Vulcão chileno entra em atividade novamente e ameaça aeroportos do Brasil
Vulcão chileno entra em atividade novamente e ameaça aeroportos do Brasil
O vulcão Puyehue voltou a atividade e não há previsão para que o espaço aéreo no sul do continente volte à normalidade. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a nuvem de cinzas já ameaça os aeroportos da região Sul do Brasil e os passageiros com decolagem ou pouso na área devem entrar em contato com suas empresas antes de seguir para o aeroporto. A mesma orientação deve ser seguida pelos passageiros com destino a aeroportos do Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Hoje, as autoridades argentinas determinaram o fechamento dos aeroportos de Ezeiza e o Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, por mais 30 horas. O Aeroporto de Montevidéu também está fechado.
Segundo a Infraero, até as 15 horas 35 voos internacionais (33% do total) haviam sido cancelados pela nuvem de cinzas no Brasil. O aeroporto mais afetado é o de Guarulhos, com 19 partidas (36,5%) suspensas. No aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, oito voos (30,8%) foram cancelados.
Após passar parcialmente pelo Rio Grande Sul, a previsão é que a nuvem se desloque para o oceano na noite de hoje. Amanhã (14/06), a nuvem deve se deslocar apenas sobre a Argentina e o Uruguai.
Austrália
A nuvem de cinzas não vem causando problemas apenas na América do Sul. Após percorrerem quase 10 mil quilômetros e atravessarem o Oceano Pacífico, elas chegaram à Nova Zelândia e ao sul da Austrália.
A companhia aérea Qantas cancelou nesta segunda-feira todos os pousos e decolagens da ilha australiana da Tasmânia e da Nova Zelândia. No aeroporto da cidade australiana de Melbourne, todos os voos foram suspensos pelo menos até meio-dia.
Com informações da Infraero, Anac e dos portais UOL, G1, IG e Folha de São Paulo