Como é assistir ao GP da Austrália de Fórmula 1 em Melbourne

Camille Panzera 19 · março · 2015

Quem acompanha o Melhores Destinos no Instagram (@melhoresdestinos), sabe que nossa editora Camille Panzera está na Austrália, visitando atualmente a cidade de Melbourne. Ela aproveitou sua passagem pela cidade para assistir ao Grande Prêmio da Austrália, evento que abre a temporada da Formula 1 e que aconteceu no último fim de semana, entre os dias 12 e 15 de março. Veja como foi a sua experiência. 

Melbourne tem um calendário cultural e esportivo cheio de atrações. A cidade sedia o Australian Open, jogos de rugby, o Grande Prêmio da Austrália, está sediando jogos da Copa do Mundo de Cricket que está acontecendo na Austrália e Nova Zelândia e várias equipes locais praticam o futebol australiano. Ela é considerada a capital do esporte na Austrália, tem uma ótima estrutura e modernos estádios como o Melbourne Cricket Ground e Docklands Stadium (também conhecido como Etihad Stadium).

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Não diria que sou uma fanática por corridas de carro, mas tendo um pai engenheiro mecânico que acorda de madrugada para assistir aos treinos e corridas da Fórmula 1. Posso dizer que desde criança estive cercada pelo assunto. Estando em Melbourne na abertura da temporada da F1, ouvi bastante gente falando a respeito do evento, vi propagandas nas ruas e a facilidade para comprar ingressos, o que tornou inevitável a vontade de ir ao GP. Sem qualquer dificuldade, comprei meu ingresso na Federation Square, a principal praça na cidade, onde foi montado um ponto de vendas nos dias que antecediam o evento.

O evento do GP da Austrália começou no dia 12 de março e foi até o dia 15. Em cada um dos dias a programação era diferente. Havia pacotes para comprar ingressos para todos os dias do evento ou para apenas um dia; optei por ir apenas no domingo, dia 15, que foi o dia da corrida. No momento da compra, o único tipo de ingresso disponível era o “general admission”, aquele em que o pessoal ocupa os gramados próximos da pista. O ingresso, na semana do GP, custou US$99.

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Os portões no domingo abriram às 10h30 e sabendo que o lugar ficaria cheio, cheguei ao Albert Park, onde acontece o GP da Austrália, logo que que os portões abriram. A chegada foi bastante fácil, havia trams gratuitos que deixavam as pessoas perto do autódromo e eu saí perto do portão pelo qual pretendia entrar no parque. O transporte de Melbourne estava bastante mudado nos dias de Grande Prêmio, alguns trams mudaram suas rotas e outras linhas iam exclusivamente para o autódromo. Às 11 horas já havia muita gente chegando, mas sem tumulto. No portão de entrada uma pessoa furava os ingressos sinalizando o uso e seguranças conferiam se as bolsas e mochilas não continham objetos proibidos, como garrafas de vidro.

gp-australia8Como eu já sabia o ponto do autódromo em que pretendia ficar, entre as curvas 11 e 12, coloquei uma toalha no gramado e por lá fiquei um tempo para garantir o espaço e depois caminhei para ver o que acontecia ao redor. Muita gente leva cadeiras, rádio, comidas e bebida. Embora haja variedade de barraquinhas de comidas e bebidas, a alimentação dentro dos parques não é barata. Para comer havia pizzas, fish & chips, sanduíches, sorvetes, frango, kebabs, etc.

gp-australia3Na programação do domingo, além do GP, havia muitas atrações, entre elas a terceira corrida da Porsche Carrera Cup, quarta corrida da V8 Supercars, desfile dos pilotos, desfile de carros antigos, aviões da força aérea australiana fazendo acrobacias que prenderam a atenção de todo mundo e um avião da Qantas fazendo manobras.

Quem não quisesse ver o que estava acontecendo nas pistas podia circular pelos gramados ao longo do parque e neles encontraria várias atividades, entre elas a corrida de segways, crianças dirigindo mini-carros, show de mágica, show de música, exposição de carros antigos e novos, desafios com o público, lojas vendendo toda sorte de produtos relacionados às escuderias, além de uma boa área gramada para relaxar. O Albert Park tem uma vista muito bonita de Melbourne e quem foi ao lugar pôde aproveitar um belo domingo de sol.

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No local em que eu estava sentada havia um morro (Brocky’s Hill), que permitia ver a pista com maior facilidade, e um telão próximo. Na hora da corrida muita gente continuava sentada, outros assistiam de pé procurando uma visão melhor. Os ingressos mais caros têm lugares reservados e uma visão boa por serem mais altos, mas o interessante de quem compra o ingresso mais em conta é que você pode se mover e assim escolher aonde prefere assistir.

Como a velocidade dos carros muda bastante de acordo com o trecho da pista, tem gente que muda um pouco o local para ver o comportamento em diferentes trechos. O parque estava cheio, mas podia-se ver os carros muito bem. Para acompanhar a corrida melhor, o ideal é ficar sempre perto de um telão ou ouvindo ao rádio.

Durante a corrida havia torcida para o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull, e muitas pessoas com camisas de suas escuderias preferidas. Mas o que falava mais alto era a vontade de ver o espetáculo, ultrapassagens e os motores em ação. O que me surpreendeu  no GP é que mesmo a corrida sendo a grande atração do evento, havia muito mais a ver e fazer. Quem não estivesse lá para ver apenas os carros, poderia aproveitar o clima descontraído, a companhia dos amigos e da família. Era como se as pessoas participassem de um enorme piquenique ou um programa diferente no domingo.

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Após o fim da corrida, a pista foi aberta ao público e quem quisesse poderia caminhar no local aonde passavam os carros, tirar fotos no grid de largada e ver (de fora) o podium, o paddock e o pit stop.

A estrutura do evento era enorme e tudo bem organizado, tranquilo, sem tumultos ou brigas. Havia seguranças, policiais, muitas barracas com as mais variadas finalidades e até protetor solar gratuito você podia pegar no stand de informações. A emoção de estar em um acontecimento tão grande e ver como funciona de perto tudo aquilo que conhecemos pela TV é indescritível. Para amantes desse esporte, é certamente uma oportunidade imperdível e, pelo menos na Austrália, bastante acessível.

E você? Já assistiu a uma corrida de Fórmula 1? O que achou? Conte sua experiência nos comentários!

Publicado por

Camille Panzera

Camille

  • Luiz Jorge Bolognesi

    Tive essa experiência em 2013

    • griiettner

      Também tive essa experiência, mas em 2006

  • Atsu

    Eu fui ver o GP de Singapura em 2012, muito legal. Obvio que F-1 é a atração principal, mas o clima e os eventos paralelos são imperdíveis e completam o espetáculo.

  • marcelo

    nossa….qual igual o gp do brasil entao…..

    • Ricieire

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… igualzinho!

    • Protetor solar de graça, realmente igual ao Brasil kkkkk

  • Cristiano

    Meu esporte favorito! Assisto às corridas e treinos, inclusive de madrugada. Sou apaixonado, por F1! Meu sonho é assistir, in loco, ao GP de Mônaco. Bem como, viajar para acompanhar toda a temporada. Parabéns pelo post. Tô numa inveja… Rsrsrsrsrs

    • Camille Panzera

      Haha, bacana, Cristiano! Quando for em Mônaco escreve seu relato pra gente! Abs!

  • Frederico Francisco

    “No portão de entrada uma pessoa furava…” juro que pensei “furava a fila????” … ahhhhhh, trauma de brazuca…. /// É por essas e outras que só vou a eventos FORA do brasil. Show de música aqui? nem pensar. Aqui ir ao maracanã, ver o sinistrão Maior do Mundo (vocês sabem qual, ah sabem…) já tenho ido pouco. // Parabéns pelo relato e pela oportunidade.

    • Cristiano

      Confesso, que pensei o mesmo sobre o “furava”…

      • Camille Panzera

        Hahaha… não tinha essa coisa de furar fila, não. Comentei das pessoas que “furavam” o ingresso porque achei um método muito simples; no Brasil costuma haver uma estrutura maior para ver se o ingresso é falso ou não. 😉

  • Manuela Czinar

    Obrigada pelo relato, Camille. Eu, como super fã de F1, senti falta de alguns detalhes, mas entendo que era a tua primeira vez. Estive 7 vezes em Interlagos, dormindo na fila no setor G. Ano passado tive o prazer de assistir à última corrida da temporada em Abu Dhabi. Apesar de ter ficado encantada com a beleza e a estrutura do local, fiquei surpresa com a falta de animação dos expectadores. Até a festa pós-GP no lindíssimo hotel Yas Viceroy que fica no meio do circuito, não foi tudo o que eu esperava. Este ano eu pensava em ir a Mônaco, mas não será possível. Penso então em Le Mans em Paris ou a própria F1 em Silverstone, Inglaterra, apesar de que provavelmente a festa não deve ser tão boa como em Interlagos. Alguém que tenha ido a algum GP no qual as pessoas interajam mais ou que tenha algum outro tipo de “diferencial” para os amantes da corrida?

  • Edgard Souza Junior

    Isto sim é um evento, as vezes que fui em Interlagos era puro sofrimento brasileiro, transpote ruim para chegar dificuldade para entrar, local ruim, banheiros quimicos de péssima qualidade, esta é a diferença entre dois mundos que vivemos…

  • Camille Panzera

    Oi, Manuela! Obrigada pelo comentário! 🙂
    Também percebi um pouco dessa “falta de animação” que você comentou, mas eu acho que pode ser da cultura de cada país mesmo… ou até do local em que se assiste ao evento. Talvez os brasileiros sejam mais calorosos, mas eu não estive no GP de SP pra saber!
    Abs!