Azul, Gol ou Latam? Veja qual companhia teve a passagem mais cara em 2025 e saiba como economizar
Azul, Gol ou Latam? Veja qual companhia teve a passagem mais cara em 2025 e saiba como economizar
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) liberou nos últimos dias os números fechados de 2025 sobre preços das passagens aéreas de voos domésticos. Segundo o órgão, o valor médio ficou em R$ 646,04, uma redução de cerca de 6,75% em relação a 2024, quando a tarifa média alcançou R$ 692,82.
Todos os resultados mencionados neste post já são corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Entre as três principais companhias aéreas nacionais, a Azul foi a que teve a maior redução, passando de uma média de R$ 726,71 em 2024 para R$ 689,23 em 2025 – queda de 12%. A empresa, no entanto, continua com a tarifa média mais cara do Brasil.
A Latam foi a única que teve um aumento no preço de médio de passagens: registrou uma média de R$ 659,26 em 2024 contra R$ 667,41 em 2025 – acréscimo de 1,24%, que resultou na segunda tarifa média mais cara.
A Gol, por sua vez, viu os preços caírem 6,5%, de R$ 622,29 para R$ 581,50 na mesma comparação, ficando em terceiro lugar entre as brasileiras.

É o quarto ano seguido de redução nos preços médios das passagens domésticas desde 2021 entre todas as aéreas. À época, as tarifas explodiram em relação a 2020 por conta de uma demanda reprimida ocasionada pela pandemia e que sufocou a oferta de assentos.
Mesmo assim, os números divulgados pela Anac mostram que as passagens, na média, continuam mais caras do que em 2019, último ano antes da pandemia.
Como economizar em passagens aéreas em 2026?

Mesmo com a média geral da Anac indicando redução no custo das passagens aéreas, muitas pessoas continuam com a sensação de que as tarifas continuam elevadas. E para te ajudar a economizar em 2026, listamos abaixo 11 dicas para que você encontre os melhores preços.
A relação a seguir vale tanto para voos domésticos quanto internacionais!
1. Lançamento de rotas
Todo o barulho que uma companhia aérea faz em torno de um novo voo tem o objetivo óbvio de encher o avião, sobretudo para o início da operação, quando o tempo é mais curto entre o anúncio e a decolagem inaugural.

Em muitos casos, as empresas lançam tarifas promocionais, justamente como parte do objetivo de divulgar uma rota e contribuir para que ela esteja lotada. Assim, companhias aéreas que já operam a mesma linha costumam reduzir, ao menos temporariamente, as suas tarifas para fazer frente ao concorrente que está chegando.
Essa pode ser uma excelente oportunidade para conseguir aquela passagem no precinho!
2. Voos com conexão (ou conexões)
O objetivo das empresas é vender assentos e voar com aviões lotados – lugar vazio é prejuízo! Por isso, se você escolher uma viagem com conexão, a empresa dará uma espécie de “desconto” para a segunda perna da viagem para que você continue com ela até o fim. Isso é especialmente importante para a companhia aérea em rotas de demanda mais baixa.
Se você viaja de São Paulo para Paris com uma conexão em Bogotá, Londres ou Roma, muito possivelmente pagará menos do que se voar direto para a capital francesa. Veja o exemplo abaixo:

Comparativo de preços de passagem de São Paulo para Paris com conexões e em voos diretos
Você definitivamente vai viajar mais tempo, uma vez que terá que parar primeiro em outro aeroporto. Mas se não for sensível a isso – e gostar de aviões! -, pode ser uma ótima opção.
3. Flexibilidade de datas
Essa é uma estratégia interessante, mas que, como o próprio nome diz, depende da sua disponibilidade. Para uma viagem de Natal, Réveillon ou Carnaval, por exemplo, a flexibilidade de ir um pouco antes e voltar um pouco depois pode permitir que você salve um dinheiro precioso.
Em situações assim, é importante calcular também o seu gasto extra no destino, como hotel, alimentação e atrações. Se compensar, ótimo! Caso você fique na casa de parentes ou amigos, definitivamente será um saldo positivo, a menos que seus anfitriões queiram que você vá embora…

4. Prefira a passagem de ida e volta, embora não seja uma regra
Esse talvez seja o ponto mais controverso da lista. De maneira geral, as companhias aéreas praticam preços mais baixos para uma compra de ida e volta, de modo a estimular que os assentos sejam vendidos nas duas pernas de uma rota e garantam a ocupação do avião.
É como se você recebesse um “desconto” pela reserva da viagem inteira com a mesma aérea.
O preço de um bilhete só de um trecho costuma ser mais elevado porque, ao entender que o passageiro pode não voltar com a mesma companhia aérea, as empresas buscam maximizar o retorno financeiro – e ao aumentar o preço, estimulam, consequentemente, a compra do retorno pela mesma transportadora.

Algumas aéreas também têm o entendimento de que passageiros com bilhetes só de ida são menos sensíveis a preço – viajando geralmente a trabalho ou numa situação, especialmente de emergência, em que a escolha precisa ser imediata ou sem uma data definida para retorno.
5. Antecedência na medida certa
Nem muito antes e nem muito perto da viagem. Os sistemas atuais das companhias aéreas permitem que a compra de uma passagem seja feita com até 365 dias de antecedência, mas o ideal é não ir com muita sede ao pote.
Quando um voo que vai decolar daqui a um ano é lançado, por exemplo, a companhia aérea ainda não tem a leitura assertiva de comportamento de oferta e demanda – poucas pessoas conseguem planejar uma viagem com tanta antecedência. Por isso, alguns preços iniciais podem aparecer lá nas alturas, e são ajustados posteriormente.

Pense que, após entender o ritmo de vendas de um determinado voo, a empresa pode diminuir preços, e se você comprou com um ano de antecedência, provavelmente vai ficar chateado.
Atualmente, o recomendável para voos domésticos é a compra entre 1 e 3 meses antes da viagem – já houve uma oportunidade em que emiti uma passagem com 35 dias de antecedência que custou R$ 600 (geralmente, passa de R$ 1.000). Para trajetos internacionais, a sugestão é a compra entre 3 e 6 meses de antecedência.
Vale ressaltar que essa lógica é relativa, dado que o comportamento da oferta e da demanda não é estático. Períodos de férias ou datas festivas, por exemplo, sempre terão uma tarifa média mais alta, independentemente de quando você fizer a busca.
6. Viajar no meio da semana e fora de horários de pico
A maioria das rotas ao redor do mundo tem um pico de demanda em datas mais próximas do fim de semana, como sexta-feira, domingo à noite e segunda pela manhã. Se você só tem como viajar nesses momentos, provavelmente pagará mais caro do que se pudesse voar com mais flexibilidade.

De maneira geral – e sempre considerando que tudo depende da relação oferta x demanda -, voar de terça a quinta tende a ser mais barato, bem como no sábado à tarde. Isso não se aplica, por exemplo, a cidades onde, em certas datas, estejam acontecendo grandes congressos, festivais e eventos esportivos.
7. Escolha uma companhia aérea low cost
Se você é mais “desapegado”, mas tem muito “apreço” pelo seu dinheiro, escolher uma companhia aérea low cost pode ser uma excelente estratégia! Essa regra não se aplica exatamente ao Brasil, mas ao redor do mundo diversas empresas que operam sob este modelo são a opção de milhares de viajantes.

De forma geral, as low cost têm passagens mais baratas do que as empresas “tradicionais” do setor porque se apoiam na receita de “serviços auxiliares” – check-in no aeroporto, despacho de bagagem e marcação de assentos – e na operação em aeroportos secundários de grandes cidades, com taxas menores.
Hoje, o modelo low cost está presente em todo o planeta, especialmente na Europa e nos Estados Unidos. A Ásia também tem boas opções, com a América Latina vindo na sequência.
8. Acúmulo de milhas
O interesse em torno das milhas cresceu muito nos últimos anos, e especialmente desde a pandemia, o número de pessoas interessadas no assunto explodiu! Não é à toa, já que se trata de uma excelente oportunidade de emitir passagens aéreas sem pesar no bolso.

De olho nesse nicho promissor, cada vez mais as companhias aéreas e as instituições bancárias têm investido no segmento por meio dos cartões de crédito. A partir do acúmulo de milhas, que pode acontecer tanto pela compra de passagens quanto pela aquisição de bens e serviços, os viajantes podem garantir a emissão de bilhetes pagando nada ou pagando muito pouco!
Aqui no Melhores Destinos, temos um ranking de melhores cartões de crédito para o acúmulo de milhas. A lista é elaborada pela nossa equipe e atualizada regularmente, seguindo critérios rigorosos e que levam em conta o que é mais vantajoso para os viajantes!
Vale a pena dar aquela conferida e solicitar o cartão que mais combina com o seu perfil. Algumas opções garantem o acúmulo de até 7 milhas por dólar gasto!
9. Monitore os voos (e lembre-se de ativar as notificações)

Costumo usar com frequência a opção do Google Flights de monitorar os preços de determinados voos. Se você quer viajar para determinado lugar, mas está achando tudo muito caro, é possível ativar o acompanhamento.
Com isso, a ferramenta do Google vai te enviar – geralmente por e-mail – avisos sobre se a tarifa aumentou ou diminuiu para as rotas e as datas escolhidas. Ferramentas semelhantes estão disponíveis em sites como Kayak e Skyscanner.
Mas a grande jogada mesmo é ficar de olho aqui no Melhores Destinos, onde monitoramos diariamente (todos os dias mesmo, 24 horas/7 dias por semana) as melhores oportunidades de passagens aéreas! Nossa equipe acompanha as ofertas do mundo inteiro e compartilha tudo aqui grátis em tempo real.
10. Passagens de última hora: mito ou verdade?

Se você já esteve na Europa, deve ter visto em alguns aeroportos balcões de atendimento que vendem “passagens de última hora” (last minute tickets). A questão em torno dessa possibilidade sempre vem à tona quando a necessidade surge. A resposta é: depende.
A título de exemplo, recentemente emiti uma passagem de São Paulo para Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, por menos de R$ 300 para um voo que sairia em menos de duas horas. Foi a primeira e única vez na vida – até hoje – que consegui fazer um bom negócio desses comprando de tão última hora.
No entanto, em rotas de alta demanda, como na ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, essa possibilidade cai drasticamente, e os preços se mantêm altos até o último momento.
11. Promoções de passagens aéreas
Por último, mas não menos importante, temos as promoções. Elas podem ocorrer a qualquer momento, mas são garantidas em datas especiais, como a Black Friday, Semana do Consumidor, aniversários de companhias aéreas e, é claro, no aniversário do Melhores Destinos, que celebramos sempre em julho com muitas ofertas para os leitores!

Nessas situações, é muito importante ser rápido! Em diversos casos, as empresas disponibilizam um número limitado de passagens com desconto e com várias condições para a emissão.
Em uma promoção, você provavelmente precisará ter flexibilidade de datas, já que os bilhetes costumam ser para voos com menor demanda – ou seja, esqueça os fins de semana e feriados. Também não espere descontos para períodos festivos de fim de ano, Carnaval ou outras datas comemorativas importantes.
Para te ajudar a viajar mais gastando menos, estamos sempre de olho nos melhores preços dos melhores voos para os melhores destinos ao redor do mundo. Para acompanhar, receber e aproveitar todas as promoções que publicamos no Melhores Destinos, baixe o nosso app gratuito!
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O que achou dos preços médios das passagens em 2025? Você sentiu que houve uma redução ou continua caro? Você costuma usar alguma das estratégias acima para garantir sua passagem? Participe nos comentários!