O que fazer em Zaanse Schans, a tradicional vila dos moinhos de vento da Holanda

Gisela Cabral 26 · julho · 2018

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Imagine o cenário: moinhos de vento cercados pelas águas do rio Zaan, ao lado de áreas repletas de verde – animais como vacas, ovelhas – e construções típicas que abrigam uma fazenda de queijo, oficina de tamancos e até a primeira loja da rede de supermercados Albert Heijn. Essa “overdose” de Holanda não faz parte de um cenário imaginário, ela existe na vida real e é conhecida como Zaanse Schans, a tradicional vila dos moinhos que fica a 20 quilômetros de Amsterdã.

Tudo começou em 1946, sob a iniciativa do arquiteto Jaap Schipper. Porém, foi só em 1961 que o distrito de Zaan saiu do papel para valer e o interessante é que várias construções – várias delas “firmes e fortes” até hoje – foram levadas pelos holandeses ao local já prontinhas, de barco e veículos do tipo carreta. Pedaços de história de uma importante peça na revolução industrial dos Países Baixos que, mais tarde, veio a tornar-se uma das atrações turísticas mais visitadas do país.

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Embora tenha tido um passado importante, Zaanse Schans, hoje em dia, é uma vila que faz a alegria de visitantes dos 8 aos 80 anos. Mas engana-se quem pensa que tudo lá é apenas para “turista ver”: vários moinhos funcionam de verdade e estão abertos para visitação do grande público. No De Kat (1664), por exemplo, são produzidas tintas e pigmentos, enquanto o Het Jonge Schaap tem como principal fonte de renda a venda de madeira. Em um outro moinho da área, o Bleeke Dood, são produzidos farinha e mistura para pães; inclusive, o local é o mais antigo daquele tipo existente na Holanda.

Parte da equipe do MD em visita ao moinho Het Jonge Schaap/foto: arquivo MD

A minha sugestão é que você escolha um dia de clima bom – digo, sem chuvas – para explorar a pé, e com tranquilidade, a área em volta dos 11 moinhos, sem contar com as atrações que ficam nas casinhas verdes ao longo de toda a vila (algumas são pagas e outras são gratuitas).

Para ter uma boa ideia da história da região, e da Holanda industrial, não deixe de passar pelo museu Zaans. No local está exposta uma coleção de pelo menos 30 mil objetos e os fãs de Claude Monet vão gostar de saber mais sobre o período em que o famoso pintor francês passou na vila. Ele ficou tão apaixonado pela paisagem que retratou-a em 25 quadros e 9 esboços.

Mulher vestida com roupas típicas em Zaanse Schans

Quando ir a Zaanse Schans

Na minha opinião, Zaanse Schans pode ser visitada em qualquer época do ano, porém, sugiro que antes você consulte o calendário disponível no site oficial, afim de checar o horário de funcionamento de museus, passeios de barco e afins. Em geral, as atrações funcionam das 9 às 17h, mas nem todas abrem todos os dias. É só clicar aqui, selecionar o mês e o dia da visita para conferir tudo o que estará aberto.

Como chegar a Zaanse Schans

Acessar Zaanse Schans é superfácil. Partindo da estação central de trens de Amsterdã, é possível optar por três tipos de transporte: ônibus, trem e barco. O ônibus Rnet-bus 391 – da industrial heritage line – sai da plataforma E a cada 15 minutos e a viagem até Zaanse Schans dura em torno de 40 minutos. O tíquete único – válido por uma hora e meia, também aceito em bondinhos e metrô –  custa €6, já o Zaanstreek day ticket custa €11,50 e permite viagens ilimitadas em todos os ônibus Connexxion, na região de Zaanstreek. Ambos podem ser adquiridos com o próprio motorista, no momento do embarque.

A viagem de trem, no entanto, acaba sendo mais rápida. Da central de Amsterdã até a estação Zaandijk – Zaanse Schans são 17 minutos e a passagem custa 3,20. Ao sair da estação é só seguir as placas que conduzem até a atração, numa caminhada de uns 15 minutos. Ah, não deixe de fazer uma foto da ponte Juliana (Julianabrug), de onde se avista os moinhos com suas velas girando lentamente e belos campos verdes como pano de fundo. Um encanto!

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Loja de queijos em Zaanse Schans. Uma perdição!

Outra boa alternativa, especialmente se o dia estiver bonito, e você estiver com tempo disponível, é pegar o ferry Zaanboot que sai da parte de trás da estação central até Zaanse Schans. A viagem dura mais ou menos 110 minutos e a passagem pode ser adquirida minutos antes da viagem ou com antecedência aqui.

Quer explorar Zaanse Schans do jeito holandês? Então vá de bike! Você pode levar a sua bicicleta no trem (uma taxa é cobrada à parte), depois ir pedalando da estação até a vila dos moinhos. Outra alternativa é alugar uma bike lá em Zaanse Schans, mais informações sobre isso aqui.

Turista escolhe itens na loja de souvenir de Zaanse Schans

App da “vila dos moinhos”

Um aplicativo em inglês, disponível para Iphone e Android, pode ser muito útil para aqueles que desejam fazer algumas rotas interessantes por Zaanse Schans. É só fazer o download gratuito e seguir o roteiro que lhe convier. Uma dica, o sightseeing tour (roteiro turístico, em português) tem todos os destaques da vila, excelente para quem está com pressa e deseja conhecer os principais pontos.

O que mais você vai ver por lá

– 11 moinhos muito bonitos e cheios de história, vários deles abertos para visitação. Na minha opinião, os melhores são o “de Kat“, produtor de tintas e pigmentos, o “de Zoeker” – óleo, tintas e cacau – o “Het Jonge Schaap”, que vende madeira;

– Dois Mini-moinhos: o de Hadel, construído originalmente no século 19, e o de Windhond;

– Albert Heijn museum shop: Na antiga mercearia, você vai ver de perto o mobiliário original e o estoque, que mostra o quanto as compras mudaram em pouco mais de um século. A entrada é gratuita;

– Museu do Moinho: uma verdadeira “viagem” pela história dessas construções, que são verdadeiros símbolos da Holanda, e também pela história do país;

– Fazenda de queijos Catharina Hoeve: deliciosos queijos holandeses reunidos em um só local. Não deixe de fazer a degustação, os atendentes da loja são muito legais e dispostos a ajudar;

– Oficina de tamancos: veja como são feitos os tradicionais calçados de madeira, a entrada é gratuita;

– Lojas de souvenir, cafés e restaurantes;

Nos restaurantes são servidos sanduíches como este e várias outras delícias

Zaanse Schans Card

Está pensando em visitar todas ou boa parte das atrações de Zaanse Schans quando estiver por lá? Então, este cartão pode ser uma boa pedida para você que deseja economizar. O Zaanse Card custa €15 (adultos), €10 (4 a 17 anos) e dá acesso ao museu Zaans, a um moinho de sua preferência (desconto nos demais), descontos de 45% em passeios de barco, de 10% em restaurantes, lojinhas (caso o visitante gaste acima de 10 euros) e muito mais.

O Zaanse Card pode ser adquirido em três lugares em Zaanse Schans, na ZaanStore, no centro de informações do Zaans Museum, na Wevershuis e no Museum Zaanse Tijd, na entrada do Kalverringdijk. Mais informações sobre o cartão aqui.

Restaurantes e cafés

Como todo ponto turístico bem estruturado, Zaanse Schans oferece cafés e restaurantes que servem comidinhas ao longo de todo o dia, a preços decentes. O de Kraai, por exemplo, prepara panquecas deliciosas com 29 centímetros de diâmetro. No cardápio do local, que tem espaço interno e externo, também há sopas, sanduíches, saladas e cafés.

Mas se você é daqueles que prefere algo mais substancioso, uma boa seleção de cervejas e uma bela vista do rio Zaan, talvez, uma boa pedida seja o restaurante De Hoop op d’Swarte Walvis. Simplesmente perfeito para um dia de Sol. Outra alternativa para um lanche rápido, uma xícara de café, acompanhada por uma fatia de torta, por exemplo, é o café do museu Zaans.

Lembrando que se a intenção é economizar alguns euros, a dica é levar o próprio lanche e fazer um piquenique gostoso nos gramados da vila ou à beira do rio, por onde passam várias embarcações. Garanto que paisagens bonitas e momentos de puro deleite não irão faltar!

Autor

Gisela Cabral - Editora de destinos - Europa Jornalista brasileira vivendo uma grande aventura na terra dos queijos, moinhos e tamancos!