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Fim do Red Light? Amsterdã quer reduzir turismo de sexo e drogas no centro

Thayana Alvarenga
09/06/2020 às 18:06

Fim do Red Light? Amsterdã quer reduzir turismo de sexo e drogas no centro

Amsterdã é famosa por diversos lugares, entre eles o Red Light District e seus coffeeshops de maconha, que juntos atraem cerca de 20 milhões de turistas à capital holandesa todos os anos. A cidade, como tantas outras ao redor do mundo, está trancada em quarentena para conter a pandemia de coronavírus. Quando o bloqueio terminar, porém, muitos moradores esperam que uma Amsterdã diferente seja revelada: sem bordéis com garotas seminuas nas vitrines ou tantas “cafeterias” que de cafés não tem nada, se é que vocês me entendem.

Para buscar um melhor equilíbrio entre residentes e turistas na área central da cidade, a prefeita de Amsterdã, Femke Halsema, enviou ao Conselho da cidade um plano que objetiva reorganizar as atividades no local. As medidas incluem a compra de propriedades e a limitação de licenças para garantir que o bairro ofereça mais do que variedades de maconha, prostituição e festas.

A proposta prevê a retirada de bordéis e a redução de coffeeshops do centro histórico, que seriam substituídos por residências e outros tipos de comércio, como mercearias e empresas para os cidadãos trabalharem no local. “A pandemia sublinhou a urgência de pensarmos no futuro do centro de nossa cidade”, afirmou a prefeita.

A intenção da cidade vem de antes da crise com o novo coronavírus. Em novembro, por exemplo, o conselho de Amsterdã decidiu que a cidade não vai mais usar a expressão “Red Light District” em placas, roteiros e informações a turistas, mas sim “centro da cidade” ou “De Wallen”.

Nos últimos anos, a capital da Holanda tornou-se cada vez mais voltada para atender às necessidades dos turistas, deixando pouco para os habitantes locais. As coisas ficaram tão pesadas que alguns moradores começaram a colocar fotos de si mesmos nas janelas em suas casas na Red Light com placas que diziam: “Eu moro aqui”.

Mascha ten Bruggencate, que preside o conselho do distrito central de Amsterdã, disse que quase nenhum nativo vive mais no centro. “A quarentena mostrou dolorosamente o quão pouco o lugar tem a oferecer aos habitantes locais. Meu sonho é que o centro continue a ser uma área vibrante, mas onde os visitantes são visitantes, e não o evento principal”.

Mas nem todos estão satisfeitos com as mudanças planejadas. Os bordéis legalizados da cidade sofreram um grande golpe financeiro durante a pandemia, e os proprietários temem que as novas regras da cidade possam ser a gota d’água. Masten Stavast, diretor de uma empresa que aluga vitrines para as garotas , disse que “as coisas não estão indo bem”, e também acrescentou dizendo “Vamos ser sinceros: as prostitutas precisam de turistas, e os turistas querem ver também essa Amsterdã”.

Stavast observou que restrições severas aos coffeeshops de maconha e bordéis podem levá-los à clandestinidade e ser prejudicial à economia: “Um turista pode ser inicialmente atraído pelos coffeeshops, mas essas pessoas também reservam um hotel, visitam restaurantes e fazem passeios como os de barco pelos canais”.

O aposentado Jan Dorreboom, de 81 anos e que mora no Red Light District há 45 anos concordou com Stavast: “Articulações e prostituição nas janelas fazem parte de Amsterdã; apenas viva com isso”, disse à Bloomberg.

Com a ausência de turistas devido à pandemia, muitas prostitutas que trabalham nas vitrines dos mais de 300 bordeis voltaram para suas casas majoritariamente no Leste Europeu. Hoje, aqueles que vivem por lá observam em suas câmeras de monitoramento a área iluminada com luzes vermelhas como um lugar tranquilo e seguro para viver e trabalhar.


E você, visitaria a cidade da mesma maneira se as coisas mudassem na famosa Red Light ou acha que esse é o grande diferencial de Amsterdã? Comente abaixo e participe!

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