Ranking revela as 10 rotas mais turbulentas de 2025 – e tem América do Sul na lista!
Ranking revela as 10 rotas mais turbulentas de 2025 – e tem América do Sul na lista!
Se você não gosta de turbulência ou quer evitar voos muito “agitados”, você definitivamente precisa dar uma olhada no ranking das 10 rotas mais turbulentas do mundo. A Turbli, empresa que monitora o fenômeno, divulgou a lista referente a 2025, que inclui quatro rotas na América do Sul – uma delas em primeiro lugar!

Assim como em 2024, a rota Mendoza–Santiago mantém a liderança absoluta do ranking. A lista inclui, ainda, Córdoba-Santiago, Santa Cruz de la Sierra-Santiago e Mendoza-Salta. As demais linhas estão na Ásia e nos Estados Unidos. Confira a relação completa na sequência do post!
Como a Turbli define as rotas mais turbulentas?
O estudo da Turbli analisou 10 mil rotas que conectam os 550 maiores aeroportos do mundo, considerando dados de turbulência no intervalo de um ano. A metodologia inclui informações do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos, e do UK Met Office, órgão de meteorologia do Reino Unido.

A turbulência é definida por uma “taxa de dissipação de redemoinho” (tradução livre de “eddy dissipation rate”, ou EDR, na sigla em inglês). É uma unidade de medida que representa a velocidade com que as estruturas turbulentas se desfazem e dissipam sua energia na atmosfera.
A avaliação da Turbli vai de 0 a 100, e quanto maior for o número, mais forte o fenômeno. A turbulência é considerada leve até 20, moderada a severa de 20 a 40, severa de 60 a 80 e extrema de 80 a 100. O trecho Mendoza-Santiago ficou com 22,9 pontos – uma escala moderada, segundo o estudo.
Confira o ranking com as 10 rotas mais turbulentas do mundo!
| Rota | Distância (km) | Turbulência média (EDR) |
| Mendoza-Santiago (Argentina/Chile) | 196 | 22,983 |
| Xining-Yinchuan (China) | 433 | 18,935 |
| Chengdu-Xining (China) | 724 | 18,758 |
| Córdoba-Santiago (Argentina/Chile) | 660 | 18,643 |
| Santa Cruz de la Sierra-Santiago | 1.905 | 18,33 |
| Chengdu-Lanzhou (China) | 692 | 18,322 |
| Mendoza-Salta (Argentina) | 940 | 18,307 |
| Chengdu-Yinchuan (China) | 890 | 18,282 |
| Xining-Lhasa (China) | 1.312 | 18,181 |
| Denver-Jackson (Estados Unidos) | 653 | 18,18 |
Em relação ao ano passado, a América do Sul viu a saída da rota Bariloche-Santiago, que em 2024 ficou em 10º lugar. A grande novidade na nova lista é a entrada de Denver-Jackson.
O que todas essas rotas têm em comum é que passam por regiões montanhosas. No caso da América do Sul, envolve a belíssima Cordilheira dos Andes, e no caso asiático, as elevadas altitudes do Tibet.

Como a turbulência se forma?
O National Weather Service, órgão dos Estados Unidos que monitora o clima, avalia que a turbulência é um dos fenômenos mais imprevisíveis para pilotos. Trata-se de uma movimentação irregular do ar a partir de redemoinhos e correntes verticais.
Em muitos casos, o avião inevitavelmente passa por essas áreas, que originam os avisos da tripulação aos passageiros – e que devem ser levados a sério!
A turbulência costuma ter quatro graus de severidade, e considera o efeito que a inicia e o grau de estabilidade do ar:

Leve – causa mudanças sutis e momentâneas em altitude. Os efeitos para os passageiros são insignificantes.
Moderada – similar ao grau leve, mas ligeiramente mais intensa. Os passageiros já sentem o contato do corpo com o cinto de segurança.
Severa – traz mudanças abruptas de altitude e de velocidade. Os viajantes são forçados de forma mais violenta contra o cinto de segurança.
Extrema – o avião sacode violentamente e é quase impossível de ser controlado. Nestes casos, podem aparecer danos estruturais.

O National Weather Service lista uma série de causas específicas para a formação do fenômeno. Com relação a este post, destacamos as “ondas de montanha”, que o órgão considera um dos tipos mais severos de turbulência.
De forma geral, são redemoinhos que nascem a partir do impacto de correntes de ar com as montanhas, ou seja, uma “perturbação” do movimento horizontal do vento, que encontra um obstáculo em seu caminho. A corrente de ar, então, passa a ser vertical. A combinação disso com o atrito do vento com a montanha cria o que é chamado de “vórtice rotativo”, uma das causas de turbulências severas.
Turbulência derruba avião?

Há muitos mitos e verdades em torno do assunto, mas não se preocupe! A única forma para um possível acidente seria uma turbulência muito extrema. Mesmo assim, os danos provavelmente se limitariam à estrutura do avião.
Além disso, com toda a tecnologia de previsão meteorológica existente nos dias de hoje, a trajetória pode ser redefinida para evitar a passagem por áreas de instabilidade mais fortes.
Por isso, a resposta imediata para uma das perguntas mais comuns entre as pessoas sem tanta experiência em viagens aéreas é não! No entanto, a turbulência pode causar problemas a bordo se for forte, súbita e pegar os passageiros sem o cinto de segurança afivelado ou acontecer durante o serviço de bordo.
A própria Turbli, autora do ranking, tem uma opção em seu site que permite consultar com antecedência se você vai encarar turbulência em sua viagem.
Já viajou em algumas dessas rotas? Passou por turbulência cruzando a Cordilheira dos Andes? Conte a sua experiência nos comentários!