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Confirmado! Air New Zealand inicia neste mês vendas de camas na classe econômica – veja como vai funcionar

Mateus Tamiozzo
04/05/2026 às 20:00

Confirmado! Air New Zealand inicia neste mês vendas de camas na classe econômica – veja como vai funcionar

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Parece coisa de classe executiva, mas não é! A companhia aérea Air New Zealand, da Nova Zelândia, confirmou que o Skynest, novo produto que reúne seis camas para passageiros das classes econômica e Premium Economy, estará a bordo a partir de novembro, com vendas abertas a partir de 18 de maio. Confira neste post todos os detalhes!

O que é o Skynest da Air New Zealand?

Inédito na aviação, o Skynest foi anunciado pela Air New Zealand em 2020, e sofreu uma série de atrasos, sobretudo pela demora na entrega de jatos Boeing 787-9, que receberão o novo produto, por conta de problemas na cadeia de produção do setor aéreo que começaram na pandemia.

O “ninho do céu” nada mais é do que seis camas, distribuídas no formato de treliche, localizadas em uma pequena cabine, com abertura em V, entre a classe econômica e a Premium Economy. Não à toa estará apenas nos Boeing 787-9, uma vez que são aeronaves geralmente usadas em voos longos.

Segundo a Air New Zealand, cada cama terá travesseiro, lençóis e cobertores, além de uma cortina para dar mais privacidade aos usuários. A companhia também apostou em uma iluminação roxa para o seu ninho – a cor é conhecida popularmente por ajudar no relaxamento e na melhora do sono.

As camas também terão espaços para armazenagem de itens pessoais e para recarregar dispositivos móveis, bem como luz de leitura, saída de vento, botão para chamar a tripulação, cinto de segurança e um kit de amenidades com máscara para os olhos, tampão de ouvido, meias e produtos para a pele.

Quanto custará viajar nas camas da Air New Zealand?

Embora as vendas só comecem no dia 18 de maio, a Air New Zealand já adiantou alguns detalhes sobre preços e regras de uso do Skynest.

Aproveitar tudo isso terá um custo bem mais alto do que apenas reservar a passagem na classe econômica ou na Premium Economy. Segundo a companhia aérea, cada sessão de quatro horas custará a partir de US$ 495 (R$ 2.460 na cotação de hoje), além do preço do bilhete “normal”!

Inicialmente, apenas duas sessões estarão disponíveis por voo. Ou seja, somente 12 passageiros poderão usar o serviço durante a viagem – ao todo, o Boeing 787-9 da Air New Zealand leva 284 passageiros, considerando as classes econômica e Premium Economy.

A companhia tem 14 aviões deste modelo, que operam alguns dos voos mais longos de sua rede.

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Por que a Air New Zealand terá camas na classe econômica?

A Nova Zelândia é considerada uma nação remota, e alguns de seus voos internacionais são muito longos.

Um dos exemplos mais emblemáticos é a rota entre Auckland e Nova York, nos Estados Unidos, cujas viagens podem ligeiramente passar de 17 horas. Tal jornada ajuda a justificar um investimento em camas na classe econômica, ainda que beneficie poucos passageiros por voo.

“Para um país remoto como a Nova Zelândia, a jornada importa. O turismo é uma indústria de 46 bilhões de dólares neozelandeses, mas seu crescimento depende da vontade dos viajantes em passar longas horas no ar para chegar aqui”, afirma o CEO da Air New Zealand, Nikhil Ravishankar.

O Skynest foi desenvolvido ao longo de seis anos, e os testes, segundo a companhia, reuniram mais de 200 passageiros. As camas a bordo devem atrair principalmente viajantes menos sensíveis a preços, uma vez que o seu uso requer um pagamento além da passagem, e para aproveitar apenas durante parte da viagem.

Na Austrália, companhia aérea terá aviões para voos ultra longos

Logo ao lado da Nova Zelândia, a companhia aérea Qantas, da Austrália, também está de olho em tentar tornar viagens ultra longas um pouco mais confortáveis para os passageiros da classe econômica.

A empresa está desde 2022 trabalhando no Projeto Sunrise, que pretende ligar a costa leste da Austrália a Londres, no Reino Unido, e Nova York em voos diretos com duração de até 22 horas. É quase um dia inteiro dentro do avião!

Inicialmente, a proposta mencionava até mesmo o Brasil, mas mais tarde o nosso país saiu dos planos, pelo menos oficialmente.

Para isso, a companhia terá na frota o Airbus A350-1000ULR (ULR significa Ultra Long Range), uma adaptação deste modelo para operar voos de ultra longa distância.

Mas não é só isso: a Qantas apostará em aviões com 40% mais assentos premium, que incluem primeira classe, classe executiva e Premium Economy. Ao todo, os aviões terão 238 lugares, o menor número entre os A350-1000 atualmente em operação.

O objetivo é claro: instalar mais assentos que estão na “prateleira de cima” em termos de conforto para que os passageiros sintam menos os efeitos desgastantes de viagens acima de 20 horas. A classe econômica terá apenas 140 assentos – em comparação, o A350-1000 da Qatar tem 281 lugares nesta cabine.

Espaço de convivência e bem-estar no A350-1000ULR da Qantas

Além dos assentos, os A350-1000ULR da Qantas terão um espaço de convivência para esticar as pernas e interagir com conteúdos de bem-estar e comidas e bebidas saudáveis para aguentar a jornada longa.

Assim como a Air New Zealand sofreu com a demora na entrega do Boeing 787-9, a Qantas está esperando sentada pelos A350-1000ULR por conta de atrasos na Airbus. O Projeto Sunrise já teve de ser adiado algumas vezes, e a atual perspectiva da aérea australiana é receber o primeiro avião até o fim deste ano.


Você pagaria para aproveitar algumas horinhas totalmente deitado na classe econômica em um voo super longo? Participe nos comentários!

Mateus Tamiozzo

Mateus Tamiozzo

Sou jornalista com 10 anos de experiência em aviação - e completamente apaixonado por tudo o que envolve aviões e aeroportos. No Melhores Destinos, fico bem de olho nas companhias aéreas e na movimentação sempre intensa do setor, tudo para levar a você informações úteis e atualizadas.

Na bagagem, 26 países, incluindo a Coreia do Norte, e 17 companhias aéreas. E é só o começo!

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