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Qantas adia projeto de novos voos superlongos, inclusive para Brasil

João Goldmeier
06/05/2020 às 16:56

Qantas adia projeto de novos voos superlongos, inclusive para Brasil

Novos tempos, novos planos: não vai ser dessa vez que o Brasil vai ganhar um voo direto para Austrália. Em razão do COVID-19 a Qantas decidiu adiar seu Projeto Sunrise, que previa voos diretos de cidades australianas como Sydney e Melbourne para destinos como Londres, Nova York e Rio de Janeiro.

O projeto previa a compra de até 12 Airbus A350-1000 com algumas modificações para encarar os longos trajetos. Para confirmar o negócio a companhia australiana teria que desembolsar algumas centenas de milhões de dólares nos próximos meses, algo que no cenário atual é impensável.

“Nós certamente não vamos encomendar aeronaves para este projeto neste ano” disse o CEO da Qantas CEO, Alan Joyce, complementando que “Nós entendemos que ainda há bons argumentos para esse projeto, mas a hora dele não é agora, dado o impacto que o COVID-19 causou nas viagens internacionais”.

Projeto Sunrise

A última fronteira da aviação global, foi assim que Alan Joyce descreveu o Projeto Sunrise, quando foi lançado em 2017. O nome vem da antiga rota que a Qantas fazia através do Oceano Índico durante a Segunda Guerra Mundial. Nesses voos, os passageiros ficavam tanto tempo a bordo que viam dois amanheceres do sol (sunrise, em inglês) no trajeto.

O objetivo do projeto é permitir voos diretos de cidades australianas para diversas cidades do mundo, algo que permitiria viagens mais curtas, sem interrupções e com menos atrasos. A viagem de Sydney para Londres, por exemplo, demoraria 4 horas a menos que a opção atual com escala.

Como não havia no mercado nenhuma aeronave capaz de cumprir as especificações técnicas para voos superlongos de 20 ou mais horas, Boeing e Airbus foram chamadas para apresentar à cia australiana versões modificadas do 777-X e do A350-1000. Elas deveriam ter capacidade para fazer essas rotas com o avião cheio de passageiros, algo que demandaria uma série de adaptações.

No ano passado a Qantas realizou alguns voos teste para estudar como estas viagens longas afetam os passageiros. Um destes voos, entre Nova York e Sydney, durou 19h16m, o que garantiria o título de voo mais longo do mundo com sobras.

Após receber as propostas de Boeing e Airbus, a Qantas acabou optando pelo A350-1000 com motores Rolls Royce XWB, tanque extra de combustível e outras modificações não reveladas e sinalizou com um pedido inicial de 12 aviões.

Em março deste ano, outra barreira difícil foi vencida: os pilotos da Qantas aceitaram um acordo para flexibilizar algumas condições de trabalho, para permitir voos tão longos.

Mas aí veio a pandemia e o resto é história. É uma pena que o projeto não vá adiante, mas perfeitamente compreensível que seja adiado até a recuperação do mercado de aviação.

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