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Projeto Nexus: conheça o “Pix internacional” entre pessoas de mais de 60 países

Bruno Rocha
22/09/2022 às 8:33

Projeto Nexus: conheça o “Pix internacional” entre pessoas de mais de 60 países

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Usar dinheiro durante uma viagem internacional pode ficar mais fácil em alguns anos. O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) está desenvolvendo o projeto Nexus, que tem o objetivo de funcionar como uma espécie de Pix internacional e permitir pagamentos e transferências instantâneas entre pessoas de mais de 60 países.

A ideia do BIS é ter um sistema que permita todos os bancos centrais se conectarem a ele para, assim, movimentar os recursos financeiros mais rapidamente, ao invés de cada país ter sua própria forma de transferência.

O projeto está em fase de testes, fazendo a integração de pagamentos na Malásia, em Singapura e na Itália, que representa a zona do Euro nessa etapa. Ainda não estão claras as regras, mas o objetivo é tornar o Nexus viável em mais de 60 países, incluindo o Brasil.

O BIS disponibilizou um documento (em inglês) que explica os detalhes sobre o Nexus – clique aqui para conferir.

Como e quando deve funcionar o PIX internacional?

De acordo com o BIS, o Nexus “torna mais fácil a conexão de um sistema de pagamento instantâneo a outro além das fronteiras”. Na prática, ele deve substituir os sistemas de transferências de recursos dos países participantes por apenas um, ligado à instituição. Com isso, a movimentação do dinheiro seria mais rápida e transparente, além de custar menos.

Apesar de estar na fase de testes, que segue em andamento fazendo transações sem usar dinheiro real entre a Malásia, Singapura e Itália, o Nexus ainda não tem uma previsão para entrar em funcionamento. A estimativa inicial do BIS é de que um projeto piloto tenha início em 2023, e a adição de novos países ao sistema seja feita gradualmente.

O que falta resolver?

Um dos obstáculos encontrados pela equipe do centro de inovação do BIS, responsável pelo Nexus, tem relação com a tecnologia. Os sistemas utilizados para pagamento instantâneo ao redor do planeta foram desenvolvidos em formatos diferentes, o que dificulta a “conversa” entre eles, e a maioria trabalha com uma única moeda (como o real, no Brasil), sem conversão de câmbio.

Há também as questões das leis e de ordem política e econômica de cada país. Afinal, cada nação tem sua própria legislação sobre movimentação de recursos, proteção de dados e combate a fraudes, por exemplo, e fazer com que todas estejam alinhadas para essa nova ferramenta será um desafio.

Existe Pix em outro país?

O Pix exatamente como nós brasileiros conhecemos não existe em outros lugares do mundo, mas alguns países utilizam ou estão testando sistemas semelhantes.

Veja alguns exemplos:

  • Reino Unido (Faster Payments, que existe há mais de 10 anos);
  • Austrália (New Payments Platform);
  • China (Internet Banking Payment System);
  • Índia (Immediate Payment Service, que é parecido com a TED que temos no Brasil)
  • Estados Unidos (FedNow, em fase de testes);

Porém, ainda não é possível fazer transferências do Brasil para o exterior utilizando o nosso Pix. Existem algumas plataformas online que disponibilizam serviços para esse tipo de movimentação, mas algumas taxas podem ser cobradas, e a disponibilização do dinheiro não é tão imediata quanto no sistema brasileiro.


O que você faria se pudesse transferir recursos tão rápido quanto um Pix para outros países? O Nexus é um projeto promissor e que pode transformar a forma como vários países lidam com o dinheiro. 

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