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Roteiro em Lisboa: o que visitar em 4 dias na capital portuguesa

Aline Bernardes
13/09/2025 às 14:00

Roteiro em Lisboa: o que visitar em 4 dias na capital portuguesa

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Visitar Lisboa é diferente de visitar qualquer outra capital europeia. Em razão da conexão entre Brasil e Portugal, os dias aqui representam uma espécie de resgate às origens. O idioma, a arquitetura, a religiosidade e a gastronomia nos unem. Se as semelhanças aparecem de imediato, as diferenças surgem aos poucos. Perceber isso dia após dia é quase íntimo.

Entre um passeio e outro, revelando essa história em comum, descobrimos também outra faceta de Lisboa e que não tem a ver com passado, mas com presente. A cidade à beira do rio Tejo é viva, colorida e vibrante. Está conectada com as tendências vistas nos grandes centros, com a vantagem de soar familiar como nenhuma outra.

Essa sugestão de roteiro de 4 dias em Lisboa é baseada no que eu mesma vivenciei quando estive na cidade durante um feriadão. Claro que, com mais dias, seria possível visitar outras atrações e até fazer passeios bate-volta, mas considero que o essencial está aqui.

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Dia 1 – Baixa, Chiado e Bairro Alto

Recomendo que você inicie o passeio pela Baixa, bairro da área central onde já estão algumas atrações conhecidas da cidade. A Praça do Comércio, voltada para o Tejo e ladeada por edifícios monumentais, é o ponto de partida. Atravesse o arco da Rua Augusta e perambule pelas ruas do entorno.

Praça do Comércio e Arco da Rua Augusta, ponto de partida para explorar Lisboa

Uma curiosidade: em 1755 um terremoto, seguido de um incêndio, destruiu Lisboa. Os quarteirões de ruas bem alinhadas que você vê por aqui, bem diferentes do restante da cidade, são resultados dessa reconstrução no final do século XVIII, liderada pelo Marquês do Pombal — sim, o mesmo que faz parte da História do Brasil. 

O Elevador de Santa Justa é a atração que une a Baixa ao bairro vizinho, o Chiado. Se preferir, suba a pé, mas não deixe de apreciar a vista do alto do elevador. Logo ao lado estão as ruínas do Convento do Carmo, também destruído no terremoto de 1755. Ali pertinho fica a Livraria Bertrand, inaugurada em 1732, a mais antiga do mundo.

Vale circular pelo bairro até notar o agito de turistas em torno do Elevador da Glória, o mais movimentado dos funiculares, que conecta a Praça dos Restauradores ao Miradouro São Pedro de Alcântara. Esse é um belo lugar para apreciar a vista da porção leste da cidade e descansar antes de seguir batendo perna.

A ideia é que você chegue ao Bairro Alto, o mais boêmio dos bairros de Lisboa, para curtir a noite. Aqui não há grandes atrações para dar check. A proposta é circular pelas ruas estreitas, observar os pequenos restaurantes familiares (chamados de tascas) e escolher uma mesinha na calçada para encerrar o dia, tal qual fazem os lisboetas.

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Dia 2 – Belém e Alcântara

Passear por Belém dá a sensação de estarmos em um dia de visita técnica das aulas de História da escola. Esse é o bairro que mais remete ao período das Grandes Navegações — não à toa, já que é o local de onde partiu a frota de Pedro Álvares Cabral, que chegou ao Brasil em 22 de abril de 1500. 

Padrão dos Descobrimentos, monumento símbolo do poder de Portugal durante as Grandes Navegações

Comece o dia provando os Pastéis de Belém. A massa folhada com recheio de creme de ovos, ícone da gastronomia portuguesa, nasceu nesse endereço em 1837. Todos os outros que você provar por lá são chamados pastéis de nata, de Belém, só esses. Aliás, confira nossos 5 lugares favoritos para comer pastéis de nata em Lisboa!

Quase ao lado fica o Mosteiro dos Jerónimos, a construção religiosa mais notável do país, onde estão enterradas figuras como Luís de Camões, Vasco da Gama e Fernando Pessoa. 

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Depois, siga até a beira do Tejo, onde está a famosa Torre de Belém, erguida em 1520 para proteger Lisboa de invasões. Seguindo por ali chega-se ao Padrão dos Descobrimentos, monumento imponente em formato de nau. Esculpidas em calcário, aparecem 33 figuras históricas dessa época; tente adivinhar quem é o Cabral.

Continue caminhando pela beira do rio para belas surpresas. A primeira delas é o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), de arte contemporânea, cuja fachada ondulada, revestida de azulejos brancos, chama a atenção. A outra é o próprio calçadão à beira do Tejo, que por ser frequentado por locais, nos faz sentir pertencentes à cidade. 

Conforme seguimos, avistamos cada vez mais de perto a imponente Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada. Se ainda houver disposição, siga até o bairro vizinho de Alcântara para conhecer a LX Factory, uma antiga área industrial hoje ocupada não só por escritórios, mas também por lojas e restaurantes. Ali está a Lisboa cosmopolita.

Dia 3 – Alfama e Cais do Sodré

Sabe aquela imagem que temos de cidadezinhas europeias? Ruas estreitas, casario colorido, roupas penduradas na janela… Pois em Lisboa, é em Alfama que esse imaginário ganha vida. Por estar no alto, sofreu menos com o terremoto de 1755 e conservou sua estrutura original, sendo considerado o bairro mais antigo da cidade.

Vista do Miradouro de Santa Luzia, na descida pelo bairro de Alfama

O Castelo de São Jorge, no alto da colina, é uma excelente atração para começar o dia. Construído pelos mouros no século XI, oferece uma das vistas mais completas de Lisboa.

Depois, desça sem pressa por Alfama e pare no Miradouro de Santa Luzia, onde o casario colorido de telhados laranja combina com o azul do Tejo. Mais adiante, passe pela Sé de Lisboa, a imponente catedral do século XII, a mais antiga da cidade. Ao lado, você também pode visitar a Igreja de Santo Antônio de Lisboa, construída no local de nascimento do famoso santo casamenteiro.

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Ao chegar à parte plana, dois espaços culturais interessantes merecem a visita: o Museu do Fado, que celebra o mais português dos gêneros musicais, e a Fundação José Saramago, dedicada à vida e à obra do autor português. Curiosidade: ele está enterrado em frente à casa, debaixo de uma oliveira trazida de sua cidade natal. 

Concluída a parte cultural, hora de explorar outras facetas de Lisboa. Atravesse a Praça do Comércio e siga até o Cais do Sodré, bairro boêmio bastante agitado. Esse é o ponto final do Elevador da Bica, outro dos famosos funiculares amarelos. Subir pelas ruelas e esperar o elevador passar já é uma programação e tanta.

Muito próximo dali está o Time Out Market Lisboa, o mercado gastronômico que reúne mais de 30 bares e restaurantes de chefs conhecidos, a preços bem convidativos. Praticamente ao lado está a Rua Cor de Rosa, endereço de bordéis no passado e de bares no presente. Siga por aqui enquanto puder, a noite só tem hora para começar.  

Dia 4 – Parque das Nações

Era uma vez uma região industrial portuária que, após décadas de abandono, passou por uma requalificação urbana e se transformou em um dos lugares mais modernos da cidade. Esse é o Parque das Nações, bairro às margens do Tejo, cuja vocação mudou completamente após a Expo Mundial 98, evento que deixou um legado capaz de atrair moradores e turistas. Essa é a Lisboa do século 21.

Oceanário de Lisboa, um dos maiores aquários do mundo

A chegada ao Parque das Nações já é um acontecimento. Isso porque a Estação do Oriente (de metrô, trem e ônibus), projetada pelo arquiteto Santiago Calatrava, o mesmo do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, é uma atração por si só.

Caminhando por ali, se vê uma Lisboa completamente diferente, com grandes avenidas, arquitetura moderna e belos projetos paisagísticos. Siga até o Oceanário de Lisboa, um dos maiores aquários do mundo, e visita obrigatória. Não importa quantos anos se tenha, avistar as espécies do fundo do mar é sempre fascinante.

Às margens do Tejo, você encontra vários bares e restaurantes convidativos para uma pausa. Com disposição, pode fazer todo esse trecho a pé ou então a bordo da Telecabine de Lisboa, o teleférico que liga o Parque das Nações de ponta a ponta, e proporciona uma vista fascinante dessa parte da cidade.

Se tiver pique, e especialmente se estiver com crianças, vale ainda visitar o Pavilhão do Conhecimento, um museu de ciências interativo. De volta ao metrô, aproveite para passar no Shopping Vasco da Gama, seja para compras, um lanche ou uma visita rápida ao supermercado.

Já esteve em Lisboa? Conta pra gente o que entrou no seu roteiro e que você considera indispensável.

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