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Privatização da TAP: governo português abre prazo para receber propostas de compra da companhia aérea

Mateus Tamiozzo
06/01/2026 às 17:10

Privatização da TAP: governo português abre prazo para receber propostas de compra da companhia aérea

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O governo de Portugal deu início a uma nova etapa do processo de privatização da TAP. Na semana passada, a Parpública, órgão estatal responsável pela gestão das participações do governo em empresas, começou a enviar os convites para apresentação formal de propostas para a aquisição da companhia aérea portuguesa.

Os três grupos no páreo são Air France-KLM, IAG (que detém marcas como British Airways e Iberia) e Lufthansa. As concorrentes sinalizaram interesse formal no processo de privatização em novembro do ano passado, e desde então aguardavam o começo desta etapa, uma das mais importantes antes da escolha do vencedor.

Segundo o governo, as propostas são não vinculantes e deverão ter um componente financeiro, incluindo o preço oferecido pelas ações da TAP, bem como outros mecanismos adicionais de valorização. Os grupos interessados também deverão apresentar uma perspectiva de valorização futura da participação remanescente na aérea.

Além disso, Air France-KLM, IAG e Lufthansa terão de elaborar um plano industrial e estratégico para a TAP, uma visão preliminar sobre sinergias e benefícios para a companhia e garantias de preservação do estatuto de operador aéreo da União Europeia.

As propostas devem ser enviadas à Parpública até 2 de abril. A intenção do governo é finalizar a privatização em meados deste ano.

As exigências do governo para privatizar a TAP

São inúmeras as demandas do governo de Portugal para que a TAP seja entregue nas mãos de uma empresa privada. Entre os pontos mais importantes que constam do documento oficial com os detalhes da concorrência – e que interessa diretamente aos brasileiros -, destaca-se a exigência de reforço das operações para países de língua portuguesa.

Brasil é o maior mercado internacional da TAP, e deverá, obrigatoriamente, continuar nos holofotes de seus novos donos. Atualmente, a companhia aérea portuguesa tem cerca de 100 voos por semana em 13 cidades do Brasil.

De Lisboa, voa para Porto AlegreFlorianópolisSão PauloRio de JaneiroBelo HorizonteBrasíliaSalvadorMaceióRecifeNatalFortaleza e Manaus com escala em Belém. E tem também voos do Porto para São Paulo e Rio de Janeiro.

Em julho a TAP iniciará operações em Curitiba.

Concorrência, novos mercados e frota renovada

Além dos investimentos em países de língua portuguesa, o governo estabelece que quem comprar a empresa “deverá reforçar a posição concorrencial da companhia enquanto operador de transporte aéreo à escala global, nos mercados atuais e em novos mercados, com especial atenção às ligações entre os principais aeroportos nacionais e das regiões autônomas e à diáspora […]”.

O governo também exige do futuro dono da TAP investimentos em frota, em manutenção e engenharia e a aposta na produção de combustíveis sustentáveis.

O documento aponta ainda que “as propostas serão avaliadas com base em critérios financeiros, como o valor oferecido pelas ações, garantias de sustentabilidade financeira, projeção de rentabilidade futura da TAP e eventuais formas alternativas de pagamento, incluindo bônus por performance e trocas de ações”.

A proposta atual envolve a venda de 49,9%, sendo 44,9% para um outro transportador e 5% para os trabalhadores. Ou seja, inicialmente, a companhia aérea vencedora não terá o controle majoritário da TAP, mas há a expectativa de que isso mude no futuro, com a possibilidade de que o vencedor do certame abocanhe uma fatia maior da empresa.

Com informações do jornal português Observador

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