Mais um custo? Governo dos Estados Unidos propõe taxa para modernizar controle de tráfego aéreo
Mais um custo? Governo dos Estados Unidos propõe taxa para modernizar controle de tráfego aéreo
Incidentes recentes nos Estados Unidos levaram o secretário de Transportes do governo norte-americano, Sean Duffy, a propor uma nova taxa – a ser paga pelos passageiros – para modernizar os sistemas de radar e comunicações usados pelos controladores de tráfego aéreo do país.

A ideia é que o valor seja parecido com a “September 11 Security Fee” (Taxa de Segurança 11 de Setembro, em tradução livre), que hoje custa aos passageiros US$ 5,60 (cerca de R$ 27 na cotação de hoje) por trecho. A arrecadação é destinada a financiar as operações da TSA (Transport and Security Administration), que cuida da segurança de aeroportos.
Não há, porém, qualquer definição concreta neste momento sobre essa taxa. Se aprovada, a nova cobrança poderá, por exemplo, aparecer no preço final da passagem aérea. A discussão sobre esse custo extra surge no momento em que viajar tende a ficar cada vez mais caro por conta da guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos, Irã e Israel diretamente.

Um imposto extra pago pelos passageiros ajudaria o governo a reduzir a dependência da aprovação de verbas no Congresso.
Basta lembrar do caso do Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês), cujo orçamento ficou paralisado por conta da falta de acordo com os parlamentares. A questão só foi resolvida no fim do mês passado, o que deixou o DHS sem dinheiro por mais de 70 dias.
Proposta também coincide com novo controle de tráfego aéreo

A proposta do secretário, além da série de incidentes recentes, coincide com o plano da Federal Aviation Administration (FAA, equivalente à Anac no Brasil) de expandir contratações de controladores aéreos – o país estaria enfrentando uma falta de até 3,5 mil profissionais qualificados. Por outro lado, a FAA pretende atualizar seus sistemas de controle de tráfego aéreo até 2028.
“Nós usamos esses métodos de comunicação realmente antigos. Nós deixamos esses equipamentos se deteriorarem, e não os atualizamos”, disse Duffy.
A implementação dessa nova taxa depende de aprovação do Congresso dos Estados Unidos. Ou seja, para além das batalhas orçamentárias, uma nova briga pode começar nos corredores do legislativo norte-americano. Se validada, criará um fluxo financeiro estável por meio do bolso dos passageiros.
Com informações do portal The Travel
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Mateus Tamiozzo
Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.
Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!