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Conheça o Sri Lanka! Tudo o que você precisa saber sobre o vizinho econômico das Maldivas

Rafael Castilho
09/05/2023 às 5:00

Conheça o Sri Lanka! Tudo o que você precisa saber sobre o vizinho econômico das Maldivas

No sul da Ásia fica um país ainda pouco descoberto pelos brasileiros. O Sri Lanka é uma ilha no Oceano Índico com muita área verde, reservas naturais, praias deslumbrantes e uma população muito acolhedora. Além disto, o custo baixo torna-o ideal para uma viagem bem barata. Um destino que fui descobrir recentemente e me encantei. Entretanto, a falta de informação turística sobre o país e a dificuldade de definir um roteiro me levaram a escrever este post para te ajudar no planejamento de uma viagem ao Sri Lanka. Veja logo abaixo todos os detalhes deste país asiático, como: onde se hospedar, custos da viagem, quando viajar, transporte, e se vale a pena viajar ao Sri Lanka

Onde fica o Sri Lanka?

O Sri Lanka está localizado no Oceano Índico, Continente Asiático, pertinho do sul da Índia. Está a uma hora de voo das Maldivas e cerca de 3 horas da Tailândia. A capital do país é Colombo.

sri lanka mapa

Mapa fo Sri Lanka

Qual é a capital do Sri Lanka?

A capital do Sri Lanka é Colombo. Esta é a maior cidade do país com cerca de 700 mil habitantes e também principal porta de entrada dos turistas, pois é lá que fica o maior aeroporto do país.

Quando ir ao Sri Lanka?

O Sri Lanka é um país tropical, sempre quente (máximas anuais variam entre 28°C e 34°C, enquanto as mínimas entre 22°C e 26°C) e tem duas estações bem distintas: seca e chuvosa. Cada parte do país tem uma época do ano que é influenciada pelas monções. É bom ficar atento!

O sul, centro e o oeste do país sofrem com as intensas chuvas entre maio e agosto. Esta é a baixa temporada na região. Já a parte leste e norte registram mais precipitações entre outubro e janeiro.

Então para decidir quando ir primeiramente há que definir qual região será visitada. Se for para sul, centro e o oeste do país o melhor é viajar entre dezembro a março. Eu estive lá no final de março e peguei ótimo tempo, muito sol e calor com pequenas e rápidas tempestades principalmente na região montanhosa. Já se você pensa em conhecer o norte e leste o melhores período é entre maio e setembro.

Quantos dias ficar no Sri Lanka?

Esta é uma resposta meio complexa de ser dada, onde devemos levar em conta o perfil do viajante e qual tipo de viagem ele busca. Na minha visão, um turista deve ficar no mínimo 7 dias no Sri Lanka. Neste período é possível dar um bom giro pelo país e conhecer algumas das principais atrações turísticas – veja uma sugestão de roteiro logo abaixo. Entretanto, se você quiser aproveitar ainda mais as praias ou esticar até a região leste, no mínimo indico de 10 a 14 dias.

É seguro viajar para o Sri Lanka?

O Sri Lanka é um país seguro. A taxa de violência no Sri Lanka é relativamente baixa. O viajante pode viajar para lá tranquilamente. São raros os casos de assaltos. Eu estive no país por uma semana e me senti bem seguro. Andava tranquilamente na rua e portava o meu celular sem problemas. É claro que o turista deve ficar atento a batedores de carteira em grandes aglomerações. O grande problema para o estrangeiro em relação à segurança são os pequenos golpes como distrações para separar os pertences do turista ou vantagens tiradas na cobrança abusiva para transporte ou passeios.

É seguro mulher viajar para o Sri Lanka?

Sim, o Sri Lanka é seguro para mulheres viajarem. Viajei para Sri Lanka com a minha namorada e ela se sentiu super tranquila, segura e confortável. Não há aquele assédio vivido em alguns países, principalmente árabes. Mas é bom também ter precauções básicas, como: tentar não caminhar sozinha muito tarde, evitar ruas mal iluminadas, etc.

Qual moeda devo levar para o Sri Lanka?

A moeda oficial do Sri Lanka é a rúpia cingalesa. Entretanto, o dólar e o euro são aceitos na maioria das lojas e hotéis. É possível trocar a moeda em casas de câmbio e hospedagens. Mas alguns estabelecimentos não aceitam o moeda estrangeira ou fazem uma conversão muito baixa. A minha dica é trocar uma boa quantidade de dólar ou euro por rúpia quando você encontrar uma boa taxa de conversão. Com rúpia no bolso a sua vida ficará bem mais fácil para comprar pequenos itens ou pagar a comida. Lembre-se: tente evitar fazer o câmbio no aeroporto, onde o valor pago é bem mais baixo.

Qual moeda devo levar para o Sri Lanka

Rúpia cingalesa

Quanto custa viajar para o Sri Lanka?

O Brasil não tem voos diretos para Colombo, capital do Sri Lanka. A melhor forma de viajar até lá é com a Emirates ou Qatar Airways, com conexão em Dubai ou Doha. Uma viagem total de cerca de 20 horas. Também é possível fazer conexão nem Londres, voando com a British Airways. Infelizmente as passagens aéreas entre Brasil e o Sri Lanka não são baratas e normalmente variam acima dos R$ 6.000.

Uma boa combinação para a tua viagem ao Sri Lanka é unir no roteiro uns dias nas Ilhas Maldivas. A capital Malé fica apenas 1 hora de voo de Colombo e diversas companhias aéreas fazem este trajeto, como a Sri Lankan Airlines, Emirates, Qatar e Turkish.

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Brasileiro precisa de visto para o Sri Lanka?

Sim, os viajantes brasileiros precisam de visto eletrônico para viajar ao Sri Lanka. É necessário preencher o documento online e pagar a taxa de US$ 50 (R$ 252). Não é preciso imprimir o documento, já que ele é automatizado diretamente com o pessoal da Imigração. Ao chegar ao aeroporto de Colombo ainda é obrigatório o preenchimento do Arrival Card, com dados do teu voo, total da estadia, etc.

É possível comprar chip de celular no Sri Lanka?

Sim, há diversas empresas de telefonia no país e funcionam muito bem. Eu comprei um cartão SIM de 5GB no aeroporto por 1.600 LKR (US$ 5) na Dialog, me indicaram como a melhor cobertura do país. Os quiosques das empresas de telecomunicações ficam no saguão de desembarque do aeroporto. Em todos os dias que estive no Sri Lanka pude utilizar a rede móvel sem problemas e com boa qualidade de conexão.

Onde ficar no Sri Lanka?

O país asiático conta com uma grande rede de hotéis e pousadas para receber todos os tipos de viajantes. Os mais comuns são as guest houses, onde em média a diária para um casal varia de US$ 15 a US$ 30, incluindo café da manhã. Em algumas hospedagens é possível escolher entre o café da manhã continental ou local, os quais são repletos de muitas frutas tropicais, como: banana, manga, abacaxi, mamão e melancia. Um ponto a ser destacado é que em todos os hotéis no Sri Lanka que fiquei a cama de casal era grande e bem confortável, nada de colchão muito mole. A maioria também conta com rede anti inseto nas camas – levar repelente é fundamental na viagem. 🪰

O pagamento aceito na maioria das hospedagens é somente em dinheiro, pode ser rúpia cingalesa, dólar ou euro. Não aceitam cartão de crédito.

onde ficar no Sri Lanka

Como é o transporte no Sri Lanka?

É possível viajar de ônibus ou até de trem pelo país, entretanto os dois meios de transporte carecem de boa infra-estrutura e de qualidade. A rede ferroviária é pequena. Se você for numa viagem bem low cost, estes veículos podem até ser avaliados como alternativa, mas a minha dica para uma viagem curta e com bem mais conforto é a contratação de motorista. Eu defini o roteiro a partir do aeroporto e paguei US$ 50/dia. Neste valor estava incluído o carro com ar condicionado, as viagens, a alimentação e hospedagem do motorista. Esta é e melhor solução para quem quer conhecer o país de uma forma mais tranquila e confortável.

Como foi colônia da Inglaterra, o Sri Lanka adotou a mão inglesa no transporte. Lá o volante fica no lado direito do veículo. Cuidado na hora de atravessar a rua!

transporte no Sri Lanka

Há Tuk Tuk por todos os lados

Vale a pena alugar carro no Sri Lanka?

Muitas pessoas quando viajam buscam alugar um carro, o que facilita a locomoção e dá maior independência ao turista. Entretanto, acredito que o Sri Lanka não seja um daquelas países tranquilos para conduzir um veículo, Primeiramente, a mão é inglesa, com o volante do lado direito. Além disto, não é fácil conduzir nas estradas, devido às ultrapassagens malucas e o não respeito às regras de trânsito. 🚗

Como são as estradas no Sri Lanka?

A qualidade do asfalto nas estradas do Sri Lanka me surpreendeu para melhor. Nada de buracos como estamos acostumados no Brasil. Entretanto, o país conta com uma pequena malha de autoestradas. A maioria das viagens é feita em pista única. As estradas cortam cidades, têm tráfego pesado e muitas curvas, fazendo que trajetos curtos são percorridos em longas horas. Em média a velocidade desenvolvida não passa dos 50 km/h, levando o turista a passar muito tempo dentro do carro em deslocamentos pelo país. Além disto, não se assuste como os cingaleses dirigem. Às vezes parece que a estrada de apenas duas pistas tem três faixas, com motoristas conduzindo na contramão para fazer ultrapassagens. Mas tudo parece controlado, eles desviam de tudo e não presenciei nenhum acidente.

Vale destacar que é comum encontrar elefantes cruzando as estradas. Neste momento, os motoristas param o carro e aguardam. Há muito receio de que os elefantes ataquem os veículos.

estradas Sri Lanka

Elefante selvagem na estrada no Sri Lanka

O que comer no Sri Lanka?

Os pratos no Sri Lanka têm muita influência da cozinha indiana, sendo muito condimentado e apimentado. O curry é o tempero mais utilizado e facilmente encontrado em diversas comidas. Um prato que repeti várias vezes é o Kotthu, um dos mais populares do país que consiste na mistura de vegetais, carne (vaca, peixe, frango) e pedaços de roti (uma espécie de pão achatado, como uma tortilha).

o que comer no Sri Lanka

Kotthu

Além disto, é comum também no Sri Lanka: rotis rechedos (pão achatado com frango, enqueijo, vegetariano, etc) e os Wellawahum (panqueca de coco, bem comum no café da manhã).

A comida ocidental também é facilmente encontrada nos restaurantes devido ao número de turistas estrangeiros que visitam o país. Se você não fica sem uma pizza ou macarronada pode ficar tranquilo! Só não posso dar a minha opinião sobre o sabor, pois quando viajo para um país diferente prefiro a cozinha local à nossa comum de todos os dias.

Se você quiser uns snacks, um café, um salgado ou bolo bem ao estilo ocidental procure a rede Perera & Son presente em todo o país. Já para beber há diversos tipos de sucos (só cuidado pois são muito adocicados), água, cerveja, chás, etc.

Cuidado com a pimenta! Os pratos no Sri Lanka geralmente são picantes. Fique atento, pois os cozinheiros tem dificuldade de cozinhar sem este tempero mesmo pedindo a comida sem pimenta. Mesmo pessoas que curtem uma pimentinha, como eu, em alguns restaurantes até chorei…🌶🔥

Quanto custa comer no Sri Lanka?

Comer no Sri Lanka é realmente muito barato. Uma refeição com bebida custa menos de US$ 5. Para se ter uma ideia, um kotthu, prato tradicional do país, custa entre 700 LKR (US$ 2) e 1200 LKR (US$ 3,5) dependendo do recheio escolhido, onde a opção mais em conta é a vegetariana. Uma água custa menos de US$ 1 e um refrigerante cerca de US$ 1,5 nos restaurantes.  É claro que há estabelecimentos mais caros, principalmente aqueles em regiões muito turísticas como em Ella e Weligama. Entretanto, nestes lugares um prato de comida sairá entre US$ 6 a US$ 10.

Preços tabelados?

Uma coisa que você vai se deparar e estranhar no Sri Lanka é que os preços dos produtos são tabelados. As valores dos itens nos mercados estão impressos diretamente nas embalagens, nada de etiqueta colada. Até a cerveja tem o valor (410 LKR) no fundo da lata.

Bebida alcoólica é liberada no Sri Lanka?

Sim, a bebida alcoólica é liberada no Sri Lanka. Entretanto, elas são vendidas somente em locais específicos. Não há cerveja nos mercados. Para conseguir comprar uma latinha você deve se dirigir às Wine Stores, espalhadas pelas cidades e facilmente encontradas com o seu logo verde escuro. Uma lata de cerveja de 500 ml custa 410 LKR ( US$ 1,3). A principal cerveja local é a Lion, mas é possível encontrar a Tiger, Carlsberg e Heineken. Na maioria dos restaurante também há bebida alcoólica. Vale destacar que apesar do país ser muito quente, você dificilmente encontrará cerveja estupidamente gelada como as que compramos no Brasil. Acredite, cheguei até tomar cerveja com gelo nessa viagem.

É seguro beber água no Sri Lanka?

Diferentemente de alguns países, a água da torneira não é potável no Sri Lanka. Compre e beba somente água engarrafada. Uma garrafa de água de 1,5 litro custa cerca de US$ 0,50 nos mercados. Diferentemente da Índia, o consumo de gelo nas bebidas é possível sem receio. É claro, que é bom ficar sempre atento à qualidade e limpeza do ambiente escolhido para fazer a refeição.

Como são as tomadas no Sri Lanka?

Esta é uma questão que você deve ficar ligado para carregar o teu celular. As tomadas do país seguem o formato inglês com três pinos grossos. Alguns hotéis não têm tomadas adaptadas às nossas ligações. Então, para não ficar na mão com o teu celular sem bateria, o melhor a fazer é levar um adaptador universal.

Como são as tomadas no Sri Lanka

Tomada de três pinos

O que comprar no Sri Lanka?

O Sri Lanka é conhecido por seu artesanato em madeira. Por todos os lugares que você passar haverá uma loja comercializando estes incríveis itens. Eu adoro estes enfeites e comprei alguns. Além disto, o turistas também encontrarão incríveis posters, quadros e souvenirs em geral. Não podemos deixar de destacar os chás. Já as mulheres adoram a diversidade de produtos Ayurvedicos. Uma parada obrigatória é a loja Spa Ceylon.

Qual é a religião no Sri Lanka?

O Sri Lanka é um mosaico de religiões e é bom saber antes de viajar para lá. O país, que já passou por uma longa guerra civil, hoje vive em paz com respeito às diferenças religiosas. A maior parte da população é budista (70%), depois vem os hindus (12%), muçulmanos (10%) e cristãos (7%). Por todo o país é possível encontrar templos de todas estas religiões. Lembre-se que para visitá-los é necessário tirar os sapatos, cobrir as pernas e ombros.

religiões no Sri Lanka

Mesquita em Galle

Roteiro de 7 dias no Sri Lanka

Sigiriya e Polonnaruva – 1° Dia

O Aeroporto de Bandaranaike é a principal porta de entrada do Sri Lanka e fica a cerca de 30 km ao norte de Colombo. Para evitar o trânsito da capital no dia da chegada, a minha sugestão é já partir para a região central do país, onde ficam diversas atrações. Siga para Sigiriya, a cerca de 3 horas de carro. Durma lá pelo menos uma noite. Há diversas opções de hospedagens. Fiquei na Shan Mango Homestay, ótimo custo benefício e muito com café da manhã (valor médio para casal US$ 20/diária).

Meu voo chegou às 2h da madrugada, antes de amanhecer já estava em Sigiriya. Logo no primeiro dia, se tiver tempo, visite o Templo da Caverna de Dambulla, mais conhecido como o Templo Dourado. Este é o maior complexo de templos do Sri Lanka e remonta ao século 1 aC, muitos deles encontram-se dentro de pequenas cavernas onde é possível encontrar imagens do Buda. Mas a mais bela é a imponente imagem dourada de Buda sentado sobre o principal templo. As cavernas são Patrimônio Mundial da Unesco.

Aproveite para seguir até Polonnaruva, antiga capital do reino que tinha o mesmo nome entre 1070 e 1232. O complexo é gigante e só é possível ser visitado com carro, devido às grandes distâncias a serem percorridas dentro da cidade antiga. O ingresso custa US$ 25 e o interessante é contratar um guia local para explicar cada detalhes. O guia custou US$ 10. Boa parte do complexo hoje está em ruínas, devido às diversas invasões e batalhas registradas no país. Entretanto é possível ter noção da riqueza da época nos detalhes que ainda persistem ao longo do tempo. O ponto alto da visita é o Gal Vihara, um templo esculpido numa única rocha no século XII e conta com 4 diferentes imagens de Buda.

Sigiriya e Kandy – 2° Dia

Acorde antes do sol nascer e visite Sigiriya, uma das principais atrações da região central do Sri Lanka. No alto de um massivo de rocha de 180 metros de altura ficam as ruínas do palácio do Rei Kashyapa (477–495 dC). Pouca coisa sobrou dos tempos de glória do local, que depois de abandonado serviu de mosteiro Budista. Antes de chegar ao palácio lá no alto, prepare as tuas pernas, pois são dezenas de degraus. Chegando cedo você evita o forte calor. Não esqueça de levar água, tomar um café da manhã reforçado e vestir roupas leves. O ingresso custa US$ 30. Ao redor da grande rocha é possível admirar os jardins e os lagos, parte da grande estrutura do complexo do palácio do Rei. O local é patrimônio da Unesco. Aproveite para tirar muitas fotos, a vista lá do alto é deslumbrante.

Curiosidade: o nome deste lugar deriva de Sīnhāgiri, a Pedra do Leão (uma etimologia semelhante a Sinhapura, o nome sânscrito de Singapura, a Cidade do Leão).

O passeio por Sigiriya deve durar cerca de três horas, então o melhor a fazer depois é cair na estrada. Próximo destino: Kandy, a cerca de 90km e a 2h30 de viagem. Se você curte artesanato de madeira, dê uma paradinha, ao longo do trajeto, no Karu Arts. Há muitas opções e bom preço, é claro que uma boa pechincha é obrigatória. O Sri Lanka é famoso por este tipo de artesanato, eu fique louco com cada peça, voltei com a mala carregada para casa.

Kandy é tida como a capital cultural do Sri Lanka, mas o ponto principal da visitação é o Templo da Relíquia do Dente Sagrado ou Sri Dalada Maligawa. Um dos locais mais sagrados e emblemáticos do país que está localizado no complexo do palácio real do antigo Reino de Kandy, que abriga a relíquia do dente de Buda.

A entrada custa 1.500 LKR (cerca de US$ 4,5). Tanto homens quanto mulheres devem vestir roupas que cubram os ombros e as pernas, nada de bermudas ou saias. Toda a visitação deve ser feita descalça e há lugar para deixar os sapatos por 500 LKR. Além do templo, não deixe de visitar o museu do Budismo, que fica atrás do grande complexo. Uma rápida caminhada pelo centro de Kandy e pelo lago também valem a pena.

Sri Lanka o que fazer

Templo da Relíquia do Dente Sagrado, Kandy

Hora de seguir viagem para o hotel. Um curto trajeto de cerca de 1 hora separa Kandy do Orfanato de Elefantes Pinnawala. Há diversos hotéis voltados para o Parque, entre eles o Hotel Elephant Park.

Pinnawala – 3° Dia

Tome o café da manhã avistando dezenas de elefantes do orfanato. Uma experiência única que vale muito a pena e pode ser feita diretamente do hotel. Depois é só caminhar até o Orfanato de Elefantes Pinnawala. O local conta com cerca de 110 animais, os quais você pode dar banho ou alimentar a partir das 9 da manhã. O ingresso custa US$ 20. O Orfanato é uma das principais atrações do país e é imperdível, não deixe de incluir em seu roteiro de viagem ao Sri Lanka.

o que fazer Sri Lanka

Hora de pegar estrada novamente rumo a Nuwara Eliya, numa viagem de 100 km percorridos em 3 horas. A cidade fica em meio às montanhas de plantações de chá. O Sri Lanka é o 4º maior produtor de chá do mundo e é reconhecido pela ótima qualidade da bebida. Ao longo do trajeto há inúmeras fábricas de processamento de chá. Parei na Glenloch, uma empresa centenária e fundada por ingleses, vale lembrar que ingleses dominaram o país por mais de 150 anos até 1972. A visita é gratuita e você aprende tudo sobre a colheita, secagem, produção e tipos de chá. Dá até para colher umas folhas. Vale muito a pena!

Não deixe de fazer algumas paradas no caminho para tirar fotos das plantações de chá e das cachoeiras. A vista das montanhas é incrível.

Situada a 1868 metros de altitude, Nuwara Eliya distingue bem das outras cidades do Sri Lanka devido ao clima ameno. A noite a temperatura pode ficar abaixo dos 10 graus, lembra muito as cidades de serra do Brasil como Campos do Jordão, Gramado ou Petrópolis. Devido ao friozinho, o local era um dos preferidos dos colonizadores britânicos e até chamada de pequena Inglaterra. Entretanto, poucas construções resistiram, entre elas o charmoso prédio dos Correios. Foi nesta cidade que fiquei no melhor hotel de toda a viagem o Cottage San Francesco.

visitar Sri Lanka

Correios em Nuwara Eliya

Nuwara Eliya e Ella – 4° Dia

Pertinho de Nuwara Eliya fica a estação de trem de Nanu Oya é de lá que partem os comboios para Ella, uma das mais famosas viagens ferroviárias do país devido à bela região montanhosa que atravessa. São apenas 60 quilômetros de distância percorridos, acredite, em cerca de 4 horas. Entretanto, planejar esta viagem é meio complicado, pois não há vendas de bilhetes online e há dois tipos de trens fazendo o trajeto.

O melhor trem é o que sai de Colombo passa por Nanu Oya e segue para ela às 9h18, 12h45 e 16h (fique atento que este horário sempre muda), o custo é de 1.500 LKR para terceira classe até 3.000 LKR (cerca de US$ 10). Aos sábados o horário é às 12h e domingo às 12h45. Quando estava na estação um trem deste tipo passou e observei que até a terceira classe é confortável, já o grande diferencial da primeira classe é o ar condicionado.

Entretanto, é bom ficar esperto. O mesmo trajeto é percorrido por um trem mais lento, com passagem mais barata e bem inferior. Como eu não tinha passagem, cheguei à estação e comprei diretamente o bilhete para este trem, mas mal sabia o que me esperava. Após um atraso de mais de uma hora, o comboio chegou à plataforma. Os vagões, com três classes, estavam completamente abarrotados. Os bancos da terceira classe eram de tiras de madeira. Nem a primeira classe escapava da má qualidade, onde os turistas estavam amontoados. Neste eles não podiam nem contar com o ar condicionado. Ao ver o estado deplorável do trem e pensando na longa viagem de 4 horas, eu desisti de viajar. Segui para Ella de carro, numa viagem de apenas 1h30.

Ella é a cidade mais turística que passei no Sri Lanka na questão de infra-estrutura (apesar de ser bem pequena). A principal rua do centro abriga diversas lojas, hotéis e restaurantes, tudo bem turístico não faltando nem as bandeirinhas dos países. Há estrangeiros por toda a parte.

Ella é conhecida por suas trilhas e cachoeiras, mas é lá que fica a ponte ferroviária dos 9 arcos, um dos cartões postais do país. Construída no início do século XX, ela tem pouco mais de 90 metros. Para acessar a ponte é preciso caminhar (descida) cerca de 20 minutos, não esqueça que o retorno é só subida com um calor infernal. A ponte é bonita, mas ir até Ella somente para vê-la, acho que pode ser retirada do teu roteiro se necessário.

ella onde fica o Sri Lanka

Ponte dos 9 Arcos em Ella

Saindo de Nuwara Eliya, passando por Ella, a minha sugestão é ganhar tempo e seguir diretamente para o próximo destino o Parque Nacional de Udawalawe. O trajeto de 100 quilômetros é percorrido em 2 horas de carro.

Alerta em Udawalawe! É possível encontrar ofertas de alojamentos na região por apenas US$ 3 o quarto. Entretanto estes “pseudo hotéis”são geridos por pessoas inescrupulosas e não confiáveis que buscam enganar os turistas vendendo pacotes de safari a preços abusivos. Eu tive problema e até fui ameaçado por ficar nesta hospedagem ao não fechar o tour com eles. Após o meu caso, fui alertado por outros moradores da região sobre este “golpe”.

Udawalawe e Hiriketiya – 5° dia

Mais um dia para acordar antes do sol raiar. É hora de partir num jipe para conhecer o Parque Nacional de Udawalawe, mais conhecido como o a Reserva dos Elefantes. Cerca de 900 animais habitam em meio à natureza. A entrada do Parque custa US$ 23, já a contratação do jipe deve ser feita à parte. Pesquise bem e pechinche se necessário, eu paguei US$ 40 para um carro exclusivo, mas havia gente cobrando até US$ 100.

Normalmente o passeio dentro do Parque dura cerca de 3 horas. O jipeiros percorrem diversas trilhas em busca dos elefantes, que muitas vezes se escondem atrás dos arbustos. Tive azar no dia da minha visita, pois somente avistei 9 elefantes e um jacaré. Só não faltaram os pavões, estes sim se exibiam por toda a Reserva. Mas uma foto com o elefante, é claro, não podia faltar. Este abaixo encontrei ao lado da Reserva, pertinho da estrada:

Sri Lanka onde fica

Parque Nacional de Udawalawe, Sri Lanka

Como o passeio começa cedo, também acaba cedo. Nada melhor do que pegar a estrada depois e seguir rumo às belas praias do sul. É um lugar disputado, onde você encontrará muitos turistas estrangeiros. Cada praia agrada um perfil diferente de viajante, aqui darei uma sugestão: para mim uma das praias mais acolhedoras e lindas é a de Hiriketiya, com uma mar cristalino e vegetação tropical no entorno. O local, procurado pelos surfistas, conta com boa infraestrutura de restaurantes, lojas e pousadas. Hora de curtir o belo mar cingalês e relaxar. Uma das sugestões para dormir é o Wilson’s Place, boa localização, bons quartos ao custo de cerca de US$ 20 a noite para um casal.

o que visitar não Sri Lanka

Praia de Hiriketiya

Weligama, Mirissa e Galle – 6° Dia

Como os dias são contados, o melhor a fazer é pegar novamente a estrada rumo a oeste. A estrada segue ao lado da costa, facilitando aquelas paradas aleatórias para admirar o mar. Há uma infinidade de praias no caminho, difícil escolher alguma para parar. Entre elas sugiro: Mirissa, Coconut Beach, Unawatuna e Weligama.

Vale falar um pouco sobre Weligama, uma das principais cidades praianas do sul do Sri Lanka. Com diversas pousadas e hotéis, o local é muito procurado pelos estrangeiros, até conta com um grande Marriott Resort & Spa. A infraestrutura é completa, entretanto, não achei a praia uma das melhores da região. Com uma grande faixa de areia, o mar ali é mais escuro e tem muitas ondas.

melhor praia Sri Lanka

Praia de Weligama, Sri Lanka

Um dos símbolos do Sri Lanka são os pescadores sobre estacas. A prática não é muito comum hoje em dia, mas ainda é possível avistar alguns pescadores se equilibrando ao pescar nas praia ao sul do país. Fique atento, pois às vezes alguns tentam cobrar gorjetas de turistas para tirar foto.

pescadores sobre estacas Sri Lanka

Pescadores sobre estacas

Nesta dia, a minha sugestão é passar a noite em Galle, uma cidade histórica, murada, com praias, repleta de um charme incrível. O Forte de Galle guarda o passado repleto de histórias da dominação portuguesa, holandesa e britânica. No seu centrinho há diversos hotéis boutique, restaurantes e uma infinidade de lojinhas. Um lugar perfeito para uma noite romântica. Sugestão de hospedagem: Arches Fort ou Sirène Galle Fort.

Colombo – 7° dia

Infelizmente chegou o último dia, hora de seguir rumo à capital Colombo. Mas antes nada melhor do que ainda aproveitar as últimas horas para desfrutar de mais algumas belas praias, como: Induruwa, Bentota e Hikkadua. A viagem até Colombo desde Galle dura 3 horas pela costa. Há uma estrada expressa, mas que vai por dentro e você perderá as praias. Deixei de lado esta opção.

Colombo é uma grande cidade, a mais populosa do Sri Lanka com cerca de 700 mil habitantes. O país tem 22 milhões de pessoas. A capital é bem diferente das demais regiões, com prédios altos, grandes lojas, trânsito, etc – problemas de uma metrópole. Entretanto, acho que vale uma rápida visita com um giro de carro para avistar as antigas construções, como o ex-Parlamento, que hoje abriga um ministério. Para descer do carro a sugestão é uma caminhada na Galle Face Green (boulevard verde de frente para o mar) e uma subida na Colombo Lotus Tower (torre de 350 metros em formato da flor de Lotus – US$ 20).

Hora de pegar a via rápida e seguir para o aeroporto que está 20 minutos ao norte da capital do Sri Lanka.

Vale a pena viajar para o Sri Lanka?

Sim, vale a pena viajar para o Sri Lanka. Na minha opinião, todo o esforço de se chegar até esta ilha no Oceano Índico é recompensado. É um país com muita vida selvagem intocável, história, natureza exuberante, boa comida e uma infinidade de belas praias. Sem falarmos da população acolhedora sempre preocupada em melhor atender e recepcionar o turista.
Não posso deixar de destacar o custo da viagem. O país é realmente muito barato para os turistas, com custo médio diário por pessoa abaixo dos US$ 40, contando alimentação, transporte e alojamento.

Vale combinar Sri Lanka com Maldivas?

Acredito que uma viagem para Sri Lanka com Maldivas é a combinação perfeita, pois são longas horas de voo do Brasil até a região. Eu sou daqueles viajantes frequentes que sempre estou a busca de novas aventuras e querendo a toda a hora explorar mais. Se você vai viajar tantas horas de voo até as Maldivas, por que n˜ão incluir um pulinho no Sri Lanka? Nada melhor do que conhecer outro país e outra cultura.
O Sri Lanka ainda precisa ser descoberto pelos turistas brasileiros. Eu indico e acho que você não irá se arrepender.

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