Qantas planeja voos diretos para o Brasil com novos A350 e Boeing 777

Wendell Oliveira
Wendell Oliveira
24/08/2017 às 23:29

Qantas planeja voos diretos para o Brasil com novos A350 e Boeing 777

A Qantas divulgou em sua página oficial no Facebook que pretende voar sem escalas da Austrália para Londres, Nova Iorque, Paris e Rio de Janeiro!

O lançamento das novas rotas foi batizado de Project Sunrise e remete aos voos “de dois sóis nascentes” que a companhia fazia durante a Segunda Guerra pelo Oceano Índico, com voos tão longos que era possível ver o nascer do sol duas vezes!

No entanto, os novos voos diretos dependem dos avanços da Airbus e a Boeing, que foram desafiadas pela Qantas a aumentar o alcance das suas aeronaves de nova geração, como o A350 e o 777X.

A notícia vem logo após sua principal concorrente, a Air New Zealand, anunciar oficialmente que também pretende voar direto para o Brasil com uma destas duas aeronaves de nova geração. A Qantas opera atualmente na América do Sul com voos para Santiago do Chile com o Boeing 747-400, e já chegou a voar para Buenos Aires, mas a rota foi cancelada.

Confira abaixo o vídeo promocional da Qantas, com ares de super produção:

https://www.facebook.com/Qantas/videos/10154939936062686/

A Qantas planeja iniciar estes voos até 2022, já a Air New Zealand até 2021. Apesar de ainda não confirmado, o voo para o Rio de Janeiro deverá partir de Sydney, mas as cidades de Brisbane e Melbourne também serão contempladas pelo Project Sunrise. Atualmente a Qantas opera a partir da costa leste da Austrália para Nova Iorque com escala em Los Angeles, e para Londres com escala em Dubai.

Em resumo, o anúncio parece ser mais pensamento positivo do que de fato uma realidade. Somente “se” a Airbus e a Boeing desenvolverem suas aeronaves até lá, teremos o voo direto para o Rio. Pensando desta maneira, quem sabe em breve também não teremos anúncios de voos diretos até a Lua? 🙂

E você, o que achou? Anúncio precipitado ou planejamento a longo prazo? Deixe sua opinião nos comentários!

28 Comentários

  • Italo Silveira says:

    Quanta agilidade! Daqui pra lá ninguém sabe nem se ainda existe essa budega chamada Brasil.

  • thiagocolorado says:

    Talvez eu não esteja vendo algo, mas o alcance do A380 (que a Qantas tem 12), é de 15.700km (ou 9700milhas). Já a menor distância Rio – Sydney é de 8400milhas. Pq não usar um A380 na rota (e ficar esperando uma nova versão do A350 para próxima década)?

    • PauloHCM says:

      O A350 já tem alcance maior que o A380, pois supera os 16.000km com boa margem. Talvez ela não queria pagar as taxas aeroportuárias do A380 aqui no Brasil, ou não achou slot em Guarulhos

      • Jose says:

        Brincadeira se for falta de slot em GRU. Aeroporto de SYD é show de bola e ainda tem trem direto pra cidade. Australia tem cerca de 24 milhões de habitantes; a região metropolitana de São Paulo cerca de 22 milhões. Tirem suas conclusões…

    • MTorres says:

      Acredito estar relacionado ao alcance e custo. O a350 é mais economico e de tamanho mais ajustado que o a380. Não imagino demanda de um A380 pra australia saindo de GRU ou GIG.

      • Márcio Sampaio says:

        A questão não é a simples autonomia da aeronave, mas qual a capacidade máxima para esta autonomia.

        Um A350 ou um 777 atuais podem fazer a rota tranquilamente, mas com restrições sobre quantidade de passageiros e/ou carga. Como é uma rota cara, as empresas querem a máxima lotação possível, inclusive de carga (transportada no porão). Por exemplo, um 777 com metade da capacidade de passageiros e porão vazio faz a rota SDY-GIG tranquilamente, mas provavelmente com prejuízo. Logo, não vale a pena.

        Mal comparando, por que Latam e Avianca não operam no SDU com A320? Porque precisariam limitar o peso máximo de decolagem, o que significa menos passageiros. Assim, é melhor um A319 ou A318 lotado que um A320 com, digamos, 75% de lotação Já a Gol consegue operar o 737-800 porque suas últomas versões receberam melhorias encomendadas à Boeing para que operasse no SDU com plena capacidade.

        Assim, tanto o voo da Qantas como o da Air Newzealand dependem de novas versões de aeronaves já existentes, com melhorias que permitam voos tão longos com máxima capacidade de pax e de carga.

    • Fabio says:

      Talvez porque o estudo de demanda da rota nao justifique um A380.

  • Marcelo Luna says:

    Muito bom. Tive o prazer de conhecer Brisbane porém meu trecho foi complicado saindo de Recife foi o seguinte:
    Recife x São Paulo Tam. São Paulo x Santiago Lan Chile
    Santiago x Auckland Lan Chile passei 3 dias em Auckland para conhecer. Depois Auckland x Brisbane Qantas.
    Se realmente tiver vai ser ótimo. Recife x Rio de janeiro. Rio de janeiro x Brisbane direto ótimo. Prepara o coração viajem longa.

  • Patrik Rodrigues says:

    kkk se eles fizerem um bom filme e tiverem uma boa persuasão tb encenam uma ida a Lua assim como os EUA fizeram!

  • Ivo Júnior says:

    Pra quem é de São Paulo valerá mais a pena ir até Auckland pela Air New Zealand.

  • Anderson Pedron says:

    Qantas será que vai custar? 😉

  • Wemerson says:

    Adorei o “Voo direto para a lua” e ” Qantas será que vai custar.” haha Mas demanda para um voo GIG/GRU-Oceania acredito que exista sim. Vejamos Santiago e Buenos Aires cuja a população é bem menor que a nossa e tem várias companhias que fazem esse percurso. A questão é mais tecnológica mesmo: Oceania é muuuuuuuito longe.

  • Ricardo says:

    Não há demanda? Quase metade dos passageiros dos quase 2 vôos diários entre Santiago e a Oceania são brasileiros. Sem falar nos muitos que viajam via LAX, Europa, Dubai e mesmo África do Sul. Eu acredito que sim, há demanda.

  • Rodrigo Figueiredo Bertelli says:

    A rota percorrida foi muito menor que a que você imaginou, pois essa é a rota mais curta entre Buenos Aires e Sydney. Exatamente percorrendo toda extensão da Argentina, passando pela Antártida e chegando à Austrália, sem passar por sobre a NZ.

  • Rodrigo Figueiredo Bertelli says:

    O A380 tem autonomia de sobra pra fazer essa rota. Acontece que a Qantas quer fazê-la de maneira mais econômica, com só 2 motores, gastando menos combustível.

  • Fabio says:

    Autonomia tem sim. Mas a demanda da rota pode nao justificar uma aeronave desse porte

  • Fabio says:

    Olha no GC Map que voce vai ver que essa rota percorrida eh a mais curta e logica.

  • Fabio says:

    Boa empresa. Gostei mais dela que da Air New Zealand

  • jorge moraes says:

    Há relatos que o B747-400 que a Qantas usa para Santiago está caindo aos pedaços.

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