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Privatização da TAP: empresas formalizam interesse para compra da companhia aérea portuguesa

Mateus Tamiozzo
25/11/2025 às 5:00

Privatização da TAP: empresas formalizam interesse para compra da companhia aérea portuguesa

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A sorte está lançada! Terminou neste fim de semana o prazo para que as empresas de olho na privatização da TAP formalizassem o interesse junto ao governo português. Como era de se esperar, o Grupo Air France-KLM, o Grupo Lufthansa e o Grupo IAG (que controla companhias aéreas como British Airways e Iberia) fizeram suas apostas para conquistar o controle – ainda minoritário – da companhia aérea portuguesa.

Agora, a Parpública, órgão estatal responsável pela gestão das participações do governo em empresas, tem até 12 de dezembro para elaborar “um relatório descritivo dos interessados que submeteram as respetivas declarações de manifestação de interesse, avaliando o seu cumprimento dos requisitos de participação”.

A expectativa é que a privatização da TAP seja concluída até meados de 2026.

As exigências do governo para privatizar a TAP

São inúmeras as demandas do governo de Portugal para que a TAP seja entregue nas mãos de outra empresa. Entre os pontos mais importantes que constam do documento oficial com os detalhes da concorrência – e que interessa diretamente aos brasileiros -, destaca-se a exigência de reforço das operações para países de língua portuguesa.

O Brasil é o maior mercado internacional da TAP, e deverá, obrigatoriamente, continuar nos holofotes de seus novos donos. Atualmente, a companhia aérea portuguesa tem cerca de 100 voos por semana em 13 cidades do Brasil.

De Lisboa, voa para Porto AlegreFlorianópolisSão PauloRio de JaneiroBelo HorizonteBrasíliaSalvadorMaceióRecifeNatalFortaleza e Manaus com escala em Belém. E tem também voos do Porto para São Paulo e Rio de Janeiro.

Em julho do próximo ano, a TAP iniciará operações em Curitiba.

Concorrência, novos mercados e frota renovada

Além dos investimentos em países de língua portuguesa, o governo estabelece que quem comprar a empresa “deverá reforçar a posição concorrencial da companhia enquanto operador de transporte aéreo à escala global, nos mercados atuais e em novos mercados, com especial atenção às ligações entre os principais aeroportos nacionais e das regiões autônomas e à diáspora […]”.

O governo também exige do futuro dono da TAP investimentos em frota, em manutenção e engenharia e a aposta na produção de combustíveis sustentáveis.

O documento aponta ainda que “as propostas serão avaliadas com base em critérios financeiros, como o valor oferecido pelas ações, garantias de sustentabilidade financeira, projeção de rentabilidade futura da TAP e eventuais formas alternativas de pagamento, incluindo bônus por performance e trocas de ações”.

A proposta atual envolve a venda de 49,9%, sendo 44,9% para um outro transportador e 5% para os trabalhadores. Ou seja, inicialmente, a companhia aérea vencedora não terá o controle majoritário da TAP, mas há a expectativa de que isso mude no futuro, com a possibilidade de que o vencedor do certame abocanhe uma fatia maior da empresa.

Com informações do jornal português Expresso

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