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As 5 piores classes executivas entre as empresas que voam para o Brasil

Leonardo Cassol
29/10/2020 às 4:56

As 5 piores classes executivas entre as empresas que voam para o Brasil

Nós já divulgamos por aqui quais eram as melhores classes executivas do mundo, com empresas que conseguem entregar produtos e serviços impecáveis para quem quer viajar com mais conforto e comodidade. Mas, quais oferecem a pior experiência? Nesse post listamos as 5 piores executivas entre as companhias aéreas que voam para o Brasil. Será que você já viajou em alguma delas? Se não, é melhor evitar, a não ser que o preço compense! Confira:

O que esperar de um voo em classe executiva

O diferencial começa antes de entrar no avião. Geralmente os passageiros contam com guichês exclusivos (com menos fila) no check-in, franquia de bagagem diferenciada e salas VIP. O embarque e o desembarque também são prioritários.

Nas cabines de voos de longa duração, o padrão atual do mercado são assentos que reclinam 180 graus e se transformam em camas. Monitores individuais de entretenimento com tamanho e qualidade de imagem bem superiores ao da econômica e fones especiais com isolamento de ruídos. Travesseiro e edredom grandes e macios, além de uma nécessaire com produtos de higiene pessoal, tapa olhos, protetor auricular, meias, pente, enxaguante bucal e outras amenidades.

O serviço de bordo é um diferencial importante na classe executiva. Nas melhores cabines você descobre que é possível comer e beber muito bem num avião, como se tivesse no seu restaurante favorito. Os pratos geralmente são servidos em louça ou porcelanato, com talheres de metal e copos e taças de vidro ou cristal. Para beber, é comum ser oferecido champanhe ou algum espumante, uma variedade de vinhos, whisky, refrigerantes, sodas, sucos, chá, café, leite e outros tipos de bebidas. Algumas empresas oferecem até suco natural com laranja espremida na hora e café expresso.

Infelizmente, a diferença na qualidade das cabines e no serviço oferecido pelas companhias aéreas na classe executiva é enorme. E algumas empresas falham ao entregar um produto consistente para os passageiros. Conheça as 5 piores classes executivas entre as empresas que voam para o Brasil, e em quais aspectos principais elas pecam na experiência de voo.

Vale destacar que esse post considera o cenário antes da pandemia, já que algumas empresas ainda não voltaram a voar – confira nesse post as companhias aéreas que já estão voando para o Brasil

As piores classes executivas

1°) Copa Airlines

O produto oferecido pela empresa panamenha não deveria ser chamado de classe executiva, mas sim de econômica premium (premium economy). As poltronas são um pouco mais largas que as da econômica, mas reclinam muito pouco. É semelhante ao que as companhias aéreas oferecem em voos domésticos dentro dos Estados Unidos.

Dependendo da aeronave escalada para a rota (que é exclusivamente formada por jatos Boeing 737, os mesmos utilizados pela Gol nos voos domésticos), não há sequer apoio para os pés ou sistema de entretenimento individual, itens básicos até mesmo para classe econômica. Além disso, a refeição não é grandes coisas, sendo comum não ter a opção escolhida pelo passageiro. Nota no Skytrax: 4 pontos, do total de 10 pontos possíveis.

A boa notícia é que finalmente a Copa Airlines terá voos com poltronas-cama em sua classe executiva, assim que os Boeing 737 Max voltarem a voar. Essas aeronaves foram equipadas com uma nova cabine, chamada de Dreams, com 16 poltronas (4 fileiras no formado 2 x 2) que reclinam 180 graus. Além disso, monitores de 16 polegadas com controle remoto, tomadas e porta USB. Um upgrade mais do que necessário para aquela que hoje tem a pior classe executiva entre as empresas que atuam no Brasil. Porém, os demais aviões continuarão operando com as cabines antigas.

2°) TAAG

A angolana TAAG utiliza no Brasil aeronaves Boeing 777-200, com um interior antigo e ultrapassado. A cabine da executiva é no formato 2-3-2, com poltronas com reclinação limitada (padrão tobogã), que são desconfortáveis para dormir. As telas de entretenimento são bem pequenas e o sistema é antigo, oferendo poucas opções de filmes e séries. A comida é outro ponto fraco, geralmente servida em embalagens descartáveis (e não era por conta da Covid), com qualidade similar a da classe econômica de outras empresas. Por fim, a companhia aérea não oferece kit de amenidades ou necéssaire, mesmo em voos de longa duração. Nota no Skytrax: 5 pontos, do total de 10 pontos possíveis.

Foto: Fábio Vilela (Passageiro de Primeira)

3°) Avianca

O problema da Avianca Holdings, que está em recuperação judicial, é que a companhia ainda opera voos no Brasil com aeronaves Airbus A320, com poltronas semelhantes às da Copa Airlines. Pelo mesmo motivo essa cabine não devia ser chamada de classe executiva, mas de premium economy. No entanto, é vendida e tarifada como se fosse executiva de verdade. No Airbus A330 a companhia oferece uma configuração até razoável, no formato 2-2-2, com poltronas com reclinação limitada (padrão tobogã). Mas no A320 as poltronas mal reclinam, não há apoio para os pés, e o sistema de entretenimento tem telas individuais, mas é ultrapassado.

O pior é que mesmo comprando a passagem para viajar numa aeronave com cabine melhor, pode haver uma mudança de última hora e você acabar num A320 com essas poltronas… Um verdadeiro pesadelo para quem investiu dinheiro ou milhas numa cabine superior. Nota no Skytrax: 5 pontos, do total de 10 pontos possíveis.

Foto: JT Gender (The Points Guy)

4°) Air Europa

Antes da pandemia, a Air Europa operava voos de para Salvador (e esporadicamente para São Paulo) com aeronaves A330, com o interior antigo e defasado de sua classe executiva (no formato 2-2-2). Já nos seus Boeing 787 a empresa tem duas configurações bem mais novas e confortáveis dessa cabine (no formato 1-2-1). Focando no A330, as poltronas têm reclinação limitada (padrão tobogã), que não são tão confortáveis para dormir. O atendimento da empresa às vezes deixa um pouco a desejar. Nota no Skytrax: 5 pontos, do total de 10 pontos possíveis.

(Atualização: Boa notícia! A Air Europa informou que a partir de 16 de dezembro vai utilizar os modernos Boeing 787 na na rota Madri-Salvador, deixando de voar com os A330 para o Brasil)

Crédito: dartV (Youtube)

5°) Aeroméxico

As aeronaves Boeing 787-8 Dreamliner da empresa possuem uma configuração ultrapassada (no formato 2-2-2) e poltronas com reclinação limitada (padrão tobogã), que não são tão confortáveis para dormir. No entanto, a Aeroméxico também opera no Brasil com o Boeing 787-9, com uma configuração bem mais moderna e confortável (no formato 1-2-1), com poltronas que reclinam 180 graus. O complicado é que mesmo que você compre uma passagem sinalizada com a aeronave mais moderna, nada garante que não vai haver uma mudança na programação para outra com a configuração antiga. Além disso, o sistema de entretenimento da Aeroméxico deixa a desejar, com poucas opções de conteúdo. O serviço de bordo e o atendimento também nem sempre são bons! Nota no Skytrax: 5 pontos, do total de 10 pontos possíveis.

Crédito: divulgação Aeroméxico

Como sei a cabine de classe executiva que vai ser utilizada no meu voo?

A primeira informação é encontrada no site da companhia aérea, na hora da compra, que geralmente indica que tipo de aeronave está programada para operar o voo. Depois é só consultar os sites Seat Guru e Expert Flyer, que mostram os mapas de assento e detalhes da cabine como largura do assento e distância entre as fileiras.

Outra dica é procurar avaliações como as que costumeiramente publicamos no site para ter mais detalhes sobre o assento e também toda a experiência a bordo.


E você, concorda com a lista? Já voou numa dessas executivas? Como foi a experiência? Comente e participe!

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