GOL aproveita crise na Pluna e anuncia voo direto de São Paulo a Montevidéu

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Publicado 6 · jul · 2012       21:44Atualizado 7 · jul · 2012

Rei morto, rei posto. Bastou a Pluna divulgar a suspensão de suas atividades por tempo indeterminado para a GOL anunciar um voo direto entre São Paulo e Montevidéu, rota onde a uruguaia mais operava. os novos voos serão diários e terão início no dia de 15 de agosto, afirmou a companhia por meio de sua assessoria de imprensa nesta sexta-feira

Atualmente, todos os voos da GOL entre Guarulhos e a capital uruguaia fazem escala em Porto Alegre (RS). A GOL afirma, entretanto, que a decisão de um voo direto do maior aeroporto do País a Montevidéu é parte da reestruturação da malha da companhia e não está relacionada ao fim das operações da uruguaia Pluna.

O novo voo sairá de São Paulo todos os dias às 10h25 e partirá de Montevidéu às 14h10, também diariamente. Na quinta-feira, o governo do Uruguai decidiu encerrar as operações da Pluna, que anunciou a suspensão de todos os voos nesta sexta-feira diante dos sérios problemas financeiros que enfrenta.

A alteração, no entanto, vai afetar os gaúchos, que passarão a ter somente um voo para Montevidéu por dia. A leitora Franciele Maboni, por exemplo, tinha passagens no voo que será alterado e foi surpreendida com a mudança: “Fomos fazer a marcação de assentos e nos deparamos com essa situação: os voos que compramos não existem mais na GOL”.

O Estado uruguaio é o único administrador da Pluna desde meados de junho, quando o fundo de investimento que detinha 75% da companhia abandonou sua participação após se negar a capitalizá-la. Uma agência estatal controlava a fatia de 25 por cento restante.

De todo modo, a notícia é excelente para os brasileiros, já que a Pluna era a companhia internacional que mais voos operava no País, especialmente para o Uruguai. Agora à noite, a Anac também divulgou comunicado informando que se a Pluna não retomar em breve seus voos poderá ter a licença para operar no Brasil cassada. Segundo a agência, a multa por cada passageiro não atendido é de R$ 4 mil, chegando a R$ 360 mil por voo cancelado.

Com informações da revista Exame e Anac e dica dos leitores Igor Parreira, Franciele Maboni, Bruno Valverde e Eduardo.