Delta anuncia grandes mudanças no SkyMiles para 2016

Leonardo Cassol 21 · julho · 2015

A companhia aérea norte-americana Delta Air Lines anunciou que fará mudanças significativas em seu programa de fidelidade, o SkyMiles, a partir do próximo ano. A Delta será a primeira das três maiores companhias aéreas dos Estados Unidos (American, Delta e United) a substituir a tabela fixa de resgate utilizada atualmente pelo sistema de precificação conforme a demanda, onde a empresa terá grande flexibilidade para determinar a quantidade de milhas necessárias para a realização de cada voo, utilizando, para isso, critérios como a ocupação do voo, a origem x destino, entre outros, da mesma maneira como ocorre na tarifa em dinheiro.

O novo critério que será adotado pela Delta não é novidade entre os brasileiros, pois é semelhante ao adotado atualmente pelo Smiles e pelo TAM Fidelidade / Multiplus, onde a quantidade de milhas para voar pode variar a todo momento. 

A justificativa para a mudança é que o novo modelo será mais eficiente, já que hoje rotas mais disputadas ou mais longas exigem a mesma quantidade de milhas para um bilhete prêmio do que rotas de curta duração ou com menor demanda, prejudicando alguns consumidores e favorecendo outros.

O que chama atenção é nada garante que a Delta não irá aproveitar a mudança para fazer um aumento generalizado dos valores de resgate em milhas, como já ocorreu com outras companhias que fizeram o mesmo movimento. É um modelo bem mais complexo, que dificulta a fixação de uma referência de preços em pontos pelos passageiros.

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Sem entrar em detalhes, a Delta se limitou a dizer que a mudança não afetará a maior parte dos seus voos e que permitirá aumentar a disponibilidade de assentos com milhas. Ressaltou ainda que, com o novo modelo, voos curtos que hoje custam 12.500 milhas poderão ter seus valores reduzidos para 7.500 milhas, por exemplo (atualmente, o SkyMiles já trabalha com uma variação da tabela fixa, oferecendo alguns trechos por 10.000 milhas). E, da mesma maneira, voos com alta taxa de ocupação terão seus valores aumentados.

Outra novidade antecipada pelo porta-voz da Delta, Anthony Black, é a possibilidade de realizar upgrades de classe apenas utilizando milhas. Esse novo tipo de upgrade poderá ser realizado no momento da reserva. Mas as regras ou a quantidade de milhas necessárias ainda não foram informados.

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Novas mudanças no SkyMiles são esperadas e devem ser anunciadas nas próximas semanas, com vigência a partir de 2016. É possível também que esse movimento seja seguido pela United e pela American Airlines, apesar de não haver nada de concreto anunciado até o momento. No Melhores Destinos você acompanha todas as mudanças, com uma análise dos desdobramentos e consequências para os membros de cada programa de fidelidade.

E você, o que achou da mudança? Vale a pena pagar mais caro para poder ter uma disponibilidade irrestrita de assentos com milhas, como acontece no Brasil? Ou é melhor ter uma tabela fixa, que limita o valor cobrado pelo programa de fidelidade, mas também os assentos disponíveis para resgate? Comente e participe do debate!

Com informações da NBC News

Autor

Leonardo Cassol - Editor Editor e especialista em programas de fidelização do Melhores Destinos.
  • Cleber Rosa

    SkyPesos: cada vez pior.

  • Leandro L

    Acho peculiar que o mercado brasileiro já utilize há anos o sistema de precificação dinâmica e passe dificuldades, enquanto lá fora utiliza-se o tradicional preço fixo e mantenha-se estável.
    Coisas do Brasil. :/

    • Thiago Castro

      Mas agora as coisas vão mudar por lá. Não entendi seu raciocínio.

  • João Rodrigues

    Parece mais justo que no caso do Multiplus porque, na Delta, ganha-se milhas calculadas em cima do valor pago pela passagem. Já na TAM, não importa se você viaja de São Paulo pro Rio de Janeiro ou pra Manaus, vão ser sempre as mesmas 500 milhas (na tarifa básica).
    Aí é meio injusto ter uma tabela flexível pra resgates se é rígida pra acúmulos, né?

  • Tarcísio Medeiros

    Bem, não sabemos como irá ficar lá fora, mas aqui no Brasil essa flexibilização acredito que tenha passado dos limites.
    Milhas ao meu ver, mesmo deixando de lado o conceito de programa de fidelização, mas de pontuação, deveria oferecer uma cotação semelhante a de passagens aéreas, para que desta forma quando se obtivesse pontos, tivéssemos já pagando parte de outra. Mas o que venho notado é exatamente o contrário.

    Utilizando como base o Smiles e o LifeMiles que são os que mais acompanho, o preço das milhas são MUITO mais caros que as passagens. Atualmente sem ser promocional, uma passagem REC – SAO está saindo no valor mínimo 26.000 milhas, que pela cotação normal sairia a R$ 1900. Mesmo que você tenha os teóricos 50% de desconto, sairia a quase R$ 1000. Isso ainda continua MUITO mais caro do que uma passagem pagando por dinheiro. A mesma coisa acontece com o LifeMiles, além da dificuldade de achar preços bons, São Paulo – Bogotá (que é hub da Avianca), sairia a apenas U$ 900 + taxas pela cotação normal de milhas. Uma pra Miami, U$ 1350 + taxas. um valor altíssimo para quem vê promoções com até menos de 1/4 desse preço.

    • Leonardo BH

      Concordo que as tarifas em milhas estão inflacionadas, principalmente no Smiles mas só um detalhe: você não pode usar o preço das milhas que o programa de milhagem usa para te vender as milhas como referência, esse preço sempre é muito alto e serve somente para quem precisa completar um saldo para uma emissão. O correto seria comparar com o preço das milhas no mercado paralelo, esse preço é ajustado exatamente por essa flutuação das tarifas com milhas x tarifa com dinheiro.

      • Tarcísio Medeiros

        Mas Leonardo, a diferença é absurda até demais, mesmo nesse caso que você citou. Volto a citar o exemplo de REC – SP que é um trecho que tenho mais experiência, o preço dela é aproximadamente R$ 450~R$ 550 com antecedência sem promoção. Em milhas, O MÍNIMO (sem ser promocional), é de 26.000 milhas. Se a pessoa já tiver 20.000 (ou seja, 77% do necessário) , precisaria de mais 6 pacotes, totalizando R$ 420, praticamente o preço da passagem. Você não acha que pagar 90% do valor da passagem quando se tem mais de 3/4 das milhas necessárias um valor completamente desproporcional? E cito isso um trecho que tem diversos vôos, pra um destino comum. Há trechos para o norte que pode sair mais de 50.000 milhas.

        Recentemente até recebi um código pra comprar com 70% de desconto, mas até assim eram apenas pouquíssimas passagens que saiam mais baratas que pagar em dinheiro. E ainda assim, diferença de aprox. 10% apenas.

        Ou seja, atualmente, principalmente com a indefinição quanto as passagens da Aerolineas que eram as únicas que ainda valiam a pena, não vejo mais motivos para se manter no Smiles. O Club Smiles só em algumas situações é vantajoso, e o Smiles em termos de promoção foi muito pior que o Multiplus e TudoAzul…

        • Leonardo BH

          Por isso que falei que comprar milhas do programa de fidelidade só vale pra completar um saldo mas quis dizer mil ou 2 mil milhas no máximo. Nesse seu exemplo com 20 mil e o trecho por 26 mil o melhor é não usar as milhas nesse trecho, aguardar uma outra oportunidade. Pelo que você falou desse trecho custar R$450 ou 26 mil milhas então ele não vale a pena com milhas. Tem trechos que essa relação é mais favorável. Esse é o problema da tarifa em milhas flexível. Bons tempos de TAM Fidelidade onde o trecho doméstico era 10 mil com pelo menos 1 semana de antecedência ou 15 mil com menos de 1 semana!

          • Tarcísio Medeiros

            Mas então, essa relação infelizmente é o de quase totalidade das passagens.
            As passagens de trecho curto mesmo já custam aproximadamente R$ 70 com antecedência. A menos que numa situação extrema de emergência (e de crise financeira) que valeria a pena pagar isso por pacote de 1.000 milhas. Eu estou analisando aqui na minha cabeça tanto de trechos curtos, como médios, longos e internacionais e são realmente exceções os casos que valem a pena. E para exceções, eu acho melhor contar com as promoções, como já teve até pra Europa por R$ 300…

  • Guilherme

    Boa sorte pra Delta…

  • pipamenezes

    Vamos ver se o Smiles vai diminuir a pontuação para emitir trechos da Delta. Voei duas vezes ao USA por 32.500 milhas na executiva por trecho.

  • Mariana Ribeiro

    O que complica e’ o fato da Delta agora pedir menos milhas para rotas que ninguem quer ir, exemplo: Montana e Idaho. Com certeza ela vai aumentar a quantidade de milhas para as rotas mais populares: NY e Europa. O melhor mesmo e’ pesquisar voos e sempre comprar o mais barato e esquecer juntar milhas diretamente com as cias aereas.

  • Orem B. Hartuing

    Claro que a mudança é para pior, do ponto do vista do consumidor. Sempre é.

  • Marcos

    Porque não conseguem fazer uma mudança sem alterar a tabela de preços?