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Embarcamos no primeiro voo do Boeing 787 Dreamliner da Ethiopian para o Brasil. Confira como foi!

Denis Carvalho
02/07/2013 às 16:26

Embarcamos no primeiro voo do Boeing 787 Dreamliner da Ethiopian para o Brasil. Confira como foi!

Ele chegou. Após meses de espera o Brasil finalmente está no grupo de países com rotas operadas com o Boeing 787-800 Dreamliner, considerado o avião comercial mais avançado do mundo. O jato da Ethiopian Airlines chegou ontem pela primeira vez ao Rio de Janeiro de onde seguiu para São Paulo e retornou a Addis Abeba após passar por Lomé, no Togo. A companhia acredita que a nova rota vai mudar drasticamente o fluxo de passageiros entre Brasil e países da África Ocidental. E mais: aposta que os brasileiros a utilizarão em voos para demais países africanos, Oriente Médio e Ásia. (Saiba mais aqui) A convite da Ethiopian e da Aviareps, parceira comercial  da companhia no Brasil, o Melhores Destinos acompanhou ontem a chegada do 787 ao Aeroporto do Galeão e fez o trecho inaugural do Rio a São Paulo no mais novo avião da Boeing.

voo-dreamliner

O 787 foi lançado em 2004 e começou a voar comercialmente em 2011, operado pela All Nippon Airways. No início deste ano, uma série de incidentes com o modelo fizeram com que suas operações fossem suspensas no mundo todo por três meses até que a Boeing resolvesse um problema em suas baterias. De volta aos ares, o Dreamliner voltou a brilhar, com encomendas de inúmeras companhias aéreas do mundo todo.

O título de avião mais moderno do mundo se deve a  uma série de fatores, como o uso de materiais mais eficientes (compósitos) na construção e o consumo de combustível 20% menor que os concorrentes. O jato se destaca ainda pelas novas tecnologias adotadas, design e motor. Assim, mesmo consumindo mesmo, ele alcança a velocidade Mach 0,85, uma das mais altas da atualidade. E isso ficou claro na chuvosa noite de ontem, quando o Dreamliner  da Ethiopian surpreendeu a todos ao aterrissar no Galeão quase duas horas antes do previsto.

Boeing 787 Dreamliner no aeroporto Galeão

Boeing 787 Dreamliner no aeroporto Galeão

Por fora o 787 enche os olhos. Suas linhas são arrojadas, mas com harmonia e elegância. A pintura original da Boeing em tons de azul ressalta essas linhas, mas mesmo o branco da Ethiopian vestiu bem a aeronave. O formato do bico e as janelas frontais são bem característicos do modelo e tornam seu design marcante.  O mais impressionante, porém, é o formato inovador das asas. Vistas da janela, são diferentes de qualquer outro modelo.

 

Por dentro do 787

O Dreamliner não é um gigante dos ares, mas tem porte médio, com capacidade para até 250 passageiros e alcance de até 15.200 quilômetros. Ao entrar na aeronave, a comparação com o Boeing 777, seu irmão maior e mais velho é inevitável. As primeiras diferenças, contudo, são logo notadas. As janelas são maiores ( 25 cm de largura e 45 cm de altura) e contam com um sistema inovador de cromatismo que substitui as persianas. Por meio de um botão é possível deixá-las totalmente transparentes ou opacas, com interessantes níveis intermediários muito úteis em voos diurnos. O vidro escurece com rapidez, mas clareia gradualmente.

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Outra novidade do 787-800 são os bagageiros, com volume 30% maior que o convencional. De fato o compartimento é bem grande, sendo até difícil seu fechamento. Quando está aberto, o passageiro precisa abaixar a cabeça para entrar na fileira. Outra novidade muito aguardadas, mas que não pode ser vista, é o novo sistema de circulação de ar externo e umidificação da cabine, que promete reduzir consideravelmente o cansaço durante voos longos. A iluminação Sky interior funciona muito bem, deixando o ambiente do jato agradável.

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Poltrona e conforto

A Ethiopian configurou seus 787 com duas classes: executiva e econômica. A classe executiva conta fileiras de seis poltronas  2 – 2 – 2, enquanto na econômica há nove assentos por fileiras, configurados no padrão 3 – 3 – 3. Todas as poltronas oferecem sistema de entretenimento individual com programação on demand, sendo que as telas da executiva, como de costume, são bem maiores. A poltrona da classe superior oferece controle para ajuste de posição, mas na posição de cama o passageiro não chega ficar totalmente na horizontal.

Boieng-787-executiva

Na econômica, a novidade é um pequeno centro de controle no braço da poltrona, com comandos para o sistema de entretenimento, luz de leitura e até para chamar a comissária de bordo. A localização é prática para quem reclina a poltrona, mas pode ser inconveniente em alguns casos, pois basta apoiar no braço para que sua luz acenda sem querer. As telas também são touch, permitindo acessar a programação das duas formas. O sistema de entretenimento em si não é dos melhores, pelo menos para nós brasileiros. Há poucas opções de filmes, e a maioria são africanos ou asiáticos. O mesmo ocorre com as opções musicais.

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O espaço oferecido pela Ethiopian é razoável e a inclinação da poltrona também. Pode não ser a melhor poltrona de econômica do mundo, mas é o suficiente para um mínimo de conforto enquanto se cruza o Oceano Atlântico rumo à África. Os tecidos e cores foram bem escolhidos, mas o fato do avião ser novo ajuda bastante na boa impressão inicial.

Decolando

Voltando ao voo, a Ethiopian preparou um coquetel para convidados e passageiros no Galeão, com direito a sambistas e mulatas. Só não contava com a chuva, que além de estragar o “batismo” da aeronave causou um atraso de quase 2 horas e meia na decolagem, após um avião da TAM ter escorregado na pista. Previsto para às 21h45 , o Dreamliner só alinhou na pista na madrugada de terça, à 0h10.

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Logo ao pegar velocidade,  chama a atenção o baixo nível de ruído. Mesmo nas últimas fileiras da classe econômica, há muito menos ruído do que outros modelos como 777 ou 737. Além de bonito,  formato das asas e do corpo dão ao 787 uma ótima estabilidade. Enquanto no voo de São Paulo ao Rio o 737-800 da GOL sacolejou com gosto levando os jornalistas, a viagem com o Dreamliner foi suave e tranquila. Mesmo com o porte diferente das aeronaves e condições climáticas terem mudado um pouco nas horas que passamos no Galeão, a diferença foi enorme.

 

 

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O sistema de iluminação também funcionou perfeitamente, sobretudo nas transições que foram mais suaves que a habituais. Como o voo era curto, de apenas 50 minutos, não foi possível conferir todas as possibilidades do Sky Interior no B787, mas a pequena mostra deixou claro que em m voo noturno o sistema faz bastante diferença.

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Com relação à Ethiopian, as comissárias tiveram pouco trabalho nesse trecho final de voo, mas foram simpáticas o tempo todo – mesmo com o comportamento pouco convencional de alguns fotógrafos convidados para a demonstração. Sim, para os aficionados por aviação o primeiro voo pra valer do Boeing 787 em terras brasileiras foi uma ocasião única, cujo brilho nem mesmo os contratempos e atrasos puderam tirar!

2011

 

 

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