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Italianos elegem os “lugares do coração” no país. Você conhece algum deles?

Bruna Scirea
05/03/2021 às 5:21

Italianos elegem os “lugares do coração” no país. Você conhece algum deles?

Ao longo de 2020, milhares de italianos participaram da pesquisa “Lugares do Coração”, elegendo ferrovias, castelos, igrejas e outras construções como algumas das mais emblemáticas da Itália.

Não são pontos turísticos, mas sim patrimônios culturais que já não estão mais em bom estado de conservação – mas que não podem ser esquecidos. E, por isso, serão apoiados financeiramente, com projetos de revitalização.

Na décima edição do “Luoghi del Cuore”, realizada pela organização FAI (Fondo Ambientale Italiano) e divulgada em fevereiro deste ano, o primeiro lugar ficou com a ferrovia histórica Cuneo-Ventimiglia-Nice, construída há quase dois séculos para ligar a Itália à França. Em seguida, está Sammezzano, um vilarejo na Toscana, com construções cheias de detalhes, mas que há tempos precisam de uma reforma. E na terceira posição, o cheio de histórias Castelo de Brescia.

Veja a seguir todos os 10 primeiros colocados no ranking dos “lugares do coração”. A pesquisa é realizada a cada dois anos e, em 2020, teve um número recorde de votação, somando mais de 2,5 milhões de participações.

1º Ferrovia Cuneo-Ventimiglia-Nice

O “lugar do coração” mais lembrado pelos italianos é uma grande obra da engenharia: a Ferrovia Cuneo-Ventimiglia-Nice, que percorre 100 quilômetros passando pelas planícies de Piemonte, costa oeste da Ligúria e Riviera Francesa. A engenhosidade que chama atenção na construção pode ser descrita em números: ao longo de 50 quilômetros, a ferrovia tem um desnível de cerca de mil metros, passando por 33 túneis e 27 pontes e viadutos.

Atualmente são feitas apenas duas viagens diárias pelos trilhos da “Estrada de Ferro das Maravilhas”, como é conhecida esta que já foi eleita pela revista alemã Hörzu como uma das mais belas ferrovias do mundo. Como o patrimônio mais lembrado pelos italianos, a ferrovia receberá a contribuição de 50 mil euros, mediante a apresentação de um projeto.

2º Sammezzano

A 30 quilômetros de Florença, em Reggello, está o vilarejo que levou o segundo lugar na pesquisa: Sammezzano. A propriedade está no topo de uma colina, rodeada por uma grande parque de 187 hectares. Ela passou pelas mãos de vários donos até chegar ao século 19 com ares de vila toscana clássica e ser adquirida pelo Marquês Ferdinando Panciatichi Ximenes d’Aragona, que a reformou por mais de 40 anos, dando ao castelo o seu aspecto atual.

Cheio da grana e com uma bagagem cultural ampla, Ferdinando criou uma construção única em toda a Europa: o mais importante exemplo da arte orientalista, da qual era fã. No interior do castelo, pode-se ver influências da arte dos mouros, jogos de luz e escritos em latim, italiano e espanhol (línguas faladas por Ferdinando). No entorno do castelo, foi criado um dos maiores parques da Toscana, com mais de 100 espécies de árvores exóticas – entre elas, as sequoias, uma das que mais chamam atenção.

Nos últimos anos, toda a propriedade vem passando por reformas, apoiada por diferentes projetos. No entanto, o castelo ainda mostra claros sinais de degradação e, por isso, italianos o elegeram como um lugar a ser salvo pelo projeto “Lugares do Coração”. Sammezzano receberá uma contribuição de 40 mil euros.

3º Castelo de Brescia

O Castelo de Brescia é uma poderosa fortificação nas encostas do monte Cidneo. A construção revela sua antiga função defensiva, além de características que lembram sua passagem por diferentes domínios, que datam desde a Idade do Bronze. Hoje, a Torre de Menagem abriga o Museu Cívico das Armas Luigi Marzoli, com mais de mil peças que dão uma amostra significativa da produção de armas na região entre os séculos 15 e 18.

No entanto, apesar de seu valor histórico, o monumento não está nem de perto entre os mais visitados na Itália. Agora que conquistou a terceira posição entre os “lugares do coração”, os administradores do espaço poderão se beneficiar de 30 mil euros para realizar projetos culturais e de reformas nos edifícios.

Os outros patrimônios do coração

No quarto lugar, ficou a Via delle Collegiate, em Módica. Trata-se de um percurso histórico que une as três principais igrejas da cidade: as colegiadas San Giorgio, Santa Maria di Betlem e San Pietro, que refletem a fé do povo modicano, atingido por terremotos, epidemias e outras catástrofes ao longo dos séculos do povoado. Hoje, no entanto, as construções que fazem parte da Via delle Collegiate estão degradadas pelo tempo e busca recursos para a conservação e valorização de seu patrimônio.

Na quinta colocação, ficaram o Hospital e a Igreja de Ignazio Gardella, na comuna italiana de Alexandria. A Igreja Rupestre de San Nicolò Inferiore, também em Módica, levou a sexta posição. Na sequência, os lugares mais lembrados pelos italianos foram a Ponte Acquedotto, de Gravina; a Igreja de San Michele Arcangelo, em Pegazzano; a Capela de Sant’Onofrio, em Morrone; e, na décima posição, o Museu dos Mistérios, em Campobasso.

Confira o vídeo da campanha que convidou os italianos a votarem nos seus “lugares do coração”:


Já esteve em algum deste lugares que poucos turistas conhecem, mas para os quais os italianos guardam um lugar especial no coração? Quais seriam os “lugares do coração” que você elegeria no Brasil? Aqueles monumentos ou construções históricas que mereceriam mais atenção e que hoje lutam contra o esquecimento? Participe nos comentários!

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