Passagens mais baratas? Tarifa média de voos domésticos está em queda, mas segue acima de 2019
Passagens mais baratas? Tarifa média de voos domésticos está em queda, mas segue acima de 2019
Assunto que divide opiniões! Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), disponíveis no painel público de tarifas aéreas, mostram que os preços médios das passagens domésticas no Brasil estão em ritmo de queda desde 2022. No levantamento mais atualizado, o valor médio de 2025 ficou em R$ 642 de janeiro a setembro, 11% menor do que no mesmo período de três anos atrás, quando era de R$ 720.

Os números também mostram que as médias para o mesmo intervalo ficaram em R$ 676 em 2023 e R$ 646 em 2024. O levantamento considera as companhias aéreas Azul, Gol e Latam, que detêm 99% do mercado aéreo nacional.
No entanto, a tarifa média para voos domésticos no período de janeiro a outubro ainda está longe dos R$ 592 registrados em 2019, já corrigido pelo IPCA. Foi o último ano antes da pandemia e serve como referência para vários indicadores do setor, já que os anos de 2020 e 2021 foram de completa anomalia.
Azul tem tarifas mais altas, mas Latam tem ritmo menor de redução
Os números da Anac apontam que a Azul tem a tarifa média mais alta em comparação às suas duas maiores concorrentes no país. A companhia aérea historicamente tem preços mais elevados e registrou uma média de R$ 816 de janeiro a dezembro de 2022, contra R$ 684 de Gol e R$ 663 de Latam.

Em 2024, a Azul registrou uma tarifa média de R$ 723, uma redução de 11% contra 2022. A Gol ficou com preços médios de R$ 619, uma queda de 10% na mesma comparação. A Latam, por sua vez, é a que tem a diminuição mais tímida: passou de R$ 663 para R$ 656 (-1%).
Desde 2023, a Gol é a companhia aérea com as tarifas médias mais baixas do Brasil. A empresa tende a fechar 2025 novamente como a mais barata para se viajar em voos nacionais.

Em termos anuais e considerando as três companhias aéreas juntas, as tarifas médias ficaram em R$ 723 em 2022, R$ 694 em 2023 e R$ 666 em 2024. O valor de R$ 642 registrado de janeiro a setembro deve mudar nas próximas atualizações, especialmente por conta dos preços mais elevados de novembro e dezembro por conta do início da alta temporada de verão.
Em 2019, a tarifa média ao fim do ano ficou em R$ 581.
Todos os números apresentados neste post desconsideram o custo da taxa de embarque e são valores já corrigidos pelo IPCA, principal índice de inflação, conforme indicado no painel da Anac.
Oferta x demanda é o principal fator para variação de tarifas

Alguns aspectos precisam ser levados em conta para explicar o desempenho das tarifas domésticas.
O primeiro e mais importante deles é a relação entre oferta e demanda por viagens aéreas. As tarifas médias de 2022 dispararam cerca de 20% contra 2021 por conta da forte procura por viagens após a pior fase da pandemia. Ao mesmo tempo, as companhias não conseguiram acompanhar o ritmo com a oferta de assentos, já que leva tempo para reabilitar a frota que estava parada.
Com a reativação de mais aeronaves, a tendência de redução de preços já era esperada, com um equilíbrio maior na relação oferta x demanda. No entanto, as empresas ainda sofrem com parte de seus aviões fora de operação – este é um problema que deve persistir por mais alguns anos, segundo representantes do setor aéreo ao redor do mundo.

Outro elemento importante é o preço do dólar. No auge da pandemia, a moeda chegou a ser cotada perto de R$ 6,00. No início de 2022, a cotação era de R$ 5,63, e teve uma redução de 11% até meados de 2024, o que contribui para passagens mais baratas. Hoje, a moeda flutua entre R$ 5,40 e R$ 5,50, mas nos últimos três anos, chegou a alcançar mínimas de R$ 4,74 e R$ 6,18.
Esse acompanhamento é muito importante para as companhias aéreas, porque o preço do combustível, um dos maiores custos para a sua operação, é dado em dólar. Por isso, uma cotação mais alta geralmente é uma má notícia para o setor.

A sazonalidade também conta – e muito – para a composição tarifária, e está diretamente ligada à oferta x demanda. Você pode até achar que os preços médios não condizem com a realidade, e que as passagens aéreas estão nas alturas, mas deve-se levar em conta que as tarifas flutuam ao longo de todo o ano.
Épocas como Natal, Carnaval e férias de julho de verão e inverno naturalmente vão apresentar preços mais salgados. Em outros períodos, sobretudo de baixa temporada, é possível encontrar valores mais amigáveis.
Segundo a Anac, 93 milhões de passageiros foram transportados em voos domésticos em 2024. O número é 2,1% superior a 2023, quando o país registrou 91,4 milhões de viajantes em trechos nacionais. Em 2019, o Brasil alcançou 95 milhões, mas o número de assentos disponíveis era maior do que no pós-pandemia.
Como encontrar e comprar passagens aéreas baratas?
Existem várias formas de encontrar passagens aéreas baratas. Entre elas estão a busca por voos com antecedência certa, aproveitar as promoções de lançamento de novas rotas, viajar em períodos de baixa demanda e com mais flexibilidade de datas, além de acumular milhas para emitir bilhetes sem gastos extras.
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Qual é a sua percepção? Você sente que as passagens aéreas estão mais baratas? Ou continua tudo muito caro? Participe nos comentários!