Avaliação da Ethiopian Airlines

João Goldmeier 3 · abril · 2018
Econômica
EZE - GRU
507
787-8
10/03/2018

Embarque

Previsto: 21:15h
Efetivo: 21:53h

Partida

Previsto: 21:30h
Efetivo: 22:48h

Chegada

Previsto: 00:01h
Efetivo: 00:51h

A Ethiopian Airlines inaugurou no último dia 8 de março seu segundo destino na América do Sul: Buenos Aires, em voo direto que parte de São Paulo (Guarulhos). O Melhores Destinos esteve no voo inaugural e contou como foi este voo especial. Agora é a hora de saber como foi a volta, já como operação normal. Será que mudou alguma coisa?

Sobre a Ethiopian Airlines

A Ethiopian Airlines opera voos regulares para o Brasil desde 2013. Atualmente atende a 100 destinos internacionais, sendo 56 deles dentro do continente africano. No Brasil a empresa opera com modelos de fuselagem larga como o Boeing 787-8 e ocasionalmente o 777, ambos com entretenimento individual e serviço completo de refeição gratuito. Como o membro brasileiro da Star Alliance, a Ethiopian conecta passageiros a mais de 1.300 aeroportos em todo o mundo, por meio de voos de 28 parceiras internacionais.

Resumo do review

Ethiopian Airlines Voo ET-507
Buenos Aires (EZE) – São Paulo (GRU)
Sábado, 10 de março de 2018
Partida: 22:48
Chegada: 00:52
Duração: 2h30min
Milhas: 1.069
Aeronave: Boeing 787-8 Dreamliner
Assento:  17 A (classe econômica)
Destaques positivos: refeição e entretenimento individual
Pontos a melhorar: falta de wi-fi e de filmes e séries com legenda

Check-in

6,0

Check-in

A Ethiopian está utilizando Terminal B de Ezeiza para o check-in neste início de operação (há planos de mudar para o Terminal A, mais amplo e com mais posições de atendimento). Mesmo chegando cedo as filas já eram consideráveis e os funcionários tercerizados responsáveis pelo embarque não estavam familiarizados com os procedimentos básicos da cia etíope. Algo a melhorar.

Sala Vip

A utilização do Terminal B estaria justificada pela sala vip da Star Alliance, que fica neste terminal, no lado oposto ao portão 9. Porém, apesar do check-in ser feito no Terminal B, o embarque se dá no Terminal A, o que demanda uma caminhada de uns 5-10 minutos. Acaba tirando um pouco do sentido de se utilizar a sala vip. Mesmo assim a sala vip é excelente, com banheiros, chuveiro, comidas e bebidas, além de monitores de voo, tevês e muitos sofás.

Embarque

A aeronave que veio de São Paulo chegou atrasada, com isso o embarque também atrasou por cerca de 38 minutos. Nada muito grave, mas a organização das filas deixou a desejar e não foram chamadas outras prioridades de embarque além das legais.

Cabine

8,0

Os Boeing 787-8 da Ethiopian possuem 24 assentos na classe executiva, dispostos em cabine única de 4 fileiras na configuração 2-2-2 e 246 assentos na classe econômica, dispostos em duas cabines na configuração 3-3-3.

Para um “widebody” (avião de fuselagem larga) a configuração da classe econômica, onde viajei, não é ruim. Porém o espaço entre as fileiras é limitado e caso tivesse um passageiro sentado ao lado ficaria bem apertado.

Mesmo com pouco tempo em solo, entre um voo e outro, a aeronave estava limpa e arrumada, bem diferente do voo da vinda onde os passageiros que vinham de Adis Abeba permaneciam no avião, muitos ocupando vários assentos das fileiras.

Os assentos são “slimline” (mais finos) e poderiam ter um estofamento mais robusto, porém contam com o ajuste de cabeça que ajuda a encontrar uma posição confortável para dormir. Além disso as saídas de ar individuais permitem um maior conforto do passageiro.

Entretenimento

8,0

Comparado com as opções oferecidas pelas cias brasileiras que fazem a rota São Paulo/Buenos Aires (GOL e Latam) a Ethiopian está um degrau acima no quesito entretenimento de bordo. Além da revista de bordo e de uma revista com produtos Tax Free, todos os passageiros contam com telas individuais de entretenimento e fones de ouvido foram distribuídos em solo.

As telas tem um ótimo tamanho e são touchscreen. Já o controle remoto fica no encosto do braço em posição ruim, uma vez que você acaba involuntariamente apertando algum botão durante o voo. A programação tem filmes, seriados, jogos e o mapa do voo. Falta, contudo, a legenda em português nos seriados.

Não há wi-fi a bordo, porém há uma entrada USB que serve para carregar seu celular, por exemplo.

Serviço de bordo

9,0

Serviço de bordo

Outro destaque do voo foi o serviço de bordo: não estamos mais acostumados a receber uma refeição quente em rotas tão curtas, quanto menos a ter opção entre peixe e carne! E que tal uma cerveja etíope ou um vinho francês pra acompanhar? E um café etíope pra fechar a conta? Bom demais, não é mesmo?

A carne estava muito gostosa, assim como o vinho mas poderia haver uma opção de menu para os vegetarianos (como uma massa). Ah, e o café etíope confirmou a boa fama, muito bom.

Comissários e equipe de solo

8,0

O time de terra da Ethiopian é fornecido por uma empresa local contratada (tanto em Guarulhos como em Buenos Aires). Por ser uma operação nova, não estavam habituados com procedimentos comuns, como inserir um número de fidelidade, por exemplo. Isto causou filas no check-in.

Outro ponto a ser melhorado é o embarque. Deve-se se chamar primeiro as prioridades legais, depois os passageiros da classe executiva mas não se deve esquecer dos clientes com status no programa de fidelidade da cia ou com status na Star Alliance (algo que não ocorreu).

Já no ar as comissárias foram muito gentis e solícitas, oferecendo refil de bebidas a quem pediu sem fazer cara feia – ao contrário, com sorriso no rosto. Provei a cerveja etíope no voo de vinda e recomendo a experiência (onde mais, além da Etiópia que você pode encontrar tal cerveja?).

Programa de fidelidade

7,0

O programa de fidelidade da Ethiopian chama-se Sheba Miles e tem pouca utilidade para quem voa pouco com a cia aérea. Entretanto, como ela faz parte da Star Alliance, você pode creditar suas milhas em outros programas da aliança, como o Avianca Amigo.

Nota final

7,6

Para o consumidor ter mais uma opção na concorrida rota São Paulo/Buenos Aires é sempre bom, ainda mais sendo ela com um ótimo avião como é o caso da Ethiopian. Ela se junta à Qatar e Turkish como opções na rota com aviões grandes.

A Ethiopian tem um produto muito competitivo com monitores individuais de entretenimento, comida quente e bebidas alcóolicas – algo não oferecido por GOL, Latam e Aerolíneas Argentinas, por exemplo.

Este conforto faz com que o voo passe mais rápido e é algo a ser considerado na escolha da cia aérea quando o destino for Buenos Aires.

O Melhores Destinos viajou a convite da Ethiopian Airlines.

  • RABUGENTO SFQNS

    Os horários são ruins.
    A configuração da executiva até que é boa.

  • Fábio Meireles

    Faltou falar sobre os preços praticados e um comparativo com as demais cias aéreas que realizam a mesma rota.

    • João

      Fomos convidados Fábio, mas ela vem praticando bons preços desde o lançamento da rota.

      • Fábio Meireles

        Ok !

    • Rafael Barizon

      Pelo que andei percebendo é a que anda com melhores preços pra lá (tirando quando se tem promoções excepcionais)

      • Fábio Meireles

        Ahh sim !!

  • Luiz

    Os comissários falam apenas inglês? Ou há algum que fale espanhol ou português?

    • João

      Oi Luiz, eu me comuniquei em inglês então não sei te responder essa pergunta.

    • Quando viajei pela Ethiopian, logo no início da operação no Brasil, era inglês ou idioma deles mesmo.

      • mario silva

        acabei de voar e é inglês.

  • Cyssa Monteiro

    Voei com eles para a Tailândia e me surpreendi positivamente! O voo de volta foi cancelado e prontamente me relocaram em um voo da Emirates, sem nenhum custo adicional! Refeições quentes, saborosas; garrafinhas de vinho, e o café Ethíope; kit de bordo com amenidades, comissários extremamente solícitos! Recomendo!