Beliche no avião? Projeto de bancos promete espaço para deitar e distanciamento na classe econômica

Thiago Ibrahim
Thiago Ibrahim
23/06/2020 às 5:01 - atualizado em 28/08/2020

Beliche no avião? Projeto de bancos promete espaço para deitar e distanciamento na classe econômica

Em meio à discussão sobre distanciamento social, diversas empresas se dedicam a desenvolver soluções que tornem as viagens de avião mais seguras, dentre elas, a porto-riquenha Zephyr Aerospace LLC, que desenvolveu uma proposta arrojada para o interior das aeronaves em voos comerciais. Conheça mais sobre o Zephyr Seat!

Segundo a Zephyr, desde a década de 1970 não há uma mudança nos assentos de classe econômica nos aviões. Os assentos são fixados na vertical, não permitindo aos passageiros dormirem confortavelmente, por serem forçados a ficar muito tempo numa postura não natural, prejudicial à saúde.

A alternativa que existe hoje é pagar por um upgrade para a classe executiva, o que não é uma opção viável para a maioria dos passageiros pelo custo. Mesmo a econômica premium, oferecida por algumas companhias, oferece apenas alguns centímetros a mais para as pernas, sem o benefício de viajar deitado.

A empresa afirma que 70% dos passageiros trocariam todas as vantagens oferecidas pela classe executiva, como embarque prioritário, despacho de bagagem e refeições, apenas pelo benefício de viajar deitado e poder dormir durante o voo. Assim nasceu a ideia do Zephyr Seat.

Ele promete oferecer aos viajantes mais conforto e uma “cabine” individual, que permitiria o distanciamento social para a classe econômica. A empresa criou um site de financiamento coletivo para que pessoas possam investir no projeto, a partir de $100.

Conheça o Zephyr Seat

O conceito visa disponibilizar aos passageiros da classe econômica a possibilidade de viajar deitados, sem ter que pagar um preço exorbitante. O assento desenvolvido pela Zaphyr é mais amplo e cria um ambiente completamente privado, que oferece distanciamento social e versatilidade de uso, permitindo ao passageiro sentar-se com as pernas esticadas ou deitar-se, em cabines individuais, bem semelhante aos assentos-cama de algumas classes executivas.

Outra promessa da empresa é que os assentos poderiam ser empilhados, bem ao estilo beliche, o que permitiria às companhias oferecer mais conforto aos clientes mantendo a mesma densidade das aeronaves atuais. A solução para o acesso dos passageiros de cima, seria uma escada retrátil, que deslizaria e e recuaria quando não estivesse sendo usada.

Com esse conceito, a empresa aposta na nova demanda por distanciamento e privacidade dentro dos aviões gerada pós pandemia da Covid-19, quando o mundo se dedica a estudar maneiras de aumentar a sensação de segurança para que as pessoas possam viajar mais tranquilas.

A empresa também afirma que seu modelo de assentos pode ser customizado para todas as companhias e tipos de aviões, independente do fabricante ou idade da aeronave. Afirma ainda que já está em conversa com companhias aéreas como British Airways, Lufthansa, Delta, Air New Zealand, Qantas e Japan Airlines, além de fabricantes de assentos e aeronaves com o objetivo viabilizar o projeto.

Seria essa a solução definitiva?

Essa é uma dentre as muitas soluções que já foram apresentadas, e apesar de o site da Zaphyr afirmar que está conversando com companhias aéreas, sabemos que uma mudança tão drástica depende de inúmeros fatores e estudos.

Não é certo sequer que o assento atenda às normas internacionais de segurança a bordo, que estipulam tempos máximos de evacuação de passageiros em caso de emergência.

Mas é bom sonhar que um dia possa ser possível voar na classe econômica com mais conforto, afinal, todo mundo é filho de Deus.

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E você? O que pensa a respeito desse novo conceito? Você pagaria um pouco mais caro para ter privacidade, distanciamento social e poder dormir mais confortavelmente na classe econômica? Comenta aí!

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