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Combustível e demanda fraca levam companhia estreante do Canadá a cortar voos em São Paulo

Mateus Tamiozzo
10/06/2026 às 17:07

Combustível e demanda fraca levam companhia estreante do Canadá a cortar voos em São Paulo

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A crise em torno dos preços do combustível de aviação e demanda reduzida de passageiros fez a companhia aérea WestJet diminuir a operação prevista entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e Calgary, no oeste do Canadá. Se antes a estreia estava marcada para 8 de novembro, a primeira decolagem só acontecerá em 15 de dezembro.

Além disso, a rota, que é sazonal e seria encerrada em meados de abril, agora segue apenas até 15 de fevereiro. Não há redução, porém, no número de frequências: serão três semanais, todas operadas pelo Boeing 787-9, equipados com 20 assentos – apenas 16 na classe executiva (layout 1-2-1), 28 em premium economy (layout 2-3-2) e 276 na econômica (3-3-3).

Rota Saída Chegada Frequência
Calgary-São Paulo 22h45 14h35 Terça, quinta e domingo
São Paulo-Calgary 19h40 6h15 Segunda, quarta e sexta

Em nota ao Melhores Destinos, a WestJet confirmou o corte e disse que a mudança ocorre por uma “combinação de fatores que atualmente afetam a indústria da aviação, incluindo os custos de combustível e uma demanda mais fraca”.

A empresa destacou, ainda, que continua “comprometida em oferecer conectividade para a América do Sul” por meio de parceiros de interline e codeshare que atualmente atendem o Brasil.

Ainda segundo a WestJet, todos os passageiros impactados já foram informados sobre a mudança e receberam opções de remarcação de suas viagens.

WestJet tem parceria com a Latam

A parceria que a WestJet mencionou em seu posicionamento oficial é com a Latam. As empresas já mantêm uma aliança para vender passagens para destinos que não operam diretamente.

Com os novos voos para São Paulo, a aérea canadense quer chegar a mais de 30 destinos por meio da rede de voos da aérea brasileira, incluindo LimaSantiagoBuenos AiresRio de Janeiro e Montevidéu.

Esse tipo de iniciativa é comum e esperada no lançamento de algumas rotas. Em determinadas circunstâncias, um voo sem conectividade pode não se sustentar em termos de demanda e retorno financeiro. Isso leva as empresas a buscar parceiros para ampliar a capilaridade e aproveitar passageiros de outras rotas para alimentar o voo “principal” – e vice-versa.

Mateus Tamiozzo

Mateus Tamiozzo

Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.

Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!

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