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Como estão as barreiras sanitárias na Europa? Casal maratonista conta os detalhes de sua viagem

Redação
Redação
24/09/2021 às 18:32

Como estão as barreiras sanitárias na Europa? Casal maratonista conta os detalhes de sua viagem

As fronteiras pelo mundo vão se reabrindo de forma lenta e gradual. Na Europa muitos países já estão recebendo os turistas brasileiros vacinados. Aproveitando esta reabertura o nosso leitor Darlan Souza e sua esposa Márcia embarcaram para uma viagem ao Velho Continente, destino França e Finlândia. No relato abaixo o casal fala um pouco sobre a viagem e principalmente como estão os controles sanitários. Uma ótima oportunidade para quem quer tirar dúvidas e embarcar rumo à Europa.

Correndo e viajando

Por Darlan Souza

Como alguns países estão abrindo as fronteiras e nos recebendo, desde que devidamente vacinados, vou contar aqui um pouco de como foi o procedimento de entrada na França e na Finlândia, além do retorno de volta a França.

Eu e minha esposa Márcia estávamos inscritos para participar de algumas corridas de rua nos Estados Unidos e na Europa desde o início de 2020. Bom, devido a tudo que ocorreu, a expectativa era de poder realizar estas provas ainda em 2021 ou jogar lá para 2022.
Estamos vacinados e nos sentimos seguros de poder viajar, buscar passear por lugares e fazer passeios esportivos diferentes na Europa.
Com a abertura da França e da Finlândia (sem precisar fazer quarentena), programamos de usar nossos vouchers e voar saindo de São Paulo (GRU) a Helsinque (HEL), na Finlândia, com conexão de entrada em Paris (CDG), na França.
Para entrar na França era preciso apresentar no aeroporto o teste RT-PCR (72h antes do horário de embarque). Levamos em papel impresso e no smartphone em versão digital e também mostramos o certificado de vacinação em Inglês (baixe pelo app do SUS a versão em inglês). É legal também imprimir em papel, manter no celular na nuvem ou WhatsApp por exemplo. No aeroporto de Guarulhos a checagem foi bem rigorosa e eles no check-in da Latam conferiram se as vacinas que foram aplicadas eram as duas doses da Pfizer, Astrazeneca (ou misturadas) ou se era a de dose única da Janssen e se estava dentro prazo estabelecido pelas autoridades sanitárias. Como as nossas estavam dentro do prazo e eram vacinas aprovadas pela União Europeia, tudo certo e check in realizado com sucesso.
Vale lembrar que fizemos o teste cerca de 24 horas antes do embarque, em um laboratório que a Latam indicou ao valor de R$ 315 cada um. O laboratório aceita pagamento com cartão de crédito e disponibiliza o resultado pela web em até 6 horas após a coleta em dois idiomas num arquivo pdf. No aeroporto de Guarulhos também fazem o PCR liberando o resultado em 4 horas depois da coleta, mas preferimos não arriscar e fazer antes de ir ao aeroporto.
No avião só é possível tirar a máscara para se alimentar e beber. A Latam realizou o serviço de bordo com comidas e bebidas, normalmente, com jantar e café da manhã.

Chegada à França 🇫🇷

Desembarcamos no aeroporto Charles de Gaulle e fomos direto à fila da imigração, onde havia wifi disponível. Lá era necessário preencher um formulário online para responder umas perguntas básicas sobre estado de saúde e sobre a sua exposição ao vírus – se teve contato com alguém infectado nos últimos dias, por exemplo. Ao final deste questionário, ele gerava um arquivo pdf que era necessário mostrar aos atendentes da fila, assim como o certificado de vacinação em inglês. Era uma espécie de pré-triagem antes da imigração de fato. Não olharam e nem pediram nada do RT-PCR, isso só pediram no Brasil no check-in e pré-embarque.
Na imigração foi tudo muito rápido, apenas perguntaram em inglês se ficaríamos na França, e quanto tempo. Falamos que iríamos à Finlândia, então carimbou o passaporte com a data de chegada (18/08/2021) nos entregou, falou a frase que tanto gostamos de ouvir na imigração: Have a good day!
O aeroporto de Paris é gigante, então corremos para não perder o voo a Helsinki (HEL) na Finlândia que era do outro lado do aeroporto, uns 20 minutos de caminhada. Notamos que havia muitos militares fortemente armados fazendo a ronda no aeroporto, algo incomum para nós no Brasil, não é mesmo?

Viagem à Finlândia 🇫🇮

No embarque à Finlândia, pela Finnair não nos pediram nada, embarcamos normalmente e durante o voo, numa aeronave da Embraer, também podia tirar a máscara para comer e beber.

Helsinque, Finlândia

No desembarque no aeroporto de Helsinque fomos direcionados aos guichês de imigração, onde a atendente verificou no nosso celular mesmo, de forma ampliada (zoom) e cuidadosamente, as vacinas e as datas que tomamos e logo nos liberou. Ela falou em inglês: “Está no prazo, tudo certo!” e nos liberou para ingressar normalmente.
Do aeroporto pegamos um trem até a cidade de Turku (no trem é necessário seguir usando a máscara), onde nos hospedamos e corremos a maratona no dia 21/08/2021. Para participar do evento esportivo, não nos pediram nada, eu corri os 42 km e minha esposa a meia maratona de 21 km.
Na cidade de Turku, alguns usam a máscara em lugares públicos fechados (tem cafeterias que nem a atendente usa) e ninguém cobra nada, nas ruas raramente alguém usa, os casos de infecção por lá são muito baixos.

Retorno à França 🇫🇷

Na volta à França dia 25/08/2021 saindo de Turku, Finlândia, no trem era obrigatório o uso de máscara, no aeroporto o mesmo procedimento de uso de máscaras. Apenas nos pediram no check-in da companhia aérea Finnair o comprovante de vacinação em inglês e conferiram as marcas e datas das vacinas, tudo bem simples e mostrado no celular mesmo.
Na chegada à França, para nossa surpresa, não tivemos nenhuma barreira sanitária, checagem ou algo de burocracia, apenas desembarcamos e saímos em direção à retirada de malas.

 

Agora na França, o que mais pedem em bares e restaurantes é o “passe sanitário” para checagem do QR code. Como não tínhamos, mostramos o comprovante de vacinação (eles aceitam, apesar de questionarem).
Na capital francesa, aproveitamos para correr a Semi de Paris, famosa e tradicional meia maratona de Paris (21km) em 05/09/2021. Para participar da prova nos solicitaram por email: um atestado médico e o “passe sanitário europeu” comprovando ciclo vacinal completo. Como não tínhamos o “passo sanitário europeu” nos deixaram participar depois da conferência do ciclo vacinal do Conecte SUS em versão em inglês. Corremos a prova, muito bonita por sinal, e logo depois aproveitamos para subir até o topo da Torre Eiffel com as medalhas. A vista lá de cima é fantástica, vale a pena a experiência!

Retorno ao Brasil 🇧🇷

Para voltar ao Brasil, pela Iberia fizemos o teste RT-PCR 72 horas antes do embarque, mais a apresentação do preenchimento do formulário FCS (versão espanhola do formulário da Anvisa) devido à conexão em Madri. Também apresentamos o e-mail do preenchimento do formulário DSV (declaração de saúde do viajante) da Anvisa.
Todo procedimento burocrático realizado com sucesso, embarcamos e seguimos viagem em segurança. No voo de retorno foi servida as refeições normais e tudo certo.
Ao descermos no aeroporto de Guarulhos os agentes aeroportuários conferiram toda nossa documentação e não foi necessário realizar quarentena na chegada ao Brasil (Ufa!). Lembrando que todos estes formulários e documentos podem ser sempre apresentados digitalmente no próprio smartphone.
Uma curiosidade de ambos os países é que nenhum deles mede temperatura (com aquela pistola na testa ou no pulso) e o uso do álcool em gel não é tão rigoroso (obrigatório) e disponível em ambientes públicos e privados como vemos no Brasil.
Lembrando que tanto a França como a Finlândia estão enquadrados em países com a GREEN LIST, onde a situação da pandemia está controlada e tem altos índices de vacinação.
E você, já programou sua viagem?
Agradecemos ao Darlan por esse excelente relato que certamente vai ajudar muitos leitores a esclarecer suas dúvidas sobre viajar à Europa nesses tempos ainda incertos! Quer mandar o relato de sua viagem para o Melhores Destinos? Entre em contato com a gente pelo e-mail contato@melhoresdestinos.com.br!