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Companhia aérea paga bônus a funcionários para multar passageiros com mala fora do padrão – saiba como evitar

Mateus Tamiozzo
25/07/2025 às 15:01

Companhia aérea paga bônus a funcionários para multar passageiros com mala fora do padrão – saiba como evitar

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Quem não gosta de um dinheirinho extra na conta? A companhia aérea low cost europeia Ryanair tem oferecido um bônus aos funcionários que identificam irregularidades na bagagem de mão dos passageiros.

Segundo o próprio CEO da empresa, Michael O’Leary, os atendentes são orientados a cobrar a multa para quem tenta embarcar com bagagens acima do peso e das dimensões máximas permitidas ou despachá-las sob as mesmas condições. “Estamos felizes em incentivar nossos funcionários com uma parte da taxa de excesso de bagagem”, afirmou O’Leary.

O jornal The Times disse, com base em um depoimento de um funcionário, que a comissão tem um teto de € 80 por mês, algo em torno de R$ 520 no câmbio atual. O’Leary explicou que os trabalhadores da Ryanair recebem € 1,50 por cada multa cobrada dos passageiros – e é bom ter cuidado: ele espera aumentar a grana extra para as equipes de aeroporto, o que deve pesar na vigilância sobre os viajantes!

Atualmente, a companhia aérea cobra do passageiro € 13 por quilo de bagagem extra, de acordo com informações disponíveis em seu site. Para evitar o gasto extra, lembre-se dos tamanhos permitidos. Como item de mão, a Ryanair aceita qualquer tipo de objeto que tenha dimensões de até 40x20x25cm e caiba debaixo do assento à frente – a empresa não menciona um peso limite.

Já a bagagem de mão, aquela que vai com você dentro do avião, deve ter tamanho máximo de 55x40x20cm e até 10 kg, enquanto a mala despachada deve ter 80x120x120cm de tamanho e não deve passar de 20 kg.

Como funcionam as taxas e multas em companhias low cost?

Viajar com uma low cost requer cuidado extra com coisas que geralmente não são um problema em empresas “tradicionais”. Essas companhias aéreas costumam se apoiar na receita gerada a partir da cobrança de qualquer serviço, como marcação de assentos, check-in no aeroporto, reemissão de bilhete e bagagem, para compensar o fato de que têm tarifas aéreas médias mais baixas.

Essencialmente, esse é o modelo que sustenta as empresas, que costumam ser intransigentes com os passageiros que tentam “burlar” as regras.

Na Ryanair, por exemplo, marcar um assento pode custar até € 38, enquanto o check-in no aeroporto custa € 55. A reemissão de um cartão de embarque custa € 20. Bagagens podem obrigar o passageiro a desembolsar até € 60, sem falar na multa já mencionada de € 13 por cada quilo acima do limite. Durante a viagem, há apenas serviço de bordo pago.

Por isso, para que o barato não saia caro, é muito importante que você conheça as regras da companhia aérea low cost com a qual vai viajar e se planeje adequadamente e com antecedência. Os tipos de serviços cobrados adicionalmente variam muito pouco entre elas.

Eu mesmo já passei por um perrengue financeiro desses, quando, em um voo de Eindhoven para Varsóvia, a Wizz Air me fez pagar € 40 (em 2015) de multa porque minha mochila estava fora das dimensões permitidas! E não teve conversa e nem choro que revertesse a decisão do atendente (e da empresa).


E você? Já teve algum contratempo com uma companhia aérea low cost por não ter seguido a regra de bagagens? O que achou dessa história de bônus para os funcionários? Participe nos comentários!

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