Air New Zealand planeja voos diretos para o Brasil com novos A350 ou Boeing 777

Bruna Scirea 24 · agosto · 2017

Boa notícia: pode ser que em um futuro não muito distante a Air New Zealand comece a operar voos diretos entre o Brasil e a Nova Zelândia. A companhia aérea neozelandesa anunciou que pretende comprar novos aviões Airbus ou Boeing para voos de longas distâncias que teriam como destino a costa leste da América do Norte e a costa leste da América do Sul. As informações são da agência de notícias Reuters.

As novas aeronaves Airbus A350 ou Boeing 777X substituiriam pelo menos oito aviões do modelo 777-200 da frota da companhia – e permitiram que a companhia realizasse voos diretos para destinos como Nova York e Brasil.

A Air New Zealand opera desde 2015 voos entre Auckland e Buenos Aires. Existe ainda a possibilidade de esta rota ser estendida, permitindo que a companhia também vendesse passagens do Brasil para a Argentina, como hoje já fazem empresas como a Emirates, a Qatar e a Turkish Airlines.

Vale lembrar que desde 2015 a companhia tem autorização para operar no Brasil, mas os voos ainda devem demorar: a previsão de entrega para as novas aeronaves é 2021.

Enquanto não podemos voar direto com a companhia para Auckland, vale imaginar como será a nova rota: confira nossas avaliações da Air New Zealand na executiva e na Premium Economy, ambas no moderno Boeing 787 que faz a rota de Buenos Aires a Auckland.

Autor

Bruna Scirea - Editora
  • Egon Massahiro Kutomi

    Boa notícia, ainda que demorada. Sempre me perguntei por que nunca havia voos diretos entre o Brasil e Austrália/Nova Zelândia, uma vez que os voos mais longos do mundo excedem 16 horas…

    • Bruno Bastos

      Resposta mais simples do mundo: custo/benefício.

  • Gilberto

    Essa triangulacao seria uma boa tanto para os passageiros quanto a companhia,mas acho que o modelo que devem utilizar no comeco, ate pra testar o mercado, eh fazer a rota nonstop ate Ezeiza e depois prosseguir pra Guarulhos e repeti-la na volta. Dependendo da busca, ai a companhia decidira ou nao implantar voos nonstop na rota Auckland – Sao Paulo. Um beneficio que sera trazido eh o aumento da conectividade da malha da Star Alliance na America do Sul,pra quem vem ou vai para a Oceania, uma vez que na Argentina nenhuma companhia aerea pertence a esta alianca, enquanto em Guarulhos teria a Avianca pra atender uma possivel demanda.

    • Ricardo

      O problema desse tipo de triangulações em vôo tão longos é a escala de trabalho das tripulações, limitada por lei. Por exemplo, eu imagino que as tripulações da Turkish ou da Qatar dormem em São Paulo ao chegar de Istambul ou Doha, logo fazem ida e volta a Buenos Aires, dormem novamente em São Paulo e daí voltam a seus países. Se fizer triangulações complica tudo e aumentam os custos, teriam que montar uma base nova. Não tem problema quando os vôos são mais curtos.

      • Gilberto

        Tem razao, nao tinha pensado neste ponto de vista, a logistica da tripulacao tem que ser levada em conta, Mas, so algo a acrescentar, todo voo intercontinetal que chega no Brasil, tem outra tripulacao descansada para dar continuidade no caminho de volta. Eu aposto que a tripulacao que opera os voos sul americanos destas cias citadas sao estabelecidas na propria america do sul e eventualmente servem de back up para o voo intercontinental em casos de necessidade. Concordo tambem que a rota mais curta, caso nao tenha como abrir mao de conexao, eh mesmo via Santiago pra Nova Zelandia.

        • Ricardo

          Oi Gilberto. Geralmente não, não há tripulação local. Nesse tipo de vôo, o tripulante chega à São Paulo, descansa, faz a perna a Buenos Aires e volta a São Paulo, descansa e daí volta a seu país de origem.

  • Fabio

    O destino eh top. Mas a cia foi uma decepcao.

    • Alfredo Ferreira

      Conte nos sua experiencia, Fabio