Latam Fidelidade e Multiplus alteram regulamento para coibir o comércio de pontos do programa!

Leonardo Cassol 15 · maio · 2018

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O Latam Fidelidade encaminhou hoje um e-mail a todos os 15 milhões de participantes Multiplus destacando algumas mudanças no regulamento do programa, que foram implementadas no último dia 9 de maio. Basicamente, as empresas endurecem suas posições contra o comércio paralelo de milhas e pontos, com duas mudanças importantes:

A primeira medida limita a quantidade de beneficiários de resgate de passagens com pontos a 25 pessoas distintas, a cada 12 meses, por número Multiplus, a partir do dia 9 de agosto. Até então, não havia nenhum limite nesse sentido. Apesar da restrição, o número é bem razoável e visa atingir apenas pessoas que utilizam o programa para comprar e revender pontos em grande quantidade. Provavelmente, 99,9% dos clientes não conseguem resgatar passagens para mais do que 10 pessoas diferentes num ano, entre familiares e amigos.

A segunda mudança estabelece a pena de suspensão por 6 meses, ou mesmo exclusão sumária e o cancelamento dos pontos de quem infringir as regras do programa, ou se utilizar de má-fé, fraude ou ardil no acúmulo ou no resgate de pontos. Como um dos itens do regulamento veda expressamente a compra e a venda de pontos, significa que o Latam Fidelidade e a Multiplus estão tentando obter uma maior solidez jurídica para coibir essas práticas.

Veja os itens mais importantes do regulamento que respaldam as nossas observações:

Regulamento do Latam Fidelidade / Multiplus atualizado em 9 de maio de 2018

Itens selecionados:

1.8 A Pontuação e as passagens resgatadas com pontos Multiplus (“Passagens-Prêmio”) somente poderão ser utilizados em conformidade com este Regulamento.

1.9 A Pontuação obtida na forma deste Regulamento é pessoal, sendo vedada sua transferência para terceiros, a qualquer título, inclusive por sucessão ou herança, exceto na contratação e utilização de produtos específicos para transferência de pontos. No caso de falecimento do Cliente, a conta será encerrada e a Pontuação existente e as Passagens-Prêmio emitidas serão canceladas.  

1.10 A partir de 09 de agosto de 2018, serão suspensos e/ou excluídos definitivamente do Programa todos os Participantes que venham a infringir as regras deste Regulamento, bem como utilizem de má-fé, fraude ou ardil no Acúmulo de Pontos e/ou no Resgate de Benefícios, sem prejuízo de arcar com as respectivas responsabilidades civis e criminais.

1.10.1 Uma vez que não é possível descrever todas as hipóteses de infração às regras deste Regulamento e utilização de má-fé, fraude ou ardil ao Programa e/ou à Rede Multiplus, abaixo algumas situações meramente exemplificativas:

(a) as práticas ilegais ou contrárias às disposições deste Regulamento;

(b) a conduta e/ou o uso irregular, inadequado ou suspeito que contribua para ocorrência de fraudes e/ou utilização indevida no Acúmulo de Pontos ou Resgate de Benefícios;

(c) o Resgate de Benefícios do Programa em favor de 25 (vinte e cinco) ou mais terceiros distintos, a qualquer título, a cada período de 12 (doze) meses;

(d) a negociação com terceiros sob qualquer forma da compra e venda de passagens aéreas

(e) fornecimento de informações falsas ou inexatas para a realização de transações do Programa;

(f) fornecimento a terceiros do Número Multiplus, da Senha de Acesso e/ou Senha de Resgate; e

g) outras hipóteses não elencadas no presente item, mas identificadas como irregulares e contrárias ao funcionamento do Programa e/ou da Rede Multiplus.

1.10.2 Na ocorrência das hipóteses elencadas acima, a LATAM poderá suspender o Participante por um período de 06 (seis) meses ou, a depender da gravidade da situação, excluí-lo automaticamente do Programa. Em caso de reincidência o Participante poderá ser excluído definitivamente da Rede.  A penalidade será aplicada tanto ao Participante que praticou quaisquer dos atos acima, quanto ao Participante que o auxiliou ou contribuiu para a prática, em violação ao disposto neste Regulamento.

1.10.3 Em caso de dano ou prejuízo à LATAM o Participante ficará obrigado a indenizá-la por todos os prejuízos suportados, além da penalidade de exclusão do Programa.

Para ver o regulamento completo, clique aqui.

Nossa análise

De um lado, aparentemente o programa definiu como alvo uma pequena base de clientes que utilizam o programa com uma enorme quantidade de transações, provavelmente com fins econômicos, comprando pontos via Km de Vantagens e outras formas de acúmulo para revender diretamente a agências de viagem ou empresas especializadas na compra/venda de milhas. Temos conhecimento de pessoas que acumulam mais de 20 milhões de pontos por ano, tendo lucro com operações quase que diárias.

Por outro lado, não fica claro se o programa também vai perseguir e penalizar pequenos acumuladores que resolverem fazer um dinheirinho extra vendendo pontos para esses sites especializados. Isso porque o regulamento é muito amplo e aparenta dar plenos poderes para o programa fazer o que bem entender com quem descumprir as regras. Só que a questão é mais ampla, já que seria necessário provar que o usuário desrespeitou o regulamento, podendo a decisão administrativa do Latam Fidelidade sofrer questionamento na justiça. Cabe lembrar que a própria empresa perdeu há cerca de dois anos uma ação da justiça contra uma das principais empresas de compra e venda de milhas do mercado. O entendimento do judiciário foi que se o programa tem o direito de vender pontos para os seus clientes, cobrando (caro) por isso, os usuários teriam plenos poderes sobre os pontos e também poderiam fazer o mesmo, livres de qualquer impedimento. Nessa linha, as cláusulas do novo regulamento poderiam ser consideradas arbitrárias ou até ilegais. Porém, tal decisão ainda pode ser revista em segunda instância. O fato é que até o momento não há jurisprudência desfavorável ao direito do usuário utilizar os pontos como bem entende. Mas alguém aí está disposto a pagar para ver?

A questão é bem polêmica. Coibir grandes distorções e anomalias no funcionamento do programa me parece benéfico para a maioria esmagadora dos usuários, que usam o sistema como um programa de fidelidade comum, sem subterfúgios. No entanto, será que teremos novos casos como o AAdvantage, da American Airlines, que segundo relatos de leitores saiu cancelando contas de clientes brasileiros que emitiram passagens para amigos e familiares? Esperamos que não!

O curioso é que tanto a Multiplus, como o Latam Fidelidade, sabem muito bem quais os mecanismos utilizados pelos grandes vendedores para fabricar milhões pontos no programa. Porém, ao invés de desincentivar isso, ou colocar uma trava, fizeram exatamente o contrário. O limite para compra da Multiplus aumentou para meio milhão de pontos a cada 12 meses, caso o cliente tenha status. Enquanto isso, o programa Amigo não vende pontos, a Smiles limita a compra a 40 mil milhas a cada 12 meses, e o TudoAzul tem como teto 100 mil pontos. Por que a Multiplus e o Latam Fidelidade oferecem um teto tão maior que os seus concorrentes?

Outro exemplo ainda mais escrachado é o Km de Vantagens Ipiranga, que virou uma fonte infinita de milhas, através da compra disfarçada de pontos Multiplus. É possível trocar (=comprar, porque você paga pela transferência) mais de 1 milhão de pontos por mês, com baixo custo (mais barato do que comprar com desconto direto na Multiplus), desde que você tenha alguns pontos no programa da Ipiranga (sendo que esses pontos se renovam com promoções inesgotáveis). E não faltam “dicas” e “cartilhas” na internet para juntar Km de Vantagens sem muito esforço, ou sequer ter carro. A pergunta que fica é: Por que, ao invés de ameaçar e punir os usuários, a empresa não limita a quantidade de pontos adquiridos via Km de Vantagens, ainda que num teto alto? Se há essa disposição tão grande para coibir o comércio de pontos e milhas, esse me parece o caminho mais óbvio.

Tem ainda usuários que utilizam promoções em parceria com o varejo para comprar dezenas, ou até centenas de produtos com acúmulo promocional de pontos (aquelas promoções de 10 x 1, 15 x 1 e até 20 pontos a cada R$ 1 em compras). Temos relatos de lojistas que compraram centenas Iphones como pessoa física, para revender no varejo, tendo como lucro os pontos acumulados na transação. Nesse caso, por que não estabelecer limite de bonificação razoável para as partes, evitando esse tipo de distorção (ex: limite de até 100 mil pontos)?

Por fim, a Livelo e o Sempre Presente vendem pontos diretamente aos seus usuários, com limites generosos. Esses pontos podem ser transferidos para a Multiplus com bonificação, em promoções que ocorrem ao longo do ano. Os programas alegam que o percentual de bônus vêm diminuindo porque o volume de transferências aumentou consideravelmente. Então, por que, ao invés de punir todo mundo com um percentual de bônus menor, a Multiplus não define um teto de bonificação em 300 mil pontos, ou 500 mil, como já faz o Amigo? Não seria mais justo? Arrisco dizer que seria mais simpático do que ficar mudando o regulamento a cada 4 meses (a última mudança não faz muito tempo), amolando os usuários que nada tem a ver com a questão. Penso ainda que seria  juridicamente mais seguro para o programa, que não teria um embate direto com seus clientes.

Amanhã teremos uma entrevista com o gerente do Latam Fidelidade, onde faremos essas e outras perguntas, para entender melhor o posicionamento do programa frente aos seus usuários. Vamos fazer um novo post, ou atualizar esse aqui, com base nessas novas informações.

Atualização: entrevista com Lucas Diogo, gerente de Marketing e Fidelidade da Latam

Hoje conversamos com o Lucas Diogo, gerente Marketing e Fidelidade da Latam, e pudemos aprofundar algumas questões sobre o novo regulamento, além de confirmar algumas outras informações e novidades da migração dos sistemas de reserva da companhia e da Multiplus. Veja o que descobrimos:

Quantas pessoas vão ser afetadas com o novo limite de 25 beneficiários a cada 12 meses, imposto pelo novo regulamento? Poucos usuários, que representam uma quantia muito pequena da base total se clientes, mas que transacionam uma imensa quantidade de pontos, desvirtuando os objetivos do Latam Fidelidade. Esse limite passa a valer a partir de agosto, conforme explicado anteriormente.

Esse é o público que a Latam quer atingir com o novo regulamento, os usuários intensivos, ou clientes comuns que eventualmente vendem pontos também serão alvo da empresa? Inicialmente, vamos concentrar os esforços em coibir os grandes acumuladores/resgatadores, que usam isso como um negócio. Mas isso não significa que, no futuro, a Latam não vá coibir o comércio paralelo de pontos também no varejo. Ainda estamos analisando e estudando como fazer isso. Mas não é o nosso foco agora.

O que a Latam pretende com essa mudança? Além de coibir a prática de compra e venda de pontos e milhas, que desvirtua os objetivos do programa, queremos garantir a experiência do cliente final, do passageiro, que muitas vezes compra uma passagem de um terceiro e só depois descobre que a mesma não inclui bagagem, que não pode ser reembolsável, entre outros problemas que ocorrem, e que estouram nas mãos da Latam, que sequer sabe quem comercializou aquele bilhete. Outro ponto importante é a segurança. Não recomendamos que ninguém passe seus dados para terceiros. Isso facilita a ação de golpistas e de fraudadores. Posso assegurar que fomos cobrados por vários clientes para tomar medidas quanto à essas práticas.

A compra e venda de pontos é ilegal na visão da Latam? Reconhecemos que não é ilegal, mas está em desacordo com as regras do programa. E tentamos deixar isso bem claro no novo regulamento, definindo as regras com antecedência. Os usuários podem ter certeza de que nenhuma mudança será adotada sem o aviso com pelo menos 3 meses de antecedência.

Não seria mais fácil concentrar os esforços em limitar os acúmulos quase ilimitados que o programa permite na parceria com o Km de Vantagens, ou ainda na venda direta de pontos, cujo limite é muito maior que os programas concorrentes? A questão é interessante, mas não sei se tenho uma boa resposta para isso. Essas mudanças envolveriam outros parceiros, como a Multiplus, que possui uma organização empresarial própria e regras específicas de governança, além do Km Vantagens Ipiranga, que é outra empresa. Eu respondo pelo Latam Fidelidade, que é apenas a parte do aéreo dessa engrenagem toda. Optamos por medidas nas quais não dependemos de ninguém, como esse novo regulamento.

Mas a Latam não é a principal acionista da Multiplus? Além disso, o Km de Vantagens certamente trabalha com os parâmetros definidos por vocês. Não parece contraditório o Latam Fidelidade e a Multiplus serem os únicos programas do mercado a incentivar e a permitir o acúmulo quase que infinito de pontos, de um lado, e os mais preocupados em coibir o comércio de pontos, de outro? O que eu posso dizer é que a Latam está comprometida em coibir essa prática (de compra e venda paralela de pontos), que prejudica a grande maioria dos usuários. E tentar vamos fazer isso sem criar obstáculos desnecessários para os nossos clientes.


E você, o que achou das mudanças? Comente e participe!

Agradecemos aos leitores que entraram em contato conosco, especialmente a  Cristiano Tenório, Taciano Capistrano e Gustavo Eckhard.

Autor

Leonardo Cassol - Editor Editor e especialista em programas de fidelização do Melhores Destinos.
  • Jackson Arenhart Lovato

    A pessoa tem que ter uma quantia monstruosa de pontos pra conseguir emitir pra 25 pessoas diferente em um ano hein!

    • Luis Rocha

      As vezes se lucra bastante com emissões domésticas e que não precisa de tantos pontos

    • Leonardo BH

      Lembre-se que existem os trechos com poucas milhas. 4k, 5k, etc. 25 trechos 5k = 125k. Agora sendo mais realista, considerando que geralmente as viagens são ida e volta, 25 pessoas x 10k ida e volta (5k cada trecho) = 250k. Nada monstruoso.

  • Pedro Geraldo

    O que eu quero mesmo é a volta da promoção de executiva pra Sydney por 110 mil pontos. Pouca vergonha o que a Latam fez com os clientes Multiplus.

    • Pedro, acho que subiu no telhado, junto com a executiva para Ásia por 110 mil… Mas logo mais, depois da entrevista, teremos certeza. Nem me fale que eu ia resgatar uma passagem para Singapura e acabei ingenuamente esperando… aff

      • Pedro Geraldo

        Kkk eu também esperei, acreditando num mundo melhor. Me lasquei.

    • Bruno Almeida

      110 mil não é promoção. É o preço normal.

      • Alan Rodrigo de Almeida

        De executiva.

  • Pedro Geraldo

    O que eu quero mesmo é a volta da promoção de executiva pra Sydney por 110 mil pontos. Pouca vergonha o que a Latam fez com os clientes Multiplus.

  • Nas passagens domésticas não tem franquia incluída em compras com pontos, Jackson, infelizmente.

    • Jackson Arenhart Lovato

      obrigado!

    • Tarcísio Medeiros

      Só nas nacionais? eu simulei pra Miami e não sei se vi errado, mas não vi nenhuma adicional tb

      • Aparentemente sim. As internacionais depois da emissão a franquia está valendo, então acredito que seja só um erro do sistema. Mas amanhã na entrevista vamos questionar isso, Tarcísio.

        • agent008

          Boa pergunta, agradeço se puderem resolver esta que também é uma dúvida minha, obrigado.

  • Erico Bertoldi

    Curiosa essa análise sobre o Km de Vantagens. Neste fds assinei o clube multiplus 10 mil e hoje recebi uma ligação deles me passando informações sobre o programa. Até aí, bem legal. Mas agora lembrei que o atendente reforçou bastante essa questão do Km de Vantagens, dizendo que eu podia transferir pontos, depois receber uma boa parte de volta, depois tranferir de novo, etc…. Nem prestei muita atenção pois não uso o Km de Vantagens, mas sem dúvidas eles incentivam esse tipo de acúmulo e as promoções parecem mesmo inesgotáveis, como citado no post…

  • Ítalo Alencar

    Virou piada esse programa. Que culpa temos se eles injetam bilhões de pontos e formam uma verdadeira bolha?

    • agent008

      Em uma frase vc resumiu o grande problema do Múltiplas. Pressão oferta tende a baixar o valor de qualquer coisa, seja mercadorias, dinheiro, ou milhas/pontos. Por quê não limitam a oferta? Seria por que não querem largar mão da enorme renda que essas formas de vender milhas trazem?

  • Andre

    Melhor materia sobre o assunto mandou muito bem

    • Obrigado, André!

      • Odair Fernandes

        A matéria demorou, mas saiu. E foi bem feita. Parabéns.

    • Alan Rodrigo de Almeida

      Concordo André.

  • Pedro

    Tam, os aviões são apertadíssimos, as passagens em geral são mais caras que nas concorrentes, e o programa de pontos é inflacionado. Graças a deus, faz tempo que não voo tam, Tenho 1,90 e na Tam, me sinto numa lata de sardinha

  • Tarcísio Medeiros

    Nossa, queria muito saber disso do km de vantagens sem ter carro, seria ótimo pra mim, poder comprar multiplus a uns R$ 0,02; o Multiplus tem umas passagens a valores muito generosos de vez em quando

    • Vaughan

      Esse preço acabou. Não tem mais.

  • raimundo

    Segue trecho da decisão do juiz em uma ação pela qual a Multiplus tentava impedir a comercialização de milhas e perdeu:

    – Embora os Regulamentos dos Programas TAM Fidelidade e Multiplus Fidelidade vedem a comercialização das milhas adquiridas pelos consumidores, referida disposição não deve, a priori, prevalecer, vez que, por se tratar, em princípio, de um negócio jurídico oneroso, não é admissível a imposição de cláusula de inalienabilidade. As cláusulas restritivas de direitos (inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade) somente podem ser instituídas nos negócios jurídicos gratuitos, a exemplo da doação e do testamento.

    e abaixo o link:

    https://tj-mg.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/118539163/agravo-de-instrumento-cv-ai-10024131971434001-mg?ref=juris-tabs

    • Valeu, Raimundo!

    • Ítalo Alencar

      A multiplus quer nos assaltar !

    • Samantha Zarth

      Essa questão restritiva de direitos, seria o argumento para não permitir a transferência/utilização dos pontos por herdeiros? Será que não é questionável juridicamente, uma vez que seria um “direito” da pessoa? Como exemplo, o titular pode ter até COMPRADO os pontos e ainda assim não poderiam ser utilizados, pois a conta seria cancelada?

  • Teo Jose

    Gerente da multiplus dando entrevista? (desculpas de antemao caso eu tenha interpretado errado) Isso é tema de diretoria para cima. Nao digo nem a questao em si que a multiplus tem que esclarecer, mas essa cara de pau de mudar regulamento toda hora. Que credibilidade essa empresa tem? Engraçado que entrevista pra dizer firulas que todo mundo ja sabe vai o presidente. Na hora que o bixo pega e tem q dar satisfaçao para os clientes mandam um gerentinho que vai sabonetar (ser o mais genérico possivel – escrevam ai). Conseguem ser odiados por todos – clientes fidelidade que sofrem com o acumulo e resgate, clientes comerciantes que vendem suas milhas a partir de agora, e ate pelo proprios acionistas ja que a empresa eh ruim e a cotaçao so tomou ferro de uma ano pra ca (mais de 30% de desvalorizaçao). Ou seja, parabens a gestao!! Me passem o nome das escolas de formaçao pra eu nunca pisar la.

    • trombadinha

      boa!

    • sepchampions

      O pior que a maioria deve ser TD da FGV.

    • Alan Rodrigo de Almeida

      Teo. Desculpe discordar. A Latam define quem ela quiser para falar em seu nome. Só não pode depois dizer que o cidadão não está autorizado a falar em nome da empresa. De resto concordo com tudo que você disse aí.

  • Emerson Guidine

    Deveriam era parar de expirar meus pontos. Demora muito para juntar e depois tenho que usar os pontos pagando qualquer preço.

  • Diogo

    Resta saber se eles vão cumprir o regulamento e parar de vender milhas seja pela própria Multiplus ou km de vantagens. Se querem ser uma empresa de fidelidade não podem vender a fidelidade.

    • sepchampions

      A questão é essa Diogo, são uma empresa de fidelidade, eles ganham muito dinheiro com isso mas perceberam que tem clientes ganhando mais que eles. Tinham que voltar a ser um programa de fidelidade

  • Victor Joao

    Bom, minha atitude frente a isso será a de um consumidor consciente do seu poder de escolha: vou torrar meus pontos da forma que eu bem entender, até 9 de agosto. Feito isso, boicoto o programa e dou preferência aos outros. Eu era platinum até março, usei e abusei doa benefícios até ano passado, upgrades, sala vip, mas fiz questão de não renovar, pois já estou preferindo o Smiles que em termos de benefícios. Isso me faz escolher quase sempre a Gol para voar, ou às vezes Azul ou Avianca. Latam nem entra nas minhas buscas mais.

    • A Gol e a Smiles deveriam aproveitar essa revolta dos usuários e absorver todos eles mas pra isso deve bater de frente tanto no preço das passagens como na quantidade de pontos..

  • trombadinha

    existe algo que beneficia o consumidor no brasil ? é só ferro mesmo.

  • Marcelo Fercondiny

    Como assim gente não entendi essa parte de conseguir trocar milhares de pontos no km de vantagem sem carro

  • Olavo AG

    Como se acumula pontos no Km de Vantagens? Fiquei interessado…

    • Alan Rodrigo de Almeida

      Só entrar nas lojinhas do AM PM e fazer um lanche.

  • Eduardo Carvalho

    deveriam era revisar a tabela de emissão de passagens nacionais com pontos. Está vergonhoso. Passagens de sao paulo para o nordeste ( quase todas as capitais) na faixa de 22 mil pontos o trecho nos meses de maio/Junho/Julho e agosto. Sou cliente a bastante tempo, e nunca vi cobrarem tão caro pela emissao de passagens com pontos.

  • Marcio Correa

    Não vou entrar no mérito de se pode ou não vender. Eu, nunca comprei, vendi ou troquei milhas. Acho que este comércio de milhas, inclusive o dos programas de fidelidade, acabou com a fidelidade com as cias aéreas, motivo original pelo qual foram criados, hoje são meros vendedores de produtos. Antes eramos reconhecidos e bonificados por voar com determinada cia aérea, mas entendo que os tempos são outros.

    • Ítalo Alencar

      E continua a ser besta por não saber economizar.

      • Marcio Correa

        Pois é, obrigado.

    • Odair Fernandes

      Márcio, entre os que atacam o comércio de milhas (e vejo vc nessa tendência, apesar de ter dito que não iria entrar no mérito de poder ou não vender), esse seu comentário foi o mais sensato que pude constatar.

      Sim, o comércio “acabou com a poesia”, eu diria. Antigamente, fidelização era voar somente ou quase somente numa cia. Hoje, não mais.

      Veja meu comentário no corpo principal desta página (na raiz do thread desse tópico).

      • Marcio Correa

        Obrigado Odair, você foi na “mosca”. Tenho 60 anos e sou de uma geração que fidelidade era isso que você frisou. Mas, como disse, entendo que os tempos são outros, se isto é modernização ou não, não me cabe julgar.

  • Charles, creio que não. O que pode ocorrer é dos preços subirem se muitas pessoas deixarem de vender as milhas lá

    • charles geovani

      Obrigado.

  • Renato Silva

    Parabéns a multiplus primeiro pq já estou conseguindo achar alguns poucos mas já estou achando trechos inter inter oneworld e segundo justamente por começar a brecar esses sites que sugam as boas oportunidades antes dos passageiros e ajudam a inflacionar o mercado, e vai mais uma dica, 25 pessoas é muito, tem programa que é no máximo 6 pessoas da família e 6 amigos no máximo.

  • Renato Silva

    Deveria ser restringido kmdevantagens também, tem que enxugar um pouco essa quantidade indecente de milhas no mercado.

  • Mauricio Laukenickas

    CANCELAR CLUBE MULTIPLUS EM 3, 2, 1, JÁ!!!!

    DAR DINHEIRO A QUEM QUER ROUBAR AS MILHAS QUE ESTÃO SENDO COMPRADAS E PAGAS POR MIM MENSALMENTE????

    ISSO JÁ NÃO É CASO DE JUSTIÇA E SIM DE POLÍCIA!!!!!

  • Marcelo

    Caros os site da TAM está muito ruim.
    Há uma passagem MCO para GIG em 25/12 com 35000 pontos porém na hora de emitir da problema e não efetiva a transação.
    Espero que a TAM/Multiplus
    horrem com este bilhete, pois já dei print e reclamação junto ao SAC da TAM.

  • Bruno Mica

    Excelente texto…. colocação perfeita.. Realmente toda a conduta moral da multiplus vai de encontro a suas ações.. Vendeu programas de fidelidade, fez todo mundo encher o carrinho de milhas (e digo lá.. cada um faz o que bem entende com elas.. se quiser tirar um troco com elas.. que problema há ? se quiser viajar perfeito)……. e agora vem impor restrições ditatoriais ???

  • Lucas

    Leonardo concordo com 90% de tudo que você falou, mas principalmente com a quantidade infinita de mudanças de regulamento dos programas de fidelidade brasileiros. Tirando o Amigo, que é o único programa de fidelidade na comcepção da palavra, todos os demais mudam regulamente direto. O Multiplus então deve ser a sexta mudança dentro de um ano.
    Os 10% que eu discordo de vc é sobre a possibilidade de acúmulo de milhas. O multiplus sempre foi o menos generoso em bonus e meios de acúmulo. A brecha abriu ano passado com o KM de vantagens, porém já foi fechada novamente.

    Enfim, não vou entrar na discussão jurídica do tema, mas me assusta a quantidade de mudanças. O que não se pode negar é que a muito tempo a Latam não tem um programa de fidelidade. Tem um programa de venda de pontos.

    • Lucas, esse esquema do Km existe há mais de cinco anos. A única opção não é com o Clube, mas sim as promoções exclusivas e infinitas para membros Prestige… com preços bem menores.

  • Alexandre Oliveira

    Não tem mais promoição de transferencia de pontos na multiplus, mes de aniversario por exemplo?

  • Silvia Rocha

    A única coisa que o Multiplus ainda ganha do Smiles é na quantidade de assentos. Se vc quiser marcar uma passagem de última hora, no Multiplus vc ainda consegue, mesmo pagando os olhos da cara. Já no Smiles, eles oferecem determinado número de assentos e c’est fini. Eu também prefiro o Smiles, tem mais promoções. No Multiplus a transferência mínima dos cartões de crédito, é exprbitante.

  • Otávio Santos

    Daqui há alguns anos essa discussão será desnecessária pois cada vez mais os programas de milhagem valem menos hj. O consumidor só leva pedrada!

  • agent008

    A mão pesada governamental cair sobre mais um aspecto da vida dos cidadãos (no caso os pontos ou milhas) não será benéfico. Ao terem engessadas as regras de seus programas (sim, os pontos são da cias., não nossos; elas nos concedem os pontos como recompensa pela fidelidade), de duas coisas uma irá acontecer: ou subirá o custo das passagens em pontos para resgate, ou o preço das passagens. E assim os programas passarão a ser vantajosos somente para aqueles poucos que fizeram da exploração dos programas sua profissão. Triste.

    • Alan Rodrigo de Almeida

      Pela sua lógica então a empresa pode cobrar pelos pontos que continuam sendo dela… Ponto é dinheiro e não acho razoável que não exista nenhuma regulamentação para isso. É preciso regras que protejam os interesses econômicos da coletividade e isso não se dará pela livre iniciativa dos gestores do programa.

  • Enilson Venâncio

    Boa tarde !!! Na verdade acumular pontos pela Multiplus está cada vez mais difícil e não temos nenhuma promoção adequada, benefícios em voos internacionais estão acabando e campanhas para bonificar usuários do Multiplus nem pensar!!! O capetalismo nos ofereça algo adeqado, para que possamos ser clientes felizes!!!

  • GutemBerg AngeLo

    Os pontos nao deveriam ser restritos, eu posso fazer oque quiser com os pontos.

  • Rodrigo

    Cada vez pior esses programas.

  • William, quantas quiser para 25 pessoas distintas. O número é referente aos terceiros, então exclui o titular.

  • Anderson, são 25 terceiros. O titular não é um terceiro. É o titular.

    • Odair Fernandes

      Leonardo, não foi bem isso que o Anderson perguntou.

  • Leonardo BH

    Em tese a LATAM poderia cancelar um bilhete emitido de uma conta que ela desconfia que vendeu as milhas através desses sites. Então o risco existe sim.

    • Leo, o regulamento não dá sustentação para isso, e nem eles disseram que vão agir dessa forma. A ação vai se limitar a suspensão e/ou cancelamento da conta do usuário que ultrapassar 25 beneficiários terceiros de passagens com pontos.

  • Mauricio Laukenickas

    “Os usuários podem ter certeza de que nenhuma mudança será adotada sem o aviso com pelo menos 3 meses de antecedência.”

    O que dizer da LATAM que acabou com os 30% de bônus do KM num prazo de 5 dias, mesmo pra quem tinha contratos pré pagos e vigentes após 1 de abril???

    E se vc perguntar, ele vai escolher a Multiplus ou o KM para jogar a culpa e dizer que ele só responde pela LATAM.

    Outra questão: Por que 3 meses de antecedência se as milhas vendidas pela empresa são válidas por 2 anos????

    Melhor fechar logo esse programa de infiéis que rasgam contratos. ZERO de credibilidade!!!!

    Quanto mais eles tentar justificar o injustificável, pior fica.

  • Luis Nei Jr.

    Parabéns ao entrevistador! As perguntas foram boas, já as respostas…

  • Alan Rodrigo de Almeida

    Quem estuda macroeconomia deve saber o que ocorre com um governo que emite mais dinheiro do que deve (imprime papel moeda). O que acontece hoje é que as empresas de fidelidade tem um poder absurdo em suas mãos, que é basicamente o mesmo dos governos. Eles podem aumentar a base monetária (pontos e milhas) sem nenhum limite o que obviamente desvaloriza os pontos e milhas. Para mim é claro que alguma regulação é necessária para limitar esse poder das empresas. Pois toda a desvalorização da base de pontos e milhas se transforma imediatamente em dinheiro no bolso deles.

  • Cristian Pflüger

    Cada vez que fala em mudança na Latam pode esperar… alguma notícia ruim para os clientes vem. Sinceramente, a TAM depois que virou LATAM só piorou. Não vi um só benefício.

  • Daniel Gadelha

    Se o resgate for na Avianca, tem uma tarifa que já inclui a bagagem.

  • Daniel Gadelha

    Penso da mesma forma.

  • Odair Fernandes

    Você (ou alguém mais) teria mais detalhes sobre isso?

  • Odair Fernandes

    CADÊ UM REPRESENTANTE DA MÚLTIPLUS NO FORUM?
    QUANDO LANÇARAM O “NOVO CLUBE” (NOVA FALCATRUA), TINHA REPRESENTANTE AQUI COM SORRISO DE ORELHA A ORELHA.
    ONDE ESTÃO AGORA??!!

    • Marcio Correa

      Pois é Odair, “esta é a pergunta que não quer calar”…cadê?

  • Mauricio Laukenickas

    Cassol, olha o que a Multiplus acaba de me responder no Reclame Aqui:

    “Esclareço que em 9 de maio de 2018, a Multiplus passou a ser a rede de coalizão dos Programas LATAM Fidelidade e LATAM Pass nos seguintes países e regiões: Brasil, Paraguai, México, Estados Unidos da América, Canadá e países do continente Europeu, incluindo Turquia e Rússia. Em razão dessa expansão, foram necessárias algumas atualizações em nosso Regulamento.”

    Aí, o Gerente da LATAM diz que:

    “outros parceiros, como a Multiplus, que possui uma organização empresarial própria e regras específicas de governança”

    Ou tem alguém querendo nos enrolar ou eu que estou precisando fazer um curso de interpretação de português.

    Como explicar isso?

  • Odair Fernandes

    A VISTOSA CASA DA LUZ VERMELHA À BEIRA DA ESTRADA.

    Um gigolô montou seu prostíbulo à beira da estrada.

    Com placares majestosos de neon, anunciou vendas de serviços, promoções, clube de fidelidade, venda com desconto de “vale-transa”.

    Agora quer fazer acreditar que a culpa é de seus frequentadores pela “putaria desenfreada que estaria corrompendo a sociedade, disseminando doenças venéreas, destruindo lares por atrair e desvirtuar homens casados, chefes de família, blablabla”.