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Fim do PCR? Novos testes rápidos de covid podem ajudar no retorno das viagens internacionais

Leonardo Cassol
31/03/2021 às 11:09

Fim do PCR? Novos testes rápidos de covid podem ajudar no retorno das viagens internacionais

Uma nova geração de testes de antígenos podem ajudar na retomada do turismo internacional. Pelo menos essa é a aposta da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), que voltou a pedir aos governos que aceitem e adotem esse tipo de exame como requisito de entrada de viajantes internacionais.

Os testes de antígeno também são feitos com material coletado da nasofaringe (com o mesmo cotonete do PCR). Mas o diferencial é que o resultado sai quase na hora, em cerca de 15 minutos. No começo da pandemia, alguns exames rápidos de sorologia (feitos com gotas de sangue) foram criticados por entidades médicas e científicas por apresentarem um alto índice de falhas, que poderia chegar a 50%. Mas a tecnologia evoluiu e os testes com antígenos já mostram resultados tão precisos quanto o RT-PCR, exame mundialmente aceito e recomendado para identificar a Covid-19.

Uma pesquisa desenvolvida pelas consultorias especializadas Oxera e a Edge Health revelou que os melhores testes de antígenos apresentam resultados confiáveis com um custo 60% menor. “O teste de antígeno BinaxNOW, por exemplo, falha em apenas 1 caso positivo a cada 1.000 viajantes, com base em uma taxa de infecção de 1%.”, destacou a pesquisa apresentada pela Iata.

De acordo com a entidade, a exigência de testes está fragmentada. “Hoje cada país tem suas regras, o que confunde os viajantes. Além disso, muitos governos não autorizam o uso de testes rápidos de antígeno. Se o PCR for a única opção, a retomada será ainda mais árdua e lenta, devido ao seu alto custo e dificuldades para serem realizados”, destacou Alexandre de Juniac, diretor geral da Iata.

“A retomada da aviação internacional vai contribuir para a recuperação econômica necessária à crise da covid-19. Juntamente com as vacinas, os testes vão desempenhar um papel essencial para garantir aos governos a confiança de reabrir suas fronteiras aos viajantes”, concluiu Juniac.

Os Estados Unidos e a União Europeia já aceitam oficialmente a testagem de antígeno, mas ainda não permitem que estrangeiros ingressem em suas fronteiras apenas com um teste negativo.

Será que o teste de antígeno vai virar um requisito para viagens internacionais, se tornando uma nova etapa nos procedimentos do check-in e/ou do controle de passaportes em viagens internacionais? Vamos acompanhar!

Com informações da Iata (disponível somente em inglês)


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