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Oito questões essenciais ao planejar suas próximas viagens no pós-quarentena

Leonardo Cassol
Leonardo Cassol
05/05/2020 às 6:08

Oito questões essenciais ao planejar suas próximas viagens no pós-quarentena

Conforme a flexibilização da quarentena se torna um cenário mais próximo e factível para algumas cidades brasileiras, as pessoas começam a se sentir mais seguras para planejar suas próximas viagens. Será que teremos boas promoções e preços? Quais os principais riscos de viajar no contexto dessa pandemia? Nesse post listamos oito questões fundamentais que você não pode deixar de levar em consideração na hora de planejar seu próximo destino!

O que você não pode deixar de considerar ao planejar suas próximas viagens?

1) Calendário

A pandemia de coronavírus deu uma boa bagunçada na programação de muita gente. Férias escolares, casamentos, encontros empresariais e outros eventos foram adiados ou cancelados. Muitos sem uma previsão de quando vão voltar a ocorrer. Até mesmo programar férias no trabalho ficou mais complicado. Esse é um fator de incerteza que precisa ser considerado na hora de planejar sua próxima viagem.

Em relação aos efeitos da pandemia, quanto mais pra frente, menor o risco de ter a viagem prejudicada. Nossa recomendação é evitar viagens nacionais antes de setembro e internacionais antes de novembro.

2) Câmbio

Quem planeja viajar para o exterior tem que acompanhar de perto a cotação do dólar e do euro, que continuam instáveis em relação ao real. Segundo os especialistas, as moedas estrangeiras devem seguir oscilando bastante. E tanto podem cair, como subir ainda mais. Para se ter uma ideia, as previsões para a cotação do dólar variam de R$ 4,30 a R$ 5,55 ao final de 2020, e de R$ 4,20 a R$ 7,35 ao final de 2021. Então, aguenta coração, que vai ter emoção!

O recomendado para quem vai viajar ao exterior é ter uma sobra no orçamento para contingência e ir comprando a moeda aos poucos, aproveitando os períodos de queda da cotação. Planejar viagens mais curtas também pode render uma boa economia nesse período turbulento. Veja outras dicas para economizar em viagens internacionais.

3) Abertura de fronteiras, parques nacionais e cidades turísticas 

Muitos países seguem com as fronteiras fechadas para turistas. No Brasil, os parques nacionais e algumas cidades turísticas também impediram a entrada de visitantes. Portanto, antes de decidir sobre uma viagem, é importante pesquisar a situação do local e a previsão de restabelecimento das condições de visita.

Os países da União Europeia, por exemplo, analisam se vão reabrir as fronteiras para turistas nas próximas semanas, ou se permanecem fechados por mais tempo. E a solução pode não ser única para todos os países do bloco. Itália e Espanha, por exemplo, consideram manter restrições até o fim do ano. Mas, por enquanto, nada foi decidido e bloqueio continua válido até 15 de maio.

A Argentina proibiu todos voos nacionais e internacionais até o fim de agosto. Mas a decisão pode ser revista conforme evoluírem as ações de contenção à pandemia. Nada é certo, por enquanto. Por isso, cautela e olho nos noticiários.

4) Funcionamento do comércio, serviços e atrações turísticas

Nada mais ingrato para um turista do que encontrar o comércio, restaurantes e atrações turísticas fechadas, ou com funcionamento seriamente prejudicado. Não para por aí, em muitas cidades os ônibus intermunicipais e interestaduais tiveram sua circulação afetada pela pandemia. Com a flexibilização da quarentena, gradativamente esses serviços devem voltar a funcionar, mas é importante ficar atento para não ter as expectativas frustradas.

Uma dica para quem quer viajar tão logo a quarentena seja encerrada é procurar aqueles super resorts que funcionam como destino e já possuem alimentação e todos os serviços integrados. Confira aqui a lista dos melhores resorts do Brasil, segundo os leitores do Melhores Destinos

Hotéis e pousadas em praias tranquilas ou no campo também podem garantir o distanciamento social e render momentos de grande relaxamento (só cheque antes se há opções de alimentação e transporte disponíveis no local).

Parques aquáticos, parques temáticos e cruzeiros marítimos devem demorar mais para reabrir e voltar ao normal, operando por um bom tempo com restrições, já que envolvem atividades com aglomerações.

5) Regras e condições da passagem aérea, hotel, ingresso ou pacote de viagem?

Antes de reservar qualquer nova passagem, pacote, hotel ou ingresso é importante checar qual a política de remarcação ou cancelamento. Dê preferência a bilhetes reembolsáveis. Muitas companhias aéreas, hotéis e agências estão oferecendo flexibilidade em reservas efetuadas durante a pandemia, permitindo uma mudança de data sem custo caso o cliente precise alterar seus planos de viagem. Em alguns casos é oferecido um crédito para utilizar em outro destino ou data. Sem dúvida, isso dá um maior conforto caso as coisas não evoluam bem e novas restrições sejam impostas no futuro.

Vale destacar que as Medidas Provisórias (MP) 925 e 948 passaram a permitir que empresas de turismo, entretenimento e eventos devolvam valores pagos pelos clientes no prazo de 12 meses, ainda assim aplicando eventuais penalidades previstas no contrato de prestação de serviço. Por isso, é importante ter cautela antes de decidir e, dependendo do caso, aproveitar para remarcar a viagem usando créditos remanescentes.

6) Situação financeira das companhias aéreas, redes de hotéis e agências de viagem

A pandemia de coronavírus é responsável pela maior crise da história da aviação e do turismo mundial. Num movimento sem precedentes, milhares de empresas viram suas receitas caírem a próximo de zero, mantendo, ao mesmo tempo, despesas que não podem ser eliminadas. Nesse sentido, nem todas devem aguentar até o fim da crise.

Para os clientes, mais do que nunca, é importante acompanhar a situação financeira de companhias aéreas, redes hoteleiras e agências, antes de assumir compromissos de longo prazo. Várias empresas estão sendo socorridas pelos governos com empréstimos, mas isso não elimina o risco de quebras. A dica é acompanhar nas notícias pela imprensa e ter uma precaução adicional com empresas que já estavam em situação complicada antes da pandemia. No Brasil, felizmente, as companhias aéreas nacionais não estão numa situação crítica e negociam empréstimos com o BNDES para reduzir o risco de quebra.

7) Sua saúde e de seus familiares

Ninguém quer viajar para ficar doente, ou perder uma viagem por ter adoecido. Portanto, é importante entender bem os riscos de viajar para locais que tenham uma grande quantidade de casos de coronavírus, bem como seguir os procedimentos de prevenção orientados pelas autoridades de saúde. O seguro viagem, mais do que nunca, é recomendado, já que os hospitais da rede pública, em geral, estão sobrecarregados. Dica: antes de contratar um seguro viagem é importante avaliar se há cobertura para casos de COVID-19. Seguros oferecidos pelos cartões de crédito, por exemplo, não oferecem esse tipo de cobertura.

8) Economia e o mercado de trabalho

Os impactos da pandemia de coronavírus vão muito além da saúde das pessoas. A economia mundial está entrando numa das maiores crises da história, o que deve afetar diretamente os negócios e o mercado de trabalho nos próximos meses. A crise não deve poupar quase nenhum setor. Portanto, é importante ter isso em mente e, mais do que nunca, ter uma reserva financeira para viajar com tranquilidade.

O que esperar do preço das passagens aéreas? Vão ter boas promoções?

Recentemente, o presidente da Latam, Jerome Cadier, disse numa entrevista que prevê forte queda no preço das passagens aéreas nos próximos meses, em função de um descasamento entre oferta e demanda. As companhias aéreas estão hoje com milhares de aviões parados e com funcionários com contrato de trabalho suspenso ou salários reduzidos, aguardando o fim da quarentena e a volta dos passageiros.

De fato, há uma boa chance de aparecem promoções de passagens aéreas nacionais e internacionais no segundo semestre desse ano, e em 2021. Mas isso pode não durar muito tempo. De um lado, a queda na cotação do petróleo reduziu os preços do combustível de aviação. Do outro, o dólar disparou, anulando boa parte desse ganho. Ou seja, a redução nos preços, se acontecer, vai ter que ser bancada, em sua maior parte, pelas próprias companhias aéreas, que já vão estar numa situação de fragilidade financeira após vários meses sem receita. E isso deve levar a reduções de rotas e voos, devolução de aeronaves, e mesmo ao fim de algumas empresas, caso a crise se arraste por muitos meses.

Outra medida que pode reduzir a quantidade de promoções é um estudo do governo que pode permitir operação conjunta de voos de Azul, Gol e Latam durante pandemia. O objetivo é ajudar as empresas a atravessar a crise. Mas, se for implementado e ficar em vigor por muito tempo, certamente vai reduzir a concorrência e acabar com as ofertas mais agressivas.

Nossa dica aqui é baixar gratuitamente o aplicativo para celular do Melhores Destinos que vai alertar sobre as promoções de passagens aéreas, quando elas acontecerem. O app não apenas avisa da promoção, como em qual data e local você encontra aquele preço. É possível ainda escolher a cidade de origem e região de destino.


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