostumados!

Serviço de bordo

9,0

Ao embarcar, os passageiros receberam um kit de amenidades com alguns produtos de higiene pessoal, tapa olhos, meias e protetores auriculares. Também sobre os assentos tinha uma manta e um travesseiro.

Uma hora após a decolagem, foi servido a primeira refeição. Tecnicamente era para ser o café da manhã, mas as opções eram idênticas às do jantar. Frango, massa ou vegetais.

Não sou de reclamar da comida servida a bordo, mas para uma companhia como a Qatar, confesso que esperava muito mais. Os pratos eram extremamente fortes e com um tempero marcado. O frango era apimentado e o arroz sem graça. Em compensação, a sobremesa estava deliciosa. Cheesecake de morango! Todos os talheres eram de metal e com certeza isso fez uma boa diferença.

Na metade do voo foi servido um sanduíche de queijo, sem grandes novidades, porém gostoso.

Próximo ao pouso, foi servida a terceira e última refeição. Optei pelo frango com legumes, mas o tempero acentuado e estragou o sabor do prato. O mesmo foi acompanhado por uma salada de arroz com vegetais, pães com geléias e de sobremesa, uma torta de limão.

Durante o voo, os passageiros podem ir nas galleys pegar sorvete, snacks e sanduíches a vontade.

No outro voo até a Cidade do Cabo, foram servidas duas refeições.

A primeira refeição era batata provençal com legumes no vapor, regadas ao molho de coentro e curry. Particularmente não gostei, pois era muito forte. De acompanhamento tinha uma salada de grão-de-bico com pães e molho de ervas. De sobremesa um fudge de chocolate que estava bom.

De café da manhã, foi servido uma única opção, a qual era composta por omelete, batatas e salsicha. Iogurte e salada de frutas acompanhavam o prato.

Comissários e equipe de solo

8,0

Em ambos os voos que realizei com a Qatar, os comissários eram profissionais, mas sem nenhum diferencial de exclusividade. Eles não faziam questão de ser simpáticos e apareceram poucas vezes pelos corredores da aeronave. Neste voo, apenas um comissário falava português, o qual dava os avisos de segurança.

No próximo voo que me levaria até a Cidade do Cabo, minha conexão era de aproximadamente três horas. Neste tempo, fui na sala VIP Al Safwa do aeroporto e aproveitei o tempo para me preparar para a próxima aventura, com mais nove horas de voo.

Inicialmente, o voo até a Cidade do Cabo seria operado por um Boeing 787-8, mas, algumas semanas antes da data da viagem, houve uma alteração para um Boeing 777-300ER idêntico ao do primeiro trecho. Uma pena!

O procedimento de embarque deste voo teve um atraso considerável, tendo em vista a forte chuva que estava caindo sobre a cidade. Por incrível que pareça, estava tudo muito mais desorganizado que em São Paulo devido a esse fator, pois inúmeros voos atrasaram e a equipe da Qatar estava tomando as devidas providências para evitar mais transtornos.

Logo após ser anunciado que as portas estavam fechadas o comandante avisou que o voo só poderia decolar após o conserto de um dos trens de pouso. Em sumo, atrasamos mais de uma hora até o voo decolar.

Em nenhum dos trechos sofremos qualquer tipo de turbulência. Ambos foram bem calmos e tranquilos.

Programa de fidelidade

9,0

O Privilege Club é o programa de fidelidade da Qatar Airways, que permite acumular milhas e trocar por passagens e outros benefícios.

No Brasil, a Qatar tem parceria com a Smiles, permitindo que os passageiros recebam pontos Smiles voando na Qatar ou emitam passagens da GOL com milhas do Privilege.

A companhia também é membro da aliança global Oneworld, a mesma da Latam.

Nota final

8,6

A chegada em Doha foi tranquila e sem dificuldades. O saguão principal, com o famoso urso de “pelúcia” gigante que custou nada mais, nada menos do que U$ 6.8 milhões de dólares era muito bonito e bem sinalizado.

Pode-se concluir, portanto, que, embora a Qatar tenha um bom serviço, não achei digna de receber o primeiro lugar de companhia do ano pelo Skytrax. Falo isso com base nas demais companhias que já voei.

As aeronaves novas, o entretenimento de bordo e os assentos são bons e devo valorizar esse ponto. Em contrapartida, em nenhum dos voos realizados pela Qatar percebi um atendimento diferenciado. Confesso que esperava muito mais das refeições com base na fama da companhia. A apresentação não era das melhores e o sabor muito menos…

Estamos tratando de classe econômica, sei que não pode ser exigido algo muito além do comum, mas com certeza não achei a melhor companhia e fiquei um pouco frustrado com essa experiência.

Agradecemos ao Victor pelo relato! Quer ver a sua avaliação publicada no Melhores Destinos? Peça as instruções, capriche no texto e nas fotos e mande para a gente: avaliacao@melhoresdestinos.com.br

  • Luciano Assunção

    Só uma correção: a tripulação não faz check-in e nem realiza boarding de passageiros. Quem faz isso é a equipe de terra mesmo.

    • Victor Millarch

      Nem sempre Luciano. Pode não ser o caso da Qatar, mas muitas companhias que realizam apenas algumas frequências semanais em determinadas cidades, a mesma tripulação / equipe que estava no voo que partiu da cidade de origem realiza os procedimentos de solo e embarca novamente no voo de regresso.

      • Ricardo

        Nunca tinha ouvido falar nisso, provavelmente só em empresas de táxi aéreo. Fui comissário por alguns anos e jamais fiz check-in nem boarding de passageiros. A tripulação tem que estar revisando a segurança da aeronave, e não se distrair com outras funções. Acredito que inclusive seja proibido.

        • Victor Millarch

          Quando a American Airlines ainda operava em Curitiba, a atendente do check-in me disse que a mesma equipe que realizaria os procedimentos de terra, iria atender os passageiros a bordo da aeronave. Por esse motivo, deveria ser o mais rápido possível! Confesso que não sei se isso é algo comum ou não entre as companhias!

          • Ricardo

            Oi Victor. Sim, o pessoal de terra também atende problemas a bordo da aeronave, pois isso não é responsabilidade da tripulação, mas só quando o avião está no solo. Porém eles não viajam. Certamente essa atendente era terceirizada, e não funcionária da AA.

          • Fernando Borret

            Impossível também!

          • Luciano Assunção

            Victor, o trabalho de terra é muito diferente do trabalho a bordo. Não é algo que qualquer um pode fazer se não tiver o conhecimento.
            Eu acho bem impossível da tripulação realizar o check-in, embarcar o voo e ainda tripular.
            Algumas companhias menores, como a Passaredo e a própria Qatar, que possuem poucos voos, fazem o seguinte:
            Colocam funcionários de terra para atender no check-in e assim que o horário do check-in se encerra, eles vão para o portão de embarque para embarcar o voo (organização de fila e conferência de cartão de embarque e doc.). Não tem como a tripulacao realizar os 3 serviços, até porque alem de requerer conhecimentos diferentes, não da para deixar os passageiros na aeronave sozinhos enquanto se faz o procedimento de embarque no gate.

      • Fernando Borret

        Impossível!

  • Rodolfo Lucena

    Fiz esse voo no sentido inverso DOH-GRU em dezembro/16, e em comparação com outro voo que havia feito para o Oriente Médio com a concorrente Emirates no GRU-DXB, avaliei a econômica da EK superior ao da QR, em termos de serviço de bordo (alimentação, oferta de bebidas), atenção da tripulação e do pessoal de terra, entretenimento de bordo. O conforto da aeronave em ambas as companhias é semelhante. Conexões em Dubai são um pouco mais complicadas que em Doha, mas isso devido apenas ao tamanho dos terminais. Tudo é muito bem sinalizado, não há problema algum. Voaria novamente com a EK, repensaria com a QR – caso a diferença de valor fosse considerável. Obrigado pelo seu relato da QR!

  • Guilherme

    Voei com a qatar, o voo atrasou mais de 6 horas em Doha porque o avião quebrou. A empresa não deu nenhuma assistencia e ficou enrolando os passageiros por horas até finalmente confirmar o atraso, tudo pra nao ter que colocar o pessoal em hotel.

    • Luciano Assunção

      Isso de obrigatoriedade de pagar hotel é so no Brasil. Inclusive isso acabou, agora só fornecem hotel caso seja necessário pernoitar.

  • Leandro Ferreira

    O Victor diz no início do post que passou pelos 5 continentes, mas, pelo menos no mapa postado, não mostra a sua passagem pela Europa.

  • Victor Pires

    Uma dúvida: voando pela Qtar eu posso optar por acumular pontos na Latam ou só é possível no Smiles?

    • Frederico Alves

      Acredito que nos 2. Latam pois a Qatar, além de ser Onewolrd, ela detem 10% do capital da latam e o Smiles por questão de parceria. Vale observar qual será o mais vantajoso para você, tanto em termos de pontos acumulados x possibilidade de uso.

      • Victor Pires

        Tks! 😊

  • Frederico Alves

    Estou um pouco confuso como alguns outros leitores. Como dar uma volta ao mundo em 15 dias com vôos e conexões longas e ainda aproveitar a cultura? Fiz ásia e europa em 30 dias e já foi corrido, numa viagem dessas me programaria para pelo menos uns 3 a 4 meses fora. Ainda… como se ter acesso ao lounge da Al Safwa first class da Qatar quando este somente permite o acesso para quem viaja exclusivamente de 1ª classe pela Qatar, cliente Emerald não tem elegibilidade, ou está chegando de um voo de mais de 6h de durança em first, seguindo de business com uma conexão de mais de 6h entre os trechos? Eu sou um fã da Qatar, acho que pelo conjunto, o prêmio é merecido. Cada experiência é diferenciada em termos de acolhimento, mas o que é consistente é o profissionalismo, digo isso porque tive oportunidade de voar nas 3 classes que a cia oferece e cada voo a tripulação tem uma resposta diferente. Fiz Natal-Doha de econômica e as comissárias foram super agradáveis e profissionais e todas asiáticas. Já peguei voo de business onde o comissariado era apenas “profissional” e nada demais, bem como em outros em que fiquei conversando com a tripulação e todo mundo super simpáticos. Também passei por falhas pela empresa, pois em uma das minhas conexões em Doha, em um dado momento, precisava de assistência para embarque o que já havia sido solicitado pela assistente da cia, e na hora de sair do lounge, não tinha ninguém para me levar até o portão que era lá na PQP, resultado, quase perco o voo, mesmo assim, a cia tem um produto geral consistente no geral. Enquanto a Emirates se destaca na econômica entre as 3 concorrentes, a Etihad se destaca na 1ª classe (disparada) e a Qatar como melhor business e melhor conjunto. E como disse outra leitura, essa semana tivemos a notícia maravilhosa de que agora podemos tirar o visto no próprio aeroporto o que é muito bom, porque quando fui para Doha penei em relação ao visto, uma burocracia troncha.

    • Ricardo

      Oi Frederico! O visto no próprio aeroporto já se podia tirar há algumas semanas. A boa notícia é que desde ontem não é necessário mais visto para entrar no Qatar.

      • Frederico Alves

        Melhor ainda!!! Sério, foi um rolé para conseguir o visto ano passado, porque praticamente só hotéis de 3 a 5 estrelas tinham o serviço de emissão e cada um cobrava um valor diferente, ao ponto do custo total (estadia + visto) ser igual entre um hotel de 3 e um de 5.

  • Alexandre Rapozeiras

    Quantas milhas usou para emitir a passagem?

  • Allan Patrick

    Como fica a duração do voo agora que não pode mais passar pela Arábia Saudita?

    • Luciano Assunção

      Segue até Athena para abastecer e depois vão para Doha. Da uma olhada no Flight Radar que deve mostrar o tempo entre a escala e o pouso em Doha.

  • Jair Altino

    Fiz uma viagem pro Japão via Qatar. A diferença de qualidade de atendimento, comida, até o avião do segundo trecho em relação ao primeiro é gritante. Tudo é melhor no trecho DOH-NRT, tanto na ida quanto na volta. Eles nos tratam como subdesenvolvidos e certamente não ganharam os títulos com os voos pra cá. Acho que vocês deveriam explorar melhor este tema e inserir nas matérias.

  • Rafael Fernandes

    Em setembro farei 15 dias (sem contar os voos) em Paris e Londres, e já acho corrido hehe
    Gosto de ver os pontos turísticos mas também de ter dias livres só pra caminhar pelas cidades, sem muita pretensão, pra realmente aproveitar o ambiente, como se fosse um morador em final de semana.

    Mas também não julgo quem faz tudo mais rápido. As vezes o trabalho da pessoa não permite muitos dias de férias seguidos, então tem que fazer o que dá.

  • Fabio

    Dificilmente uma pessoa normal teria 2 ou 3 meses e o orcamento necessario para uma volta ao mundo como deveria ser. Entao na minha opiniao eh melhor assim que nao fazer volta ao mundo nenhuma.

    • Cassiano

      Fabio, uma pessoa normal que planeja uma volta ao mundo, se planeja para ter esses 2 ou 3 meses, ou quem sabe 1 ano, para experimentar outras culturas, como o autor disse. Há vários exemplos por aí de pessoas normais como nós, que dependem de promoções para viajar para outros (ou mais) países e continentes.

      O ponto não é julgar a viagem que ele fez (como disse, até faria uma parecida para experiências em aeroportos e cias aéreas, tópicos que eu sou entusiasta como muitos aqui), mas é complicado dizer que experimentou culturas diversas se ficou 1/3 da viagem em função de chegar e sair de uma cidade, não? Em 10 dias você não experimenta culturas tão ricas como na África, Oriente Médio e Ásia numa viagem só, entendendo que são culturas riquíssimas e que não aprendemos muito sobre elas durante o período de estudo, esse é ponto.

      Tendo em conta “experimentação de culturas”, é mais proveitoso fazer uma viagem de 15 dias para África do Sul, depois outra de 15 dias para o Japão, outra de 15 dias para a Austrália/Nova Zelândia, etc., do que dar uma volta ao mundo apenas pra dizer que girou o globo.

      • Fabio

        Permita-me discordar. Pessoas normais nao conseguem dispor de 2 ou 3 meses para uma viagem nunca. As que conseguem esse tempo tem um perfil que foge da media, logo jahdeixou de ser normal, sem nenhuma conotacao pejorativa. Quanto a experiencia cultural, acho que vai depender muito do perfil de cada um. Eu fiz recentemente uma volta ao mundo em 32 dias. Meu objetivo nao era uma imersao cultural em cada uma das culturas que conheci e sim visitar lugares. Nao acho de modo algum que fiz errado. Pode ser considerado pouco tempo? Sim. Mas era o tempo e o orcamento que eu tinha. A questao era simples. Aproveitar a oportunidade que tive ou nao aproveitar e ficar esperando outra oportunidade que podia ou nao aparecer. Nao me arrependo nem um pouco e foi fantastico.

        • Cassiano

          Fabio, concordo que, na média, é bem menos frequente. Cada um faz o que quer com o que pode, se me permite discordar também, pessoas normais podem sim e tem vários exemplos disso, talvez você ou eu não faríamos, mas isso não nos torna anormais, nem quem consegue fazer, tudo uma questão de metas, prioridades e planejamento.

          Se a proposta é fazer a volta ao mundo, é possível faz em até menos tempo, basta chegar em Nova Dehli e fazer uma ida e volta pra NY com a Air India (se não me falha a memória), que eles completam a volta no globo que, por questões de vento, etc., sai mais econômico e rápido que voltar no mesmo “traçado” da ida.

          A questão levantada no debate foi “experimentar culturas diferentes”. Infelizmente ninguém experimenta uma cultura tão diferente da própria em 1 ou 2 dias, nem uma cheia de afinidades como ir a Roma que é uma enciclopédia em forma de cidade que reflete muito do nosso desenvolvimento. Em 1 ou 2 dias, o viajante visita, tira foto, põe nas redes sociais, no mural de casa, marca no mapa que esteve lá, mas não experimenta, tendo em conta que cultura é história, gastronomia, hábitos, dia a dia, arte, música, arquitetura, desenvolvimento (seja ele econômico, urbano, rural…), etc.

          • Fabio

            Eu nao vejo como uma pessoa comum possa se ausentar por 2 ou 3 meses. Nem eu, que sou meu proprio patrao, consigo. A menos que deixe para fazer isso quando estiver aposentado. Aih a questao seria se a saude ainda permitiria. 1 ou 2 dias, mas considero que 4 ou 5 dias em cada destino eh satisfatorio para quem deseja justamente visitar os destinos. E foi o que fiz. Quanto a imersao cultural, novamente vamos de encontro ao perfil de cada viajante. Nao me imagino ficando um mes no Camboja experimentando uma especie de cultura que nao me atrai. Mas isso sou eu. Sei que existem inumeras pessoas que adorariam viver isso. Alias, eu sou viajante dinamico. Conheci poucas cidades no mundo onde desejei passar mais de uma semana. Mas nao tenho nada contra quem prefere passar semanas no mesmo local. Cada um com seu perfil.

  • Acho que ele quis dizer “poucos voos” em GRU, Guilherme.

    • Luciano Assunção

      Foi isso mesmo. Obrigado 🙂

  • Luciano Assunção

    Você entendeu errado, Guilherme. Eu quis dizer que a Qatar possui poucos voos em GRU. Por dia são apenas dois, um para Buenos Aires e outro para Doha. E de qualquer forma, o meu argumento principal continuaria valendo: comissários de bordo não faz check-in de passageiro. São responsabilidades e conhecimentos completamente diferentes.

  • Luciano Assunção

    Eu entendo porque eu trabalho com isso e no caso da Qatar Airways a tripulação NÃO faz o check- in, até porque a tripulação muitas vezes não fala português e eles têm uma equipe que atua só como solo. Enfim, pergunte aos comissários dos seus próximos voos se eles fazem check-in e você verá que nenhum deles faz, simplesmente porque o acúmulo dessas funções comprometeria a segurança do voo.

  • Luciano Assunção

    Esse cara que fez seu check-in estava na porta da aeronave ou foi pra Portugal com vc? Eu NUNCA vi um comissário fazer check-in, embarcar o voo (conferência de documento) e tripular até o destino final. O que pode ter acontecido, segundo a minha experiência na aviação, é o agente de aeroporto ter feito o check-in e ter ido ajudar dentro da aeronave, mas fazer check-in e tripular soa meio absurdo. Enfim, talvez você não tenha se confundido, mas para mim a ideia ainda é absurda. E sobre a Qatar airways não é o caso porque a Qatar tem equipe de solo em GRU, até porque muitos comissários não falam se quer português.