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Petrobras aumenta preço do combustível de aviação mais um mês. Valor da passagem pode subir?

Daniel Akstein Batista
01/10/2026 às 17:47

Petrobras aumenta preço do combustível de aviação mais um mês. Valor da passagem pode subir?

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Más notícias para as companhias aéreas, e um sinal de alerta também para quem pretende viajar nos próximos meses. O preço do combustível de aviação (QAV) subiu novamente. O reajuste médio da Petrobras para outubro é de 11,76%.

Este é o terceiro mês consecutivo de alta. Após ficar mais barato em junho e julho, o combustível voltou a subir em agosto, setembro e agora em outubro. O novo valor já foi repassado às distribuidoras.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, o preço médio do QAV vendido nas refinarias da Petrobras está 74% acima do registrado em 1º de março. Com o novo reajuste, o valor médio passou de R$ 5,585 para R$ 6,242 por litro.

Combustível dos aviões sobe pelo terceiro mês seguido

O preço do querosene de aviação chegou a dar uma trégua no meio do ano. A Petrobras reduziu o valor do combustível em junho e novamente em julho, em meio a uma melhora momentânea no cenário internacional.

Desde então, porém, a situação se inverteu. Em agosto, o QAV voltou a subir 1,9%. Em setembro, veio uma nova alta de 13,9% e, agora, outubro começa com mais um reajuste, desta vez de 11,76%.

A comparação com março ajuda a mostrar o tamanho da mudança. Em 1º de março, o litro do QAV vendido pela Petrobras custava, em média, R$ 3,592 nas refinarias. Agora, está em R$ 6,242.

Isso significa que o combustível utilizado pelos aviões está 74% mais caro do que no início de março, após o início da guerra no Oriente Médio.

Por que o querosene de aviação está tão caro?

A disparada do preço do querosene de aviação está relacionada principalmente ao cenário internacional e aos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado de petróleo.

Um dos pontos mais sensíveis é o Estreito de Ormuz, ao sul do Irã, uma das principais rotas para o transporte de petróleo e gás do mundo. Antes do conflito, cerca de 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região.

As restrições na oferta e os problemas logísticos provocados pelo conflito pressionaram os preços internacionais. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o peso do QAV ultrapassou 45% dos custos operacionais depois da guerra.

E as passagens aéreas, vão ficar mais caras?

Essa é provavelmente a principal dúvida dos passageiros, e não há como afirmar que o reajuste de outubro será automaticamente repassado para as tarifas.

O preço das passagens aéreas depende de uma série de fatores, como oferta e procura, concorrência, ocupação dos voos, câmbio e custos das companhias. Mas uma coisa é certa: combustível mais caro significa mais pressão sobre os custos das empresas aéreas.

Antes do conflito no Oriente Médio, o querosene de aviação representava cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com a disparada dos preços, essa participação já ultrapassou 45%, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Desde o início do conflito, o aumento do combustível já levou as companhias aéreas a reajustar sua oferta no Brasil, com redução de capacidade e de frequências em algumas rotas, além de um aumento nas passagens. Com o QAV novamente em alta, a pressão sobre os custos das empresas continua e pode também se refletir nas tarifas.

De acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as passagens aéreas ficaram 9,82% mais caras em setembro em relação ao período anterior de coleta.

Isso ajuda a entender por que as companhias acompanham tão de perto o preço do QAV e por que uma sequência de aumentos como a registrada nos últimos três meses preocupa o setor e todos nós, viajantes.

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Daniel Akstein Batista
Daniel Akstein Batista

Jornalista desde 2003, posso dizer que o Melhores Destinos reuniu algumas de minhas paixões: escrever, falar de viagem e, claro, viajar. E com essa bagagem de anos, meu objetivo no MD é compartilhar dicas e informações para que todos possamos curtir esse mundão do melhor jeito: com as melhores viagens e, de preferência, podendo economizar!
No MD, trago de tudo um pouco (ou um pouco de tudo) sobre turismo e viagens, com as melhores dicas para curtir os parques, as melhores promoções de cruzeiros, as novidades do que acontece nos destinos brasileiros e mundo afora, informações e notícias do turismo e criando rankings e tabelas com os melhores hotéis para ajudar os leitores a escolherem a melhor opção na sua viagem.

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