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Taxas de embarque em 2026: veja quais aeroportos têm as maiores e as menores tarifas

Mateus Tamiozzo
16/01/2026 às 19:50

Taxas de embarque em 2026: veja quais aeroportos têm as maiores e as menores tarifas

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Com mais um ano pela frente e milhões de brasileiros passando pelos aeroportos nacionais, as administrações dos terminais devem obter arrecadações recordes com taxas de embarque. É uma receita bastante importante para os aeroportos, que usam o dinheiro para manter as operações de pé, embora não seja a única.

Em média, a tarifa doméstica está atualmente em R$ 48,81 por passageiro, enquanto a internacional está em R$ 86,42. Os valores consideram 30 aeroportos pesquisados pelo Melhores Destinos – os maiores de cada capital, mais Guarulhos e Campinas – no dia 15 de janeiro de 2026.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a taxa de embarque é a única paga pelo passageiro para utilização dos aeroportos brasileiros. O órgão explica que a finalidade da cobrança é “remunerar a prestação dos serviços, instalações e facilidades necessários aos procedimentos de embarque e desembarque de passageiros e bagagens”.

Como você já deve saber, a tarifa de embarque está inclusa no preço total da passagem e é exibida de forma discriminada no momento da compra. É um valor cobrado pela empresa aérea antes do voo para facilitar o embarque e é repassado posteriormente aos aeroportos.

embarque viva air guarulhos

A Anac estabelece seis tipos de tarifas aeroportuárias, conforme a lista abaixo. Segundo a agência, essas taxas representaram 1,4% dos custos de operação de um voo em 2024.

  • Tarifa de embarque;
  • Tarifa de conexão;
  • Tarifa de pouso;
  • Tarifa de permanência;
  • Tarifa de armazenagem da carga importada e exportada;
  • Tarifa de capatazia da carga importada e exportada – refere-se a atividades que envolvem a movimentação de mercadorias no aeroporto.

Quais são os aeroportos com as taxas de embarque mais caras em 2026?

Como explicamos no começo do post, nosso levantamento contempla o maior aeroporto de cada capital brasileira e de Guarulhos e Campinas. A taxa de embarque doméstico mais cara foi observada no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, a R$ 62,62. A tarifa mais baixa, por outro lado, está em Cuiabá, a R$ 29,25.

Vale ressaltar, porém, que o aeroporto da capital mato-grossense tem um programa de incentivo tarifário que derruba esse valor em 40%. Desconsiderando Cuiabá, a taxa mais baixa de embarque doméstico pertence a Campinas, a R$ 31,94.

Quem viaja para fora do Brasil encontra em Porto Alegre a taxa de embarque mais cara, a R$ 111,05. Por outro lado, Campinas tem a tarifa mais baixa, a R$ 56,52.

É importante observar que a Anac adota diferentes modelos de ajuste tarifário (confira mais detalhes na sequência do post), e aspectos como investimentos no terminal e o desempenho de satisfação dos passageiros também podem influenciar os preços. Em alguns casos, portanto, as taxas podem não ser necessariamente comparáveis.

E a taxa de conexão?

Além da taxa de embarque doméstica e internacional, os aeroportos também aplicam uma tarifa referente a conexões. Com exceção de Campinas, todos os terminais brasileiros cobram o mesmo valor para conexões nacionais e para o exterior.

Neste recorte, a taxa mais cara está novamente no Aeroporto Santos Dumont. Por lá, o valor fica em R$ 19,18.

O aeroporto de Cuiabá tem a menor tarifa, a apenas R$ 0,14. Também neste caso, aplica-se o programa de incentivo tarifário, que dá um desconto de 99% sobre o valor original. Desconsiderando a capital mato-grossense, a taxa mais baixa pertence ao aeroporto de Campo Grande, a R$ 11,77.

Segundo a Anac, a taxa de conexão não é cobrada dos viajantes, mas diretamente das companhias aéreas. Em vários sites dos aeroportos consultados, a referência de valores é dada “por passageiro”.

Procuramos Azul, Gol e Latam a respeito da taxa de conexão e questionamos se as empresas repassam ou não o valor aos passageiros, mas nenhuma se manifestou. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que a tarifa de embarque é a única paga pelos viajantes, enquanto a de conexão (e outras) é bancada pela empresa aérea. A entidade, entretanto, não respondeu à nossa pergunta sobre o repasse do valor ao passageiro.

Vale ressaltar que, em vários setores da economia, os custos para as empresas costumam ser transferidos ao consumidor, seja total ou parcialmente.

Lista completa de taxas de embarque nos maiores aeroportos do Brasil em 2026

Confira a seguir a relação completa das taxas de embarque doméstico e internacional, bem como as tarifas de conexão. As informações foram coletadas em 15 de janeiro de 2026 diretamente dos sites dos aeroportos.

Aeroporto Taxa de embarque doméstico Taxa de embarque internacional Taxa de conexão
Aracaju R$ 52,04 R$ 76,37 R$ 12,06
Belém R$ 54,45 R$ 96,42 R$ 16,68
Belo Horizonte* R$ 33,56 R$ 67,34 R$ 15,45
Boa Vista R$ 56,78 R$ 84,69 R$ 17,37
Brasília R$ 32,87 R$ 71,12 R$ 15,14
Campinas R$ 31,94 R$ 56,52 R$ 17,71** / 14,71***
Campo Grande R$ 38,39 R$ 72,22 R$ 11,77
Cuiabá R$ 29,25 R$ 86,32 R$ 0,14
Curitiba R$ 46,72 R$ 82,76 R$ 14,31
Florianópolis R$ 53,96 R$ 101,28 R$ 16,51
Fortaleza R$ 56,88 R$ 105,76 R$ 17,40
Goiânia R$ 48,30 R$ 85,51 R$ 14,78
João Pessoa R$ 54,09 R$ 81,85 R$ 12,54
Macapá R$ 51,92 R$ 91,94 R$ 15,90
Maceió R$ 51,44 R$ 88,18 R$ 14,92
Manaus R$ 55,17 R$ 97,73 R$ 13,99
Natal R$ 46,20 R$ 80,90 R$ 14,00
Palmas R$ 46,36 R$ 82,12 R$ 14,18
Porto Alegre R$ 59,46 R$ 111,05 R$ 18,19
Porto Velho R$ 56,78 R$ 84,69 R$ 17,37
Recife R$ 60,54 R$ 100,62 R$ 15,67
Rio Branco R$ 56,78 R$ 84,69 R$ 17,37
Rio de Janeiro (Galeão) R$ 34,11 R$ 60,41 R$ 15,71
Rio de Janeiro (Santos Dumont)* R$ 62,62 R$ 110,91 R$ 19,18
Salvador R$ 52,72 R$ 83,04 R$ 14,35
São Luís R$ 46,36 R$ 82,12 R$ 14,18
São Paulo (Congonhas) R$ 62,14 R$ 110,06 R$ 17,82
São Paulo (Guarulhos) R$ 33,64 R$ 64,56 R$ 15,48
Teresina R$ 47,44 R$ 89,08 R$ 14,52
Vitória R$ 51,66 R$ 80,48 R$ 16,01

Como a Anac define os reajustes de tarifas?

A Anac adota dois modelos para definir as tarifas e seus reajustes em aeroportos privatizados – da lista acima, a exceção é Santos Dumont. Segundo a agência, os regimes são de Tetos Tarifários e de Receita Teto por passageiro.

No Teto Tarifário, que é usado nos aeroportos vendidos entre 2012 e 2017, a Anac estabelece os valores máximos para as tarifas aeroportuárias. Os números são atualizados anualmente.

Atualmente, sob o modelo de Teto Tarifário, estão os Aeroportos de Campinas, Guarulhos, Brasília, Galeão, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis, Fortaleza e Porto Alegre.

A Receita Teto por passageiro, por sua vez, está em vigor desde 2019. Neste regime, segundo a Anac, não há definição de valores máximos para cada tarifa, mas um valor de receita máxima que pode ser cobrado por passageiro.

Esse valor, de acordo com a agência, é calculado pela soma das receitas das tarifas de pouso, permanência, embarque e conexão, dividida pela quantidade total de passageiros.

A receita teto por passageiro para cada aeroporto é definida no início do contrato de privatização e reajustada anualmente.

Da lista de aeroportos que pesquisamos, o modelo se aplica a Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Vitória, Cuiabá, Manaus, Goiânia, São Luís, Teresina, Curitiba, Belém, Campo Grande, Congonhas e Natal. A Anac afirma que outros aeroportos possuem flexibilidade para definição dos valores de tarifas.


*Em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2026 em Belo Horizonte e 6 de fevereiro de 2026 no Santos Dumont

**Taxa de conexão doméstica

***Taxa de conexão internacional

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