Avaliação da Avianca Brasil

João Goldmeier 26 · dezembro · 2017
Executiva
GRU - JFK
8500
A330-200
15/12/2017

Embarque

Previsto: 22:45h
Efetivo: 23:00h

Partida

Previsto: 23:45h
Efetivo: 00:00h

Chegada

Previsto: 06:45h
Efetivo: 07:06h

A Avianca Brasil inaugurou no último dia 15 de dezembro sua quarta rota internacional, com voos diretos ligando São Paulo (Guarulhos) a Nova York, Estados Unidos. O Melhores Destinos esteve no voo inaugural e conta pra você como foi a experiência.

Sobre a Avianca Brasil

A Avianca Brasil opera voos regulares desde 2002. Atualmente atende 24 destinos domésticos e quatro no exterior – Bogotá, Miami, Santiago e, agora, voos diários de São Paulo para Nova York. A empresa opera com modelos da Airbus, oferece entretenimento individual e refeição de bordo gratuita. Como o membro brasileiro da Star Alliance, a Avianca Brasil conecta passageiros a mais de 1.300 aeroportos em todo o mundo, por meio de voos de 28 parceiras internacionais.

Resumo do review

Avianca Brasil Voo O6-8500
São Paulo (GRU) – Nova York (JFK)
Sexta, 15 de dezembro de 2017
Partida: 23:45
Chegada: 06:45 (-3h)
Duração: 10h
Milhas: 4.745
Aeronave: Airbus A330-200
Assento: 2A (classe executiva)
Destaques positivos: refeição e conforto das poltronas
Pontos a melhorar: falta de wi-fi e de filmes e séries com legenda

Check-in

9

Check-in

Como saí de Florianópolis fiz meu check-in de todos os trechos no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, onde despachei minha bagagem até o destino final (Nova York). Recebi o cartão de embarque inclusive do trecho entre São Paulo e Nova York, o que permitiu a minha entrada na área de embarque sem passar pelo check-in em Guarulhos.

Sala Vip

Como a Avianca Brasil não possui salas vip próprias (apesar de ter planos para inaugurar uma em Guarulhos em 2018) e opera no Terminal 2, não sendo prático utilizar a sala vip da Star Alliance que fica no Terminal 3, ela acomoda seus passageiros da classe executiva na sala vip da GOL, que é ampla e supre bem as necessidades de quem aguarda seu voo, com banheiros, chuveiros, internet, comidinhas e bebidas.

Embarque

Como de praxe antes do início do embarque de um voo inaugural, houve um coquetel no portão de embarque aberto a todos os passageiros e discursos de José Efromovich, um dos donos da Avianca e de Frederico Pedreira, presidente da companhia. Isso fez com que o embarque atrasasse um pouco, mas nada relevante. A destacar que mesmo com um único portão (no Terminal 3 normalmente se utilizam dois) o embarque foi organizado e as prioridades respeitadas.

Cabine

9

Os Airbus A330-200 da Avianca Brasil estão configurados com 32 assentos na classe executiva, dispostos em duas mini-cabines de 4 fileiras e distribuídos 1-2-1 (um em cada janela e dois no meio). Isso dá aos passageiros acesso irrestrito para o corredor, sem ter que pular o colega ao lado para ir ao banheiro.

Os assentos contam com tomada, entrada USB, tela de entretenimento individual de 15″ touchscreen além de um menu para ajustar o assento, que pode virar uma cama fully flat.

Já na classe econômica, onde estive para dar uma espiada antes do voo, a configuração é 2-4-2, com bastante espaço entre as fileiras, entretenimento individual e tomada em todos os assentos.

A Avianca Brasil acertou na escolha da configuração interna e briga de igual pra igual com as cias aéreas que realizam voos entre do Brasil e os Estados Unidos, com alguma vantagem no quesito espaço na classe econômica.

Entretenimento

8

Talvez este seja o calcanhar de Aquiles dos aviões de longo curso da Avianca Brasil. Embora a seleção de filmes e séries seja boa, você não tem a opção de ver um filme com áudio em inglês ou espanhol e as legendas em português. A única opção é a escolha do áudio em uma das três línguas. Trata-se de algo que já havíamos reclamado no voo inaugural para Miami e que ainda não foi revisto.

Outro ponto a ser melhorado é a ausência de wi-fi a bordo, algo que já está se tornando comum mesmo em voos domésticos e que é oferecido pela maioria das cias que voam do Brasil para os Estados Unidos.

Serviço de bordo

9

Amenidades

O kit de amenidades veio em uma necessaire da marca Trousseau que é super prática para posterior utilização em outras viagens. Dentro, havia uma meia longa na cor cinza, um pacotinho de lenços de papel, escova de dentes e creme dental, uma loção hidratante bastante cheirosa, protetor labial com própolis e calêndula, protetor de ouvidos e um tapa-olhos. Ficou faltando uma caneta, muito útil para preencher o formulário da alfândega americana.

Serviço de bordo

Ainda em solo a simpática chefe de cabine Francesly passou dando as boas vindas e oferecendo um welcome drink, que veio acompanhado de um mix de castanhas quentes e do menu. Em seguida foram oferecidos jornais e revistas.

A partir deste voo os cardápios da classe executiva da Avianca Brasil passam a ser assinados pelo chef Thomas Troisgrois, que estava a bordo do voo – por acaso sentado na poltrona à minha frente. Os menus foram distribuídos ainda em solo e traziam as seguintes opções:

A escolha do prato principal foi fácil: sendo o chef metade francês, apostei no Boeuf Bourguignon e na sobremesa criada por ele: sagu de coco com abacaxi assado. A entrada era a mesma para todos, ceviche de banana da terra com leite de coco acompanhado de um mix de lulas e camarões.

Para acompanhar escolhi o vinho tinto português Vallado Douro Superior 2015, que agradou em cheio e combinou muito bem com o prato principal. E para acompanhar os queijos e a sobremesa outro vinho da mesma vinícola: o Porto Tawny 10 anos.

Embora o ceviche estivesse excessivamente apimentado, um erro na execução reconhecido pelo próprio Thomas Troisgrois, o prato principal estava muito saboroso e a sobremesa foi a melhor que comi em muito tempo, seja no céu, seja na terra.

Outro destaque foi o vinho de sobremesa. Em conversa com Frederico Pedreira, que estava ao meu lado no voo, ele confessou que este vinho foi uma indicação sua – e que indicação, amigos! Um senhor vinho do Porto, suave, sem excesso de álcool queimando a garganta.

Depois do banquete, foi apertar o botão que vira a poltrona em cama e dormir profundamente até a hora do café da manhã, onde optei pelo Croque Monsier, que estava bem gostoso. Logo após foram distribuídos bombons e os formulários da alfândega americana.

Comissários e equipe de solo

10

Vou contar um episódio que ilustra bem o quão prestativo foram os comissários de voo. Ao acordar para o café da manhã, eu percebi que meu celular havia caído no pequeno vão que existe entre a poltrona e o console. Tentei retirá-lo de todas as formas sem sucesso.

Ao perceber que estava procurando algo, a chefe de cabine se aproximou e não sossegou enquanto não resgatamos o celular. Meus sinceros agradecimentos a ela e a toda a equipe que atendeu com entusiasmo e sorriso no rosto.

Programa de fidelidade

7

O programa Amigo da Avianca Brasil tem uma tabela fixa de acúmulo e está em transição para uma tabela dinâmica de resgate de pontos (que varia de acordo com o preço em reais). Uma viagem de ida e volta para Nova York em classe executiva vai permitir o passageiro acumular entre 20 mil e 25 mil pontos Amigo, dependendo da tarifa comprada, podendo chegar a 50 mil para quem tiver status Diamond.

Já o resgate de voos nacionais da Avianca com pontos costumam custar entre 10 mil e 50 mil pontos por trecho, sendo comum achar trechos por 10 mil, o valor padrão. Há ainda promoções periódicas com trechos a partir de 4 mil pontos.

A companhia faz parte da Star Alliance. Entretanto, não é possível resgatar passagens de voos de parceiros pelo site da Avianca Brasil, como ocorre nos voos da própria companhia. É necessário ligar para o call center para ver a disponibilidade  de voos, o que dá bastante trabalho. Há ainda uma cobrança de uma taxa adicional de combustível neste tipo de emissão, o que acaba por deixar a nota da Avianca neste quesito um pouco mais baixa do que poderia ser.

Nota final

8,6

Assim que terminei de preencher o formulário já iniciamos o procedimento de descida no Aeroporto Internacional John Fitzgerald Kennedy onde pousamos às 7h06 do dia 16 de dezembro. Infelizmente não tivemos o tradicional “water salute” em virtude da baixa temperatura que, por sua vez, proporcionou imagens belíssimas.

O “hard product” (conjunto que engloba o equipamento e tecnologia embarcada) é muito bom e põe a Avianca Brasil frente a frente com os principais operadores da rota entre São Paulo e Nova York (American Airlines e Delta). Falta o wi-fi e as legendas para os filmes e séries.

Já o “soft product” (que engloba o serviço de bordo e trabalho dos comissários) é campeão, bem acima da concorrência.

Desejamos à Avianca Brasil muito sucesso na nova rota e que a competição traga melhores preços para que os brasileiros possam cada vez mais conhecer a fantástica Nova York.

João Goldmeier viajou a convite da Avianca Brasil.