Seul: dicas e o que fazer na capital da Coreia do Sul

Wendell Oliveira 9 · novembro · 2017

A Coreia do Sul é um destino fantástico e ainda pouco explorado pelo turismo internacional. A capital Seul oferece inúmeras atrações e impressiona com a sua mistura do ultra-moderno e do tradicional, mantendo um ritmo acelerado característico das metrópoles asiáticas.

Mesmo sem a fama de seus vizinhos mais visitados, como Tóquio, Pequim ou Bangkok, vale a pena explorar Seul e descobrir uma das cidades mais apaixonantes e divertidas do mundo – muito além do Gangnam Style.

Como chegar

Não existem voos diretos do Brasil para a Coreia do Sul, e qualquer viagem até o país terá pelo menos uma escala. Promoções não costumam ser frequentes, e, apesar de já termos postado passagens para Seul a R$ 1.510, qualquer coisa abaixo de R$ 3.000 já pode ser considerado um bom preço.

Aproveitar outras promoções para a Ásia e adicionar Seul ao roteiro também é uma boa opção, já que os voos saindo das principais capitais asiáticas costumam ser baratos.

A Smiles possui parceria com a Korean Air, o que pode render resgates com bons preços em milhas, especialmente dentro da Ásia. Infelizmente a companhia não voa mais para o Brasil.

Melhor época

A melhor época para visitar a Coreia do Sul é entre abril e maio (primavera) e setembro a outubro (outono), quando o clima está perfeito e sem tantos turistas.

A alta temporada vai de junho a agosto. Durante este período as atrações estarão lotadas e os preços bem mais altos. Se puder, evite ir em julho, pois a temperatura estará mais elevada e com maior chance de chuva.

O que ver e fazer

Estátua do Rei Sejong, o Grande

As principais atrações de Seul ficam bem próximas ao centro e são facilmente acessíveis de metrô.

Descer na estação de Gwanghwamun é uma boa maneira de começar o dia, caminhando pela principal praça da cidade e cruzar com a estátua do Rei Sejong, inventor do alfabeto coreano e um dos monarcas da Dinastia Joseon, que dominou a nação por quase cinco séculos.

Palácio Gyeongbokgung

Um pouco mais a frente, prepare-se para contemplar o imponente Portão de Gwanghwamun, entrada para o Palácio Gyeongbokgung.

Cartão postal de Seul, o Palácio Gyeongbokgung é o maior, mais antigo e mais popular dos “Cinco Grandes Palácios” da cidade. Construído originalmente em 1395, foi destruído e reconstruído várias vezes. Atualmente é um ponto estratégico para fotos de milhares de visitantes, que capricham nas roupas tradicionais da época, disponíveis para aluguel por lá mesmo. O local é um grande complexo, repleto de pavilhões, jardins e vários cantinhos secretos a serem explorados.

Palácio de Changdeokgung

A poucas quadras dali, o pacato Palácio Changdeokgung mais parece um parque, de tão tranquilo. Suas construções são tradicionais e é o único dos Cinco Palácios a ser considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Troca de guardas no Palácio Deoksugong

O pequeno Palácio Changgyonggung completa a paisagem, e abre caminho para uma das atrações mais empolgantes de Seul: a troca de guardas no Palácio Deoksugong. Uma cerimônia gratuita ao ar livre, com música tradicional, tambores e gritos de guerra em meio a um cenário encantador.

Cheonggyecheon

Se você já estiver cansado de ver palácios e templos, é hora de explorar um pouco mais do urbanismo de Seul a partir de Cheonggyecheon. Um projeto ousado que revitalizou a paisagem da cidade, formando um área de recreação que se estende ao longo de 10,9 km.

A caminhada passa pelos principais pontos da cidade e pode levar a lugares super interessantes, como o animado Mercado Myeongdong, principal região de compras de Seul, repleta de lojas, cafés e barraquinhas espalhadas pela rua.

Palácio Namdaemun

Não muito distante dali, o Mercado Namdaemun também é uma excelente opção com shoppings e feirinhas que parecem não fechar nunca! A vida noturna de Seul oferece surpresas muito agradáveis, como a bela iluminação dos templos.

Hongdae

Mas é em Hongdae que a vida noturna de Seul mostra todo seu potencial. O bairro universitário é famoso pelos seus bares, restaurantes e infindáveis opções de entretenimento, que vão desde as baladas de K-Pop (música pop coreana) até as apresentações de talentosos artistas de rua.

Monumento ao “Gangnam Style”

E é claro, nenhuma visita a Seul é completa sem ir à Gangnam, eternizada pelo cantor Psy no hit Gangnam Style. Só não espere por muitas atrações, é somente um bairro nobre com shoppings de luxo. Próximo à estação de metrô é possível visitar um “monumento” dedicado à música, onde todos os turistas gravam vídeos fazendo a famosa dancinha.

Um programa alternativo e romântico é visitar Torre de Seul (N Seoul Tower) e ter uma vista privilegiada da cidade.

Lá em cima, milhares de casais apaixonados deixam seus “cadeados do amor”.

National Korean Museum

Um passeio mais sério e igualmente interessante é visitar o Museu Nacional da Coreia, imprescindível para entender melhor a história desse instigante país que saiu da miséria para o desenvolvimento pleno em poucas décadas. Entretanto, interessados nas histórias de guerra do país serão melhor servidos no Memorial de Guerra da Coreia.

Onde (e o que) comer

Quem chega a Seul sem pesquisar sobre a comida pode acabar se surpreendendo – positivamente! – com a qualidade e variedade da culinária local. A capital da Coreia é referência em buffets coma-tudo-o-que-puder, com uma vasta gama de comidas de rua e fast foods.

Não dá pra falar de comida coreana sem falar de kimchi, uma iguaria criada em tempos de escassez que conquistou a alta gastronomia internacional. Feito a base de repolho fermentado fortemente temperado com pimenta e outras especiarias, o sabor marcante do prato típico coreano pode não agradar os paladares mais sensíveis, mas é uma dessas coisinhas que a gente precisa experimentar ao menos uma vez na vida.

E para provar um legítimo kimchi, nada melhor do que ir a um tradicional buffet de comida coreana! O Jayeon Byeolgok (자연별곡/Nature Kitchen) é considerado um dos melhores restaurantes do tipo, com várias unidades espalhadas pela cidade. Por 13,900 won (+- U$12) durante o almoço e 19,900 won (+- U$17) no jantar e finais de semana, é possível deliciar-se com a especialidade da casa nas suas mais diversas modalidades: arroz frito com kimchi, macarrão com kimchi, sopa de kimchi, salada de kimchi, bolinho de kimchi…

Felizmente a cozinha coreana é mais criativa que isso. Ainda no buffet, não deixe de experimentar o popular Bibimbap, um arroz mesclado com vegetais cortados em tiras e carne, servido com um ovo frito no topo, só para dar um charme 🙂

Para fechar com chave de ouro, peça a sobremesa gelada Bingsu. Feita a base de gelo raspado e leite condensado, essa espécie de “sorvete” é tão deliciosa que custa acreditar que seja feita com ingredientes tão simples.

Se a comida coreana não lhe apeteceu, talvez valha a pena checar o Pizza Mall. É um buffet de massas e petiscos que costuma ficar nos mesmos prédios do restaurante anterior, já que pertencem ao mesmo grupo. As pizzas são caprichadas no queijo – uma paixão nacional -, assim como os fondues de camarões empanados.

Mas se o seu negócio é carne, cuidado! De churrasco os coreanos entendem e podem fazer qualquer brasileiro orgulhoso passar vergonha! Seul é repleta de restaurantes especializados em Korean BBQ com porções de carnes de frango, porco e boi, além de frutos-do-mar, prontas para serem grelhados e servidos na própria mesa. Não se preocupe com a fumaça, um tubo exaustor gigante sobre a mesa fará o trabalho sujo.

Entre as centenas de opções espalhadas pela cidade, destaca-se o Meat-ing, localizado no bairro boêmio de Hongdae. O restaurante oferece um – adivinhe – buffet de carnes, saboroso e ilimitado. Por apenas 12,500 won (+-U$11), você vai sair com peso na consciência por não ser vegetariano.

Mas uma viagem a Ásia não está completa sem comidas verdadeiramente exóticas, não é mesmo? Fique atento ao sinais de “Live Octopus” anunciados nas fachadas dos restaurantes, com simpáticos desenhos de polvos sorridentes. Sim, é isso mesmo. Um convite para você ir comer polvinhos… vivos.

Uma opção menos intensa pode ser experimentar os bichos-de-seda à venda em qualquer barraquinha de rua, até em bancas de jornal, como snack. Sim, são os mesmos que todo mundo têm nojinho de comer na Tailândia, mas na Coreia parecem mais seguros por serem bichos-de-seda de primeiro mundo…

Em último caso, até a comida do Mc Donald’s é boa – experimente o hambúrguer de bulgogi. A rede local Lotteria não faz feio e oferece excelentes sanduíches caprichados no queijo que valem a pena serem experimentados – tente não se viciar.

Onde ficar

Seul é uma metrópole tão gigantesca que cada distrito funciona como um microcosmo. Hospedar-se em uma área em detrimento de outra poderá fazer com que você tenha experiências completamente opostas, como se estivesse em cidades distintas!

Dependendo da duração de sua estadia, é recomendável se hospedar pelo menos em duas localidades diferentes, para sentir melhor a cidade sob outros pontos de vista.

Myeongdong
O coração de Seul, um dos lugares mais populares (e lotados) da cidade. Próximo às principais atrações, com centenas de shoppings e mercados de rua por perto. É um paraíso para quem gosta de ter coisas para ver e fazer, mesmo que seja às 3 da manhã.

Gangnam
É uma das regiões mais nobres da cidade, repleta de shoppings de grifes, com hotéis e resorts de luxo. Perfeito para quem busca por glamour e sofisticação. Mas se você estiver interessado somente na dancinha, passe. Vá apenas para tirar foto.

Sinchon / Hongdae
Dois dos distritos que formam o “Quarteirão Universitário”, com as mais prestigiosas universidades do país na vizinhança. Como em qualquer área de estudantes, espere por uma vida noturna agitada e excelentes preços. Sinchon tende a ser um pouco mais tranquila, enquanto em Hongdae a animação não tem fim – para a alegria dos fãs de K-Pop.

Namdaemun / Dongdaemun
Paraíso das compras, os principais shoppings da cidade estão na região – e não fecham antes da meia-noite! Excelente para quem quer ter opções a preços mais razoáveis do que Gangnam, sem tanto agito quanto Hongdae.

Itaewon
Uma das regiões preferidas dos estrangeiros que moram em Seul, com várias opções de restaurantes da culinária mundial e grande variedade de bares em meio a um ambiente super organizado.

É possível visitar a Coreia do Norte?

A Coreia do Norte nem de longe é o território inacessível que aparenta ser pelos noticiários. Pelo contrário, o país está cada vez mais aberto ao turismo e atualmente é possível visitá-lo por meio de agências especializadas com tours estritamente guiados. No entanto, só é permitido visitar legalmente a Coreia do Norte saindo da China ou Rússia.

Cruzar a fronteira pela Coreia do Sul não é uma hipótese a se cogitar, por uma boa razão: Essa é a Zona Desmilitarizada (DMZ), a fronteira mais fortificada do mundo. E é justamente aí que a diversão começa…

Enquanto a travessia de ambos os lados é completamente proibida, a tensão do local atrai visitantes que querem ver de perto a curiosa movimentação diária. Os chamados DMZ Tours podem ser reservados pela internet ou através do seu próprio hotel. Os passeios saem de Seul, a 1h30 de distância, e custam a partir de U$50 por pessoa.

Dentro da DMZ há uma pequena sala de conferência na chamada Área de Segurança Conjunta (JSA), onde foi assinado o Acordo de Armistício em 1953. Somente dentro desta sala, é possível transitar livremente pelas duas Coreias, inclusive sendo permitido tirar fotos com os soldados de ambos os lados.

Apesar do momento delicado (e algum dia não foi?), visitar a fronteira norte-coreana é um programa super interessante e vale muito a pena. Apenas mantenha o bom senso.

Mais dicas

1. Seul, a exemplo da maior parte das capitais asiáticas, é uma cidade segura e muito tranquila de ser explorada durante a noite. Ande sem medo. Algumas atrações ficam ainda mais bonitas com a iluminação noturna. Há muitas lojas, mercados e restaurantes 24h. Você nunca ficará desamparado, seja a que horas for.

2. Nem todo mundo fala inglês, e quem fala pode ser muito tímido para ajudar. Evite ficar perdido e compre um chip local em qualquer loja de conveniência ou mantenha-se conectado com a abrangente cobertura wi-fi nas ruas.

3. O metrô é super eficiente e chega a praticamente qualquer canto da cidade. Use e abuse.


E você, já foi ou tem planos de visitar Seul em breve? Deixe suas dicas, comentários, compartilhe seu roteiro e fique ligado no aplicativo do Melhores Destinos – promoções para a Coreia do Sul podem surgir a qualquer momento!

Autor

Wendell Oliveira - Editor
  • rkimwb

    Ótima matéria!

    Uma observação: O kimchi é feito de acelga e não de repolho, apesar de tal variante também existir (mais comum fora da Coreia, onde a acelga pode ser difícil de se encontrar).

    E como sugestão, colocaria também o bairro de Insadong. Perfeito para quem gosta de lembrancinhas tradicionais coreanas, ruas repletas de restaurantes de tudo quanto é tipo, cafés temáticos, etc. E fica próximo do Cheonggyecheon e do bairro de Myeongdong!

    • Ricardo

      Apesar de parecida à acelga, o kimchi tradicional coreano é feito de pak choi, uma espécie de repolho chinês, do género Brassica. Seria prima da couve, do nabo, da couve-flor. A acelga é do género Beta, parente da beterraba.
      Mas o kimchi é basicamente o modo de preparação, em salmoura e fermentado, e pode ter centenas de tipos diferentes. De rabanete, folhas de mostarda, pepino, enfim, dezenas de tipos de hortaliças.

  • Rogério Cardoso

    Obrigado pelas dicas e pela divulgação daquelas tarifas! Aproveitei aquela promoção sensacional e embarco agora no começo de dezembro!

    • Bruno Costa

      também aproveitei a promoção e já voltei . FANTÁSTICO….

  • Ernesto Lippmann

    Parabens pelo guia, mas acho que agora não é a melhor hora para fazer turismo por lá. Espero que haja una solução pacifica para esta crise, e que possamos conhecer este destino.

    • rkimwb

      Se você fala do conflito com o Norte vai ficar surpreso que os sulcoreanos mal se preocupam com essa questão (não a ponto de afetar o dia a dia e quererem mudar para outro país). São décadas de provocações, duvido muito que a Coreia do Norte faça alguma besteira. Eles sabem que esse seria o fim deles próprios.

  • Andre S

    Fiz o tour na DMZ e segundo nosso guia (oficial militar) não é permitido tirar fotos com nenhum soldado.

    • Wendell Oliveira

      Em tese não há nenhuma proibição oficial. Mas é natural que os guias sejam restritivos, já que alguns turistas exageram com chifrinhos e coreografias de Gangnam Style… :p

  • Wendell Oliveira

    Desculpa ter te acordado, José 🙂 Que bom que valeu a pena!

  • R.F.

    Aproveitei aquela promoção da Qatar, e embarco no próximo dia 21, esse post veio em um bom momento para mim!

  • Danilo

    Assim como a maioria aqui, também aproveitei a promoção da Qatar. Embarco em fevereiro, então agora que estou começando a pesquisar tudo pra valer. O post veio em excelente hora.

  • Ricardo

    Pensar que há 25 anos a VASP voava para de São Paulo à Seul (via LAX) em MD-11.

    • R.F.

      Lembro que em Dez/1996 ela fazia essa rota, voava para o aeroporto de Gimpo, e ainda tinha concorrência com o 747 da Korean Air… Bons tempos!

      • Ricardo

        Pois é, nessa época tinha umas rotas estranhas…A VASP voava também à Osaka, Bruxelas, Casablanca, San Francisco e Atenas, entre outros destinos. A Transbrasil para Viena.
        Eu só não digo que eram bons tempos porque viajar nessa época era muito caro. Lembro que uma passagem para Santiago custava mais de 500 dólares (há 25 anos) e Miami nunca era menos de 1000 dólares. Ásia e Austrália nem pensar…

        • R.F.

          Verdade, lembrei também que nessa mesma época a Transbrasil, além de Viena, voava para Praga, e se eu não me engano, para Amsterdã também, concorrendo com a KLM e a Varig, a própria Varig também nessa época tinha rotas estranhas também, como para o Taiti, Copenhague, e a rota RJ-SP-Joanesburgo-Bangkok-Hong Kong, não sei como conseguiram manter essas rotas por alguns anos, mesmo com o preço alto dessas passagens!

          • Ricardo

            Acho que por isso quebrou, pois a Varig mantinha várias rotas para a África, por exemplo, por um tema político. O Rio de Janeiro tinha vôos para Lagos, Maputo, Abidjan, Luanda, Cidade do Cabo e Johannesburgo. Antes, por um tema de escalas também tinha Dakar (Senegal), Ilha do Sal (Cabo Verde) e Monróvia (Libéria). Sem falar outros destinos diferentes como Chicago, Nagóia, Toronto, Montreal, Honolulu, Iquitos, etc..
            Essa rota para Hong Kong via Tailândia e África do Sul (MD-11) realmente era muito doida!

  • Flavio

    Aproveitei aquela promoção da qatar… embarco exatamente daqui 1 semana…

    • Renato Barbosa

      oi chega la que dia??? , tambem vou semana que vem

      • Flavio

        Dia 20…

    • Rodrigo DeAraujo

      Dps volte aqui e faça seu relato amigo. Estou curioso.

  • Diógenes

    Pessoal que aproveitou aquela promoção da Qatar podia fazer um relato de como foi a viagem.

  • Ricardo

    Um passeio legal também é fazer Coréia e Japão na mesma viagem. De Busan há ferrys rápidos diários (3 horas) à Fukuoka, no Japão, por uns 100 dólares.

  • Renato Barbosa

    Pessoal que aproveitou a promo Qatar alguem indo na semana que vem ????

  • Fabio Henrique

    Alguem sabe se vale a pena comprar um celular Samsung (S8) em Seul?

    • Victor Pires

      Não, não vale!