TAM e GOL registram prejuízos milionários no segundo trimestre

Denis Carvalho 14 · agosto · 2012

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A coisa não anda boa para o setor aéreo no mundo e o quadro não é diferente entre as companhias nacionais. TAM e GOL, as duas maiores empresas do país, registraram grandes prejuízos no segundo trimestre do ano. A TAM teve perda de R$ 928 milhões – boa parte decorrida das variações do câmbio. Já a GOL, que no primeiro semestre tomou medidas duras para a redução de custos, teve prejuízo de R$ 715 milhões e já prevê encerrar 2012 no vermelho. As demais companhias aéreas – Azul, Trip, Avianca e Passaredo – não possuem ações na Bolsa de Valores, por isso não são obrigadas a divulgar relatórios financeiros.

No caso das duas companhias, os fatores que levaram ao enorme prejuízo são as mesmas: a variação cambial, com desvalorização de 23% do real em relação ao dólar, e principalmente o aumento no preço do querosene de aviação. No caso da TAM contou ainda uma queda no lucro de seu programa Multiplus.

A maior companhia brasileira, que concluiu em junho sua fusão com a chilena LAN, havia registrado   lucro de R$ 60,26 milhões no mesmo período de 2011. A boa notícia é que as receitas totais foram de R$ 3,23 bilhões de reais, 5,8% maiores que o mesmo período do ano passado e a venda de passagens cresceu 13,3%. Outro alívio para a brasileira é que a LAN teve lucro de US$ 49,7 milhões no primeiro trimestre.

No caso da GOL, a companhia já havia registrado prejuízo no segundo trimestre do ano passado, mas ele saltou de R$ 289 milhões para R$ 715,1 milhões. Segundo a companhia, 55% de suas despesas são negociadas em dólar, por isso a disparada da moeda norte-americana trouxe um aumento gigantesco aos custos operacionais. Ainda assim, a companhia pretende ter um crescimento de até 9% no ano.

A GOL informou que conta com R$ 1,9 bilhão em caixa e que nesse trimestre iniciou  uma  “racionalização” em sua malha de voos, que teve como resultado o cancelamento de aproximadamente 130 voos diários entre a operação GOL e Webjet. A rentabilidade dos voos foi o principal fator para definir os cortes,  segundo a empresa, tendo sido os trechos longos e  os  voos noturnos os mais impactados. Com isso, a receita de passageiros por assento teve crescimento de 5,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Como dissemos, o problema não é exclusivo das duas maiores empresas da aviação brasileira. No mundo todo, companhias aéreas com décadas de mercado estão fazendo fusões com outras para tentar sobreviver no mercado. No final de 2011, tivemos o pedido de concordata da American Airlines e nos últimos meses já tivemos a falência da Pluna no Uruguai, da Aerosur na Bolívia e da Sol no Paraguai – só para ficar na América do Sul, já que muitas outras faliram pelo mundo todo. No primeiro semestre de 2012, a Lufthansa – maior empresa europeia – teve prejuízo de 168 milhões de euros. A TAP, empresa que realiza o maior número de voos entre o Brasil e a Europa, também anunciou prejuízo recentemente. Enfim, realmente não está fácil pra ninguém.

Aparentemente as empresas brasileiras estão fazendo o dever de casa, tentando reduzir os custos e ajustar suas malhas para obter mais eficiência. Porém, com os altos preços do combustível de aviação e os problemas gerados pela política cambial, essas medidas podem não ser suficientes e é possível que o governo tenha que agir para evitar o pior.

Com informações das assessorias de Imprensa da TAM e da GOL

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe